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Os Tempos Em Que Vivemos, Presidente Gordon B. Hinckley


Meus amados irmãos e irmãs, eu aceito humildemente esta oportunidade. Oro para que eu possa ser guiado pelo Espírito do Senhor naquilo que eu disser.


Acabo de receber uma nota dizendo que está ocorrendo um ataque de mísseis dos EUA.

Não necessito lembrar-lhes de que vivemos em tempos perigosos. Quero falar a respeito destes tempos e de nossas circunstâncias como membros da Igreja.

Vocês estão perfeitamente informados dos eventos de 11 de setembro, há menos de um mês atrás. A partir daquele infame e sórdido ataque fomos arremessados a um estado de guerra. É a primeira guerra do século 21. O século passado foi descrito como o mais devastado por guerras na história da humanidade. Agora estamos envolvidos em outro perigoso acontecimento, cujo desenrolar e final não conhecemos. Pela primeira vez, desde que nos tornamos uma nação, os Estados Unidos foram seriamente atacados em seu próprio território. Mas este não foi um ataque apenas contra os Estados Unidos. Foi um ataque contra os homens e as nações de boa vontade em todos os lugares. Foi bem planejado, executado com audácia e os resultados foram desastrosos. Estima-se que mais de 5.000 pessoas inocentes tenham morrido. Entre estes havia muitos de outras nações. Foi cruel e ardiloso, um ato de extrema maldade.

Recentemente, juntamente com alguns líderes religiosos da nação, fui convidado à uma reunião na Casa Branca com o Presidente. Ao falar-nos, ele foi franco e direto.

Naquela mesma noite, ele falou ao Congresso e à nação de forma inequívoca a respeito da determinação da América e de seus amigos de irem à caça dos terroristas que foram responsáveis pelo planejamento desta coisa terrível, bem como dos que os abrigam.

Agora estamos em guerra. Forças enormes estão sendo mobilizadas e continuarão a sê-lo. Alianças políticas estão sendo forjadas. Não sabemos quanto tempo durará este conflito. Não sabemos o que ele irá custar em termos de vidas e recursos. Não conhecemos a maneira pela qual ele será levado a cabo. Isto poderá causar impacto no trabalho da Igreja de várias maneiras.

Nossa economia nacional está sofrendo. Ela já estava em dificuldades e isto só fez com que o problema aumentasse. Muitos estão perdendo seus empregos. Entre nosso próprio povo, isto poderá afetar as necessidades de Bem-Estar e também os dízimos da Igreja. Poderá afetar nosso programa missionário.

Somos uma organização global. Temos membros em mais de 150 nações. A administração deste vasto programa mundial tornar-se-á possivelmente mais difícil.

Nós que somos cidadãos Americanos apoiamos firmemente ao Presidente de nossa nação. As terríveis forças do mal devem ser confrontadas e responsabilizadas por suas ações. Esta não é uma questão de Cristão contra Muçulmano. Estou contente ao ver que alimentos estão sendo jogados ao povo faminto de uma nação-alvo. Nós valorizamos nossos vizinhos Muçulmanos em todo o mundo e esperamos que aqueles que vivem de acordo com os princípios de sua fé não venham a sofrer. Eu particularmente peço que nosso próprio povo não tome parte em qualquer tipo de perseguição aos inocentes. Em lugar disso, sejamos amistosos e úteis, dispostos a proteger e apoiar. São as organizações terroristas que devem ser localizadas e abatidas.

Nós desta Igreja sabemos algo a respeito de tais grupos. O Livro de Mórmon fala dos ladrões de Gadianton, uma organização secreta e maligna, unida por meio de pactos, inclinada à maldade e destruição. Em seus dias, eles fizeram tudo o que puderam, usando quaisquer meios disponíveis para derrubar a Igreja, para atrair ao povo com sofismas e para assumir o controle da sociedade. Vemos a mesma coisa na presente situação.

Somos pessoas pacíficas. Somos seguidores de Cristo, que foi e é o Príncipe da Paz. Mas há momentos quando temos que defender os direitos e a decência, a liberdade e a civilização, da mesma forma como Moroni mobilizou o seu povo, em seus dias, em defesa de suas esposas, seus filhos e da causa da liberdade.

No programa de televisão de Larry King, alguns dias atrás, foi-me perguntado o que eu pensava daqueles que, em nome de sua religião, levam a cabo ações tão infames. Eu respondi, “A religião não oferece escudo para a iniqüidade, para a maldade, para estes tipos de coisas. O Deus no qual acredito não patrocina este tipo de ação. Ele é um Deus de misericórdia. Ele é um Deus de amor. Ele é um Deus de paz e confiança e eu procuro a Ele em momentos assim, como um conforto e uma fonte de força.”

Os membros da Igreja nesta e em outras nações estão agora envolvidos em um grande empreendimento internacional. Na televisão vemos aqueles que estão nas forças armadas deixando aos seus entes queridos, não sabendo se irão retornar. Isto está afetando os lares de nosso povo. De maneira unificada, como Igreja, devemos colocar-nos de joelhos e invocar os poderes do Todo-poderoso em favor daqueles que irão carregar os fardos desta campanha.

Ninguém sabe quanto tempo durará. Ninguém sabe precisamente onde ela será deflagrada.

Ninguém sabe tudo o que ela irá acarretar antes que esteja terminada. Desencadeamos uma iniciativa cujo tamanho e natureza não podemos visualizar neste momento.

Ocasiões deste tipo alertam-nos de forma contundente sobre o fato de que a vida é frágil, a paz é frágil, a própria civilização é frágil. A economia é particularmente vulnerável. Temos sido aconselhados, vez após vez, a respeito de auto-suficiência, a respeito de dívidas, a respeito de frugalidade.

Há tantos entre nosso povo que estão altamente endividados com coisas não inteiramente necessárias. Quando eu era rapaz, meu pai aconselhou-me a construir uma casa modesta, suficiente para as necessidades de minha família, e a torná-la bela, atraente, agradável e segura. Ele aconselhou-me a pagar a hipoteca tão rápido quanto pudesse, a fim de que, não importa o que acontecesse, houvesse um teto sobre as cabeças de minha esposa e de meus filhos. Fui criado com este tipo de doutrina. Eu os exorto, como membros desta Igreja, a que se libertem das dívidas, onde for possível, e a terem um pouco em reserva para os dias chuvosos.

Não podemos estar prevenidos para todas as emergências. Mas podemos estar prevenidos para muitas emergências. Que a presente situação possa lembrar-nos de que devemos fazer isso.

Como temos sido continuamente aconselhados, por mais de 60 anos, tenhamos algum alimento reservado que possa suster-nos por algum tempo em caso de necessidade. Mas não entremos em pânico e nem cheguemos a extremos. Sejamos prudentes em todos os aspectos. E, acima de tudo, irmãos e irmãs, vamos avante com fé no Deus Vivente e em Seu Amado Filho.

Grandes são as promessas concernentes à esta terra da América. Somos ensinados de maneira inconfundível de que ela é uma “terra escolhida; e que qualquer nação que a habitar se verá livre da servidão e do cativeiro e de todas as outras nações debaixo do céu, se apenas servir ao Deus da terra, que é Jesus Cristo” (Éter 2:12). Este é o ponto crucial de toda a questão – obediência aos mandamentos de Deus.

A Constituição sob a qual vivemos e que tem não apenas nos abençoado, mas tem-se tornado um modelo para outras constituições, é a nossa salvaguarda nacional inspirada por Deus, assegurando liberdade, justiça e igualdade perante a lei.

Eu não sei o que o futuro reserva. Não quero parecer negativo, mas quero lembrá-los das advertências das escrituras e dos ensinamentos dos profetas, os quais temos tido constantemente diante de nós.

Não consigo esquecer a grande lição do sonho do Faraó a respeito das vacas gordas e magras e das espigas cheias e secas.

Não consigo retirar de minha mente as severas advertências do Senhor, conforme encontradas no capítulo 24 de Mateus.

Estou informado, como vocês também estão, das declarações das revelações modernas dizendo que chegará o tempo em que a terra será purificada e no qual haverá indescritível sofrimento, com choro, prantos e lamentações (ver D&C 112:24).

Agora, não desejo ser um alarmista. Não desejo ser um profeta fatídico. Estou otimista. Não acredito que este seja o tempo quando uma calamidade devastadora irá afligir-nos. Eu oro fervorosamente para que não seja assim. Há tanto do trabalho do Senhor ainda a ser feito. Nós e nossos filhos depois de nós deveremos fazê-lo.

Posso assegurar-lhes de que nós, que somos responsáveis pela administração dos assuntos da Igreja, seremos prudentes e cuidadosos como temos tentado ser no passado. Os dízimos da Igreja são sagrados. Eles são aplicados na maneira estabelecida pelo Próprio Senhor.

Chegamos a ser uma organização muito grande e complexa. Desenvolvemos muitos programas extensos e dispendiosos. Mas eu posso garantir-lhes que não ultrapassaremos a nossa arrecadação. Não colocaremos a Igreja em débito. Ajustaremos aquilo que fazemos aos recursos que estão disponíveis.

Quão agradecido estou pela lei do dízimo. É a lei financeira do Senhor. Ela é estabelecida em poucas palavras na seção 119 de Doutrina e Convênios. Ela provém de Sua sabedoria. A cada homem e mulher, a cada menino ou menina nesta Igreja que paga um dízimo honesto, seja grande ou pequeno, eu expresso gratidão pela fé que está em seus corações. Eu relembro a vocês, e a todos os que não pagam o dízimo e que deveriam fazê-lo, que o Senhor prometeu maravilhosas bênçãos (ver Malaquias 3:10-12). Ele também prometeu que “aquele que paga o dízimo não será queimado na sua vinda” (D&C 64:23).

Expresso apreço aos que pagam ofertas de jejum. Isto não custa ao doador mais do que ficar sem duas refeições por mês. Torna-se a espinha dorsal de nosso Programa de Bem-Estar, destinado a assistir aos que estão em dificuldades.

Agora, todos nós sabemos que a guerra, a contenda, o ódio e o sofrimento da pior espécie não são novidades. O conflito que presenciamos hoje é apenas mais uma demonstração daquela guerra nos céus. Eu cito o livro de Apocalipse:

“E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos;

“Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus,

“E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.

“E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo” (Apocalipse 12:7-10).

Este deve ter sido um terrível conflito. As forças do mal foram posicionadas contra as forças do bem.

O grande enganador, o filho da manhã, foi derrotado e banido, levando consigo um terço das hostes dos céus.

O livro de Moisés e o livro de Abraão esclarecem mais sobre este grande combate. Satanás intentava retirar do homem o seu livre arbítrio e obter para si todo o crédito e a honra e a glória. Oposto a isto estava o plano do Pai, o qual o Filho afirmou que Ele iria cumprir, sob o qual Ele veio à terra e deu Sua vida para expiar os pecados da humanidade.

Desde os dias de Caim até o presente, o adversário tem sido o grande mentor dos terríveis conflitos que têm causado tanto sofrimento.

A traição e o terrorismo começaram com ele. E eles continuarão até que o Filho de Deus retorne para governar e reinar com paz e retidão entre os filhos e filhas de Deus.

Através dos séculos, homens e mulheres, tantos, tantos têm vivido e morrido. Alguns morrem no conflito que está diante de nós. Para nós, e prestamos solene testemunho disso, a morte não será o fim. Existe vida além desta, tão seguramente quanto existe vida aqui. Por meio do grandioso plano, o qual tornou-se a própria essência da guerra nos céus, os homens continuarão a viver.

Jó perguntou, “Morrendo o homem, porventura tornará a viver?” (Jó 14:14). Ele respondeu: “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.

“E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus,

“Vê-lo-ei, por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão” (Jó 19:25-27).

Agora, irmãos e irmãs, devemos cumprir nosso dever, seja ele qual for. A paz poderá ser-nos negada por algum tempo. Algumas de nossas liberdades poderão ser restringidas. Poderemos ter inconveniências. Poderemos até ser convidados a sofrer de uma ou outra forma. Mas Deus, nosso Pai Eterno, cuidará desta nação e de todo o mundo civilizado que o buscar. Ele declarou: “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor” (Salmos 33:12). Nossa segurança reside no arrependimento. Nossa força vem da obediência aos mandamentos de Deus.

Oremos. Oremos por retidão. Oremos pelas forças do bem. Estendamos a mão para ajudar aos homens e mulheres de bem, não importa qual seja a sua crença religiosa e onde vivam. Estejamos firmes contra o mal, tanto em casa quanto no exterior. Vivamos dignos das bênçãos dos céus, reformando nossas vidas quando necessário, e buscando a Ele, o Pai de todos nós. Ele disse: “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus” (Salmos 46:10).

Estes são tempos perigosos? São. Mas não há necessidade para o medo. Podemos ter paz em nossos corações e paz em nossos lares. Podemos ser uma influência para o bem neste mundo, cada um de nós.

Que o Senhor dos céus, o Todo-poderoso, nos abençoe, nos ajude, ao andarmos por caminhos diversos nos dias incertos que estão à frente. Que busquemos a Ele com fé inabalável. Que depositemos dignamente nossa confiança em Seu Amado Filho, que é o nosso grande Redentor, seja na vida ou na morte, é minha oração em Seu Santo Nome, mesmo o nome de Jesus Cristo, amém.


Share/Bookmark ~ domingo, 23 de maio de 2010 1 Comentários

Cristianismo Nos Últimos Dias Dez Questões Básicas, Noel B. Reynolds, Robert L. Millet

Traduzido por Expedito J. Noronha


1 SÃO CRISTÃOS OS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS?

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias aceitou sempre Jesus de Nazaré tal como testificado na Bíblia: o divino Redentor e Filho de Deus que se sacrificou pelos pecados de toda a humanidade e assegurou nossa ressurreição universal. A Igreja jamais cessou de afirmar que não há outro nome dado pelo qual o homem possa ser salvo (v. Atos 4:12). Um outro livro que a Igreja aceita como escritura, o Livro de Mórmon, declara em sua página título que ele foi escrito "para convencer os judeus e gentios de que Jesus é o Cristo, o Eterno Deus, manifestando-Se a todas as Nações."

Na crença dos Santos dos Últimos Dias, Joseph Smith é o profeta através de quem Deus restaurou a Igreja de Cristo e nomeou-a A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Ele declarou "que os princípios fundamentais de nossa religião são o testemunho dos Apóstolos e Profetas, concernentes a Jesus Cristo, que ele morreu, foi sepultado, e ressurgiu novamente ao terceiro dia, e subiu aos céus; e tudo o mais pertencente à nossa religião são apenas apêndices disso". Os membros da Igreja Restaurada de Jesus Cristo regozijam-se na expiação, confiantemente aguardam sua volta gloriosa, aguardam ser levados perante Ele quando julgar toda a humanidade, e esperam viver com ele por toda a eternidade. Seguramente todos que professsam tais crenças podem reivindicar o direito de ser chamados Cristãos.

É óbvio que existe diferenças doutrinais entre Mórmons e o povo de uma variedade de outras denominações cristãs. Os santos acreditam, todavia, ser possível às pessoas terem diferentes pontos de vista e ainda serem cristãos. Dado o grande número de denominações cristãs, todas discordando em pequenos e grandes pontos, essa afirmação é conclusiva. Os Santos dos Últimos Dias admitem como concidadãos cristãos aqueles que professam fé em Jesus Cristo. Da mesma forma acreditam que nenhuma diferença doutrinal ou variação em sua prática, podem ser tomadas a fim de negar sua crença sincera e confiança em Jesus Cristo como seu Senhor e Redentor.

Definições

A crença dos Santos dos Últimos Dias está em harmonia com o que a Bíblia define como cristão. Os termos Cristão ou Cristãos ocorre somente três vezes no Novo Testamento (em Atos 11:26; 26:28; e 1 Pedro 4:16). Em cada caso esses termos referem-se simplesmente àqueles que seguem Cristo, o que se aplica perfeitamente aos Santos dos Últimos Dias.

Os membros da Igreja Restaurada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias não conseguem encontrar outras definições para Cristandade, definições persuasivas baseadas em interpretações da Bíblia por denominações particulares ou através de interpretações de credos clássicos dos primeiros séculos cristãos. Os Santos dos Últimos Dias duvidam que alguém tem autoridade para excluir outras denominações da Cristandade baseando-se nessas definições. Como observa C.S.Lewis:

"Não nos cabe dizer quem, no estrito senso, está ou não está próximo ao espírito de Cristo. Não vemos dentro do coração dos homens. Não podemos julgar, e estamos na verdade proibidos de julgar. Seríamos arrogantes maldosos se dissermos que qualquer homem é, ou não é, um cristão neste senso... Quando um homem que aceita a doutrina cristã vive indigno dela, é mais correto dizer que ele não é um bom cristão do que dizer que ele não é cristão." 2

Além disso, quaisquer definições desse tipo que excluirem os mórmons também excluirão outros grupos - grupos que a maioria das pessoas achariam absurdo classificá-los como não-cristãos. Por exemplo, considerando que os crentes em Cristo aceitam a doutrina da trindade como estabelecida pelo Credo de Nicéia de modo a serem considerados cristãos implica em que os bispos que votaram contra aquele credo no Concilio de Nicéia não eram cristãos reais. Também questiona a cristandade de muitos seguidores de Cristo que viveram antes daquele Concílio de Nicéia, e assim antes do completo desenvolvimento da doutrina da trindade clássica.

Da mesma forma, os Santos dos Últimos Dias sentem-se admirados ante a declaração de que apenas aqueles que baseiam sua fé e práticas exclusivamente nos sessenta e seis livros do cânone bíblico protestante tradicional são cristãos - aquela lista canônica evidentemente não foi definida, de acordo com registros históricos do cristianismo, até vários séculos depois da morte de Cristo, e ainda não é universalmente aceita. Essa definição não apenas baniriam os Santos dos Últimos Dias, mas também muitos dos seguidores de Jesus dos primeiros séculos, cerca de duzentos milhões de Cristãos Ortodoxos, tanto quanto os Católicos Romanos que baseiam suas crenças na autoridade apostólica tradicional.

Considere além disso a afirmação de que, em virtude de os mórmons acreditarem que a salvação está ligada à autoridade da Igreja, não podem portanto serem considerados cristãos. Essa afirmação também deixa de fora os primeiros padres cristãos, para não dizer nada a respeito da Igreja de Roma e virtualmente todo o cristianismo oriental.

Em outras palavras, definições de cristianismo baseadas nas crenças específicas de uma denominação ou grupo de denominações não são de grande ajuda. Quase sempre não levam em consideração a história cristã, e tão pouco ajudam a determinar quem é ou não cristão.

Costumes Históricos

O fato histórico é que a palavra cristão tem sido usada através dos séculos para descrever ampla série de práticas e posições teológicas, inclusive algumas que os Santos dos Últimos Dias acham tão seriamente erradas quanto fazem seus críticos protestantes. Por exemplo, os Marcionitas rejeitam os Evangelhos de Mateus, Marcos e João. Docetistas negavam que Cristo possuia um corpo físico. Todavia esses grupos e muitos outros são rotineiramente mencionados como cristãos pelos estudiosos que os estudaram detidamente.

Ensinamentos e práticas cristãs podem ser mais ou menos inadequadas, até mesmo seriamente erradas, embora permaneçam cristãos, tal como teorias discordes a respeito do sistema solar podem variar e mesmo assim permanecerem como sendo teorias científicas. A única definição da palavra cristão que merece crédito pelo seu uso através dos séculos e que inclui todos os indivíduos e grupos que são universalmente mencionados como seguidores dessa descrição parece ser estritamente esta: Um cristão é uma pessoa que aceita Jesus Cristo como, unicamente, seu Senhor e Redentor. Por esta definição, Santos dos Últimos Dias fieis, juntamente com milhões de outros crentes em Jesus de Nazaré distribuídos pelas muitas denominações através de milhares de anos e em todos os continentes, abundantemente qualificam-se como cristãos.

2

QUAL A CRENÇA DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS A RESPEITO DE DEUS?

O conceito Santo dos Últimos Dias a respeito de Deus, como aquele de outros cristãos, está fundamentado no que o Pai tem revelado a respeito de Si mesmo a seus profetas e apóstolos, e também do que se pode aprender a respeito Dele a partir da vida terrena e ministério de Jesus Cristo.

Com a vasta maioria de seus amigos cristãos, os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias acreditam em um Deus de amor, que tem todo o conhecimento e todo o poder (v. 1Nefi 11:22; 2Nefi 1:15; 2Nefi 9:20; D&C 38:1-3; Moisés 1:6; 1Nefi 7:12; Alma 26:35). Seu trabalho contínuo com o mundo e seus filhos nele está registrado em todos os quatro livros padrão da Igreja Restaurada, mesmo A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (i.e. a Bíblia, o Livro de Mórmon, Doutrina e Convênios e Pérola de Grande Valor).

Os Santos dos Últimos Dias acreditam, como outros cristãos, em três pessoas-o Pai, o Filho e o Espírito Santo- e crêem que Eles são três pessoas separadas (veja Mateus 28:19, 2Nefi 31-21, Alma 11:44; Artigos de Fé 1:1). O registro do batismo de Jesus sob as mãos de João o Batista, por exemplo, reporta que quando Jesus emergiu do Rio Jordão, o Espírito de Deus desceu dos céus sobre ele em forma de Pomba, enquanto a voz do Pai vinda dos céu testificou da divindade de Seu Filho Jesus Cristo (veja Mateus 3:13-17; Marcos 1:9-11; Lucas 3:21-22). Os Evangelhos do Novo Testamento registram várias afirmações de Jesus indicando que ele se via como um ser separado de Deus o Pai e subordinado a Ele. ( v. por exemplo, João 14:28; Mateus 20:23; 26:30; João 5:19; 8:17-18; 17:1-5). Nos versículos iniciais da versão original grega, o Evangelho de João parece distinguir entre o Pai, que é "o Deus" (hothe¢s) e o Filho, que é "Deus! (the¢s). O apóstolo Paulo ocasionalmente reservou o termo Deus unicamente para o Pai (como em 1 Coríntios 8:6).

Os Santos dos Últimos Dias acreditam que Jesus, também, é divino (v. João 1:1; 20:28). Paulo escreveu de Cristo que "nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Colossenses 2:9). As escrituras também ensinam, e os Santos dos Últimos Dias também acreditam, que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são Um (v. 2Nefi 31:21; Mosias 54:4; Alma 11:44; 3Nefi 11:36; Mormon 7:7; D&C 20:28). "Eu e meu Pai somos um", disse o Salvador, declarando mais adiante que "o Pai está em Mim" (João 10:30, 38).

Um ou Três?

Como pode ser isso? Como pode haver um Deus, e entretanto três pessoas divinas? Pensadores cristãos têm lutado com essa questão por muitos séculos. A solução aceita pela maioria dos cristãos foi alcançada através de negociações e debates nos grandes concílios que aconteceram por vários séculos após a morte dos apóstolos e seus discípulos. Tomando emprestado conceitos dos mais avançados pensamentos, filósofias gregas, esses teólogos cristãos esforçaram-se para descrever a unidade-na-multiciplidade da Deidade em termos filosóficos.

O Santos dos Últimos Dias, ao contrário, guiados não por filósofos mas por profetas modernos e apóstolos, vêem a unidade da Deidade na absoluta unidade de propósito e vontade que caracteriza o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Jesus buscou estabelecer essa mesma unidade entre os discípulos. Em sua famosa oração, o Salvador implorou "que eles todos possam ser um; como Tu, Pai, está em mim, e eu em Ti, que eles também possam ser um conosco... que eles possam ser um, assim como nós somos um: Eu estou neles, e Tu em Mim, que eles sejam perfeitos em unidade." (João 17:21-23).

Nosso Pai

Os Santos dos Últimos Dias acreditam que Deus é literalmente o Pai dos espíritos de todo ser humano (v. Números 16:22; 27:16, Mateus 6:9; Efésios 4:6; Hebreus 12:9 "Pois", como o apóstolo Paulo disse aos atenienses, "nós somos também sua geração". (Atos 17:28; compare 17:29). Por sermos os filhos de um tal Pai, o Salvador nos admoesta a vivermos de acordo com nossa herança, "sermos ... perfeitos, como nosso Pai que está nos céus é perfeito". (Mateus 5:48, compare com 3Néfi 12:48, 27:27; 28:10).

Por ser Deus nosso Pai, os Santos dos Últimos Dias acreditam, Ele não é meramente um juiz distante que nos aprisiona a um padrão abstrato de justiça. Muitíssimo mais perfeito do que o melhor dos pais mortais, Ele nos ama e se preocupa com nossa felicidade e bem-estar. (v.Mateus 7:7-11). "Pois eis que", disse ele a Moisés, esta é minha obra e minha glória: Levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem". (Moisés 1:39).

Além disso, por haver tomado sobre si um corpo mortal e vivido entre nós, nosso Redentor, Jesus Cristo, o Filho de nosso Pai, compreende-nos em todas nossas fraquezas humanas, desafios, pesares. O antigo profeta do Livro de Mórmon, Alma, ensinou que Jesus viria à terra e se submeteria à morte e sofrimento, " para que se lhe encham de misericórdia as entranhas, segundo a carne, para que saiba segundo a carne como socorrer seu povo conforme suas enfermidades". (Alma 7:12). Tanto o Novo Testamento quanto as revelações modernas recebidas através do Profeta Joseph Smith testificam que a missão terrena de Cristo foi um sucesso triunfante. "Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado". (Hebreus 4:15). "Ele desceu abaixo de todas as coisas, no sentido de que compreendeu todas as coisas, para que fosse em tudo e através de todas as coisas, a luz da verdade: Verdade essa que brilha". (D&C 88:6,7).

A forma física de Deus

Os Santos dos Últimos Dias tomam literalmente as muitas passagens na Bíblia que descrevem Deus como tendo uma forma física. Deus criou Adão "em sua própria imagem" e "conforme Sua semelhança" (Gênesis 1:26-27), e Paulo ensinou que "o homem mortal é a "imagem" de Deus (1 Coríntios 11:7). Durante sua vida terrena, Jesus Cristo foi dito ser "a expressa imagem" de Deus o Pai (Hebreus 1:3). Quando o Pai e o Filho apareceram a Joseph Smith no bosque em 1820, o jovem rapaz "viu dois personagens gloriosos, que se assemelhavam exatamente, tanto no aspecto quanto na aparência".3

Nosso Relacionamento com Deus

Assim pois, para os Santos dos Últimos Dias Deus está tanto próximo como distante. Ele é perfeito. Nós não somos. Ele é infinitamente amável, justo, cheio de misericórdia, sábio. Nós não somos. Ele tem todo o poder e glória. Nós certamente não temos. Mas Ele é nosso Pai, nós somos semelhantes a Ele, e Ele deseja compartilhar conosco tudo que Ele tem e é. "Aquele que vencer", disse o Salvador, "concederei que se assente comigo em meu trono, assim como eu venci, e estou assentado com meu Pai em Seu trono." (Apocalipse 3:21). Assim pois, os crentes na restauração do Evangelho estão cheios com o amor a Deus seu Pai, com profunda gratidão e esperança divinamente inspirada. "Amados", escreveu o apóstolo João, "agora somos os filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos." (1 João 3:2).

3

OS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS ACREDITAM NA BÍBLIA E NO CRISTIANISMO DA BÍBLIA?

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias aceita e honra a Bíblia como a palavra de Deus. Os Santos dos Últimos Dias entesouram seus registros inspirados da vida do Salvador e de seu ministério terreno. Lêem a Bíblia regularmente e aceitam ambos o Velho e o Novo Testamentos juntamente com os livros padrão da Igreja Restaurada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e crêem e procuram viver de acordo com a mesma religião que existia na igreja estabelecida há dois mil anos atrás por Jesus Cristo. Acreditam que a Igreja dos Santos dos Últimos Dias é a restauração daquela Igreja de Cristo, restaurada pelo Salvador pessoalmente. Eles acreditam que ela ensina todas as doutrinas, promove as virtudes, participam das ordenanças essenciais (sacramentos), e está organizada de acordo com os princípios ensinados por Jesus e seus apóstolos no Novo Testamento. Por que os Santos dos Últimos Dias acreditam na Bíblia? Existem várias respostas para essa pergunta. Eles amam a Bíblia pelo que ela representa. Ela é uma testemunha divina de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ela contém as palavras dos profetas que falaram da vinda e do sacrifício expiatório. Ela registra os ensinamentos, doutrinas, leis, ordenanças e convênios dados por Deus ao povo através de muitos séculos. Os mórmons também acreditam na Bíblia porque o Livro de Mórmon e outras revelações modernas afirmam que ela é verdadeira. (v. Mórmon 7:9; D&C 20:11).

Interpretação

Os Santos dos Últimos Dias acreditam que ser guiados pelo Espírito Santo é necessário de modo a poderem compreender corretamente as escrituras. Esse requisito aplica-se igualmente à Bíblia, ao Livro de Mórmon e às revelações modernas. Todas as igrejas cristãs que crêem na Bíblia, se Católica, Ortodoxa, Protestante, Evangélica ou Santo dos Últimos Dias interpretam o texto bíblico diferentemente. Ao interpretarem a Bíblia, algumas igrejas confiam cegamente na tradição; outras vão pela lógica, semântica, filosofia, teoria, ou história. Os membros da Igreja Restaurada acreditam que a verdade pode ser encontrada em todas as religiões do mundo, mas que Deus chamou profetas modernos a começar por Joseph Smith e deu-lhes revelações para ajudar o povo a compreender Suas palavras encontradas na Bíblia e em outros escritos sagrados. Ao interpretar a Bíblia, os Santos dos Últimos Dias buscam confiar primeiramente no Espírito Santo e no espírito de profecia e revelação.

Os Santos dos Últimos Dias reconhecem que a Bíblia deve ser traduzida corretamente de modo a ser compreendida apropriadamente em nossos dias, pois Jesus não falou Inglês, quer moderno ou Elizabetano, ou qualquer das outras línguas encontradas popularmente hoje nas traduções da Bíblia. Esse reconhecimento, entretanto, não impede os Santos de acreditarem na Bíblia, pois inspiração divina proverá novamente respostas para as situações importantes. Conquanto a Tradução da Bíblia feita por Joseph Smith afirma e adota a maior parte dos escritos tradicionais da versão do Rei Tiago, ela também restaura explicações e nuanças de seu significado.

O Uso da Bíblia

Algumas pessoas não sabem quão profunda é a influência da Bíblia na fé dos Santos dos Últimos Dias e em seu modo de vida. Por exemplo, os Santos acreditam na divindade de Cristo, no milagre de sua graça tal como ensinado por Paulo (v. Efésios 2:8-10; 2Néfi 25:23), a necessidade de obras como ensinado por Tiago (v.Tiago 2:19-20; Alma 9:28), a majestade do amor como testemunhado por João (v.1 João 3:1-2; Moroni 7:45-48), a ressurreição dos mortos através do Senhor Jesus Cristo (v. 1 Coríntios 15; Helamã 14:15-18), e muitas outras doutrinas que são ensinadas na Bíblia. Muito do texto usado nas Regras de Fé dos Santos dos Últimos Dias foi baseado nas palavras do apóstolo Paulo e outros textos do Novo Testamento. Várias revelações recebidas pelo profeta Joseph Smith foram ditadas pelo seu desejo de compreender o significado de passagens na Bíblia. Por exemplo, depois de ler João 5:29, Joseph Smith perguntou ao Senhor com relação à Sua referência à "ressurreição dos injustos" e em resposta Joseph recebeu a resplandecente revelação dos três graus de glória no mundo vindouro (v. D&C 76).

A organização de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias segue o modelo encontrado no Novo Testamento. A Igreja é dirigida por "Apóstolos e profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra de esquina". (Efésios 2:20), uma presidência de três (compare Pedro, Tiago e João), e quoruns dos setentas para levarem o Evangelho ao mundo (veja Lucas 10:1). Ela também tem outros ofícios tais como Elderes, Bispos, Mestres, Diáconos, Evangelistas, e assim por diante. (v. Efésios 4:11; Filipenses 1:1; 1 Timóteo 5:17; Tito 1:7).

Muitas das ordenanças Santo dos Últimos Dias são encontradas na Bíblia. Os Santos praticam as ordenanças do Novo Testamento-batismo por imersão na água dos conversos (v. João 3:23; D&C 20:73-74), a imposição de mãos para conferir o dom do Espírito Santo (v. Atos 8:14-17; Moroni 2), o sacramento da Ceia do Senhor (v.1 Coríntios 11:23-25; D&C 20:75-79), e a imposição de mãos para concessão do Sacerdócio (v. 1Timótio 4:14; Moroni 3), tal como claramente mencionada mas largamente incompreendida ordenança do batismo a favor das pessoas que morreram (v.1 Coríntios 15:29; D&C 127:28).

Além disso, os Santos pagam o dízimo (v. Malaquias 3:8; Mateus 2323; D&C 119), chamam os élderes para ungir com óleo os doentes em nome do Senhor (v. Tiago 5:14; D&C 42:43-51), e jejuam e oram frequentemente (v.Mateus 6:17-18; Alma 6:6). Até casamento plural ( D&C 132) e o uso comum da propriedade na lei de consagração, que foi praticada por certo período da história mórmon como instruído por Deus (v. D&C 42: 51; 83; 104), encontram paralelos óbvios na Bíblia (v. Gênesis 16:1-3; Deuteronômio 21:15; e Atos 2:44). Em diversas maneiras tais como essas, os Santos demonstram sua crença na Bíblia, não somente por palavras e pensamentos, mas também por obra e ação.

Os Santos dos Últimos Dias crêem em Deus, o Pai Eterno, e em seu Filho Jesus Cristo, e no Espírito Santo (v. Regras de Fé, 1:1). Juntam-se a Paulo e confessam a Deus: "Dando graças ao Pai que nos fêz idôneos para participar da herança dos santos na luz; o qual nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o reino do seu amor; em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados;". (Colossenses 1:12-14).

Os santos louvam a Deus: "Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem; o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos". (1 Timóteo 2:3-6). Eles saúdam a todo o mundo, na esperança de que "a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, em comunhão com o Espírito Santo", esteja com todos (2 Coríntios 13:14). Tal confissão da Bíblia é inteiramente abraçada pelos Santos.

Os Credos

Os Santos dos Últimos Dias acreditam, entretanto, que os credos dos últimos concílios cristãos não preservam corretamente a doutrina de Deus contida na Bíblia. Os membros da Igreja Restaurada de Jesus Cristo não reconhecem a autoridade desses concílios para editarem fórmulas obrigatórias de doutrina. Além disso, os Santos dos Últimos Dias acreditam que os credos não são consistentes entre si, cada um se afastando mais dos ensinamentos bíblicos e sua doutrina à medida que o tempo passa. O texto mais antigo do Credo da Igreja de Roma (datando do segundo século) é muito simples e está mais próximo da Bíblia. Textos mais recentes, entretanto, afastam-se passo a passo da Bíblia. O Credo Cesariano (perto do fim do terceiro século) e o modelo recebido do Credo dos Apóstolos declara Deus o Pai - ao invés de Jesus Cristo, como ensinado na Bíblia (v. João 1:3; Efésios 3:9; Hebreus 1:2) - como o "Criador de todas as coisas" ou "Criador dos céus e terra". O Credo Niceno ( quarto século ) começou a falar de Jesus como sendo "da substância do Pai" e "de uma substância com o Pai", introduzindo essas expressões não bíblicas nos textos dos credos. Eventualmente, o chamado Credo Atanásio (cerca do sétimo século) acrescentou noções como "um deus em Trindade, uma Trindade em Unidade" e ordenou que para ser salva uma pessoa "tem de pensar desta maneira da Trindade".4

Os Santos dos Últimos Dias consideram que certos aspectos desses textos são não bíblicos e espiritualmente limitativos. Eles - os Santos - preferem o testemunho dado na Bíblia e nas revelações modernas do que as fórmulas moldadas por concílios ou sínodos, por mais astutos que tenham sido.

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DEUS FALA A SEUS FILHOS POR ALGUM OUTRO MEIO QUE NÃO ATRAVÉS DA BÍBLIA?

Como afirmado anteriormente A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias acredita na Bíblia como sendo a palavra de Deus. Os Santos amam e estudam a Bíblia e procuram viver de acordo com seus ensinamentos. Mas eles, entretanto, não acreditam que a Bíblia contém todas as palavras de Deus a seu povo de todos os tempos.

Joseph Smith amava a Bíblia. Foi através de ponderar certos versículos na epístola de Tiago que ele se sentiu estimulado a chamar por Deus em oração. A maioria de seus sermões, escritos, e cartas estão cheios de citações e resumos de passagens e preceitos bíblicos. Certa vez ele afirmou que alguém pode "ver o próprio manuscrito de Deus no sagrado volume: e aquele que o lê mais freqüentemente mais o apreciará."5

Ela está completa?

Joseph Smith não acreditava, entretanto, que a Bíblia estava completa ou que todas as dificuldades religiosas poderiam ser resolvidas pela simples busca do Velho e Novo Testamentos para ajuda (v.Joseph Smith-History 1:12). Nem tão pouco acreditava na ausência de erros ou na infalibilidade da Bíblia. De diversas revelações que foram recebidas," ele explicou, "fica claro que muitas partes importantes concernentes a salvação dos homens foram tiradas da Bíblia, ou perdidas antes de sua compilação.6 E de igual maneira os membros da Igreja Restaurada através de Joseph Smith hoje em dia reverenciam a Bíblia mas não crêem que ela não tem falhas ou que ela contém tudo que Deus tem a dizer a seus filhos.

A nona Regra de Fé de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias declara: "Cremos em tudo que Deus tem revelado, em tudo que Ele revela agora, e acreditamos que Ele ainda revelará muitas grandes e importantes coisas pertencentes ao Reino de Deus". Para os Santos dos Últimos Dias, o que Deus tem revelado inclui a Bíblia, o Livro de Mórmon, Doutrina e Convênios, e Pérola de Grande Valor. O que ele revela agora é atual e contínua instrução inspirada concedida através daqueles que foram chamados para guiar Sua Igreja e Reino na terra, apóstolos e profetas (v. D&C 68:1-4). E o que ele ainda revelará inclui o que no futuro fará conhecido através de seus líderes.

Outras Escrituras

A Bíblia é um dos livros entre os livros padrão Santo dos Últimos Dias, e assim doutrinas e práticas dos Santos estão em harmonia com a Bíblia. Há ocasiões, naturalmente, quando as revelações dos últimos dias esclarecem ou magnificam o significado pretendido na Bíblia. Mas acrescer o cânone não é o mesmo que rejeitar o cânone. Suplementar não é o mesmo que contradizer. Todos os profetas, e o próprio Salvador, trouxe nova luz e conhecimento ao mundo; em muitos casos, novas escrituras foram dadas como resultado de seus ministérios. Aquela nova escritura não invalidou o que foi dito antes, nem tão pouco fechou a porta para revelações subsequentes. Acreditar em outras escrituras não anula a crença dos Santos na Bíblia. Assim como Isaías pôde juntar suas profecias aos livros de Moisés, tal como as cartas de Pedro complementam os escritos de Paulo, Joseph Smith pode juntar sua voz como escritura à de Elias, Jeremias, e João - em cada caso em nada diminuindo a fé nas escrituras anteriores.

Da mesma maneira, acreditar que o Livro de Mórmon também contém a palavra de Deus não invalida a crença dos Santos nas doutrinas encontradas na Bíblia. Os Santos acreditam que ambos os livros de escritura se complementam, de todas as formas possíveis. Eles lêem Ezequiel 37:15-17 como uma profecia bíblica declarando que os dois livros sagrados se tornariam um nas mãos dos justos nos últimos dias. As palavras do Presidente da Igreja, Heber J. Grant ilustra a perspectiva Santo dos Últimos Dias quanto a Bíblia: "Toda a minha vida tem sido um encontrar provas adicionais de que a Bíblia é o Livro dos livros, e que o Livro de Mórmon é a maior testemunha da veracidade da Bíblia que jamais foi publicada."7

Os Santos concordam que o cânone bíblico está fechado - que nenhum novo livro deve vir a se tornar parte da Bíblia. Isso não significa, entretanto, que todas as escrituras estão fechadas ou que Deus, que abre e fecha os céus, não pode ou não continuará a revelar Sua vontade.

Por que mais Escrituras?

Existe muita necessidade de revelação além da Bíblia. Uma das razões é que muitos fatos permanecem sem registro no Novo Testamento. Por exemplo, no Monte da Transfiguração e por quarenta dias depois da ressurreição, Jesus instruiu seus apóstolos (v. Mateus 17:1-13; Atos 1:1-3). Embora a Bíblia silencie sobre esse acontecimento durante esses eventos, as revelações Santo dos Últimos Dias esclarecem que Jesus ensinou seus apóstolos importantes princípios, conferiu-lhes a autoridade do sacerdócio, e investiu-lhes com dons espirituais nessas ocasiões. Do mesmo modo, o Evangelho de João registra que Jesus disse aos judeus que ele tinha "outras ovelhas" além deles e que essas outras ovelhas também "ouviriam" Sua voz (v. João 10:16). O Livro de Mormon revela como essas palavras de Jesus foram literalmente cumpridas. (v. 3Nefi 15:11-24; 16:1-3).

Além disso, as revelações Santo dos Últimos Dias proporcionam respostas para questões práticas e doutrinais que surgem do texto bíblico. Muitos exames que fazemos da Bíblia podem levar- nos a ponderar sobre assuntos tais como a natureza de Deus, o propósito da vida, as leis sobre casamento e divórcio, e as possibilidades de arrependimento e salvação depois da morte. Respostas completas para tais questões não são sempre encontradas na Bíblia apenas. Sem revelação adicional, as respostas para estas e muitas outras questões parecidas que têm sido feitas através dos anos permanecem insatisfeitas. E mais, os Santos dos Últimos Dias constatam que a historia não tem sempre sido gentil com os registros da cristandade. Certas coisas claras e preciosas foram perdidas. Por exemplo, o apóstolo Paulo escreveu outras cartas que não mais existem (v.1 Corintios 5:9, Efésios 3:3), e é crença mundial que Mateus, Marcos e Lucas podem ter se valido de fontes documentais anteriores, agora perdidos, e que podem ter usado quando escreveram seus Evangelhos. Os Santos admitem que esses registros perdidos seriam de grande valor para todos os Coríntios. Essas perdas podem ser atribuídas, pelo menos em parte, aos problemas de apostasia e dissidências descritas no próprio Novo Testamento (v. Atos 20:29; 1 Coríntios 11:18; 2 Tessalonissences 2:29). Os Santos acreditam que pelo menos algumas dessas perdas foram compensadas pela palavra de Deus contida nas escrituras trazidas à luz nestes últimos dias. No Livro de Mórmon, ao povo conhecido como Nefitas, o Senhor disse:

"E porque minhas palavra hão de silvar - muitos dos gentios clamarão: Uma Bíblia, Uma Bíblia! Temos uma Bíblia e não pode haver qualquer outra Bíblia.

"Tu, néscio, que dirás: Uma Bíblia, temos uma Bíblia e não necessitamos de mais Bíblia! Teríeis obtido uma Bíblia , se não fosse pelos judeus?

"Não sabeis que há mais de uma nação? Não sabeis que eu, o Senhor vosso Deus, criei todos os homens e que me lembro dos que estão nas ilhas do mar? E que governo nas alturas dos céus e em baixo na terra; e revelo minhas palavras aos filhos dos homens, sim, a todas as nações da terra?

"Por que murmurais por receberdes mais palavras minhas? Não sabeis que o depoimento de duas nações é um testemunho a vós de que Eu sou Deus, de que me recordo tanto de uma como de outra nação? Portanto digo as mesmas palavras, tanto a uma nação como a outra. E quando as duas nações caminharem juntas, os testemunhos das duas nações também caminharão juntos.

"E isto eu faço para provar a muitos que sou o mesmo ontem, hoje e para sempre; e que pronuncio minhas palavras segundo minha própria vontade. E porque eu disse uma palavra não deveis supor que não possa dizer outras; pois meu trabalho ainda não está terminado e nem estará até o fim do homem, nem desde aí para sempre." (2 Nefi 29:3, 6, 7-9).

Revelação Contínua

A necessidade de revelação contínua em nossos dias foi ensinada pelo presidente da Igreja dos Santos dos Últimos Dias, John Taylor:

"Necessitamos de uma árvore viva-uma fonte viva-uma inteligência viva, procedente do sacerdócio vivo dos céus, através do sacerdócio vivo na terra...

E do tempo em que Adão primeiro recebeu uma comunicação de Deus, até o tempo em que João, na ilha de Patmos, recebeu sua revelação, ou Joseph Smith viu os céus abertos, sempre foi necessário novas revelações, adaptadas às circunstâncias peculiares em que as igrejas ou indivíduos estivessem localizados. As revelações dadas a Adão não instruíram Noé como construir sua arca; nem as revelações de Noé disseram a Ló que abandonasse Sodoma; nem qualquer dessas revelações falou do êxodo dos filhos de Israel do Egito. Todos eles tiveram revelações para si próprios, e assim foi com Isaias, Jeremias, Ezequiel, Jesus, Pedro, Paulo, João, e Joseph. E assim deve ser, ou faremos o barco naufragar.8

Aqueles que apelam para Apocalipse 22:18-19 como prova de que não haverá qualquer revelação além da Bíblia deve ter em mente que aqueles versículos não podiam referir-se à Bíblia propriamente dita, porque a Bíblia como a temos hoje não havia sido compilada ainda quando João o Revelador escreveu essas palavras. Ao contrário, João estava a proclamar um eterno princípio de que nenhum mortal não-inspirado podia "acrescentar" ou "suprimir" as revelações de Deus; tais revelações são para serem aceitas e obedecidas tal como recebidas. Esse mesmo princípio foi ensinado em Deuteronômio 4:2, 3Nefi 11:40, e Doutrina e Convênios 20:35.

Deus ama a todos os seus filhos e não os deixa sem liderança. Em acréscimo às revelações canônicas oficiais conhecidas como escrituras, os Santos dos Últimos Dias acreditam que Deus proporcionou a cada indivíduo um meio através do qual Sua vontade possa ser conhecida. Existe um "poder de Deus" chamado a "luz de Cristo" "que procede da presença de Deus e que enche a imensidão do espaço" (D&C 88:7, 12, 13). Esse poder "dá luz a todo homem que vem a este mundo" e "ilumina cada homem... que dá ouvidos a ela" (D&C 84:46). A promessa é que qualquer que ouvir e obedecer a inspiração desse poder será levado até Deus e eventualmente à plenitude do Evangelho de Jesus Cristo (v. D&C 84:47-48; Moroni 7:16-20). Consequentemente, àqueles que se arrependem e são batizados será dado um dom adicional - o dom do Espírito Santo. Esse dom pode conceder revelação pessoal tal como todos os outros dons maravilhosos do Espírito de que falam as escrituras.

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OS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS ACREDITAM QUE OS HOMENS E MULHERES PODEM SE TORNAR DEUSES?

Os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias acreditam que os seres humanos podem crescer e progredir espiritualmente até, através da misericórdia e graça de Cristo, que eles possam herdar e possuir tudo que o Pai tem - eles podem se tornar deuses. Isto é ensinado nas revelações dadas aos profetas modernos (v. D&C 76:58; 132:19-20), e também nas pregações feitas por Joseph Smith.9 um verso escrito por Lorenzo Snow, quinto presidente da Igreja dos Santos dos Últimos Dias afirma:

"Assim como o homem é, Deus já foi; assim como Deus é o homem poderá vir a ser."10

Esta doutrina é geralmente mencionada como deificação, e a declaração desta doutrina pelos Santos dos Últimos Dias é freqüentemente deturpada e incompreendida. Os Santos não acreditam que os seres humanos jamais serão independentes de Deus, ou que algum dia deixarão de estar subordinados a Deus. Acreditam que para se tornarem como Deus significa vencer o mundo através do sacrifício expiatório de Jesus Cristo (v. 1 João 5:4-5; Apocalipse 2:7, 11). Assim os fieis se tornarão herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo e herdarão todas as coisas tal como Cristo herdou todas as coisas ( v. Romanos 21:7; Gálatas 4:7; 2 Coríntios 3:21;23; Apocalipse 21:7). Eles são recebidos na "igreja dos primogênitos", significando que eles herdaram como se fossem os primogênitos (v. Hebreus 12:23). Não há limite para essas declarações espirituais; todos os que se tornarem como Deus herdarão todas as coisas. Nesse estado glorificado eles assemelhar-se-ão ao Salvador; eles receberão sua glória e serão um com Ele e com o Pai (v. 1 João 3:2; 1 Coríntios 15:49; 2 Coríntios 3:18; João 17:21-23; Filipenses 3:21).

Doutrina Antiga

A doutrina da deificação do homem não é um ensinamento exclusivo da Igreja Restaurada de Jesus Cristo. Ao contrário, ela pode ser encontrada na história inicial do cristianismo. No século dois, Irineus, bispo de Lion (cerca de 130-200 A.D), o teólogo cristão mais importante de sua época, disse quase a mesma coisa que Lorenzo Snow:

"Se o Verbo se fez homem, o homem pode se tornar deus.11

A seguir Irineus perguntou:

Lançamos culpa Nele (Deus) porque não fomos feitos deuses desde o início, mas fomos primeiramente criados meramente como homens, e então mais tarde como deuses? Embora Deus tenha adotado esse curso de sua pura benevolência, para que ninguém possa acusá-Lo com discriminação ou mesquinhez, Ele declara, "Eu disse, sois deuses; e todos vós sois filhos do Atíssimo"... Pois foi necessário a princípio que a natureza fosse mostrada, então depois que aquilo que era mortal fosse conquistado e elevado em imortalidade.12

Mais ou menos ao mesmo tempo, Clemente de Alexandria ( cerca de 150-215 A.D) escreveu:

"Em verdade, digo, o Verbo de Deus se fez homem de modo que possas aprender de um homem como se tornar um deus."13

Clemente também disse que:

"se algum se conhece a si mesmo, ele conhecerá Deus, e conhecendo Deus se tornará como Deus... Dele é a beleza, a verdadeira beleza, pois é Deus, e então o homem se tornará um deus, desde que essa seja a vontade de Deus. Assim Heráclitos estava certo quando disse: "Os homens são deuses, e deuses são homens."" 14

Ainda no século dois, Justino, o Mártir (cerca de 100-165 A.D.) insistiu em que no princípio os homens foram feitos como Deus, livros de sofrimento e morte", e que eles são, portanto, achados dignos de se tornarem deuses e tendo poder para se tornarem filhos do Altíssimo".15 Atanasius, bispo de Alexandria (cerca de 296-373 A.D), também afirmou sua crença na deificação em termos bem semelhantes àqueles de Lorenzo Snow:

"O Verbo se fez carne a fim de nos capacitar a sermos deuses... Tal como o Senhor, revestindo-se de um corpo, tornou-se um homem, assim também nós homens nos deificamos através de sua carne, e daí em diante herdarmos vida eterna."16

Em outra ocasião Atanasius observou:

"Ele se tornou homem para que fôssemos feitos divinos."17

Finalmente Agustinho, bispo de Hipona, (354-430 A.D.) o maior os primeiros Padres cristãos, disse:

"Mas ele próprio que justifica e deifica, pois por justificar ele os faz filhos de Deus. 'Pois Ele lhes deu poder para se tornarem filhos de Deus' (João 1:12). Se então fomos tornados filhos de Deus, nós também fomos feitos deuses." 18

Todos os cinco escritores acima citados não eram apenas cristãos ortodoxos, mas mais tarde foram reverenciados como santos. Três deles escreveram nos cem anos posteriores ao período dos apóstolos, e cinco acreditavam na doutrina da deificação. Essa doutrina era parte do cristianismo histórico até relativamente pouco tempo atrás, e continua sendo doutrina importante de algumas igrejas ortodoxas orientais.

Um escritor afirma que um dos princípios fundamentais da ortodoxia no tempo dos padres da igreja era o reconhecimento "da história do universo como a história da divinização e salvação". Como resultado os primeiros padres cristãos concluiram que "porque o Espírito é verdadeiramente Deus, somos verdadeiramente divinizados pela presença do Espírito".19

O Dicionário de Teologia Cristão de Westminister contém o seguinte em artigo intitulado: "Definição":

Deificação (do grego theosis) é para a ortodoxia o alvo de todo cristão. 'O homem', de acordo com a Bíblia, 'foi feito à imagem e semelhança de Deus' ... é possível ao homem se tornar como Deus, tornar-se deificado, tornar-se deus pela graça. Essa doutrina é baseada em muitas passagens de ambos Novo e Velho Testamentos (e.g. Ps.82 (81). 6; II Pedro 1,4), e é essencialmente o ensinamento tanto de São Paulo, embora ele tenda a usar a língua de sua adoção filial (cf. Rom.8.9-17; Gal.4:5-7), e o Quarto Evangelho (cf. 17:21;23).

O estilo de II Pedro é usado por Santo Irineu, em sua famosa frase, "se o Verbo se fez homem, assim também os homens podem ser feito deuses." (Adv. Haer V, Pref.), e se torna padrão na teologia grega. No século quatro São Atanasius repete Irineu quase que palavra por palavra, e no século quinto São Cirilo de Alexandria diz que nós nos tornaremos filhos "por participação" (grego methexis). Deificação é a idéia central na espiritualidade de São Maximus o Confessor, para quem a doutrina é o corolário da Incarnação: "Deificação, rapidamente, é o cerco e o cumprimento de todos os tempos e eras", ... e São Simeão o Novo Teólogo no fim do século dez escreve: "Ele que é Deus por natureza fala com aqueles a quem ele fez deuses pela graça, tal como um amigo conversa com seus amigos, face a face"...

Finalmente, deve se notar que a deificação não significa absorção de Deus, uma vez que a criatura deificada continua indivíduo e distinto. É o ser humano completo, corpo e alma, que é transfigurado no Espírito na aparência da divina natureza, e a deificação é o objetivo de todo cristão.20

Resumindo, se alguém aceita ou rejeita a doutrina da deificação do homem, ela foi parte da fonte principal da ortodoxia cristã por séculos. Joseph Smith obviamente não criou-a. Ao contrário, os Santos dos Últimos Dias acreditam, que ela - essa doutrina - é uma verdade eterna restaurada através de profetas modernos.

Afirmações Modernas

De acordo com a visão Santo dos Últimos Dias, aqueles que forem dignos receberão a plenitude da herança divina somente através da expiação de Cristo e somente após receber uma ressurreição gloriosa. Próximo a esse entendimento Santo dos Últimos Dias da doutrina encontram-se os pontos de vista expressos por C.S.Lewis, cujo cristianismo genuíno é indiscutível: "É algo sério viver numa sociedade de deuses e deusas em potencial, e lembrar-se que a pessoa mais insignificante e desinteressante com quem você fala possa um dia ser uma criatura que, caso pudesse ver agora, você se sentiria fortemente inclinado a adorar." 21

Em afirmação mais completa dessa doutrina da deificação, Lewis explicou:

"O mandamento de "sede vós pois perfeitos" não é um elemento idealista. Nem tão pouco um comando para realizar o impossível. Ele nos transformará em criaturas que poderão obedecer esse mandamento. Ele disse (na Bíblia) que nós somos "deuses" e Ele sustentará suas palavras. Se Lhe permitirmos - pois podemos impedir-Lhe, se assim quisermos - Ele fará do mais fraco e impuro de nós um deus ou deusa, uma criatura radiante, mais brilhante, palpitante extraordinariamente com tal energia e prazer, sabedoria e amor que agora não podemos sequer imaginar, um espelho sem imaculado que refletirá Deus perfeitamente (embora, naturalmente, em menor escala) Seu poder, deleite e bondade ilimitados. O processo será longo e em parte dolorido; mas é por essa razão que estamos nele. Nada menos que isso. Ele cumprirá ao que disse.22

Deus e Cristo são o objeto de adoração dos Santos dos Últimos Dias. Embora os mormons acreditem na deificação definitiva do homem, nada na literatura dos Santos fala sobre adorar qualquer outro ser além do Pai e do Filho. Os Santos dos Últimos Dias acreditam em "um Deus" no sentido em que eles amam e servem uma Deidade, cada membro possuindo os atributos da deidade.

Uma vez que as escrituras afirmam que aqueles que receberem vida eterna têm a aparência de Deus, recebem a herança e glória de Deus, sendo um com Ele, se assentam no trono de Deus, e exercem o poder e lei de Deus, certamente não pode ser não-cristão concluir como C.S. Lewis e outros que tais seres possam ser chamados deuses, uma vez que atentemos para o fato de que o uso desse termo "deuses" de forma alguma reduz ou limita a soberania de Deus, nosso Pai. Era assim que os primeiros cristãos usavam esse termo; e assim é que os Santos dos Últimos Dias também o usam e comreendem a doutrina.

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O QUE QUEREM DIZER OS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS QUANDO AFIRMAM QUE DEUS CERTA VEZ FOI UM HOMEM?

Joseph Smith ensinou em abril de 1844:

Deus já foi assim como somos hoje, e é um homem exaltado, e está entronizado nos céus distantes! Esse é o grande segredo. Se o véu fosse levantado hoje, e o grande Deus que sustem este mundo em sua órbita, e segura todos os mundos e todas as coisas através de Seu poder, se mostrasse ao homem, - quero dizer, se você o visse hoje, você o veria como um homem semelhante a você mesmo em toda Sua pessoa, imagem, em verdadeira forma de um homem....

... Constitui o primeiro princípio do Evangelho conhecer com absoluta certeza o caráter de Deus, e saber que poderemos conversar com Ele tal como um homem conversa com outro homem, e que Ele foi um homem como nós; sim, que Deus em pessoa, o pai de todos nós, habitou em uma terra, tal como Jesus Cristo o fez.23

Como pudemos ver, Lorenzo Snow, o quinto presidente da Igreja dos Santos dos Últimos Dias, apenas resumiu essa doutrina em uma frase: "Assim como o homem é Deus já foi, assim como Deus é o homem poderá vir a ser."24

Ao proclamar essa doutrina, nem Joseph Smith ou qualquer de seus sucessores jamais procuraram limitar ou rebaixar o Todo Poderoso. De fato, tanto o Livro de Mórmon quanto Doutrina & Convênios afirmam enfaticamente que não existe conhecimento ou poder ou atributo divino que Deus não possua em perfeição. "Oh quão grande a santidade de nosso Deus! Pois ele conhece todas as coisas, e nada há que Ele não conheça." (2 Nefi 9:20; v. 2Nefi 2:24; Moroni 7:22). Ele verdadeiramente "tem todo poder, toda sabedoria e todo o entendimento" (Alma 26:35). Ele que é maior do que toda a terra" (1Nefi 4:1) "compreende todas as coisas, e todas as coisas estão perante Ele" (D&C 88:41).

Os mórmons aceitam a realidade de que "há um Deus nos céus, que é infinito e eterno, de eternidade em eternidade o mesmo Deus imutável, criador dos céus e da terra, e de todas as coisas que neles há" (D&C 20:17).

Mortalidade

De que Deus foi antes um ser mortal não é inconsistente com o fato de que Ele agora possui todo o poder e todo o conhecimento e possui toda virtude, graça, e atributos divinos. Ele adquiriu perfeição através de longos períodos de crescimento, desenvolvimento, e progresso, "indo de um pequeno grau a outro, e de uma pequena capacidade a uma maior; de graça em graça, de exaltação em exaltação!, tal como Joseph Smith explicou.

"Quando você sobe uma escada, você deve começar debaixo, e subir degrau por degrau, até alcançar o topo; assim também com os princípios do Evangelho - você tem de começar com o primeiro, e seguir até aprender todos os princípios da exaltação. Mas levará muito tempo depois que você passou pelo véu antes que possa tê-los aprendido. Nem tudo será compreendido neste mundo; será um grande trabalho aprendermos sobre nossa salvação e exaltação até mesmo depois da sepultura."25

De eternidade em eternidade

Como então, os Santos dos Últimos Dias conciliam a descrição escriturística de Deus como sendo "de eternidade em eternidade" com a idéia de nem sempre ele foi Deus? Em primeiro lugar, eles acreditam nas passagens bíblicas que falam da eternidade de Deus e de ser ele o mesmo ontem, hoje, e para sempre como referindo-se a seus atributos divinos - seu amor, constância, e desejo de abençoar Seu povo (v., por exemplo, Salmo 102:27; Hebreus 1:12; 13:8). Tais passagens são também encontradas no Livro de Mórmon e em Doutrina e Convênios e, novamente, referindo-se à natureza divina de Deus (v. 1Nefi 10:18-19; 2Nefi 27:23; Alma 7:20; Mormon 9:8-11, 19; Moroni 8:18; 10:7; D&C 3:2; 20:12, 17; 35:1).

Não muito tem sido revelado a respeito desse conceito além do fato de que Deus foi um dia um homem e que depois de um longo período de tempo ganhou conhecimento, poder e os atributos divinos necessários para conhecer todas as coisas e possuir todo o poder. Por haver ganhado seu estado exaltado por um período tão longo que nenhum de nós pode conceber, ele está apto a falar em termos de eternidade e pode afirmar que Ele é de eternidade em eternidade. O Presidente Joseph Fielding Smith explicou que "de eternidade em eternidade significa da existência do espírito através da provação em que estamos, e novamente de volta à existência eterna que se seguirá. Sem dúvida isso é eternidade, pois quando recebermos nossa ressurreição, nunca mais morreremos. Todos nós existimos na primeira eternidade. Acredito poder afirmar por mim e por outros, que somos da eternidade; e seremos para a eternidade sem fim, se recebermos a exaltação."26

Empatia

O presidente Brigham Young ensinou que nosso Pai nos céus "passou pelas provações que passamos agora; obteve assim experiência, sofreu e regozijou-se, conhece tudo que conhecemos com relação à fadiga, sofrimentos, vida e morte desta mortalidade, pois ele passou por tudo isso, e recebeu sua coroa e exaltação."27 Homens e mulheres podem referir-se a Ele como pai e orar a Ele com perfeita segurança de que Ele compreende nossos esforços. Sua experiência contribui para sua empatia tanto quanto sua onisciência e total capacidade amorosa para julgar seus filhos. O Presidente Brigham Young observou que "é necessário que Deus conheça algo a respeito das coisas temporais, e tenha tido um corpo e estado na terra; a não ser assim ele não saberia julgar os homens justamente, de acordo com as tentações e pecados com os quais tiveram de lutar."28

Para os Santos dos Últimos Dias, Deus é bem mais do que uma força cósmica definitiva ou causa primária; Ele é um ser pessoal, um Homem de santidade exaltado, literalmente nosso pai nos céus (v. Moisés 6:57). Ele tem um corpo, partes e paixões. Ele é acessível, conhecido, e, como seu Filho Amado, capaz de ser tocado pelo sentimento de nossas enfermidades (v. Hebreus 4:15). Ele tem carinhosa preocupação por seus filhos e deseja que eles se tornem como Ele é - não através de nosso esforço pessoal sozinho, mas principalmente através de sua misericórdia, graça, e poder transformador e glorificador que vem através do sacrifício expiatório de Jesus Cristo.

Essas doutrinas não estão claramente registradas na Bíblia. Os mórmons acreditam, entretanto, que esse conhecimento existiu entre os antigos e que ele foi restaurado através dos profetas modernos. Àqueles que sinceramente buscam uma compreensão de si mesmos e de seu destino, os profetas dos últimos dias têm afirmado que, por buscarem verdadeiramente conhecer Deus, os homens e mulheres poderão compreender sua própria identidade eterna e divinas possibilidades. Nas palavras de Joseph Smith, "Se os homens não compreendem o caráter de Deus, eles não compreendem sequer a si mesmos."29

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O QUE UMA PESSOA TEM DE FAZER PARA SER SALVA, SEGUNDO A CRENÇA DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS?

Joseph Smith escreveu em 1842: "Nós acreditamos que através do sacrifício expiatório de Cristo, toda a humanidade pode ser salva, pela obediência às leis e ordenanças do Evangelho" (Regras de Fé, 1:3). De uma perspectiva Santo dos Últimos Dias, ninguém que vem à terra está excluído do alcance do poder de Cristo para salvar, nenhuma alma está além da misericórdia e graça. Ninguém vem à terra predestinado para ser salvo ou se lhe negará o direito de ser salvo. Deus não faz acepção de pessoas, "mas em todas as nações aqueles que o temem, e vive a retidão, é aceito por Ele." (Atos 10:34-35).

Imortalidade e Vida Eterna

Em Pérola de Grande Valor está registrado as seguintes palavras de Deus a Moisés: "Eis que esta é minha obra e minha glória, levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem." (Moisés, 1:39). Esta é uma afirmação ínfima, uma distilação e sumarização do trabalho de redenção em Cristo. Os mórmons acreditam que existem dois tipos de salvação disponíveis através do sacrifício expiatório de Jesus Cristo - universal e individual. Todos os que recebem um corpo físico - sejam eles bons ou maus, iníquos ou retos - serão ressuscitados (v. 1 Coríntios 15:22; Alma 11:41). Esta salvação universal da morte física é a imortalidade mencionada no livro de Moisés. É a salvação da sepultura, ou vida sem fim. É uma dádiva universal.

A salvação individual é outra coisa. Embora toda salvação seja possível através da misericórdia e amor de Cristo, os mórmons acreditam que existem certas coisas que os indivíduos devem fazer para que a divina graça seja exercida plenamente em suas vidas. Isto é, devem desejar livremente receber a dádiva do Senhor, que é dada liberalmente. As pessoas precisam vir até Ele - aceitá-Lo como seu Senhor e Salvador, ter fé em seu nome, arrependera-se de seus pecados, serem batizadas. Receberem o dom do Espírito Santo, e permanecerem fiéis até o fim de seus dias. A Vida Eterna virá àqueles que acreditam, obedecem, e perseveram até o fim. Cristo é "o autor da salvação eterna para todos que obedecem-No". (Hebreus 5:9). Vida Eterna é sem fim, mas é também vida COM DEUS. É a vida de Deus. É a mais alta forma de salvação.

Graça e obras

Vir a Cristo representa um convênio, uma promessa bilateral entre Deus e o homem. Jesus Cristo fez por nós o que jamais poderíamos fazer por nós mesmos. Ele sofreu e sangrou e morreu por nós. Ele nos redime do pecado. Ele se oferece para mudar nossa natureza, para fazer-nos novas criaturas (v. 2 Coríntios 5:17: Mosias 27:24-26). Ele ressurgiu da morte e a partir de então abriu as portas para nós fazermos o mesmo no tempo devido. Essas coisas não poderíamos fazer por nós mesmos; são atos de misericórdia e graça. Nossa promessa é aceitarmos Cristo como nosso Salvador, sermos fiéis a nossos convênios, obedecermos seus mandamentos, e perseverarmos até o fim.

Os Santos dos Últimos Dias rapidamente reconhecem que embora nossos esforços para sermos retos sejam necessários, jamais serão suficientes para nos salvar. Os profetas do Livro de Mórmon assim explicaram que acima e depois de tudo que pudermos fazer, somos salvos pela graça de Cristo e que o mais significativo trabalho que podemos fazer é confiarmos e esperarmos nos méritos e misericórdia e graça do Sagrado Messias (v. 2Nefi 10:24; 25:23; 2Nefi 2:8; 31:19; Moroni 6:4).

Infelizmente, o debate teológico sobre se seremos salvos pela graça ou por obras tem acontecido por séculos. É, como C.S. Lewis observou: "como perguntar qual das lâminas da tesoura é mais necessária."30 Poucas coisas revelariam a estreiteza de um discípulo mais do que pregando da boca para fora a Deus enquanto não demonstra obediência de coração. Fé verdadeira semçpre resulta em fidelidade, acções fiéis (v. Tiago 2). Por outro lado, poucas coisas ofendem mais a Deus do que confiar-se no braço a carne, firmando-se sobre a própria força, e buscando prosperar através da própria genialidade.

O Sacrifício Expiatório de Cristo

Cristo é a fonte de nossa força e nossa salvação. "DE que outra forma a salvação poderia ocorrer?" perguntou Elder Bruce R.McConkie, um apóstolo na Igreja dos Santos dos Últimos Dias. "Pode o homem salvar-se a si mesmo? Pode ele ressuscitar-se a si mesmo? Pode ele criar um reino celestial e decretar sua própria admissão nele? Salvação deve e se origina em Deus, e se o homem tiver de recebê-la, Deus deverá concedê-la a ele, e essa concessão é uma manifestação da graça... A Salvação está em Cristo e e vem através de seu sacrifício expiatório."31 Ou, como observou Elder Dallin H.Oaks, um outro apóstolo da Igreja de Jesus Cristo: "O homem inquestionavelmente tem em si impressivos poderes e pode criar grandes coisas por incansável esforço e desejo indomável. Mas. Depois de toda nossa obediência e boas obras, não podemos ser salvos dos efeitos de nossos pecados sem a graça concedida pelo sacrifícios expiatório de Jesus Cristo."32

Joseph Smith aprendeu através de revelação que a maior bênção neste mundo está reservada àqueles que vierem a Cristo, aceitarem seu Evangelho, receberem os necessários sacramentos ou ordenanças, e permanecerem fieis a seus convênios. Aqueles que fizerem essas coisas herdarão a plenitude da glória de Deus (v. D&C 76; 132:19). O profeta Joseph Smith mais tarde revelou a importância dos templos como lugares sagrados onde os filhos de Deus podem participar das ordenanças que selam e ligam famílias pelo tempo e por toda a eternidade (v. D&C 131-32). As instruções e ordenanças do templo são notadamente centralizadas em Cristo e continuam a prover constante lembrança de que sem Ele não temos esperança de paz e felicidade aqui ou qualquer possibilidade de glória eterna depois da morte.

Palavras como salvação, exaltação e vida eterna são frequentemente usadas nos discursos dos Santos. Em essência, cada uma dessas palavra significam a mesma coisa, mas cada uma enfatiza diferentes aspectos das condições de salvação. A palavra salvação enfatiza a condição de uma pessoa salva, a libertaçãoi da morte e pecado através do sacrifício expiatório de Jesus Cristo. Eterno é um os nomes de Deus, e assim, para se possui vida eterna é participar da vida de Deus. A palavra exalação enfatiza a elevação e status enobrecido daquele que se qualificou para participar da sociedade dos redimidos e glorificados no Reino Celestial.

Revelação Moderna

Os Santos dos Últimos Dias se regozijam no conhecimento de um plano de salvação que veio a eles através de profetas modernos - conhecimento vital a respeito de assuntos que continuam a ser debatidos pelo mundo cristão, tais como:

quem somos nós - de aonde viemos - por que estamos aqui e para onde iremos após a morte;

a que grau nossa fé em Cristo deve manifestar nossa fidelidade a seus mandamentos;

o estado daqueles que morrem sem conhecer o evangelho de Cristo.

Joseph Smith ensinou que, para um homem ser salvo terá de ser colocado além do poder de todos seus inimigos."33 Embora as bênçãos finais da salvação não sejam concedidas até a próxima vida, há um sentimento no qual as pessoas nesta vida podem gozar da segurança da salvação e da paz que acompanha esse conhecimento (v. D&C 59:23). O Espírito Santo provê a "realidade de nossa herança", a promessa ou certeza de que estamos no curso e assim no caminho para plena salvação neste mundo vindouro ( v. 2 Coríntios 1:21; 5:5; Efésios 1:13-14). Se estivermos fazendo tudo que pudermos para cultivar os dons do Espírito, estaremos vivendo no que se poderia chamar de condição de salvos. Davoid O. McKay, presidente da Igreja dos Santos dos Últimos Dias observou que "o Evangelho de Jesus Cristo, como revelado ao Profeta Joseph Smith, é em verdade, de todas as maneiras, o poder de Deus para salvação. Ele é salvação aqui - aqui e agora. Ele concede a todo homem vida perfeita, aqui e agora, e depois desta vida."34

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AS DOUTRINAS E PRÁTICAS DA IGREJA DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS MUDAM?

Alguns podem ver a mudança no ensino e práticas como inconsistência ou fraqueza, mas para os Santos as mudanças são um sinal da verdadeira solidez da fundação sobre a qual A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias está assentada - que Deus está sempre (ontem, hoje e para sempre) desejoso de revelar sua vontade a seu povo se eles estiverem interessados em ouvir e obedecer. Embora os princípios salvadores eternos do plano de salvação de Deus para seus filhos não mudem, a revelação desses princípios e sua aplicação - a quem, onde, quando, quanto - variam para alcançar uma miríade de circunstâncias mortais e os propósitos e o tempo (momento) de Deus.

Os membros da igreja restaurada de Jesus Cristo acreditam que existem muitas grande e importantes coisas a serem reveladas ainda (v. Regras de Fé, 1:9); isso indica que nosso entendimento passado e presente das coisas está incompleto e necessita de acréscimos.

Linha sobre Linha

Então por que Deus não nos dá tudo que precisaremos saber e termine logo com isso? Porque Deus honra tanto o livre arbítrio quanto as circunstâncias e revela sua vontade em conformidade com o que seus filhos estejam desejando e aptos a receberem-na e quando elas - as revelações - sejam apropriadas para consumar Seus próprios propósitos. Iscais ensinou esse princípio:

"A quem pois se ensinaria a ciência? E a quem se daria a entender o que se ouviu? Ao desmamado, e ao arrancado dos seis:

"Porque é mandamento, sobre mandamento, mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, regra sobre regra: um pouco aqui, um pouco ali." (Isaias 28:9-10).

Esse princípio está perfeitamente esclarecido no Novo Testamento em termos de importante mudança na política e prática na igreja cristã primitiva. Quando Jesus Cristo chamou e primeiro mandou seus doze apóstolos, ele disse: "Não ireis pelos caminhos das gentes, nem entrareis em cidade de samaritanos; Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel." (Mateus 10:5-6). Anos mais tarde Jesus revelou a Pedro que era chegado o tempo para mudanças. O Evangelho deveria agora ir aos gentios. Foi necessária a repetição da revelação e uma demonstração notável do poder de Deus para convencer Pedro de que essa mudança significativa de alvo devia ser feita (v. Atos 10).

Uma Igreja Viva

E assim tem sido em nossos dias. Os Santos dos Últimos Dias reconhecem as mudanças como parte integral da Igreja Viva, uma dimensão vital do que significa ser dirigidos por profetas vivos. A necessidade de revelação para aplicar apropriadamente as verdades dos céus foi ensinada por Joseph Smith nestas palavras:

Deus disse: "Não matarás"; em outra ocasião Ele disse: "Vós destruireis completamente". Esse é o princípio no qual o governo dos céus é conduzido - através de revelações adaptadas às circunstâncias nas quais os filhos do reino estiverem vivendo. O que quer que Deus determine é correto, não importa o que seja, embora não compreendamos as razões implícitas até muito depois dos eventos apareçam....

Como Deus designou nossa felicidade - e a felicidade de todas Suas criaturas, ele jamais - Ele jamais instituirá uma ordenança ou dará um mandamento a Seu povo que não seja calculado em sua natureza para promover essa felicidade que ele designou, e que não terá fim na imensidão de bem e glória àqueles que se tornarem recipientes de Suas leis e ordenanças.35

Se tais mudanças deviam acontecer pelo capricho dos mortais, haveria sérias razões de preocupação. Se todavia tais mudanças vêm por revelação de Deus a seus servos devidamente autorizados, estão corretas e o povo de Deus estão obrigados a aceitá-las e a obedecer a elas.

Global e historicamente o princípio de crescimento linha sobre linha está ilustrado na revelação de Deus a vários povos na medida de luz e verdade que lhes poderá beneficiar. Entretanto, não é de se surpreender que se encontre variáveis porções de verdades do evangelho entre todas as culturas, sistemas filosóficos, religiões do mundo, e entre as muitas igrejas cristãs existentes no mundo. Algumas, de fato, desfrutam muito do Evangelho de Jesus Cristo, e seus adeptos são exemplos maravilhosos do viver cristão. Todavia, os Santos dos Últimos Dias acreditam que existe algo chamado "Plenitude do Evangelho" que está à disposição de todos que o desejarem. Essa plenitude foi restaurada à terra através de Joseph Smith e é proclamada pel'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Isso inclui a crença em profetas vivos que são chamados por Deus e a quem Ele revela Sua vontade. Esses Profetas e outros ordenados por eles têm autoridade para pregar o evangelho e administrar ordenanças essenciais de salvação. Eles estão ordenados com a mesma responsabilidade que Jesus deus a seus doze apóstolos originais: "Ide por todo o mundo, ensinando o Evangelho a toda criatura" ( Marcos 16:15). À medida que seguem em seus esforços para cumprir esse comissionamento, buscam e recebem mais revelação de Deus. É indubitável que as circunstâncias mudam, assim como a política, práticas, níveis de entendimento, e aplicação dos princípios mudam. E, sob a direção do Todo Poderoso, o trabalho da Igreja Viva seguirá avante com firmeza, tudo como parte da proporcionar imortalidade e vida eterna ao homem, o que constitui a obra e glória de Deus. (v. Moisés 1:39).

"Cremos em tudo que Deus tem revelado, em tudo que Ele revela agora, e cremos que Ele ainda revelará muitas coisas grandes e importantes pertencentes ao Reino de Deus." (Nona Regra de Fé).

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COMO OS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS ACREDITAM DEVAM VIVER SUAS VIDAS?

"Cremos em sermos honestos, verdadeiros, castos, benevolentes, virtuosos, e em fazer o bem a todos os homens". Joseph Smith escreveu isto em 1842 em resposta a perguntas de um jornalista concernentes às crenças dos Santos dos Últimos Dias. "Se houver qualquer coisa virtuosa, amável, de boa fama ou louvável, nós a procuraremos." (Regras de Fé 1:13). Os Santos não clamam que todos são virtuosos, sem exceção, nem que outros não possuam grande virtude. Os Santos, todavia, sentem fortemente que suas crenças religiosas devem ser traduzidas em seu viver diário, e assim "eles procuram" essas qualidades benevolentes.

Uma Obrigação e Convênio

A designação de buscar virtude, bondade, honra, e todas as coisas louváveis constitui uma obrigação que jorra do amor e devoção a Deus. Jesus declarou: "Portanto, tudo que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas. (Mateus 7:12). Mais tarde em seu ministério, Jesus declarou mais que amar a Deus e a nosso próximo são os dois maiores mandamentos sobre os quais "dependem a lei e os profetas" (v. Mateus 22:37-40). Os Santos dos Últimos Dias levam esses mandamentos muito seriamente, pois o amor é a essência da verdadeira religião (v. Tiago 1:27). "Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos", escreveu o apóstolo Paulo, "se não tivesse caridade, seria como o metal que soa, ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, 4e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria. (1 Coríntios 13:1-2; v. Moroni 7:44-48). Os Santos dos Últimos Dias abraçam os ensinamentos de ambas as escrituras antigas e modernas de modo que o amor que sentem por Deus possa também ser manifesto a seu próximo.

As pessoas entram para a Igreja de Jesus Cristo os Santos dos Últimos Dias através do batismo e tomam sobre si um convênio sagrado de amar a Deus de todo seu coração, poder, mente e força e "servi-Lo e guardar Seus mandamentos" (Mosias 18:10). Eles aceitam a obrigação de tentar cumprir não apenas os mandamentos do Senhor, mas também tornarem-se mais semelhantes a Ele - com coração e vida mais cheios de pureza, bondade, compaixão e misericórdia. Sob esse convênio batismal, os Santos dos Últimos Dias prometem mostrar amor por Cristo através de estarem "dispostos a carregar os fardos uns dos outros, para que fiquem leves; e chorar com os que choram; sim, e consolar os que necessitam de consolo" ( Mosias 18:8-9). É esse tipo de preocupação pelos outros e servi-los compassivamente que caracteriza o verdadeiro discípulo. (v. João 13:34-35.

O sistema extensivo de bem-estar da Igreja e seu serviço humanitário pelo mundo afora, assim como os atos de bondade e generosidade exercidos individualmente pelos membros da Igreja, são por si produtos de sincero esforço em amar seu próximo como o Salvador admoestou. Esse serviço cristão e compaixão não está restrito aos irmãos Santos dos Últimos Dias; não tem acepção de raça, religião, ou nacionalidade. Com relação à quantia que os homens devem doar anualmente", Joseph Smith declarou, "nós temos nenhuma instrução especial para dar; esses homens devem alimentar os famintos, vestir os nus, assistir a viúva, enxugar as lágrimas dos órfãos, confortar os aflitos, se pertencem a esta Igreja ou a qualquer outra, ou até mesmo a nenhuma igreja, onde quer que os encontrem."36

Resultados

Os cientistas sociais têm observado que os Santos dos Ùltimos Dias quando devotos e que vivem os ensinamentos da Igreja, quando comparados à sociedade em geral, são:

'mais prováveis a serem felizes em seus casamentos mais satisfeitos com suas famílias e menos provável de divorciarem-se".37

'menos prováveis de comprometerem-se em comportamento sexual extra-conjulgal.38

'menos prováveis de abusar de drogas e álcool.39

'mais prováveis de possuírem maior força mental e física e de sofrerem de depressão.40

'menos prováveis de se envolverem em delinqüência, desvio ou comportamento anti-social.41

Numerosos outros estudos e muitas outras fontes poderiam ser citadas para maior esclarecimento da natureza positiva da maneira de vida dos Santos dos últimos Dias. A montanha de evidências empíricas, entretanto, pode apenas descrever; não pode explicar adequadamente porque os Santos geralmente são felizes, bem ajustados, e um povo preocupado com seu próximo. Qual, então, é a resposta? "Filhinhos, que ninguém os engane", o apóstolo João escreveu; "quem pratica a justiça é justo, assim como Ele é justo." (1 João 3:7). Os frutos da retidão encontrados na vida dos Santos fiéis nascem do esforço de serem fiéis a seus convênios cristãos. Enquanto eles fielmente e honestamente "buscam" essas coisas que são "amáveis, louváveis, ou de boa fama," reconhecem que esses "frutos" vêm a eles - abençoam suas próprias vidas e lhes qualificam para abençoar as vidas de outras pessoas - através do amor e misericórdia de Jesus Cristo.

Os Santos dos Últimos Dias acreditam que através do poder do Santo Espírito um indivíduo que aceitou Cristo através da fé e obediência "nasceu de novo" e se tornou "uma nova criatura" em Cristo ( v. 2 Coríntios 5:17; Efésios 4:24:32; Mosias 27:23-26). Essa transformação espiritual traz consigo caridade - o "puro amor de Cristo" (Moroni 7:47) - um amor por Cristo e também um amor por seu próximo como Cristo ama. Os frutos desse novo nascimento espiritual incluem bondade e retidão, amor, alegria, paz, gentileza, e humildade (v. Efésios 5:9; Gálatas 5:22-26). A novidade de vida que vem a alguém através da graça e misericórdia de Jesus Cristo afeta não apenas aquilo que ele faz externamente, mas também internamente.

O Salvador ensinou que essas coisas devem ser julgadas por seus frutos (v. Mateus 7:15-20). Os profetas e as igrejas devem ser julgados pelo produto de seu ministério e ensinamentos. O comprometimento individual de ser um seguidor de Cristo deve ser julgado - se é que deva ser julgado pelos mortais - pela qualidade de caráter e ações que esse comprometimento produz. Árvores más não podem dar bons frutos, assim os bons frutos são um sinal da bondade da árvore. Os membros da Igreja Restaurada de Jesus Cristo acreditam que os frutos dos ensinamentos daquela igreja estão obviamente em suas vidas. Vivem sua religião alegremente, em paz, e com total devoção de alma, buscando padronizar suas vidas em conformidade com o perfeito exemplo de Jesus Cristo. Sua motivação para assim agirem vem de seu amor pelo Senhor e o firme testemunho do Espírito que queima em seus corações e inspiram suas mentes. São gratos além sem palavras que exprimam pela aceitação que o Salvador dá a seu comprometimento a Ele, perdoa-lhes suas transgressões, e abençoa-os com os bons frutos de sua devoção.

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POR QUE OS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS TENTAM CONVERTER OS OUTROS?

Os mórmons acreditam que A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias contém a plenitude do Evangelho de Jesus Cristo e que essa plenitude não é encontrada em nenhum outro lugar. Assim sendo, sentem a responsabilidade de tornar a mensagem da restauração da Igreja de Cristo disponível a todos que quiserem ouvir. Professam haver recebido o mesmo comissionamento que Jesus Cristo deu a seus antigos seguidores - para ensinar o Evangelho ao povo de todas as naçãoes ( v. Mateus 28:19;20; Marcos 16:15-18; v. também D&C 68:8). Esta é a base do sistema missionário dentro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Um presidente da Igreja dos Santos dos Últimos Dias expressou esses pensamentos àqueles que não eram da fé dos Santos:

"Vimos não para tirar-lhes a verdade virtude que possuem. Viemos não para encontrar falhas em vocês nem para criticá-los. Não viemos aqui para repreendê-los em razão de coisas que não têm feito; mas viemos como irmãos... e para dizer-lhes: "Conservem todo o bem que possuem, e permitam-nos trazer-lhes mais do que têm, de modo que possam ficar mais felizes, a fim de que estejam preparados para entrarem na presença de nosso Pai Celestial."42.

As necessidades

Os Santos dos Últimos Dias afirmam que a resposta aos problemas do mundo - salvação, fome, doenças, crime, desumanidade, e dissolução da família - não será encontrada nos programas sociais ou na legislação. Ao contrário, a resposta encontra-se de que Deus modificará os corações daqueles que têm fé em Jesus Cristo. Existe muito bem sendo feito por pessoas das muitas denominações cristãs a fim de trazer a mensagem de Cristo ao mundo que necessita dela desesperadamente. Os Santos dos Últimos Dias declaram ainda que existe mais verdade a ser conhecida, mais poder a ser exercido, e mais profundo cumprimento e alegria a ser encontrados do que está disponível em qualquer outra igreja. Como um certo líder religioso afirmou: "Procuramos juntar toda a verdade. Procuramos alargar o círculo de amor e compreensão junto de todos os povos da terra. Assim lutamos para estabelecer a paz e felicidade, não apenas dentro do cristianismo, mas para toda a humanidade."43

A menagem

A restauração do Evangelho aconteceu como uma resposta divina à fome na terra profetizada pelos profetas do Velho Testamento - não fome de pão nem sede de água, mas um anseio em ouvir a palavra de Deus ( v. Amós 8:11-12). A menagem fundamental do Mormonismo é:

Existe um Deus. Ele é nosso Pai Celestial.

Jesus Cristo é o divino Filho de Deus e o Messias prometido. A Salvação vem somente através da redenção de Cristo.

Consequentemente existe propósito na vida. Nosso Pai Celestial tem um plano para seus filhos, um plano com a finalidade de trazer paz e alegria a todos os filhos e filhas de Deus através da fé em Jesus Cristo.

Deus, o Pai Eterno, e seu Filho Jesus Cristo apareceram a Joseph Smith na primavera de 1820. Com essa aparição teve início a restauração da plenitude do Evangelho de Jesus Cristo.

Mensageiros celestiais restauraram verdades sagradas e o divino poder. Através desses poderes a Igreja e o Reino de Deus foram novamente restabelecidos na terra.

Deus ama a seus filhos desta era e geração tanto quanto amou àqueles a quem enviou seu Filho a cerca de dois mil anos atrás. O perfeito amor de Deus é manifestado não apenas na preservação da Bíblia, mas também através de revelação moderna, modernas escrituras, apóstolos e profetas modernos ordenados com o poder divino do sacerdócio, e uma organização religiosa inspirada.

A Guardiã

É importante ser uma boa pessoa, uma pessoa de moral, uma pessoa de integridade. Os Santos dos Últimos Dias, entretanto, acreditam que o Evangelho deve significar mais do que apenas fazer boas pessoas. Ele contém o poder de Deus para salvação ( v. Romanos 1:16), o poder de transormar boas pessoas em pessoas semelhantes a Cristo, almas nobres em almas santas. A Igreja de Jesus Cristo é a guardiã do Evangelho. Cristo pessoalmente deu a sua Igreja Restaurada autoridade divina e a verdade para salvação. Assim os Santos dos Últimos Dias não acreditam que alguém possa totalmente vir a Cristo - e participar das bênçãos que Ele oferece - independentemente de (ou em oposição a) Igreja de Jesus Cristo. Eles crêem que existe "um senhor, uma fé, um batismo! (Efésios 4:5) e que os sacramentos ou ordenanças de salvação, administrados pelo sacerdócio possuído pela Igreja Restaurada, são pré-requisittos para se entrar no Reino de Deus.

Em um tempo em que há uma decadência na participação e de acordo com o mandamento escriturístico para se compartilhar o Evangelho de modo que todos possam "vir a Cristo, e serem aperfeiçoados Nele", (Moroni 10:32), os Santos dos Últimos Dias convidam todos os povos a virem para casa, voltarem para a família de Deus. A Primeira Presidência da Igreja dos Santos dos Últimos Dias declarou em 1907: "Nossos motivos não são egoístas; nossos propósitos não são mesquinhos ou terrenos; nós contemplamos a raça humana, passada,presente e futura, como seres imortais, para cuja salvação é nossa missão trabalhar; e para esse trabalho, tão vasto quanto a eternidade e tão profundo como o amor de Deus, devotamo-nos agora e para sempre."44

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Notas:

1. Teachings of the Prophet Joseph Smith, sel. Joseph Fielding Smith (Salt Lake City: Deseret Book, 1976), 121.

2. C. S. Lewis, Mere Christianity (New York: Macmillan, 1952), 11.

3. Joseph Smith to John Wentworth, March 1842, in Joseph Smith Jr., History of the Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, ed. B. H. Roberts, 7 vols. (Salt Lake City: Deseret Book, 1976), 4:536.

4. See Philip Schaff, The Creeds of Christendom, 3 vols. (Harper & Row, 1931; reprint, Grand Rapids, Mich.: Baker Books, 1985); and J. N. D. Kelly, Early Christian Creeds, 3rd ed. (New York: David McKay Co., 1972).

5. Teachings of the Prophet Joseph Smith, 56.

6. Ibid., 9-10.

7. Improvement Era 39 (November 1936): 660; see Victor L. Ludlow, "Bible," and Paul Hedengren, "Bible: LDS Beliefs in the Bible," in Encyclopedia of Mormonism, ed. Daniel H. Ludlow, 5 vols. (New York: Macmillan, 1992), 1:104-8.

8. The Gospel Kingdom: Selections from the Writings and Discourses of John Taylor, sel.

G. Homer Durham (Salt Lake City: Bookcraft, 1987), 34.

9. See Joseph Smith, comp., Lectures on Faith (Salt Lake City: Deseret Book, 1985), 5:3; and Teachings of the Prophet Joseph Smith, 346-48.

10. President Snow often referred to this couplet as having been revealed to him by inspiration during the Nauvoo period of the church. See, for example, Deseret Weekly, 3 November 1894, 610; Deseret Weekly, 8 October 1898, 513; Deseret News, 15 June 1901, 177; and Journal History of the Church, Historical Department, Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, Salt Lake City, 20 July 1901, 4.

11. Irenaeus, Against Heresies, bk. 5, preface.

12. Ibid., 4.38 (4); compare 4.11 (2): "But man receives progression and increase towards God. For as God is always the same, so also man, when found in God, shall always progress towards God."

13. Clement of Alexandria, Exhortation to the Greeks, 1.

14. Clement of Alexandria, The Instructor, 3.1. See his Stromateis, 23.

15. Justin Martyr, Dialogue with Trypho, 124.

16. Athanasius, Against the Aryans, 1.39, 3.34.

17. Athanasius, On the Incarnation, 54.

18. Augustine, On the Psalms, 50.2. Augustine insists that such individuals are gods by grace rather than by nature, but they are gods nevertheless.

19. Richard P. McBrien, Catholicism, 2 vols. (Minneapolis: Winston Press, 1980), 1:146, 156, emphasis in original.

20. Symeon Lash, "Deification," in The Westminster Dictionary of Christian Theology, ed. Alan Richardson and John Bowden (Philadelphia: Westminster Press, 1983), 147-48.

21. C. S. Lewis, The Weight of Glory and Other Addresses, rev. ed. (New York: Macmillan, Collier Books, 1980), 18.

22. Lewis, Mere Christianity, 174-75. For a more recent example of the doctrine of deification in modern, non-LDS Christianity, see M. Scott Peck, The Road Less Traveled (New York: Simon and Schuster, 1978), 269-70: "For no matter how much we may like to pussyfoot around it, all of us who postulate a loving God and really think about it eventually come to a single terrifying idea: God wants us to become Himself (or Herself or Itself). We are growing toward godhood."

23. Smith, History of the Church, 6:305.

24. The Teachings of Lorenzo Snow, comp. Clyde J. Williams (Salt Lake City: Bookcraft, 1984), 2.

25. Smith, History of the Church, 6:306-7.

26. Joseph Fielding Smith, Doctrines of Salvation, comp. Bruce R. McConkie, 3 vols. (Salt Lake City: Bookcraft, 1954-56), 1:12; see Bruce R. McConkie, The Promised Messiah (Salt Lake City: Deseret Book, 1978), 166.

27. In Journal of Discourses, 26 vols. (Liverpool: F. D. Richards & Sons, 1851-86), 11:249; see 7:333.

28. In ibid., 4:271; see Joseph F. Smith, Gospel Doctrine (Salt Lake City: Deseret Book, 1978), 64.

29. Smith, History of the Church, 6:303; see Brigham Young, in Journal of Discourses, 13:312.

30. Lewis, Mere Christianity, 129.

31. Bruce R. McConkie, Doctrinal New Testament Commentary, 3 vols. (Salt Lake City: Bookcraft, 1965-73), 2:499, 500.

32. In Conference Report, October 1988, 78.

33. Teachings of the Prophet Joseph Smith, 301; see 297, 305.

34. David O. Mckay, Gospel Ideals (Salt Lake City: Improvement Era, 1953), 6, emphasis in original; see Brigham Young, in Journal of Discourses, 1:131; 8:124-25.

35. Teachings of the Prophet Joseph Smith, 256-57.

36. Times and Seasons 3 (15 March 1842): 732.

37. See Melvin L. Wilkinson and William C. Tanner III, "The Influence of Family Size, Interaction, and Religiosity on Family Affection in a Mormon Sample," Journal of Marriage and the Family 42/2 (1980): 297-304.

38. See Brent C. Miller and Terrance D. Olson, "Sexual Attitudes and Behavior of High School Students in Relation to Background and Contextual Factors," Journal of Sex Research 24 (1988): 194-200.

39. See Ricky D. Hawks and Steven J. Bahr, "Religion and Drug Use," Journal of Drug Education 22/1 (1992): 1-8.

40. See Allen E. Bergin et al., "Religion and Mental Health: Mormons and Other Groups," in Contemporary Mormonism: Social Science Perspectives, ed. Marie Cornwall, Tim B. Heaton, and Lawrence A. Young (Urbana: University of Illinois Press, 1994), 138-58.

41. See Bruce A. Chadwick and Brent L. Top, "Religiosity and Delinquence among LDS Adolescents," Journal for the Scientific Study of Religion 32/1 (1993): 51-67.

42. George Albert Smith, Sharing the Gospel with Others, comp. Preston Nibley (Salt Lake City: Deseret Book, 1948), 12, 13.

43. Howard W. Hunter, That We Might Have Joy (Salt Lake City: Deseret Book, 1994), 59.

44. Cited in ibid.


Share/Bookmark ~ sexta-feira, 23 de abril de 2010 0 Comentários

"Ide Por Todo o Mundo:" Tendências Tecnológicas e a Igreja SUD no Século 21, Marcus H. Martins


À medida em que rapidamente nos aproximamos do começo de um novo século e um novo milênio, é quase inevitável que voltemos nossos pensamentos para o futuro e tentemos visualizar algumas das possibilidades que se avizinham. Para mim, isso inclui a tentativa de visualizar o crescimento potencial d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias durante o próximo século e alguns dos requisitos e oportunidades associados com tal crescimento.


No início dos anos 70 me senti inspirado pela visão e perspectivas para o futuro da Igreja apresentadas por vários profetas, começando com o Presidente Spencer W. Kimball. Nos últimos 3 anos eu tenho adotado aquelas perspectivas como um tema sério e freqüente em meu estudo do estabelecimento e crescimento mundial da Igreja.

Combinando meus anos de experiência profissional em informática com a minha pesquisa acadêmica em sociologia da religião, eu tenho procurado imaginar: (1) que impacto algumas das tecnologias emergentes deste final de século poderão ter na implementação da missão d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias no século 21; e (2) que medidas poderiam ser tomadas no presente a fim de nos preparar para esse futuro idealista mas ainda viável.



Longe de ser simplesmente uma discussão puramente secular desse tema, meu ofício no sacerdócio e minha posição como professor de religião me levam a focalizar esse exercício mental nas implicações eclesiásticas destas tendências tecnológicas. Mas antes de fazê-lo, devo esclarecer que meu envolvimento neste exercício intelectual decorre únicamente do meu interesse pessoal no assunto, e não do resultado de qualquer projeto ou pronunciamento oficial d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. No entanto, como o Profeta Joseph Smith certa vez uma declarou: "Todo élder tem o privilégio de falar sobre as coisas de Deus." (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p.11). Para mim esta palestra acadêmica é uma oportunidade de desfrutar deste privilégio.



Perspectivas Demográficas

Em 1984 o sociólogo Rodney Stark sugeriu à comunidade acadêmica que poderão existir 265 milhões de Santos dos Últimos Dias em todo o mundo por volta do ano 2080. Após pouco mais de uma década Stark observou, desta vez para o seu próprio assombro, que em 1996 sua projeção original para aquele ano já havia sido ultrapassada em quase um milhão de membros.



Hoje (i.e. 1998), Santos dos Últimos Dias somam mais de 10 milhões de pessoas em todo o mundo. Se nós experimentalmente aceitássemos a projeção de Stark como uma meta potencial, com aproximadamente 81 anos para alcançar a data projetada, seríamos forçados a perguntar: Onde e como poderíamos achar, ensinar, batizar, e (quiçá) reter estes 255 milhões de Santos dos Últimos Dias adicionais? Nos últimos anos deste século a Igreja tem experimentado um crescimento de aproximadamente 300.000 novos conversos anualmente. Considerando que muitos entre os membros do futuro serão descendentes de membros da atualidade e de futuros conversos, ainda assim, a fim de alcançar a marca de 265 milhões precisaríamos batizar mais de 1 milhão de conversos anualmente começando em 1999!

Quando consideramos o mandamento divino de pregar o evangelho a cada criatura, os números tornam-se ainda mais imponentes. A população mundial atual é de 5,9 bilhões de indivíduos. Projeções demográficas recentes publicadas pela Divisão Populacional das Nações Unidas prevêm que-se todas as variáveis pertinentes permanecerem constantes--no ano 2050 a população mundial poderá alcançar a marca de 9,4 bilhões de pessoas.

Se batizássemos 1 milhão de indivíduos a cada ano, ainda assim levaríamos 5.900 anos para batizar um número equivalente à população atual. Muito embora o Senhor tenha nos ordenado a pregar o evangelho a cada criatura mas batizar somente os que crerem (ver Marcos 16:15; Doutrina e Convênios 18:28; 68:8; 112:28), ainda assim estes números claramente mostram que a tarefa adiante é simplesmente monumental.

Um dos obstáculos à missão da Igreja de pregar o evangelho a cada criatura é o fato de que a população do mundo vive separada por vastas distâncias. No final do século 20, aproximadamente 45 por cento da população mundial residia em áreas urbanas. Relatórios das Nações Unidas declaram que em 1996 havia perto de 2,7 bilhões de pessoas vivendo em áreas urbanas. Dentre esses, 806 milhões (em torno de um terço da população urbana total) viviam em 338 cidades e áreas metropolitanas com populações ao redor ou acima de 1 milhão de habitantes, e outros 880 milhões de pessoas (aproximadamente mais um terço da população urbana total) viviam em 3.015 cidades com populações ao redor ou acima de 100.000 habitantes.

Os 976 milhões restantes viviam em cidades pequenas com 2.500 ou mais habitantes. Arbitrando uma média populacional por cidade, esta população remanescente seria grande o suficiente para ocupar 39.000 cidades adicionais de 25.000 habitantes(2). E esses números não levam em conta a população rural do mundo--um número próximo de 3,2 bilhões de pessoas, representando aproximadamente 54 por cento da população mundial de 1996, a maioria localizada em lugares longínquos e sem números mínimos para criar e manter unidades permanentes da Igreja.

A lógica indica que a nossa próxima pergunta deve ser: Como a Igreja pode realizar a formidável missão de contactar, ensinar, batizar, e mais tarde nutrir grandes populações espalhadas por vastas distâncias?



Uma Visão Profética

Em 1974, Presidente Spencer W. Kimball declarou o seguinte: "Tenho fé de que o Senhor abrirá as portas quando fizermos tudo a nosso alcance. Acredito que o Senhor está ansioso para por em nossas mãos invenções que nós, leigos, mal podemos compreender." (Teachings of Spencer W. Kimball, p.587). Esta declaração me impressionou profunda e permanentemente desde a primeira vez que a li.

Tecnològicamente falando, estamos a anos-luz de dos níveis existentes em 1974. Hoje gozamos de avanços tecnológicos que estavam além da nossa imaginação 24 anos atrás: computadores portáteis com processadores ultra-rápidos; programas de computador--tais como processadores de texto, planilhas eletrônicas, bancos de dados, correio eletrônico, e uma miríade de outros programas que pesquisam e divulgam toda espécie de informação que reduzem consideravelmente o tempo gasto em várias tarefas educacionais e administrativas--armazenagem e transmissão de dados via raios laser; redes de telefonia digital; televisão a cabo e via satélite, etc. E nós não apenas desfrutamos destas maravilhas tecnológicas, mas também observamos um fenômeno que aparece ser exclusivo a este século: a produção em massa e a subsequente popularização dessas tecnologias de ponta-até mesmo nos países em desenvolvimento.

Mas tendo considerado estes fatores, devemos perguntar: Quem disse que já alcançamos o pináculo do desenvolvimento tecnológico? Proponho que quando consideramos as possibilidades atuais para um futuro não muito distante, podemos concluir que estamos no limiar de avanços tecnológicos que terão tão grande um impacto em nossas vidas e no cumprimento da missão da Igreja no século 21 como o rádio, o telefone, a televisão, e o automóvel tiveram na vida das pessoas no início do século 20.



Visões de um Futuro Concebível

Há algum tempo venho concebendo algumas "visões" ou "sonhos" para o uso de algumas tecnologias emergentes num futuro não muito distante--possivelmente dentro dos próximos 50 anos. Embora uma discussão mais profunda da viabilidade econômica ou dos atuais obstáculos técnicos estejam além do âmbito desta palestra, eu espero que isto ainda venha a ser o início de uma conversa frutífera sobre possibilidades espetaculares.



Missionários Domésticos

No seu prefácio ao livro de Doutrina e Convênios o Senhor afirmou que não haveriam obstáculos a seus servos em sua missão de levar a voz de advertência às nações (Doutrina & Convênios 1:4-5). Uma vez que um dos desafios a ser sobrepujado é a distância, eu vislumbro o advento de missionários de tempo parcial que poderiam ensinar o evangelho a partir de seus próprios lares usando um equipamento de comunicação que por si só substituiria os nossos atuais televisores, computadores, e telefones, possivelmente usando uma versão muito mais avançada da atual tecnologia WDM (wavelength division multiplexing) baseada em transmissões via raios laser.

Com tal equipamento nós poderíamos ter literalmente milhões de "missionários domésticos" servindo em tempo parcial. Estes seriam membros regulares da Igreja que ao invés de "bater em portas ou tocar campanhias" seriam designados a "tocar nas antenas parabólicas" das famílias do mundo e apresentar uma palestra introdutória sobre o evangelho restaurado usando recursos de multimídia e realidade virtual. Ainda nos anos 70 o presidente Spencer W. Kimball sugeriu o seguinte:

"Usaremos as invenções que o Senhor nos tem dado para despertar interesse e familiarizar as pessoas do mundo com as verdades; para eliminar seus preconceitos e lhes dar um conhecimento geral. Necessitaremos responder perguntas específicas, e talvez isso possa ser feito por meio de rádio e TV aperfeiçoados a um ponto além da nossa imaginação atual. É concebível que tal programa grandemente aperfeiçoado possa ser multiplicado dez mil vezes em dez mil línguas e dialetos em dez mil lugares distantes e próximos. ... Dezenas de milhares de jovens missionários investidos com o poder do alto prosseguiriam com o proselitismo." (Teachings of Spencer W. Kimball, pp.588-589)

Idiomas não seriam mais obstáculos. Uma nova geração de computadores talvez usando a futura tecnologia de computação quântica--milhões de vezes mais rápidos que o mais veloz microprocessor disponível em 1998--combinada com software de tradução em real-tempo usando inteligência artificial, poderia ajudar-nos a facilmente sobrepujar barreiras culturais e lingüísticas. Estes equipamentos de comunicação doméstica do futuro poderão até mesmo simular nossas vozes, fazendo com que pessoas distantes ouçam o que pareceria ser nossa própria voz. Num futuro um pouco mais distante, podemos vislumbrar o advento de uma versão mais refinada da tecnologia de realidade virtual com imagens em três dimensões, o que faria com que esses missionários domésticos pudessem ver e sentir como se estivessem na presença de seus investigadores e vice versa.

Ramos Virtuais

Usando essa versão mais refinada da tecnologia de realidade virtual com imagens em três dimensões, as pessoas que vivem em locais muito distantes poderiam um dia ser capazes de assistir as reuniões dominicais da igreja sem sair de seus lares. Veriam, ouviriam, sentir-se-iam, e reagiriam como se estivessem numa capela de verdade. Apesar do fluxo migratório contínuo em direção de áreas urbanas, as projeções atuais indicam que próximo do ano 2030 uma porcentagem significativa da população mundial ainda estará vivendo em áreas esparsamente povoadas, onde a construção de capelas permanentes poderá ser inviável. Dispositivos de comunicação avançados poderão ser o único meio através do qual estas populações futuras de Santos dos Últimos Dias poderiam ser contactadas e nutridas.



Para alguns esta idéia pode aparecer ser inadmissível. Entretanto, devemos lembrar dois dos principais objetivos das reuniões dominicais: (1) adorar o Senhor e (2) instruir e edificar uns aos outros através do ministério da palavra de Deus pelo poder do Espírito Santo. Sob esta ótica, a idéia de assistir a uma reunião virtual não soa tão absurda. Ordenanças como o sacramento poderiam ser realizadas parcialmente ao vivo e parcialmente eletrônicamente. Cada indivíduo ou família teria que proporcionar seu próprio pão e água. Depois do hino sacramental, um sacerdote (talvez a milhares de quilômetros de distância) ofereceria as orações sacramentais da forma costumeira e cada indivíduo ou família partilharia do pão e água.

Lições da escola dominical poderiam ser proporcionadas pelos próprios membros, os quais teriam chamados nestes "ramos virtuais" tal qual os chamados nos ramos "físicos". A tecnologia não desviaria a atenção dos membros nem substituiria professores; ela seria apenas o meio de aumentar o raio de ação dos recursos humanos da Igreja.

Transmissões Virtuais de Conferências Gerais

No século 20 só uma pequena porcentagem dos membros da Igreja teve a oportunidade de ir à Praça do Templo e desfrutar da experiência e a inspiração proporcionadas ao se assistir a uma conferência geral ao vivo. Tecnologia de imagens mais avançada e comunicação via laser poderão num futuro não muito distante permitir que números cada vez maiores de Santos dos Últimos Dias possam assistir todas sessões das conferências gerais da Igreja tal como se eles realmente estivessem no futuro prédio de reuniões sem sair de seus lares. Seriam capazes de ver, de ouvir, e de sentir-se como se estivessem assistindo em pessoa, sendo inclusive capazes de escolher de que ângulo gostariam de assistir os procedimentos. Poderiam também escolher se assistiriam os procedimentos ao vivo ou posteriormente.



Tecnologias Emergentes e o Trabalho Templário

Há alguns anos, em minha imaginação do século 20, eu considerei o advento de templos menores (Martins, 1995.) Eu ainda me lembro da idéia sendo posta em dúvida pelas minhas platéias. Embora eu não consiga vislumbrar o advento de "templos virtuais," eu posso contudo vislumbrar a cerimônia de investidura sendo apresentada com tecnologia visual mais avançada, colocando os indivíduos praticamente no meio dos cenários e ações. A princípio isto pode soar tão estranho para alguns de nós como deve ter soado para muitos Santos dos Últimos Dias do século 19 a idéia de um dia participar da cerimônia de investidura por meio de um filme.

No que se refere ao número de templos, se imaginarmos um templo em cada grande centro urbano do mundo, digamos, cidades com uma população de 100.000 ou mais habitantes, nós poderíamos imaginar a existência de mais de 3.000 templos por todo o mundo. Meios de transporte ultra-rápidos, sucessores dos nossos atuais trens, ônibus, e automóveis--talvez acionados por levitação magnética ou outra tecnologia anti-gravidade, permitiriam aos membros frequentar fàcilmente um templo a 800 quilômetros de distância, após uma viagem de possivelmente não mais que uma ou duas horas de duração.

Enquanto na obra missionária nós batizamos somente os que crêem, no trabalho templário executamos ordenanças para todas as pessoas falecidas acima da idade da responsabilidade. Com isso, a existência de milhares de templos no futuro faz sentido. Isto não só se traduziria em bilhões e bilhões de ordenanças, mas também em bancos de dados de capacidade quase inimaginável nos dias de hoje necessários para a manutenção de registros e para a coordenação do trabalho em todos os templos do mundo. Tecnologias emergentes em armazenagem de dados forma de luz em cristais também sugerem a possibilidade de bancos de dados mundiais, os quais possibilitariam acesso fácil e rápido à dados genealógicos e registros de ordenanças templárias.



De Volta à Terra: Possíveis Obstáculos à Realização da Visão

Depois de considerar estas possibilidades espetaculares para o futuro, devemos retornar à realidade do presente e considerar a plausibilidade de tal visão. Além dos obstáculos técnicos previamente mencionados nós podemos listar como possíveis impedimentos adicionais à realização da visão: (a) flutuações no volátil sistema financeiro global; e (b) "micro-guerras," ou disputas regionais dentro de uma única nação ou entre nações vizinhas.

Estes foram problemas freqüentes durante todo o século 20. Não obstante, podemos argumentar que apesar de tantos obstáculos e contratempos, se considerarmos todas as variáveis pertinentes, muitas nações alcançaram níveis razoáveis de desenvolvimento. Embora muitas áreas do mundo ainda sofram os efeitos da pobreza crônica e suas conseqüências, em general estes problemas parecem acontecer em nações onde os benefícios das economias de mercado e regimes democráticos vieram muito tarde, geralmente nas últimas 2 ou 3 décadas do século.

Ao estudarmos o estabelecimento e desenvolvimento de democracias nos últimos 200 anos, notamos que o processo democrático parece sofrer o efeito de ciclos de vida e curvas de aprendizado. O estabelecimento de novas sociedades democráticas, especialmente em substituição a antigos regimes autocráticos, requer mudanças profundas em filosofias políticas, expectativas públicas, níveis de participação cívica, e apoio internacional. Até a primeira metade do século 20 poucas democracias gozaram dos benefícios da combinação de todas estas variáveis. Aliás, até recentemente a comunidade international era em general mais inclinada a apoiar regimes que perpetuassem velhas teorias colonialistas e valores etnocêntricos do que a apoiar regimes democráticos e igualitários.

Se as novas democracias do final do século 20 receberem a ajuda adequada não só no âmbito econômico e financeiro mas também no educacional, podemos prever uma era de prosperidade razoável para cada um desses países. Por "prosperidade razoável" entenda-se a implementação de refinamentos macro e microeconômicos que capacitarão estas nações a garantir a seus cidadãos níveis satisfatórios de saúde, educação, e acesso a utilidades públicas, para contentamento social em geral. A chave para o sucesso nesse empreendimento está em não esperar que todo o mundo desfrute do mesmo estilo de vida consumista e materialístico e dos altos níveis de ostentação das nações mais industrializadas.

Com a crise financeira global de 1998 ainda na memória recente, alguns podem questionar a plausibilidade de tal crença. Afinal de contas, bilhões de dólares em pesquisa básica e aplicada seriam necessários para obter-se as maravilhas tecnológicas vislumbradas aqui. Em resposta, podemos lembrar que todos os desenvolvimentos tecnológicos do século 20 foram alcançados em meio a muitos obstáculos: duas guerras mundiais, uma série interminável de micro-guerras, grandes depressões econômicas, e crises globais de petróleo.



A Visão da Fé

Neste ponto o sociólogo cede o lugar ao sumo sacerdote. De um ponto de vista puramente secular poderíamos nos limitar a dizer que grandes adaptações seriam necessárias nos sistemas políticos e financeiros mundiais, e lacônicamente encerrar esta palestra. Mas uma vez que estamos lidando com o mandato divino de proclamar o evangelho de Jesus Cristo em todo o mundo, nós temos que adicionar fé inabalável ao nosso estudo e explorar nossa visão mais amplamente.

O Profeta Joseph Smith ensinou: "a inteira criação visível, tal como agora existe, é o efeito da fé" (Lectures on Faith, p.62). Assim sendo, por quê não aceitar a idéia de que nosso trabalho na edificação do reino de Deus também deve ser o resultado de fé? Uma vez que fixemos nossas mentes nessa idéia, buscamos nas escrituras promessas específicas que fortalecerão nosso expectativa de um futuro brilhante.



Encontrando Recursos para Avançar a Obra do Reino

Para começar, devemos manter em mente que Deus vive e que só ele tem pleno controle sobre a terra e o plano de salvação--não os homens nem seus governos mortais imperfeitos e transitórios.

Presidente Kimball prometeu: "o Senhor abrirá portas quando fizermos tudo ao nosso alcance." (Teachings of Spencer W. Kimball, p.587) O Salmista escreveu: "Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam" (Salmos 24:1). Numa revelação ao Profeta Joseph Smith, o Senhor elaborou dizendo:

"Eu, o Senhor, estendi os céus, e formei a Terra, obra de minhas mãos; e as todas coisas que neles há são minhas. E é meu propósito suprir a meus santos, pois todas as coisas são minhas. ... Pois a Terra está repleta, e há bastante e de sobra; sim, preparei todas coisas e permiti que os filhos dos homens fossem seus próprios árbitros."(Doutrina e Convênios 104:14-15,17)

Quando o Senhor autorizou o rei Salomão a construir um templo magnífico na antiga Israel, muitos dos materiais de construção vieram de países estrangeiros. Dessa mesma forma, nos últimos dias antes da Segunda Vinda podemos esperar que o Senhor inspire muitos entre seu mordomos por toda a terra a apresentar-se e contribuir livremente de sua substância--que pertence ao Senhor-para ajudar a edificar o reino de milenar de Cristo. O Senhor é Deus; ele pode inspirar os líderes das nações por meio da ministração de anjos e de sonhos tão poderosos que estes líderes sentir-se-ão constrangidos a agir de acordo com a vontade do Senhor. Por quê duvidar disso?

Nos primeiros tempos desta dispensação o Senhor instruiu o Profeta Joseph Smith a fazer uma proclamação aos reinos da terra a fim de ajudarem a construir uma casa ao Senhor, o templo de Nauvoo. Naquela época o Senhor declarou:

"Esta proclamação será feita a todos os reis do mundo... ao ilustre presidente eleito e aos nobres governadores da nação em que vives e a todas as nações espalhadas pela face da terra. Que seja escrita com espírito de mansidão e pelo poder do Espírito Santo, que estará em ti quando a escreveres; ...

"Pois eis que estou prestes a conclamá-los para darem ouvidos à luz e à glória de Sião, porque chegado é o tempo determinado para favorecê-la. Conclama-os, portanto, com uma proclamação vigorosa, e com teu testemunho, sem os temer, porque eles são como a erva, e toda sua glória como a flor da erva que logo cai ...

"E também os visitarei e abrandarei o coração de muitos deles para o vosso bem, para que encontreis graça aos olhos deles, para que venham à luz da verdade e os gentios, à exaltação ou, em outras palavras, ao enaltecimento de Sião. ... Despertai, ó reis da terra! Vinde, ó vinde com vosso ouro e vossa prata, em auxílio de meu povo ..." (Doutrina e Convênios 124:3-7,9,11)

Com este mandato divino em mente, os únicos verdadeiros obstáculos à realização destas coisas seriam nossa incredulidade e falta de preparação. Portanto, concluímos que esta é uma hora de fé, não de dúvida. A Igreja deve provar ao Senhor que está pronta e disposta a crescer em índices até o momento considerados inimagináveis.



Preparação para o Futuro

Após discutirmos possibilidades tecnológicas e a aceleração do cumprimento da missão da Igreja, a boa lógica indica que a próxima pergunta é: Que medidas poderiam ser tomadas no presente a fim de ajudar na nossa preparação para esse possível futuro que idealizamos?

O Senhor declarou em Doutrina e Convênios que a fim de nos prepararmos para magnificar nossos chamados nós necessitaríamos ser "instruídos mais perfeitamente":

"... em teoria, em princípio, em doutrina, na lei do evangelho, em todas coisas pertinentes ao reino de Deus, que vos convém compreender; Tanto coisas do céu como da Terra, e de debaixo da Terra; coisas que foram, coisas que são, coisas que logo hão de suceder; coisas que estão em casa, coisas que estão no estrangeiro; as guerras e complexidades das nações e os julgamentos que estão sobre a terra; e também um conhecimento de países e reinos" (Doutrina e Convênios 88:78-79).

Tal declaração sugere que um dos passos a nossa preparação é a educação contínua numa variedade de assuntos seculares. Um outro aspecto de nossa preparação para o futuro envolve a dimensão financeira do reino. O Senhor disse ao Profeta Joseph Smith que a terra de Sião deverial ser adquirida por compra ou por sangue, e ele imediatamente adicionou que nesta dispensação nós somos proibidos derramar sangue (Doutrina e Convênios 63:29-31). Uma vez que necessitamos de alimentação adequada, abrigo, vestuário, e outras necessidades básicas; e já que no mundo de hoje estes itens só podem ser obtidos com dinheiro, nossos empreendimentos educacionais e profissionais tornam-se uma parte integral do processo de estabelecer Sião. Isso nos permite e nos justifica em pedir o apoio do Senhor para essas buscas aparentemente temporais ou seculares. Todas estas coisas são espirituais para o Senhor. Cabe aos membros da Igreja provar ao Senhor que estão prontos para receber as bênçãos e para viver de acordo com os padrões mais elevados associados à essas bênçãos.

Mas como o Senhor pode abrir portas--ou canais de satélite--pelo mundo afora quando Santos dos Últimos Dias muitas vezes não batem nas portas de seus vizinhos? Como pode o Senhor confiar milhões de conversos aos nossos cuidados qundo ainda não dominamos a arte de reter as dúzias existentes em nossas alas e ramos?



Milagres Acontecem em Todas as Áreas do "Campo Missionário"

Outro passo importante em nossa preparação como Igreja e povo é o de obter um maior entendimento das ferramentas espirituais disponíveis para o trabalho. Poderemos ser abençoados ao usar estes dons milagrosos numa muita escala maior pelo mundo afora depois que nos familiarizarmos com seu uso nas nossas próprias alas e ramos.





Quando usamos termos tais como "o mundo" ou "o campo missionário," podemos cair na armadilha de pensar que estes termos se referem somente a lugares exóticos distantes em terras estrangeiras. Em realidade, não se pode esquecer que mesmo o estado de Utah, o sudeste do estado de Idaho, ou outras áreas com grande presença SUD são parte integral do "mundo". O termo "campo missionário" tornou-se uma expressão comum no discurso contemporâneo SUD, normalmente usado para se referir a lugares em terras longínquas.

Entretanto, eu proponho uma definição mais ampla para este termo: o "campo missionário" é qualquer lugar onde a missão tríplice da Igreja está sendo implementdada. Em outras palavras, o campo missionário é qualquer lugar onde exista uma única alma ainda a ser batizada, ou uma única alma ainda a ser trazida de volta à plena integração ou plena atividade na Igreja de Jesus Cristo. Ou qualquer lugar onde exista uma única alma que ainda precise receber sua própria investidura na Casa do Senhor.

Seguindo esta definição mais ampla, o "campo missionário" é qualquer lugar onde há indivíduos que ainda não consigam traçar suas "linhagens familiares do sacerdócio" até nosso pai Adão e nossa mãe Eva. Enfim, o "campo missionário" é qualquer lugar na terra onde existam pessoas justas que ainda precisem receber a confirmação de seu chamado e eleição e ser admitidos na presença de Deus.

Com esta perspectiva mais ampla em mente vem a compreensão de que o lugar aonde residimos é aonde devemos esperar por milagres, e não em algum lugar exótico longínquo. Considero a possibilidade de que milagres não ocorram mais freqüentemente entre nós em parte porque freqüentemente esperamos que eles aconteçam em algum outro lugar. Uma pessoa pode sonhar em pregar o evangelho e operar milagres em lugares estrangeiros e tornar-se negligente e casual no seu serviço do outro lado da rua.

Ocasionalmente, alguns podem pensar que já são suficientemente fortes na fé, ou que por algum efeito genético eles sempre serão ativos e fortes no reino. As escrituras não suportam tais crenças (ver 2 Pedro 3:17; Doutrina e Convênios 20:32-34; 84:43). Uma vez que ainda não tenhamos sido re-admitidos na presença de Deus, não podemos nos considerar nem seguros nem suficientemente fortes no reino. Serviço mútuo e orações podem ser muito eficientes em evitar os efeitos da letargia e apatia espiritual. Por meio de ensino inspirado mútuo e serviço nós aprenderemos os princípios dos quais ainda somos ignorantes e eventualmente seremos elevados a altitudes espirituais ao nosso alcance ainda não atingidas.



Futuras Altitudes Espirituais

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias sempre irá adiante sob liderança inspirada. Os Santos dos Últimos Dias fiéis não podem se dar ao luxo de cair em letargia nem apatia espiritual. A simples frequência semanal às reuniões da Igreja sem a expectativa de receber ou de compartilhar luz e conhecimento adicionais, embora aceitável sob padrões gerais, não trará os benefícios plenos do dia do Senhor. Os membros fiéis devem buscar constantemente experimentar o poder de Deus através da leitura das escrituras, ou através da "escrita de revelações pessoais", e através de ponderação e oração. Se não esperamos nada espiritualmente novo em nossos lares, alas e ramos, como podemos sonhar em prestar deixar serviço milagroso na Rússia, na Nigéria, ou na China? Se a nossa religiosidade individual não está "acesa" em nossos lares, alas, e ramos, como podemos sonhar em acendê-la em outros em países estrangeiros?

A época de crescermos a índices nunca vistos parece ter chegado. No futuro, estudiosos da história de Igreja e membros em geral certamente reconhecerão o papel-chave que o Presidente Gordon B. Hinckley terá tido em iniciar e consolidar o impulso que mudará a face da Igreja para sempre. Ao contemplarmos sua liderança inspirada até este momento, nós vemos ampla evidência de uma "mudança de ritmo." Quando consideramos o número de novos templos em construção, as suas muitas viagens ao redor do mundo--onde mais da metade da população da Igreja teve a chance ouvir um presidente atual da Igreja em pessoa pela primeira vez, e as entrevistas que concedeu à imprensa mundial; quando todos estes elementos são considerados, já podemos ver que Presidente Hinckley está começando a abrir portas que nos levarão a altitudes espirituais que nós talvez nunca tenhamos imaginado serem possíveis. Em breve veremos "comportas celestiais" serem abertas e sempre que isto acontece a consequência é uma torrente formidável de conversos (ver Alma 23:1-7; Helamã 3:24-26; 5:48-52).

O futuro, para aqueles que se esforçam por viver em retidão e em servir ao Senhor, é majestoso, cheio de bênçãos temporais e espirituais maravilhosas, e chamados e designações altamente significativos. No futuro, estes chamados e designações muito provavelmente envolverão o ensino e a integração de milhões de membros e não-membros da Igreja em todas partes do mundo. As palavras do Presidente Kimball parecem nos desafiar a buscar o futuro com fé e coragem: "Os problemas do mundo não podem ser resolvidos por céticos nem cínicos cujos horizontes estão limitados pelas realidades óbvias. Precisamos de homens [e mulheres] que possam sonhar com coisas que nunca existiram e perguntar: 'Por que não?'" (Teachings of Spencer W. Kimball, p. 487; parêntesis adicionado).



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Bibliografia:

Lectures on Faith. Salt Lake City, UT: The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, 1938.

Ensinamentos do Profeta Joseph Smith. Compilado por Joseph Fielding Smith. São Paulo, Brasil: Centro Editorial Brasileiro.

The Teachings of Spencer W. Kimball. Edited by Edward L. Kimball. Salt Lake City, UT: Bookcraft, 1982.



Martins, Marcus H.

1995 "A Commentary on Late Twentieth-Century Cultural Mormonism" ("Comentário sobre a Cultura do Mormonismo no Fim do Século Vinte"). In Report of the Sixth Annual International Society Conference, sponsored by Brigham Young University's David M. Kennedy Center for International Studies



Stark, Rodney

1984 "The Rise of a New World Faith" ("O Surgimento de uma Nova Religião Mundial"). Review of Religious Research, 26(1)

1994 "Modernization and Mormon Growth: The Secularization Thesis Revisited" ("Modernização e Crescimento Mórmon: Revendo a Tese da Secularização") In Marie Cornwall, Tim B. Heaton, and Lawrence A. Young (eds.), Contemporary Mormonism: Social Science Perspectives. Urbana and Chicago, IL: University of Illinois Press.

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Notas:

1. Esta é uma versão expandida e atualizada de uma palestra acadêmica apresentada para professores, alunos, e funcionários do Ricks College (em Rexburg, Idaho, EUA) no dia 8 de Outubro de 1998, como parte do "Issues and Events Lecture Series." Esta palestra também foi gravada em vídeo pela KBYU-TV e BYU-TV em conexão com o Simpósio Sidney B. Sperry, realizado em 30 de Setembro de 2000.

2. Meus agradecimentos a dois colegas, Professores John Nielsen, do departmento de geografia do Ricks College, e Tim Heaton, do departmento de sociologia da Brigham Young University, por suas valiosas sugestões ao meu esforço de estimar o número de cidades existentes no mundo.


Share/Bookmark ~ segunda-feira, 15 de março de 2010 0 Comentários

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