Mostrando postagens com marcador Joseph Smith. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Joseph Smith. Mostrar todas as postagens

A Tradução E Publicação Do Livro De Mórmon, Stephen D. Ricks


Traduzido por Expedito J. Noronha

Estou feliz por poder passar algum tempo com vocês hoje falando a respeito da tradução do Livro de Mórmon. Estou esperançoso de que no final dessa preleção hoje possamos conhecer apenas um pouco mais a respeito do que Joseph Smith pessoalmente pensava e disse sobre a tradução do Livro de Mórmon.




1 - O que diz Joseph Smith?



2 - O que outros - companheiros, colegas, e co-trabalhadores, que o conheciam naquele período de tempo - dizem a respeito do processo de tradução?



3 - E além disso, fazer perguntas especificamente sobre os meios e métodos que foram usados no processo e tradução. Por meios quero dizer, instrumentos, os objetos que foram usados. E descobrir o que podemos aprender disso.



4 - Em acréscimo a isso, finalmente, que método foi usado no processo de tradução? Como foi que Joseph Smith na verdade combinou esses instrumentos, os objetos que lhe foram dados, de modo a estar apto a traduzir? Essas quatro questões espero estarmos aptos a discutir.



Estamos todos familiarizados, acredito, com a agora famosa carta Wentworth, a carta que contém as Treze Regras de Fé, na qual Joseph descreve a ascensão e progresso da Igreja. Nessa carta ele também descreve ligeiramente a respeito da tradução por meio de Urim e Tumim, através do poder de Deus. Em outras ocasiões ele usou linguagem semelhante sobre o processo de tradução.



Em uma carta que ele escreveu a uma pessoa muito vivida, à qual ele se referiu como "Joshua, o ministro Judeu", ele diz que a tradução ocorreu pelo dom e poder de Deus. E em outra parte, onde fala sobre o uso de Urim e Tumim, ou os 'óculos', ou os intérpretes nefitas, como são chamados no Livro de Mórmon ( e aqui devo acrescentar em parênteses que o termo Urim e Tumim, que normalmente usamos para descrever os objetos ou os instrumentos que foram usados para a tradução na verdade nunca foram encontrados no Livro de Mórmon), ele sempre – obs ervem - usa apenas a frase eles foram usados pelo dom e poder de Deus.



Devemos nos perguntar, porque Joseph Smith foi tão hesitante em responder à questão em maiores detalhes? E sabemos que ele foi, porque em 1831, na Conferência de Outubro, em Orange, Ohio, seu irmão Hyrum, a quem ele tão ternamente amava, e por quem ele fez tanto, e que também muito lhe fez, perguntou-lhe, diante da conferência, se poderia por favor levantar-se e informar aos membros da conferência em maiores detalhes do que ele já o fizera, exatamente como o Livro de Mórmon foi traduzido. Em resposta ao pedido, Joseph disse que não nada mais tinha a acrescentar além do que já havia sido dito sobre a vinda do Livro de Mórmon à luz, e que não era bom que maiores detalhes fossem acrescentados.



A reticência, suspeito, resulta de alguma experiência ruim que Joseph deve ter tido quando havia dado a conhecer coisas muito sagradas a algumas pessoas. Recordamos, naturalmente, que logo no início quando ele deu a conhecer ao povo suas experiência da primeira visão; o resultado foi perseguição maior do que ele havia concebido ou imaginado.



Havia outro problema, Nos primórdios da Igreja, muitos dos primeiros membros da Igreja começaram a acreditar que foi apenas pelo uso e através das pedras videntes - Urim e Tumim - que era possível receber revelação. Assim, sempre que eles sentiam que uma revelação legítima devia ser dada, as pedras videntes tinham de estar lá. Joseph, como veremos, logo abandonou as pedras videntes porque ele sentiu que não mais necessitava delas. Essas pessoas continuaram acreditando que as pedras videntes eram essenciais. Assim, eu acredito por causa da atitude reinante entre certos membros da Igreja, tanto quanto a atitude que ele deve ter suspeitado existir entre aqueles que não pertenciam à Igreja, então ele decidiu nada mais acrescentar ao que já havia dito naquela declaração, de que "foi pelo dom e poder de Deus" que ele traduziu o Livro de Mórmon.



Entretanto, felizmente, algumas outras testemunhas disseram mais a esse respeito. Falaram tanto sobre os instrumentos e objetos que foram usados de modo a traduzir o Livro de Mórmon, e, em acréscimo a isso, eles também falam com certa extensão sobre o método que foi usado para esse fim. Eu gostaria de analisar ambos - instrumentos e método.



Durante o processo de tradução as testemunhas notam que dois instrumentos diferentes são usados. Um deles, as pedras videntes. Estamos todos acostumados, acredito, com a palavra, mas quereremos gravá-la em nossa mente, porque ela ocorre em contexto com outras palavras igualmente. E, em acréscimo àquilo, uma outra palavra, os intérpretes, às vezes chamados de intérpretes nefitas, ou óculos. Esses dois objetos parecem ter sido usados desde o início do processo de tradução do Livro de Mórmon.



A pedra vidente, em primeiro lugar, podemos falar a respeito. Parece haver sido originalmente encontrada por Joseph, seu irmão Alvin, quando eles estavam trabalhando na propriedade de Mason Chase em 1822, e que é descrita por uma das testemunhas, serem do tamanho aproximado do ovo de uma galinha, na forma de um alto dorso de sapato. Era composta de camadas de cores diferentes passando através dela diagonalmente. Era muito dura e lisa, talvez por serem trazidas nos bolsos. Muitas das demais descrições que temos a respeito delas dizem quase a mesma coisa.



É interessante notar que as pedras videntes foram passadas por Joseph, após traduzir o Livro de Mórmon, a Oliver. Oliver conservou-as em sua posse até morrer. A seguir passaram para sua esposa, Elizabeth Ann Whitmer Cowdery, que as deu para Phineas Young, irmão de Brigham Young, que viera a Missouri onde Elizabeth se encontrava naquele tempo. Phineas levou-as a Utah com ele e entregou-as a seu irmão, Brigham, que as conservou guardando-as para a Primeira Presidência; e, com exceção de breve hiato de tempo quando ela foi adquirida por alguém mais, ela tem permanecido na posse da Primeira Presidência desde aquele tempo e ainda faz parte das posses da Primeira Presidência.



Existem vários relatos mais, além do relato que acabamos de mencionar, relativos aos óculos ou intérpretes nefitas. Talvez a melhor e mais longa descrição que temos dos intérpretes nefitas obtemos do irmão mais jovem de Joseph, William. O irmão de Joseph, como devem recordar, era um membro do primeiro Quorum dos Doze. Mais tarde ele se tornou insatisfeito com a Igreja e abandonou-a. Ele não mais congregou com os santos em Utah, mas sempre manteve fiel a seu testemunho do Livro de Mórmon. Ele foi o membro do Quorum dos Doze original que viveu mais longamente.



Ele morreu em 1893, e em 1891, dois antes de sua morte, dois cavalheiros, Sr. Peterson e Sr. Pender vieram entrevistá-lo a respeito de suas recordações do processo de tradução do Livro de Mórmon. No decurso disso, ficaram sabendo, juntamente com outras coisas, sobre o Urim e Tumim, e o peitoral. Perguntaram-lhe qual era o significado da expressão: "dois aros de um arco, que prendia [o Urim e Tumim]." Ele disse que o arco de prata dobrado estava torcido com o formato de um 8, assim temos uma idéia de que "dois aros de um arco" parece um pouco com um par de óculos, mas um par de óculos que tem a forma semelhante a um 8. E as duas pedras eram colocadas, literalmente, entre os dois aros - isto é, dentro dos aros, de modo a permitir os meios através dos quais o indivíduo, que era o vidente, podia olhar e ver.



No final, ele continua a dizer, era preza por uma haste que era ligada a outra extremidade do ombro direito do peitoral. Ao apertar a cabeça um pouco para a frente a haste prendia o Urim e Tumim diante dos olhos, muito parecido com um óculos. Um bolso foi preparado no peitoral, no lado esquerdo, imediatamente sobre o coração. Quando não estava sendo usado, o Urim e Tumim era colocado nesse bolso, a haste tendo justamente o comprimento necessário para permitir fosse ele ali depositado. Esse instrumento podia, entretanto, ser retirado do peitoral, e Joseph freqüentemente usava-o desligado quando fora de casa, mas sempre o usava em conexão com o peitoral ao receber comunicações oficiais ou quando traduzindo, permitindo-lhe ter ambas as mãos livres para manusear as placas.



Conseguimos ver a imagem que está sendo criada aqui por William? O peitoral cobria a parte superior do corpo. Dentro do peitoral tem um buraco onde os dois aros do arco, os intérpretes, podiam ser fixados para manter as mãos livres no momento em que traduzia ou recebia revelações. Ele continua, ainda, a dizer mais um par de coisas interessantes com relação a isso. Aparentemente, ele diz, aquilo havia sido preparado para homens muito maiores em tamanho do que Joseph ou ele próprio, e eram muito largos tanto para os olhos de Jaseph quanto de William. E, como resultado, causava um estado de tensão nos olhos, porque as lentes - pedras - ou intérpretes, ficam um tanto distantes uma da outra, mais do que indivíduos do tamanho de William ou Joseph, estariam acostumados, em circunstância normal; ele causava uma certa quantidade de tensão ocular, como resultado do que William dissera, eles ou ele também usara as pedras videntes.



Agora devemos nos perguntar, "Bem, o que sabemos a respeito de quando as pedras foram usadas em oposição a quando os intérpretes nefitas foram usados"? Os relatos variam um pouco aqui, mas parece razoavelmente claro que as pedras foram usadas em todos os estágios do processo de tradução. Há pelo menos alguma probabilidade, em acréscimo a isso, que os intérpretes nefitas foram usados durante todas as fases do processo de tradução igualmente, embora perdure alguma dúvida a respeito disso.



Devo acrescentar, aqui, uma história muito interessante que é contada a respeito das pedras videntes por Martin Harris, o qual, naturalmente, esteve envolvido no processo de tradução logo no início. Ele conheceu Joseph quando ele usava as pedras bem como os intérpretes nefitas. Ele disse, então, que certa vez quando Joseph estava usando as pedras com o propósito de traduzir, ele ficou cansado; qualquer pessoa pode imaginar que permanecer assentado duas ou três horas trabalhando daquela maneira, é natural que quisesse descansar, e eles o fizeram. Foram para a margem do rio, ele disse, e apanharam pedras e começaram a lançá-las sobre as águas. Enquanto Joseph atirava as pedras, Martin, sem Joseph saber, pegou uma pedra que era grosseiramente semelhante em tamanho e forma e cor às pedras videntes que ele estava usando, e colocou-as em seu bolso. A seguir ele trocou as pedras videntes pelas pedras que ele havia encontrado no rio, de modo que quando Joseph iniciou a tradução novamente, ao contrário de ter as verdadeiras pedras ele tinha as falsas apanhadas por Martin.



Ao descrever essa experiência, Martin diz que Joseph olhou intencionalmente para o chapéu que era usado para cobrir, para evitar a luz, e ficou em absoluto silêncio por vários momentos - algo que normalmente não acontecia no processo de tradução, quando Joseph podia simplesmente continuar do ponto em que interrompera, mais ou menos traduzindo continuamente. Então ele disse a Martin, "Martin, o que aconteceu? Está tão escuro quanto o Egito". E quando olhou para a face de Martin, Martin disse que seu semblante decaiu e então Joseph perguntou-lhe: "O que aconteceu"? Martin explicou, e então Joseph perguntou-lhe: "Por que você trocou as pedras por outras?" E Martin disse: "Para provar que aqueles que clamam que você está simplesmente criando as palavras estão errados a esse respeito." Ele disse que fez isso para calar a boca dos loucos que faziam tais clamores.



Emma, que estava lá naturalmente durante todo o processo de tradução, afirma que no início da fase de tradução Joseph usou primeiramente os intérpretes nefitas. Mais tarde ele usou os intérpretes nefitas apenas para algo menos extenso, e usou fundamentalmente as pedras videntes. Afirmação semelhante encontramos de William McLellin.



Por outro lado, e eu creio que isso é muito importante, nós temos a declaração de Oliver Cowdery - quem nós sabemos nem mesmo esteve envolvido no processo de tradução do Livro de Mórmon até depois de perdidas as 116 páginas manuscritas - quando Joseph teve as placas e tudo o mais retirado dele, e depois devolvido a ele. Oliver agora foi chamado a testemunhar em favor de Joseph em um julgamento ocorrido em 1830, denominado "sob acusação de um crime muito sério", o que basicamente significa - alguém que não gostava de Joseph e assim decidiu fazer acusações contra ele. Sob juramento, testemunhando sobre a tradução, (Oliver) disse que ele (Joseph) "usava duas pedras transparentes parecidas com óculos, ajustadas em aros prateados". E ele continua dizendo: "Olhando através dessas pedras, Joseph era capaz de ler, em inglês, os caracteres egípcios reformados que estavam gravados nas placas." Desde que a única experiência de Oliver com Joseph, que acabei de mencionar, aconteceu depois da perda e recuperação das placas, e as outras coisas que se seguiram, seu testemunho nesse julgamento certamente sugere que Joseph estava continuando a usar os intérpretes nefitas, até mais tarde nessa parte do processo de tradução.



Semelhantemente, encontramos em um número bem antigo do Latter-day Saint Messenger (O mensageiro Santo dos Últimos Dias) e Advocate (Advogado) o que Oliver escreveu: "Dia após dia eu continuava a escrever ininterruptamente a partir do que ele ditava à medida que traduzia com o Urim e Tumim, ou como os nefitas diriam, intérpretes, a história, um registro denominado Livro de Mórmon." Aqui novamente notamos que o termo Urim e Tumim não era encontrado no Livro de Mórmon; é algo que virá mais tarde, em um relato posterior a 1830. Talvez 1831, ou algo assim, é que temos a primeira menção deles, aparentemente não de Joseph, mas de ambos W.W.Phelps ou de Oliver Cowdery. Eles o denominaram Urim e Tumim por acreditarem que essa era a melhor maneira de ajudar na descrição (dos intérpretes ) para o povo, usando portanto uma terminologia bíblica, que estava à disposição de Joseph a fim de traduzir.



Encontramos declaração semelhante feita por Oliver através de Rueben Miller, em 1848, e isso bem próximo do fim de sua vida: "Eu escrevi com minha própria pena o Livro de Mórmon inteiro, exceto algumas páginas, tal como saíram dos lábios do profeta, à medida que ele traduzia-o pelo dom e poder de Deus, através do Urim e Tumim, ou conforme chamado no livro, intérpretes sagrados". Parece, penso então, muito apropriadamente que durante todo o período da tradução, mesmo durante os primórdios da tradução até a época em que as 116 páginas foram perdidas, ambos os intérpretes nefitas, as duas pedras presas a um aro, em acréscimo às pedras videntes, que haviam sido encontradas por ele alguns anos antes. E que mais tarde, ambos eram usados. Mas, em certo sentido, a coisa realmente importante é que durante todo o processo de tradução, Joseph usou meios sobrenaturais para capacitá-lo a traduzir o Livro de Mórmon corretamente.



Ora, há outra questão que talvez nos perguntemos, e acho-a muito legítima. Por que Joseph tinha de usar qualquer tipo de meio, seja qual for, os intérpretes nefitas ou as pedras videntes, ou qualquer outra coisa? Pergunta que alguns dos primeiros santos fizeram igualmente. Orson Pratt, por exemplo, fez a pergunta e ele assim relatou, quando fez a pergunta o profeta disse-lhe que o Senhor lhe tinha dado o Urim e Tumim quando era inexperiente quanto ao princípio de inspiração. Mas agora, ele, isto é, Joseph, tinha avançado bastante na compreensão da influência do Espírito que não mais necessitava da assistência do instrumento. De fato, vocês recordam que mencionei que depois de haver completada a tradução do Livro de Mórmon, ele deu as pedras videntes para Oliver, dizendo, "Não mais necessito disso."



A seguir temos outro comentário, usado mais tarde por Zebedee Coltrin que também o conhecera nesses primeiros anos. Em 1880 Zebedee Coltrin diz que: "Joseph disse, com relação a Urim e Tumim ou intérpretes nefitas e as pedras videntes, que não mais necessitava daquilo e que os tinha entregue ao anjo Moroni." Isso é interessante porque aqui estamos falando, naturalmente, sobre os intérpretes e não sobre as pedras videntes. Os intérpretes voltaram para Moroni, as pedras para Oliver. Mas ele possuía o sacerdócio de Melquisedeque e esse sacerdócio permitiu-lhe ter as chaves para todo conhecimento e inteligência, como resultado de que tais instrumentos não eram mais necessários para ele usar, bem como os intérpretes e as pedras videntes.



Agora deixem-me frisar mais uma coisa. Aqui nós observamos os termos pedra vidente ou intérpretes ou óculos. Na literatura, em geral, parece que intérpretes e Urim e Tumim, são usados mais ou menos indistintamente. Mas, também pareceu haver alguns momentos em que Joseph, e outros, usaram Urim e Tumim para se referirem às pedras videntes igualmente. Assim sendo, creio que nós precisamos compreender que Urim e Tumim, embora usualmente associados com óculos ou intérpretes, deve também ser usado para se referir às pedras videntes. Mais importante todavia é que são usados com referência a qualquer meios sobrenaturais que o Senhor proporcionou a Joseph durante aquele período, de modo a capacitá-lo a traduzir o Livro de Mórmon.



A próxima questão que podemos desejar elucidar a seguir é, que tal esse método de traduzir o Livro de Mórmon? Quanto aos meios, temos alguma discussão a respeito: pedras videntes, intérpretes, ou óculos. E o método? Joseph nos informou como foi que ele traduziu o Livro de Mórmon? Infelizmente, aqui também ele não fornece maiores informações a respeito de como o Livro de Mórmon foi traduzido do que fez quando veio à tona o exemplo discutido a respeito dos meios que foram utilizados. Ele diz meramente que eles trabalharam pelo dom e poder de Deus. Isto é particularmente uma pena, uma vez que somente Joseph, nesse particular, estava em posição de descrever como os instrumentos na realidade agiam, de modo que outros pudessem descrever para nós, com algum detalhe e com correção indubitável, como Joseph ou os instrumentos pareciam. Entretanto, pelo menos dois auxiliares de Joseph, pessoas que foram testemunhas do processo de tradução, fizeram declarações relativas a como Joseph na verdade traduziu o livro de Mórmon.



Um deles é David Whitmer. No final de sua vida, em resposta a algumas afirmações que estavam sendo feitas a respeito dele e a respeito do início da ascensão da Igreja, David Whitmer escreveu uma declaração aos "Crentes em Cristo". Ele escreve certo número de assuntos diferentes que detratam os primórdios da Igreja, mas ele também fala do processo de tradução. E isto é o que ele diz a esse respeito:



"Eu lhes darei uma descrição do modo em que o Livro de Mórmon foi traduzido.



"Joseph colocava as pedras dentro de um chapéu, puxando-o bem junto à face para excluir a luz". Ora, essa é a maneira que alguém certamente usará se estiver olhando através de um microscópio, e às vezes até um binóculo. É necessário excluir a luz de modo a estar apto a ver.



Assim ele diz: "No escuro a luz (sobrenatural?) brilharia. Um pedaço de uma coisa parecida com pergaminho apareceria e nele o escrito. Um caracter por vez apareceria e sob ele a interpretação em inglês. O irmão Joseph então leria o inglês para Oliver Cowdery, que era seu principal escrevente, e quando estava escrito e repetido para Joseph, para verificar sua exatidão, então desaparecia, e um outro aparecia com a interpretação. Assim, o livro de Mórmon foi traduzido pelo dom e poder de Deus e não por qualquer poder do homem." Essa é uma declaração muito interessante. Desejamos voltar a ela porque há muito nela que merece ser escrutinado.



Todos vocês sabem que Martins Harris permaneceu muitos anos fora da Igreja, jamais modificando seu testemunho da Igreja, jamais em tempo algum também sobre seu testemunho do Livro de Mórmon. Mais para o fim de sua vida ele foi visitado por Edward Stevenson, que era membro do Primeiro Quorum dos Setenta, que o reconverteu ao evangelho e o trouxe para Utah, onde permaneceu pelo resto de seus dias. Edward Stevenson teve numerosas entrevistas com Martin Harris sobre aqueles grandes acontecimentos sucedidos nos primeiros dias da restauração e as registrou. Ele perguntou-lhe muita coisa sobre a vinda à luz do Livro de Mórmon e recebeu uma declaração de Martin sobre como o Livro de Mórmon foi traduzido por Joseph que acho extremamente interessante e digna de consideração por um momento.



Isto e o que Edward Stevenson diz com relação à descrição de Martin: "Com ajuda das pedras videntes, sentenças apareciam e eram lidas pelo profeta e escritas por Martins. E quando terminado ele dizia "escrito", e se estivesse correto a sentença desaparecia e uma outra aparecia em seu lugar. Mas, se não estivesse escrita corretamente ela permanecia até ser corrigida, de modo que a tradução era idêntica ao que estava gravado nas placas, precisamente na língua então usada."



Bem, essa é uma declaração deveras interessante. Consideremos esta última parte da declaração em primeiro lugar. Ele observa aqui que Joseph leria o que estava escrito na pedra vidente, ou nos intérpretes nefitas. Se estivesse corretamente escrita pelo escrevente, cujo manuscrito ele não podia ver diretamente, mas apenas, através de inspiração, então continuavam. Mas, se não estivesse corretamente escrita ele a corrigia. Podemos ver no manuscrito original do Livro de Mórmon, cerca de um quarto dele ainda existe, (que esteve em anos recentes estudados inteiramente por Royal Skousen), em certos exemplos em que uma palavra, especialmente um nome, está escrito de uma forma e a seguir riscado e escrito de maneira um pouco diferente.



Posso imaginar bem nesses exemplos, Joseph lendo a palavra tal como ele a consideraria apropriadamente pronunciada. A pessoa que estava atuando como escrevente grafava a palavra tal como imaginava devia ser escrita. Mas, em poucos exemplos, ele a escreveu de forma não muito correta, e como resultado, Joseph, que podia ver o que estava sendo escrito, corrigiria a ortografia e então depois de corrigido continuaria. Em alguns exemplos é especialmente interessante, porque as correções fazem sentido apenas à luz desses nomes vindos do antigo Oriente Próximo, e que não faria grande sentido particularmente como um nome que tivesse ocorrido somente através da experiência dessas pessoas que falavam o inglês.



Em um exemplo particular, devo observar, um nome foi originalmente escrito com um ck no final dele. Joseph, então, quer o nome corrigido, uma vez que as ultimas letras não ck, mas ch. E assim vemos naquele manuscrito original o nome com o ck riscado e a seguir escrito com ch em seu lugar. Ora, possivelmente, para nós, a maneia que pronunciaríamos ch ou um ck no final de uma palavra poderia ser aproximadamente a mesma coisa, como o som de um k. Mas em Hebreu, e em muitas outras línguas a ela relacionadas, há uma grande diferença entre uma e outra. Elas representam duas letras ou sons totalmente distintos.



Ele diz algo aqui que acho muito interessante também. A tradução foi feita precisamente como estava gravada nas placas, na mesma linguagem usada então. Ele disse que isso acontecia porque as sentenças apareciam, e eram lidas pelo profeta e a seguir escritas por Martin, neste particular exemplo, ou por Oliver mais tarde, e então elas desapareciam depois de serem apropriadamente escritas. Acho que isso nos proporciona uma chave de como a tradução aconteceu, mas não nos diz necessariamente a história completa. Pode ter ocorrido a ambos, a David tanto quanto a Martin certos pressuposições concernentes a como uma escritura é revelada de modo que possa não estar correta. Quero dizer com "inerrantous" que a idéia de que, o que quer que Joseph recebia procedia diretamente da mente de Deus para as mãos de Joseph.



Quero agora deixar claro que é minha firme crença que o Livro de Mórmon é de origem divina. Por outro lado, parece-me que Joseph está profundamente envolvido no processo de tradução, em um número de maneiras importantes. Uma delas é, acredito, que Joseph tem de fazer escolhas com relação a certas palavras que são usadas na tradução inglesa. Creio que esse é o caso porque, como você certamente se lembra, na segunda edição do Livro de Mórmon de 1837, numerosas modificações foram feitas no Livro de Mórmon em inglês. E foram feitas por Joseph ou sob sua direção. Ora, se Joseph tivesse imaginado que tudo no Livro de Mórmon viera diretamente como Deus o revelara a ele sem qualquer possibilidade de modificação, porque, afinal, ele era expressamente e inteiramente, a palavra de Deus, e assim não estou certo se ele quereria fazer qualquer tipo de modificação.



Além disso, creio que o envolvimento de Joseph nesse processo todo de tradução é sugerido pelo que encontramos na seção nove de Doutrina e Convênios. Recordem-se que Oliver tinha um grande desejo de se envolver, não meramente como escrevente, mas também como tradutor, e então ele pediu que o dom de tradução fosse concedido também a ele. Oliver, então, é admoestado pelo Senhor, "Eis que não compreendeste; supuseste que eu o concederia a ti, quando nada fizeste a não ser pedir-me."



Então Oliver imaginou: "Tudo que tenho de fazer é dizer que desejo traduzir," e as palavras ser-lhe-ão dadas. Aí o Senhor diz, não, essa não é a maneira correta; ele continua e diz, "Mas eis que eu te digo que deves estudá-lo bem em tua mente; depois me deves perguntar se está certo e, se estiver certo, farei arder dentro de ti o teu peito; portanto sentirás que está certo." Novamente, eu de preferência suspeito que Oliver tinha a idéia - se eu perguntar, o dom será dado a mim, e tendo o dom, não há um esforço particular envolvido de minha parte; eu simplesmente usarei os intérpretes, ou as pedras videntes, e serei capaz de traduzir. Mas aí ele aprende que é muito mais complicado e envolve um processo além daquilo.



Esses versículos, penso, sugerem que era requerido esforço por parte do tradutor; esforço real e genuíno. Buscar, encontrar a expressão apropriada, algo que não tivesse sido a situação, uma vez que é simplesmente revelado diretamente de Deus à mente e à pena do tradutor.



Existe mais evidências adicionais, creio, pois a idéia que estou a propor aqui, de que há real esforço envolvido por parte de Joseph, de que ele não está simplesmente, agora, escrevendo o que é dado direto à sua mente, mas está sendo requerido trabalhar idéias que lhe são dadas dentro de um inglês que seja coerente e aceitável em expressar as noções do texto original.



Temos um relato contemporâneo de um ministro, que era muito bem conhecido, tanto por suas atividades na Igreja Alemã Reformada quanto devotado inimigo da restauração. Seu nome era Deitrich Vilers. Ele estava escrevendo a dois colegas em York, Pennsylvania. Ele escreve em alemão. Ele fala a respeito da ascensão da Igreja, e inclui duas ou três afirmações que são muito interessantes. Compreendemos, naturalmente, que ele não está escrevendo como um crente, mas simplesmente alguém que reporta o que o povo é, naquele tempo, dizendo:



Ele diz: "O anjo indicava que sob essas placas haviam óculos escondidos, sem os quais ele não podia traduzir as placas; e, que por usar tais óculos, Smith encontrava-se numa posição de poder ler essas línguas antigas, as quais ele nunca estudara, e que o Espírito Santo revelara a ele a tradução para a língua inglesa. Vamos ler novamente essa última parte, pois acho isso muito interessante. Ele diz que com Urim e Tumim (os óculos) ele "estaria em posição (capacitado) a ler essas línguas antigas, as quais (Joseph) não havia estudado, (mas) que o Espírito Santo revelara a ele a tradução para a língua inglesa."



De acordo com um estudioso que escreveu sobre isso: "Assim, a tradução inglesa foi, de acordo com relatos contemporâneos, produto de impressões espirituais dadas a Joseph, mais do que aparição automática das palavras inglesas. Isso torna Joseph Smith, a despeito de suas limitações gramaticais, um tradutor, de fato, mais do que meramente um transcritor dos escritos de Deus."



Esse é o cenário que eu gostaria de sugerir. A Joseph é dado através de inspiração (por meio de Urim e Tumim, que é a pedra vidente ou os intérpretes nefitas), os meios pelos quais ele pode compreender palavras e idéias, e a relação entre essas palavras e idéias, da língua original tal como encontradas nas placas. Porém, cabe a Joseph a responsabilidade de colocar a seguir aquelas palavras de forma coerente na língua inglesa, tal como ele as compreendeu em sua mente.



Todos de nós que tiveram a experiência de aprender uma segunda língua pode saber que é possível chegar a um ponto em que não mais necessita traduzir da segunda língua para a língua nativa, a fim de ser capaz de compreendê-la. É possível ler simplesmente um documento e compreendê-lo sem traduzir palavra por palavra para o inglês.



Mas é também fato que o mesmo processo de tradução é, quando ele requer na verdade expressar aquelas idéias que alguém pode compreender na língua original sem realmente traduzir para o inglês, muito mais complicado quando há necessidade de expressar um inglês coerente. Alguém pode ser capaz de ler um documento em francês e compreendê-lo muito bem; mas se esse alguém foi solicitado, então, que traduza esse documento para o inglês, certamente requererá algum esforço real. O mesmo aconteceria se fosse um documento espanhol, alemão, e até mesmo um documento hebreu, ou seja que língua for que se selecione.



Deve ser muito fácil compreender na língua original - as idéias podem ser refletidas. Mas se alguém é solicitado fornecer alguma espécie de resumo, isto é, um breve sumário daquilo que diz, seria simples. Mas se essa pessoa é solicitada para fornecer uma tradução coerente, razoavelmente literal do material, há real dificuldade. Requer esforço, muitas vezes uma grande quantidade de esforço.



Esse é o esforço, penso, que foi referido pelo Senhor na Seção Nove de Doutrina e Convênios. Oliver precisava compreender que ele tem de ponderar em sua mente de modo a se capacitar para traduzir com sucesso. Quais palavras usadas por Joseph são palavras dele próprio, apesar de as idéias terem sido fornecidas por inspiração do Senhor, uma vez que, naturalmente, ele não teve qualquer oportunidade de aprender a língua bem o bastante de modo a estar apto a traduzir por si mesmo.



Bem, penso que, se aceitarmos que o processo de tradução segue dessa maneira, que Joseph tinha de usar seu próprio esforço, a fim de ser capaz de traduzir as palavras para o inglês de modo satisfatório e que traduzisse o sentido original corretamente e de forma apropriada, então, penso que poderemos compreender o passo seguinte do processo, que é mencionado tanto por Martin Harris quanto por David Whitmer; isto é, quando uma tradução aceitável tenha sido escrutinada por Joseph, em sua mente, ela então podia aparecer no Urim e Tumim e ser lida a seguir.



Agora devemos perguntar, bem, não seria possível a alguém mais aparecer com uma tradução diferente? E a resposta para isso é absolutamente sim. De fato, George Albert Smith, que foi o sétimo Presidente da Igreja, e um membro do Quorum dos Doze, que conheceu bem Joseph, diz que teria sido possível traduzir o Livro de Mórmon em muitas línguas diferentes, de forma adequada em numerosas línguas, e ainda ter o sentido original expresso apropriadamente. Eu sei por experiência própria nas classes em que leciono línguas, que, se eu pedir a um grupo de cerca de seis estudantes que traduzam um mesmo texto para o inglês, é concebível que eu obtenha seis diferentes traduções, cada uma, devo admitir, ser aceitável por traduzir o sentido original de forma correta.



Isso quer dizer que uma única forma de traduzir um texto, provavelmente, pela natureza da língua, vá ser rejeitada. Numerosas maneiras são freqüentemente utilizáveis, cada uma, aceitável ou com correção aceitável, expressará as idéias do original. Se alguma outra pessoa tivesse traduzido o Livro de Mórmon, eu provavelmente suspeitaria que algumas palavras poderiam ser diferentes, que parte da sintaxe poderia ter sido um pouco diferente, mas que o sentido não tinha sido modificado, desde que a pessoa estivesse traduzindo sob inspiração do Senhor.



Agora eu gostaria de ler alguns comentários que foram feitos por Emma com relação ao processo de tradução e que vão além tanto do instrumento, meios, método, mas que nos proporcionará alguma instrospecção no amplo contexto de tradução de Joseph. Já nos referimos a uma na qual ela responde a pergunta de como Joseph traduzia.



Neste momento eu gostaria de observar algo mais que ela nos diz de sua própria experiência de quando agia como escrevente. Ela diz, a uma pessoa que lhe pergunta a respeito da tradução, "Quando meu marido estava traduzindo o Livro de Mórmon, eu escrevi parte dele." (e devemos manter em mente que houve muita gente que escreveu a tradução, ou que trabalhou como escrevente para a tradução do Livro de Mórmon, embora aquele que escreveu a maior parte do que agora conhecemos como o Livro de Mórmon , foi Oliver Cowdery).



Ela diz: "Eu escrevi parte dele à medida que ele ditava as sentenças, palavra por palavra; e quando ele chegava a nomes próprios ele não conseguia pronunciar, ou palavras longas, ele as soletrava. E, enquanto eu as escrevia, se eu cometesse um erro de ortografia, ele me interrompia corrigia o erro" (a mesma coisa que vemos mencionada por Martin Harris com relação ao processo de tradução), "embora fosse impossível a ele ver," ela disse, naquele momento, como eu as havia escrito".



"Algumas palavras que ele não sabia como pronunciar, até mesmo palavras como Sarah ou Sariah - ela disse - ele tinha que soletrá-las", e ela então as pronunciava para ele. "Quando ele parava por alguma propósito, ele iniciava novamente a tradução, ele recomeçava de onde havia parado sem qualquer hesitação, e certa vez quando estava traduzindo ele parou subitamente, pálido como um lençol, e disse, ' Emma, Jerusalém antiga tinha muralha?' Quando eu respondi que tinha, ele replicou, ' Oh, eu estava com medo de haver me enganado.'" Ela escreveu, "Ele tinha um conhecimento tão limitado de história naquele tempo, que nem mesmo sabia que Jerusalém era cercada por muralhas."



Bem, David Whitmer diz quase a mesma coisa a respeito desse mesmo acontecimento. "Quando, ao traduzir, chegou-se pela primeira vez ao local onde Jerusalém era mencionada como sendo uma cidade cercada por muralhas, ele parou até eles encontrarem uma cópia da Bíblia e mostrarem-lhe onde aquilo estava registrado; Smith não acreditava que ela fosse uma cidade cercada.



Bem, Emma diz outras coisas maravilhosas, acho, no curso da longa entrevista que ela teve com seu filho, Joseph Smith III, com seu segundo marido, Major Bidemon, e muitos outros. Esta entrevista, que apareceu o Saints Herald em 1879, um pouco antes de sua morte, é composta de perguntas e respostas. Eu gostaria de lê-la para vocês porque, novamente, ela nos fornece uma introspecção no Livro de Mórmon de tal forma importante e bela e um grande testemunho da pessoa que conheceu, melhor do que qualquer outra, a Joseph Smith, e que esteve mais próxima dele durante o tempo em que ele estava traduzindo o Livro de Mórmon, também do que qualquer outra pessoa.



A primeira pergunta é: "O que tem a dizer a respeito da verdade do Mormonismo?"



E a resposta: "Eu sei que o Mormonismo é a verdade e eu acredito que a Igreja foi estabelecida por divina direção. Tenho completa fé nisso. Quando escrevendo para seu pai - Joseph - eu escrevia, freqüentemente, dia após dia, normalmente assentada à mesa próxima dele, ele ditando, hora após hora, com nada entre nós."



Próxima pergunta: "Ele não tinha um livro ou manuscrito que lia e ditava para você?"



Sua resposta: "Ele não tinha manuscrito ou livro do qual ler."



Pergunta: "Ele não poderia ter e a senhora não ter visto?"



Resposta; "Caso tivesse algo semelhante ele não poderia ter ocultado de mim."



Pergunta: "Está certa de que ele tinha as placas durante o tempo em que escrevia para ele?"



Resposta: "As placas freqüentemente ficavam sobre a mesa sem qualquer tentativa de ocultá-las, envolvidas num pequeno forro de linho que eu lhe dei para embrulhá-las. Elas pareciam flexíveis como um papel duro e tiniam com um som metálico quando as bordas eram movidas pelo polegar, como uma pessoa fazem com as páginas de um livro."



Pergunta: "Onde meu pai e Oliver escreviam?"



Resposta: "Oliver Cowdery e seu pai escreviam na sala onde eu trabalhava."



Pergunta: "Não poderia meu pai haver ditado o Livro de Mórmon para a senhora, ou para Oliver Cowdery, e outros que escreveram para ele, após ter escrito ou tendo primeiramente lido a história de algum outro livro?"



A resposta aqui é propositadamente forte, mas creio que isso proporciona algo muito importante. Ela diz: "Joseph Smith não conseguia ditar ou escrever de forma ordenada e coerente uma carta sequer, muito menos ditar um livro como o Livro de Mórmon. Embora eu fosse participante ativa nas situações e estivesse presente durante a tradução das placas, e tivesse conhecimento das coisas como transpareceram, é algo maravilhoso para mim, u'a maravilha e um assombro tanto quanto para qualquer pessoa."



Pergunta: "Devo supor que a senhora poderia ter descoberto as placas e examinado-as."



Sua resposta: (isto, acho, reflete em sua própria fé de forma interessante): "Eu não tentei manusear as placas além do que lhe falei, nem mesmo as descobri para vê-las. Eu satisfazia-me saber que era um trabalho de Deus e, assim sendo, não senti que fosse necessário proceder dessa forma."



Nesse momento seu marido, Major Bidemon, perguntou: "O Sr.Smith proibiu-a de examinar as placas?"



E ela respondeu-lhe: "Não, ele não o fez. Eu sabia que ele as possuía e não estava particularmente curiosa a respeito delas. (E eu amo esta parte da resposta.) Eu as mudava de lugar para lugar sobre a mesa à medida que fosse necessário ao fazer meu trabalho de casa."



Bem, numa outra parte da mesma entrevista penso que também refletia um pouco de seu testemunho, tanto quanto nos proporciona uma visão desses eventos grandiosos.



Esta pergunta agora é de seu filho Joseph III: "Mãe, qual é sua crença a respeito da autenticidade e origem do Livro de Mórmon?"



E sua resposta: "Minha crença é que o Livro de Mórmon é de autenticidade divina. Eu não tenho a menor dúvida a esse respeito. Eu estou satisfeita [por saber que] nenhum homem poderia ter ditado e escrito o manuscrito a menos que estivesse inspirado. Pois, quando estava servindo de escrevente, seu pai ditava para mim, hora após hora, e quando voltávamos após as refeições, ou depois de interrupções, ele reiniciava imediatamente da parte onde havia parado, sem ver o manuscrito ou ouvir qualquer parte disso lida para ele; isso era algo comum que ele fazia. Parece-me improvável que homens letrados possam fazer isso, e para alguém com pouco preparo como ele então, seria inteiramente impossível."



Bem, existe também um outro grande testemunho do trabalho de tradução de Joseph. Eu gostaria de ler o que David Whitmer nos fala sobre a disposição que Joseph tinha de ter para fazê-lo. Não devemos imaginar que Joseph poderia fazê-lo automaticamente. Já vimos através da história de Martin Harris que se tratava de uma pedra muito particular que era denominada pedra vidente, assim ele precisava encontrar-se com disposição apropriada a fim de estar apto a usar as pedras videntes ou os intérpretes nefitas.



David conta esta história: "certa manhã quando Joseph se preparava para continuar a tradução, algo errado aconteceu na casa, e Joseph descontrolou-se a respeito daquilo. Algo que Emma, sua esposa, tinha feito. Oliver e eu subimos para o andar superior e pouco depois Joseph subiu para continuar a tradução, mas ele nada pôde fazer. Ele não conseguia traduzir uma sílaba sequer. Ele então desceu as escadas, foi para o jardim, e suplicou ao Senhor. Uma hora já havia se passado quando ele voltou para a casa, pediu perdão a Emma, e a seguir subiu para onde estávamos e a tradução continuou normalmente. Ele nada podia fazer, a menos que fosse humilde e fiel."



Muitas outras coisas poderiam ser ditas sobre a tradução. Apenas mais um par delas eu gostaria de mencionar para terminar. Primeiro, a menos que imaginemos que esse processo de tradução era algo simples, algo que qualquer pessoa poderia fazer, eu gostaria de sugerir o teste que o irmão Hugh Nibley sugeriu para qualquer pessoa que queira fazê-lo. Até este momento, a propósito, não conheço ninguém que o tenha aceito, embora o Livro de Mórmon tenha muitos que questionam sua divina autenticidade.



Isto é o que ele sugere a alguns de suas classes do Livro de Mórmon:



Uma vez que Joseph Smith era mais jovem do que a maioria de vocês [agora, naturalmente, ele está falando a um grupo de estudantes da BYU], e de forma alguma tão experiente ou bem educado como qualquer um de vocês no tempo em que ele registrou o Livro doe Mórmon, não seria muito pedir a vocês que tragam pelo final do semestre (que naturalmente lhes proporciona mais tempo do que ele tinha, uma vez que todo o Livro de Mórmon foi concluído dentro de um espaço de 84 dias ou quase), um trabalho com 500-600 páginas de extensão.



Chamem-no um livro sagrado se quiserem, e lhes dê a forma de uma história. Falem de uma comunidade de judeus errantes em tempos antigos. Coloquem todo tipo de personagens em sua história, e envolva-os m todo tipo de vicissitudes públicas e privadas. Dêem-lhes nomes, centenas deles, com a pretensão de que são nomes hebreus e egípcios de cerca de 600 anos A.C. Sejam pródigos com os detalhes da cultura e técnica, modos e costumes, artes e indústrias, política e instituições religiosas, ritos e tradições. Incluam histórias militares e econômicas complicadas. Façam sua narrativa cobrir mil anos sem espaços muito grandes. Mantenham um número de histórias locais interrelacionadas acontecendo ao mesmo tempo. Fiquem à vontade para incluir controvérsia religiosa e discussões filosóficas, sempre em ambiente plausível.



Observem as convenções literárias apropriadas e expliquem a origem e transmissão de seu material histórico variado. Acima de tudo, jamais se contradigam. Pois, agora nos encontramos na verdadeira parte mais difícil dessa tarefa. Vocês e eu sabemos que vocês estão inventando tudo isso. Temos nossa piadinha. Mas da mesma maneira, ser-lhes-á requerido publicar o documento quando o terminarem, não como ficção ou romance, mas como história verdadeira.



Após entregá-lo não poderão fazer qualquer modificação. Nesta classe sempre usamos a primeira edição do Livro de Mórmon. O que é mais importante, vocês deverão convidar qualquer e todos os estudiosos para lerem e criticarem seu trabalho livremente, explicando-lhes que se trata de um livro sagrado par e passo com a Bíblia. Se eles parecerem cépticos, vocês deverão dizer-lhes que traduziram o livro a partir de registros originais com a ajuda de Urim e Tumim. Eles vão amar isso! A seguir, para todas suas duvidas, vocês devem dizer-lhes que o manuscrito original eram placas de ouro e que as obtiveram de um anjo!



Agora mãos à obra e boa sorte!



Considerem isso como uma tarefa dada a Joseph - e isso é precisamente o que aconteceu.



Sidney Rigdon, refletindo sobre suas experiências nos primórdios da Igreja, recordou em abril de 1844, algo que considero muito interessante de contar. Ele diz, "Recordo que no ano de 1830, encontrava-me com todos da Igreja de Cristo numa pequena e velha casa feita de toras de madeira com cerca de 20 pés quadrados, em Waterloo, Nova York, e começamos a falar sobre o Reino de Deus como se tivéssemos o mundo sob nosso comando. Falávamos com grande confiança. Falávamos de coisas grandiosas. Embora não fossemos muitos, tínhamos grandes sentimentos. Sabíamos há quatorze anos atrás que a Igreja se tornaria tão grande quanto é hoje. Éramos maiores então do que jamais fomos. Se não tivéssemos visto este povo, pois vimos em visão a Igreja de Deus mil vezes maior, embora não passássemos de homens rústicos bons para a fazenda, ou para encontrarmos uma mulher com um balde de leite. Todos os Elderes, todos os membros, reunidos em conferência numa sala de 20 pés quadrados."



Particularmente imagino que Sidney e outros membros nos primórdios da Igreja também tenham tido uma visão, não meramente dos anos da Igreja na década de 1840, mas em nossos próprios dias, e puderam prever o tipo de crescimento que temos tido. Mas não é meramente o crescimento que vem através de números que estamos procurando, mas a firmeza de cada indivíduo que se tornam membros através de testemunho. Estou certo que uma das razões que os presidentes da Igreja, mais recentemente o Presidente Benson, têm dado tanta ênfase na importância de lermos e estudarmos o Livro de Mórmon é por não haver melhor caminho onde possamos nos tornar fortes na Igreja, e ganharmos aquele testemunho que nos capacitará fazer nossa parte no cumprimento desse destino do que através do Livro de Mórmon.



Eu vejo o Livro de Mórmon como um dos grandes dons que nos foi dado por Deus nesta dispensação. Tal como a restauração possibilitou trazer à luz a "obra maravilhosa e um assombro" que foi profetizada por Néfi, uma parte muito importante dessa "obra maravilhosa e um assombro" foi o surgimento do Livro de Mórmon. Confio em que levaremos seriamente a cabo a obrigação de ler e estudá-lo, que começaremos a apreciar quão maravilhoso ele é, tanto pelo maneira que ele surgiu, como naquilo que ele nos diz. Oro para que possamos lê-lo, que o estudemos, que o levemos a sério em nossas vidas, e que cresçamos com ele, em nome de Jesus Cristo. Amém.


Share/Bookmark ~ domingo, 11 de julho de 2010 0 Comentários

Dissertações Sobre a Fé


As Dissertações de Fé são 9 artigos escritos pelo profeta Joseph Smith, precursor da fé mórmon, quando estava preso devido a forte perseguição que sofria pelo governo dos Estados Unidos, antes de 1844. Inicialmente foram incluídas no livro de Doutrinas e Convênios da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Elas faziam parte das Seções 133, 134, 135, 136 e 137, mas foram posteriormente substituídas por outras revelações modernas. A então Primeira Presidência e o Quórum dos Doze Apóstolos não consideraram estas Seções como revelação inspirada por Deus ao profeta, mas sim dissertações ao Joseph Smith teólogo.




Estas dissertações aprofundavam bastante o conceito da fé, seus níveis e a fé perfeita. Se baseando no capítulo 32 do profeta Alma, no Livro de Mórmon, a fé pode começar em um desejo de crer e chegar até a conquista da vida eterna. Para Joseph, a fé é o princípio do poder e Deus, que é o ser portador do poder absoluto, pois tem a fé perfeita. Como Joseph Smith garantia haver conhecido a Deus e a Jesus Cristo pessoalmente, dizia ser o chamado e eleição o máximo de poder que um homem pode adquirir nesta vida. Este chamado e eleição são uma experiência real de receber a visita de Jesus Cristo em pessoa, que de acordo com o Novo Testamento é o segundo consolador, e ser levado por ele a visitar todas as suas criações e mundos. Neste arrebatamento pelo Espírito Santo, o eleito é convidado e incentivado a seguir leal e fiel aos convênios sagrados para merecer sua exaltação no Reino Celestial. O primeiro consolador é o Espirito Santo e o segundo é o próprio Salvador Jesus Cristo, que vem para alentar aos que perseverarem na fé ao transpor grandes cargas e tribulações. Segundo a fé mórmon, este é o caso do profeta, que viveu toda esta provação e nunca desistiu de afirmar o que pregava.



Hoje estas dissertações foram mantidas por alguns professores de Religião da Igreja e compiladas em um curso de 15 aulas, onde são discutidas tais dissertações e comparada sua filosofia e base doutrinária com as Escrituras. Este curso é encontrado em alguns dos Institutos de Religião da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Wikipédia


Share/Bookmark ~ quinta-feira, 1 de julho de 2010 0 Comentários

Dissertações Sobre a Fé - Sétima Dissertação


1. Nas dissertações precedentes nós tratamos do que fé era, e o objeto sob a qual ela repousa. De acordo com nosso plano, nós agora procederemos a falar (tratar) de seus efeitos.




2. Como temos visto em nossas dissertações anteriores que fé foi o principio de ação e de poder em todos os seres inteligentes, tanto nos céus como na terra, não seria esperado que nós em uma dissertação de descrição, atentássemos em todos os seus efeitos; nem é isso necessário para nosso propósito assim fazê-lo, pois isto englobaria todas as coisas no céu e na terra, e abrangeria todas as criações de Deus, com todas as suas variedades sem fim; pois nenhum mundo ainda foi formado a qual não tenha sido formado pela fé nem tem havido um ser inteligente ou qualquer criação de Deus que não esteja lá em razão da fé como ela existe em si mesmo ou em qualquer das criações de Deus, mas que tenha sido afetada pela fé; nem haveria mudança ou revolução, a menos que seja afetada na mesma maneira, em qualquer das vastas criações do Altíssimo, pois é através da fé que a Deidade obra.



3. Deixe-nos agora oferecer alguma explanação em relação a fé, para que nosso significado possa ser claramente compreendido. Perguntamos então, o que devemos entender por um homem trabalhando (agindo) pela fé? Nós respondemos – Entendemos que quando um homem obra pela fé ele obra pelo exercício mental em vez de pela força física. É através de palavras, ao invés do exercício de seus poderes físicos, com o qual todo ser obra quando ele obra (age) pela fé. Deus disse, “haja luz, e houve luz”. Josué falou, e as grandes luzes as quais Deus tinha criado pararam. Elias mandou, e os céus se fecharam pelo espaço de três anos e seis meses, pois não choveu; ele novamente mandou e os céus deram chuva. Tudo isso feito através da fé. E o Salvador disse: “Se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha, remove-te, e ela se moveria; ou diríeis a esta amoreira arranca-te e planta-te no meio do mar, e ela obedeceria”. Fé, portanto, obra por palavra; e com elas (as palavras); seus grandiosos trabalhos (obras) tem sido, e serão feitos.



4. Seguramente não nos será requerido que prove que este é o princípio sobre o qual toda a eternidade tem agido e agirá; pois toda mente sã pode saber que é em razão deste poder que todas as hostes dos céus realizam suas obras e maravilhas, majestade e glória. Anjos se locomovem de um lugar para outro em virtude deste poder; é em razão disso que eles são capazes de descer do céu para a Terra; e não fosse pelo poder da fé eles nunca poderiam ser espíritos ministradores àqueles que podem ser herdeiros de salvação, nem poderiam agir como mensageiros celestiais, pois estariam destituídos do poder necessário para capacita-los a fazer a vontade te Deus.



5. Nos é somente necessário dizer que toda a criação visível, como agora existe, é o efeito da fé. Foi pela fé que foram formados, e é pelo poder da fé que continuavam em suas formas organizadas, e pelo qual os planetas movem em volta de suas órbitas e brilham suas glórias. Pois, então, fé é o primeiro principio de ciência da Teologia, e, quando entendida, leva a mente de volta ao princípio, e a transporta ao final; eu, em outras palavras, de eternidade em eternidade.



6. Como fé, então, é o princípio pelo qual as hostes celestes realizam seus trabalhos (obras), e pelo qual gozam toda sua felicidade, nós podemos esperar encontra-los explanado em uma revelação de Deus como o princípio sobre o qual Suas criaturas aqui embaixo têm que agir a fim de obter a felicidade partilhada pelos santos no mundo eterno; e que, quando Deus se incumbiria de levantar os homens para o gozo de si mesmo, Ele os ensinará a necessidade de viver pela fé, e da impossibilidade que existe no gozo das bênçãos da eternidade sem ela, vendo que todas as bênçãos da eternidade são os efeitos da fé.



7. Por esta razão é dito, e apropriadamente também, que “sem fé é impossível agradar a Deus”. E se fosse perguntado. Por que é impossível agradar a Deus sem fé? A resposta sereia porque sem fé é impossível o homem ser salvo; e como Deus deseja a salvação dos homens Ele deve, certamente, desejar que eles tenham fé; e não poderá ser agradado a menos que eles tenham, ou também Ele não pode se agradar com sua destruição (de seus filhos).



8. Por isso, podemos ver que as muitas exortações a qual foram dadas pelos homens inspirados. Aqueles que tem recebido a palavra do Senhor para terem fé Nele, não são meramente banalidade, mas foram dadas com a melhor de todas as intenções, e que foi – porque sem ela na há salvação, nem neste mundo nem naquele por vir. Quando os homens começam a viver por fé eles começam a se achegar a Deus, e quando sua fé é aperfeiçoada eles se tornam como Ele; e porque Ele é salvo eles também serão salvos; pois estarão na mesmas situação em que Ele está, pois eles tem vindo a Ele; e quando Ele aparecer; eles serão como Ele; pois o verão assim como Ele é.



9. Assim como todas as criações visíveis são um efeito da fé, também a salvação o é – queremos dizer, salvação, quanto a sua latitude (senso) mais extensiva de interpretação, tanto temporal quanto espiritual. De maneira a ter este assunto esclarecido à mente, deixe-nos perguntar qual situação uma pessoa deve ter de modo a ser salvo? Ou qual e a diferença de um homem salvo de um que não é salvo? Nós respondemos de acordo com o que temos anteriormente visto a respeito dos mundos celestiais, ele deverão ser pessoas que podem trabalhar (agir) pela fé e que são capazes, pela fé, de ser espíritos ministradores aqueles que serão herdeiros de salvação; e eles devem ter fé para capacita-los a agir na presença do Senhor, de outro modo não podem ser salvos. E o que constitui a real diferença entre uma pessoa salva e uma que não o é – é a diferença no grau de fé de cada um – a fé de um tem se tornado o suficiente perfeita para alcançar a vida eterna, enquanto o outro não alcançou a mesma medida. Mas para ser mais particular, deixe-nos perguntar – Onde poderemos achar um protótipo no qual podemos nos espelhar, de maneira que podemos ser feitos participantes da vida e salvação? Ou, em outras palavras, onde acharemos um ser salvo? Pois se pudermos achar um ser salvo nos certamente poderemos sem dificuldade saber o que todos os demais devem ter de modo a serem salvos, pensamos não ser uma matéria de disputa que dois seres que são diferentes entre si não podem ambos ser salvos; pois qualquer coisa que constituir a salvação de um constituirá a salvação de toda a criatura a qual será salva; e se acharmos um ser salvo em toda existência, nós poderemos ver o que os outros devem ter (ser), de outro modo não ser salvo. Nós perguntamos, então onde está o protótipo? Onde esta o ser salvo? Concluímos, como resposta, a esta questão, não haverá disputa entre aqueles que acreditam na Bíblia, que ele é Cristo. Tudo concorda com isto, que Ele é o protótipo ou padrão de salvação; ou em outras palavras; que Ele e um ser salvo. E se constituirmos nossa interrogação, e perguntarmos como é que Ele é salvo? A resposta será – porque ele é um ser justo e santo; e se Ele for qualquer coisa diferente do que é, Ele não poderia ser salvo; pois sua salvação depende de ser precisamente do que Ele é, e nada mais que isso; pois se fosse possível a ele mudar no mínimo grau, tão seguramente Ele cairia da salvação e perderia todo Seu domínio, poder, autoridade e glória, as quais constituem salvação, pois salvação consiste na glória, autoridade, majestade, poder e domínio que Jeová possui e em nada mais que isso; e alguém como Ele. Assim diz João em sua primeira epistola, terceiro capitulo no segundo e terceiro verso: “transcrever...” Por que purificar a si mesmos como Ele é puro? Porque se assim não fizerem eles não poderão ser como Ele.



10. O Senhor disse a Moisés, Levítico 19:2 “transcrever...” e Pedro diz, I Pedro 1:15-16, “transcrever...” e o Salvador diz, Mateus 5:48, “transcrever...” Se alguém perguntar o por que de todas estas citações ? A resposta pode ser achada do que anteriormente foi citado da Epistola de João, que quando Ele (o Senhor) aparecer, os santos serão como Ele; e se não forem santos, assim como Ele é santo e perfeito, assim como Ele e perfeito eles não poderão ser como Ele, pois nenhum ser pode gozar da Sua glória sem possuir suas perfeições e santidade, não mais do que eles poderiam reinar em seu Reino sem seu poder.



11. Isto claramente mostra a propriedade do Salvador dizendo que está registrado no testemunho de João ( João 14:12 ) “transcrever...”. Isto em conexão com alguns dizeres da oração do Salvador registrada no décimo sétimo capitulo do mesmo livro, dá clareza para Suas expressões. Ele diz no 20, 21, 22, 23 e 24 versos “transcrever...”.















































12. Tudo posto junto dá uma clara descrição tanto quanto a linguagem pode descrever, do estado dos santos glorificado – as obras que Jesus fez, eles podem realizar, e maiores do que aquelas que Ele fez entre eles, eles poderiam realizar, e isto porque ele foi para o Pai. Ele não falou que eles fariam estas obras em tempo; mas que poderiam fazer maiores obras, pois ele foi para o Pai. Ele diz no 24o. verso “transcrever...”. Estes dizeres, tomados em conexão, fazem-o muito claro que as grandes obras que aqueles que acreditavam em Seu nome iriam ser feitas, seriam feitas na eternidade onde Ele estava indo e onde eles veriam Sua glória. Ele tinha dito, em outra parte de Sua oração, que desejava de Seu Pai que aqueles que acreditassem Nele pudessem ser um Nele, assim como Ele e o Pai eram um (um no outro) “nem oro somente por estes (os apóstolos), mais também por aqueles que acreditarão em mim através de suas palavras, que todos eles possam ser um”, que é aquele que acreditam Nele através das palavras dos apóstolos, assim também como os apóstolos a si mesmos, “que possam todos ser um, assim como Tu, Pai, é em mim e eu em Ti; que também eles possam ser um em nós”.



13. Que linguagem pode ser mais clara que esta? O Salvador certamente intencionava fazer compreensível para seus discípulos, e assim falou de modo a que pudessem compreendê-lo; pois declara a Seu Pai, em linguagem, não deve ser facilmente confundida, que Ele deseja que seus discípulos, mesmo todos eles, fossem como Ele mesmo e como o Pai, pois assim como Ele e o Pai eram um também poderiam eles (seus discípulo) ser um com Eles. É o que é dito no 22o. verso e calculado para mais firmemente estabelecer esta crença se é que precisa de alguma coisa para estabelece-la. Ele disse “transcrever...” “João 17:22...”. É o mesmo que dizer que a menos que tenham a glória que o Pai tinha lhe dado eles não poderiam ser um com eles; pois Ele diz que os tinha dado a glória que o Pai tinha lhe dado para que pudessem ser um; ou em outras palavras, para faze-los um.



14. Isto completa a medida de conhecimento neste assunto, e mostra mais que claramente que o Salvador desejou que Seus discípulos compreendessem que era para serem participantes com Ele em todas as coisas, nem mesmo excetuando Sua glória.



15. É raramente necessário que observamos aqui o que temos previamente relatado, que a glória a qual o Pai e o Filho têm existe em razão de serem seres justos e santos; e que se a Eles faltasse um atributo ou perfeição a qual possuem, a glória que gozam jamais poderia ser usufruída por Eles, pois ela requer que Eles sejam precisamente o que são de modo a goza-la; e se o Salvador dá Sua glória a outros, Ele deve faze-lo do mesmo do que foi estabelecido em sua oração a Seu Pai – fazendo-os um consigo assim como Ele e o Pai são um. Em assim faze-lo daria a eles a glória a qual o Pai tem dado a Ele; e quando os seus discípulos são feitos um com o Pai e o Filho, assim como o Pai e o Filho são um, quem não pode ver com propriedade as palavras do salvador, dizendo: “as obras que Eu faço eles farão; e farão maiores obras que estas, pois Eu vou para meu Pai”.



16. Estes ensinamentos do Salvador podem claramente nos mostrar a natureza da salvação, e o que Ele propôs a fazê-lo como a si mesmo, e Ele é como o Pai, o grande protótipo de todos os seres salvos; e para qualquer parte da família humana estar assemelhado às Suas semelhanças é estar salvo; e ser diferente Deles é ser destruído; e nisso fechar a porta da salvação.



17. Quem não pode ver, então, que salvação é o efeito da fé? Pois, como temos previamente observado, todos os seres celestiais obram através deste princípio, e porque são capazes de faze-lo é que eles são salvos, pois nada mais que isso poderia salvá-los. E esta é a lição que o Deus do céu, pela boca de Seus santos profetas, têm estado empenhados em ensinar ao mundo. Por isso foi-nos dito, que “sem fé e impossível agradar a Deus”; e que salvação é da fé, que pode ser por graça para que o fim da promessa possa ser assegurada a toda a semente. Romanos 4:16. E que Israel, que tem seguido após a lei da retidão, não tem obtido a lei da retidão. Por quê? Porque eles não a buscavam através da fé, mas sim pelas obras da lei; pois tropeçaram naquela pedra de tropeço. Romanos 9:32 “... transcreva Marcos 9:23”. Estas com uma multidão de outras escrituras as quais podem ser citadas como fonte para iluminar e trazer luz ao que o Salvador, tanto quanto os antigos santos visualizaram o plano de salvação. Que ele foi um sistema de fé – ele inicia com fé e continua pela fé; e toda benção que e obtida em relação a ele (o plano) é o efeito da fé quer ela pertença a esta vida ou àquela por vir. Disto, todas as revelações de Deus prestam testemunho. Se forem feitos filhos da promessa, eles serão o efeito da fé, nem mesmo o salvador do mundo foi exceção. “Abençoado é aquele que crer”, disse Israel para Maria, quando esta foi visitá-la, ‘pois foi feito de acordo com aquelas coisas as quais foram a ela faladas pelo Senhor”. Lucas 1:45. nem foi o nascimento de João Batista uma matéria de menos fé; pois de modo que seu pai Zacarias pudesse crer ele foi ferido com a mudez. E através de toda a história do esquema de vida e salvação, é uma questão de fé – todo homem recebe de acordo com sua fé – de acordo como foi sua fé, assim foram suas bênçãos e privilégios; e nada foi ocultado dele quando sua fé foi suficiente para recebê-lo. Ele poderia fechar a boca dos leões, diminuir a violência do fogo, escapar do fio da espada, crescer valente na luta, e por crer os exércitos dos estrangeiros; mulheres puderam, pela sua fé, receber seus filhos mortos de volta para a vida; em uma palavra, não existe nada impossível àqueles que tem fé. Todas as coisas estavam sujeitas aos santos anteriores, de acordo como sua fé era. Pela sua fé puderam receber visões Celestes, o ministério de anjos, ter conhecimento dos espíritos dos homens justos que foram feitos perfeitos, da Assembléia Geral e Igreja do Primogênito, cujos nomes estão escritos no céu, de Deus o juiz de todos, de Jesus o Mediador do novo convênio, e se tornar familiar com os três céus (três graus de glória), ver e ouvir coisas que não somente são impronunciáveis, como são ilegais de se pronunciar. Pedro, em visão do poder da fé, em II Pedro 1:2-3, disse aos antigos santos: “... transcrever...”. Em I Pedro 1:3-5, ele diz: “... transcrever...”.



18. Estes dizeres postos juntos mostram a visão dos apóstolos mais claramente, tanto que não admite erros (ou confusão) na mente de qualquer individuo. Ele diz que todas as coisas pertinentes à vida e divindade foram dadas a eles através do conhecimento de Deus e nosso Senhor Jesus Cristo. E se a pergunta for feita, como obtiveram eles o conhecimento de Deus? (Pois a uma grande diferença entre acreditar em Deus e conhece-lo – conhecimento implica mais que fé. E note-se que todas as coisas que pertencem a vida e divindade foram dadas através do conhecimento de Deus) a resposta é dada através da fé eles puderam obter este conhecimento; e, tendo poder através da fé para obter o conhecimento de Deus, eles poderão com eles obter todas as outras coisas as quais pertinem à vida e divindade.



19. Através dos dizeres dos apóstolos, aprendemos que foi através da obtenção de um conhecimento de Deus que os homens tiveram o conhecimento de todas as coisas que pertinem à vida de divindade, e este conhecimento foi o efeito da fé; pois que todas as coisas que dizem respeito à vida e divindade são feito de fé.



20. Disto nós podemos estender tão longe, quanto qualquer circunstância possa requerer, tanto na terra ou no céu, e acharemos o testemunho de todos os homens inspirados, ou mensageiros celestiais, que todas as coisas que pertencem à vida e divindade são efeitos da fé e nada mais; todo conhecimento, sabedoria e prudência da salvação, mas fé. Esta é a razão pela qual os pecadores da Galiléia puderam ensinar o mundo – porque eles buscaram pela fé, e pela fé obtiveram. E esta é a razão pela qual Paulo contava todas as coisas, como corrupção e vaidade – que ele primeiramente chamou seu ganho chamou depois perda; sim, ele contou todas as coisas como perda pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus o Senhor. Filipenses 3:7-10. Porque para obter a fé pela qual ele poderá gozar do conhecimento de Cristo Jesus Senhor, ele teve que sofrer a perda de todas as coisas. Esta é a razão pela qual os antigos santos sabiam mais, e entenderam mais, tanto das coisas celestiais quanto das outras, porque esta informação é o efeito da fé e não é obtida por nenhum outro meio. E esta é a razão que os homens tão cedo quando perdem sua fé, correm às encrencas, contenções, trevas e dificuldades; pois o conhecimento que tende para a vida desaparece com a fé, mas retorna quando a fé retorna; pois quando a fé vem ela traz seus ajudantes com ela – apóstolos, profetas, evangelistas, mestres, dons, sabedoria, conhecimento, milagres, curas, línguas, interpretações de línguas, etc. Tudo isso aparece quando a fé aparece na Terra, e desaparece quando ela desaparece da Terra; pois estes são os efeitos da fé, e sempre tem a seguir, e sempre seguirão. Pois onde há fé, existirá também o conhecimento de Deus, com todas as coisas que a ela pertencem – revelações, visões e sonhos, tanto quanto toda coisa necessária, de modo que os possuidores da fé possam ser aperfeiçoados, e obtém salvação; pois Deus deve comutar, de outro modo a fé permaneceria somente com Ele. E aquele que a possui, através dela, obterá todo o conhecimento necessário, até que ele conhecerá Deus, e o Senhor Jesus Cristo, a quem Ele tem enviado – a quem conhecer é a vida eterna. Amém.


Share/Bookmark ~ 0 Comentários

Dissertações Sobre a Fé - Sexta Dissertação


1. Tendo tratado nas dissertações das idéias, do caráter, perfeições, e atributos de Deus, procederemos agora a tratar do conhecimento que as pessoas devem ter, para que o curso de vida que perseguem esteja de acordo com a vontade de Deus, de modo que sejam capazes de exercer fé Nele para vida e salvação.




2. Este conhecimento toma um importante lugar na religião revelada, pois foi em razão disto que os antigos foram capazes de perseverar como vendo aquele que é invisível. Um conhecimento atual para qualquer pessoa, que o curso de vida que leva esta de acordo com a vontade de Deus, e essencialmente necessário para capacita-lo ater aquela confiança em Deus sem a qual nenhuma pessoa pode obter a vida eterna. Foi isso que capacitou os antigos santos a perseverar em todas suas aflições e perseguições, a aceitar com gozo a espoliação de seus bens, sabendo (não meramente crendo) que eles tinham uma mais permanente substancia. Hebreus 10:34.



3. Tendo a segurança de que eles estavam trilhando um curso de vida que estava de acordo com a vontade de Deus, foram capazes de aceitar, não somente o saque de seus bens e a perda de sua substancia, alegremente, mas também sofreram a morte em suas formas mais horríveis; sabendo (não meramente acreditando) que quando esta casa terrena de seus tabernáculos fosse dissolvida, eles tinham uma construção de Deus, uma casa feita não por mãos, eterna nos céus. Coríntios 5:1.



4. Assim foi, e sempre será, a situação dos santos de Deus, que a menos que tenham um conhecimento atual que o curso da vida que estão seguindo esteja de acordo com a vontade de Deus, crescerão duvidosos em suas mentes, e fraquejando; pois assim tem sido e sempre será, a oposição no coração dos descrentes e daqueles que não conhecem a Deus contra a pura e inadulterada religião do céu (a única coisa que assegura a vida eterna), que eles seguirão ao estremo tudo que adora a Deus de acordo com suas revelações, recebem a verdade no amor de verdade, e submetem a si mesmos a serem guiados e dirigidos por sua vontade; e os dirigira para tal extremidade que nada menos que um conhecimento atual de que seremos favoritos do céu, e tendo abraçado a ordem das coisas as quais Deus tem estabelecido para a redenção do homem, os capacitarão a exercer aquela confiança nele, necessária para sobrepujar o mundo, e obter aquela coroa de glória a qual está reservada para aqueles que temem a Deus.



5. Pra um homem jogar fora tudo, seu caráter e reputação, sua honra aplausos, seu bom nome entre os homens, suas casas, suas terras, seus irmãos e irmãs, sua esposa e filhos, e mesmo também sua própria vida – contando todas as coisas sem valor e largando tudo pela excelência do conhecimento de Jesus Cristo – requer mais que uma mera crença ou disposição que ele está fazendo a vontade de Deus; mas sabendo atualmente, que quando estes sofrimentos estiverem findados, ele encontrará o descanso eterno, e será um participante da glória de Deus.



6. Pois a menos que uma pessoa saiba que está andando de acordo com a vontade de Deus seria um insulto a dignidade do criador dizer que isso pode ser participante de Sua glória quando se vive de acordo com as coisas desta vida. Mas quando se tem um conhecimento, e mais seguramente sabe que esta fazendo a vontade de Deus, sua confiança pode ser igualmente forte para que ele seja um participante da glória de Deus.



7. Deixe-nos agora observa, que uma religião que não requer sacrifício de todas as coisas nunca tem poder suficiente para produzir a fé necessária para a vida e salvação; pois, desde a primeira existência do homem, a fé necessária para o gozo da vida e salvação jamais pode ser obtida sem o sacrifício de todas as coisas terrenas. Foi através deste sacrifício, e só através dele, que Deus tem ordenado que o homem possa gozar a vida eterna; e é através do meio do sacrifício de todas as coisas terrenas que o homem, pode atualmente saber que eles estão fazendo as coisas que são agradáveis a vista de Deus. Quando um homem tem oferecido em sacrifício tudo o que tem pelo amor de verdade, nem mesmo retendo sua própria vida, e crendo ante Deus que ele tem sido chamado para fazer este sacrifício porque fazer a vontade de Deus, ele sabe mais seguramente, que Deus aceita e aceitará seu sacrifício e oferenda, e que ele não busca ou buscará Sua face em vão. Nestas circunstancias, então, ele poderá obter a fé necessária para alcança a vida eterna.



8. E vão as pessoas suporem que eles são herdeiros, ou poderão ser herdeiros, com aqueles que tem oferecido tudo que e seu em sacrifícios, e através deste meio obter fé em Deus a favor com ele de modo a obter a vida eterna, a menos que eles, de igual modo, ofereçam a ele o mesmo sacrifício, e através daquela oferta obter o conhecimento de que eles são aceitáveis.



9. Foi oferecendo sacrifícios que Abel, o primeiro mártir obteve o conhecimento de que ele foi aceito por Deus. E desde os dias do reto Abel também e tempo presente o conhecimento que os homens são aceitáveis a vista de Deus e obtido pela oferta de sacrifícios. E nos últimos dias, antes que o Senhor venha, ele ira reunir junto a seus santos que tem feito convenio com ele por (através) sacrifício. Salmos 1:3-5. “transcrever...”.



10. Aqueles, então, que fazem sacrifício, terão o testemunho de que o seu curso e agradável a vista de Deus; e aquele que tem este testemunho terão fé para alcançar a vida eterna e serão capazes, através da fé, de perseverar ate o fim, e receber a coroa que esta reservada para aqueles que amam a aparição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas aqueles que não fazem o sacrifício não podem gozar desta fé pois o homem esta dependente deste sacrifício de modo a obter esta fé: portanto ele não poderão alcançar a vida eterna pois as revelações de Deus não podem garantir a eles a autoridade para assim o faze-lo, e sem essa garantia a fé não pode existir.



11. Todos os santos de quem temos registro em todas as revelações de Deus que são extensas, obtiveram o conhecimento que eles tinham de sua aceitação na vista de Deus através do sacrifício que ofereceram a Ele: e através do conhecimento assim obtido sua fé se tornou suficientemente forte para alcançar a promessa da vida, eterna, e para perseverar como vendo aquele que é invisível; e foram capazes através da fé, de combater os poderes das trevas, contender contra as forças do adversário, sobrepujar o mundo e obter o fim de sua fé, mesmo a salvação de suas almas.



12. Mas aqueles que não tem feito este sacrifício para Deus não saberão se o curso de vida que vivem é agradável a sua vista; pois seja qual for suas crenças ou suas opiniões é uma matéria de duvidas e incertezas em suas mentes e onde duvida e incerteza estão, não ha fé, nem pode haver. Pois duvida e fé não pode existir na mesma pessoa ao mesmo tempo; pois aquela pessoa sob o qual a mente esta sob duvida e medo, não pode ter uma inabalável confiança; e onde não há confiança inabalável a fé e fraca e onde a fé é fraca as pessoas não serão capazes de contender contra toda oposição, tribulação e aflição as quais eles terão que enfrentar de modo a serem herdeiros com Jesus Cristo; e eles crescerão temerosos em suas mente, e o adversário terá poder sobre eles e os destruirá.

OBS: esta dissertação e tão clara e os fatos aqui explanados tão evidentes que se torna desnecessário formar um catecismo (perguntas e respostas) sobre ela. O estudante é todavia, instruído à entregar o assunto a consideração de suas memórias.



O excerto a seguir não e uma parte das dissertações de fé.



Tem existido varias espécies de idolatria nas diferentes eras do mundo. O sol, a lua, as estrelas, as bestas, crocodilos, serpentes, flamejantes, imagens de madeira, de pedra e de bronze tem sido eregidas como deuses, e adoradas por inumeráveis multidões. Mas o sistema de idolatria, inventado pela moderna cristianidade ultrapassa em absurdo qualquer coisa que tenhamos ouvido anteriormente. Um dos mais celebres adoradores deste novo descoberto Deus, em sua Teoria Física da Outra Vida, diz, “um espírito desencorpado, ou nós melhor podemos dizer, um espírito sem corpo, ou mete partilhada que esta em lugar nenhum. Lugar e uma relação pertencente a extensão; e abstrato da matéria, e em se falando daquilo que nós negamos que tem qualquer propriedade em comum com isso (a meteria), não pode por si mesmo ser sujeito a nenhuma de suas condições; e nós poderíamos muito bem falar de um espírito puro que e duro, sólido, ou vermelho, ou que de dimensão de um (01) pé cúbico, como dizer de que ele esta aqui ou lá. É somente num senso popular e impróprio que qualquer afirmação como essa e feita concernente o espírito infinito, ou como nós falamos de Deus como presente em toda a parte. Deus está em todo lugar em um especifico senso, embora incompreensível para mente finita, tanto quanto sua relação ao espaço e extensão peculiares a infinitude. Usando os termos como os usamos por nós mesmos, Deus não está AQUI ou LÁ, tanto quanto Ele existe AGORA e SEMPRE”. Esta espécie de idolatria, de acordo com a citação precedente, se aproxima tanto do ateísmo, que ninguém pode dizer a diferença. Leitor pode você ver a diferença? Um Deus “sem um corpo”. Um Deus “sem parte”. Um Deus que não pode estar “aqui ou lá”. Um Deus que esta “em lugar nenhum”. Um Deus que não pode existir “agora e sempre”. Um Deus que não existe em “tempo nenhum”. Um Deus que não tem extensão – nem “partes”- nem relação concebível ao Tempo ou Espaço. Oh tolice da moderna criatividade. Um pio nome para ateísmo. Alguns contudo podem pensar que eu não tenho caridade o suficiente. Mas porque eu teria caridade por um Deus que não possui “partes”- nem relação para o com espaço? Deixe-o primeiro ter caridade por Ele mesmo. Mas isso será impossível; pois Ele é um Deus “sem paixões”. Ele não pode ter caridade nem amor por si mesmo nem por ninguém mais. Não há perigo de ofende-lo; pois um Deus sem paixões não é capaz de se irar. Uma das pessoas desse Deus imaginário tem sido dito que foi crucificado. Mas isto deve ser um triste engano; pois seria impossível crucificar uma porção de alma coisa que não tem “partes”. A razão então pela qual o povo não tem recebido qualquer palavra do Grande Rei, é porque eles têm peticionado ao Deus errado. Poderia você esperar que sua majestade, a Rainha da Inglaterra respondesse suas petições se você tivesse dirigido para algum príncipe africano? Poderia você esperar do Deus do céu responder uma petição que foi dirigida para um Deu Hindu? Si então, vossas petições são dirigidas para um Deus sem corpo e paixões do moderno cristianismo, vós não estareis surpresos se o verdadeiro Deus não desse atenção a elas. Vós não podeis esperar que o verdadeiro Deus de qualquer resposta as petições oferecidas para qualquer outro ser. (por Orson Pratt, O Reino de Deus, no. 2, pág. 3 – 4 Liverpool, 31/Outubro/1848 ).


Share/Bookmark ~ 0 Comentários

Dissertaçães Sobre a Fé - Quinta Dissertação


1. Na nossa palestra anterior nos tratamos do ser, caráter, perfeições e atributos de Deus. O que queremos dizer por perfeições são as perfeições que pertencem a todos os atributos de sua natureza. Nós iremos, nesta palestra, falar da Trindade – nos referimos ao Pai, Filho e Espírito Santo.


2. Há dois personagens que constituem o grande, incomparável, governante e supremo poder sobre todas as coisas, pelas quais todas as coisas foram criadas e feitas, que são criadas e feitas, sejam elas visíveis ou invisíveis, estejam elas no céu, sobre a terra, na terra, debaixo da terra ou na imensidade do espaço. Eles são o Pai e o Filho - o Pai sendo um personagem de espírito, glória e poder, possuindo toda perfeição e plenitude, o Filho, que esteve no seio do Pai, um personagem de tabernáculo, feito a imagem do homem, ou estando na forma e igualdade dos homens, ou antes, o homem foi criado á sua igualdade e sua imagem; ele também é a expressa imagem e igualdade do Pai, possuindo toda a plenitude do Pai, ou a mesma plenitude com o Pai; sendo seu unigênito, e ordenado desde a fundação do mundo para a propiciação dos pecados de todos aqueles que acreditarem em seu nome, e é chamado de Filho por causa da carne, e desceu à sofrimentos abaixo dos que homens podem sofrer; ou, em outras palavras, sofreu grandes sofrimentos, e foi exposto a contradições mais poderosas do que qualquer homem pode ser. Mas, apesar de tudo isto, ele manteve a lei de Deus, e permaneceu sem pecado, mostrando, portanto que esta no poder do homem manter a lei e também permanecer sem pecado; e também, que por ele um julgamento justo possa vir sobre toda carne, e que todos que não andem na lei de Deus possam ser justamente condenados pela lei, e não ter nenhuma desculpa (justificativa) por seus pecados. E ele sendo o Unigênito do Pai, cheio de graça e verdade, e tendo recebido a plenitude da glória do Pai, possuindo uma mesma mente com o Pai, cuja mente é o Espírito Santo, que trás testemunho do Pai e do Filho, e estes três são um; ou, em outras palavras, estes três constituem o grande, incomparável e supremo poder sobre todas as coisas; pelas quais todas as coisas foram criadas e feitas, que são criadas e feitas, e estes três constituem a Trindade de Deus, e são um; o Pai e o Filho possuindo a mesma mente, a mesma sabedoria, glória, poder, e plenitude – enchendo tudo em tudo; enchendo o Filho com a plenitude da mente, glória e poder; ou, em outras palavras, o espírito, glória e poder do Pai, possuindo todo conhecimento e glória e o mesmo reino, sentando à mão direita do poder, na expressa imagem e igualdade do Pai, mediador dos homens, sendo enchido com a plenitude da mente do Pai; ou, em outras palavras, o Espírito do Pai, cujo espírito é dado a todos aqueles que acreditam em seu nome e guardam seus mandamentos; e todos aqueles que guardam seus mandamentos irão crescer de graça em graça, e se tornar herdeiros do reino celeste e herdeiros com Jesus Cristo; possuindo a mesma mente, sendo transformado para ter a mesma imagem ou igualdade, até mesmo a mesma expressa imagem dele que enche tudo em tudo; ser enchidos com a plenitude de sua glória, e se tornar um nele, mesmo como o Pai, Filho e Espírito Santo são um.

3. Da descrição previamente relatada da Trindade, a qual é dada em suas revelações, os santos têm uma fundação concreta disposta para o exercício da fé de acordo com a vida e salvação, através do sacrifício e mediação de Jesus Cristo; cujo pelo sangue eles têm perdão dos pecados, e também uma recompensa certa guardada para eles no céu, até a de tomar parte da plenitude do Pai e do Filho através do Espírito Santo. Como o Filho toma parte da plenitude do Pai, através do Espírito, assim os santos também devem, pelo mesmo Espírito, tomar parte da mesma plenitude, para gozar da mesma glória; pois como o Pai e o Filho são um, também, na igualdade, os santos devem ser um neles. Através do amor do Pai, a mediação de Jesus Cristo, e o dom do Espírito Santo, eles devem ser herdeiros de Deus, e se tornar herdeiros com Cristo.



Perguntas e Respostas dos princípios já ensinados:



Do que trata as palestras anteriores? Do ser,perfeição e atributos da Deidade. Dissertação v.1



O que nos devemos entender da perfeição da Deidade? A perfeição que vem de seus atributos.



Quantos personagens há na Trindade? Dois: o Pai e o Filho. Dissertação v.1 (veja nota de rodapé)



Como você pode provar que existem dois personagens na Trindade? Pelas Escrituras. Gênesis 1:26. Também palestra II.6: “ E disse Deus ao Unigênito: façamos o homem á nossa imagem, conforme nossa semelhança – e assim foi feito.” Gênesis 3:22 : “Então disse Deus ao Unigênito: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal.” João 17:5 : “ E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.” Dissertação v.2



O que é o Pai? Ele é um personagem de glória e de poder. Dissertação v.2.



Como você pode provar que o pai é um personagem de glória e de poder? Isaías 1x:19 “ Por causa da ira do Senhor dos exércitos a Terra se escurecerá...”. 1Crônicas 29: 11 : “Tua é Senhor, a magnificência, e o poder, e a honra”. Salmos 29:3 : “ A voz do Senhor ouve-se sobre as suas águas: o Deus da glória troveja”. Salmos 1xxix.9. Romanos 1:23 “ E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível”. Jeremias 32:17 : “Ah Senhor Deus! Eis que tu fizeste os céus e a terra com o teu braço estendido; nada há que te seja demasiado difícil.” Deuteronômio 4:37 : “E porque amou teus pais, e escolheu a sua descendência depois deles, te tirou do Egito diante de si, com a sua grande força.” 2 Samuel 22:33 :” Deus é minha fortaleza e minha força”. Jó 26, começando a partir do sétimo verso até o final do capítulo: “O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada. Prende as águas nas suas nuvens, todavia as nuvens não se rasgam por baixo delas. Encobre a face do seu trono, e sobre ele estende a sua nuvem. Marcou um limite sobre a superfície das águas em redor, até aos confins da luz e das trevas. As colunas do céu tremem, e se espantam da sua ameaça. Com sua força fende o mar, e com seu entendimento abate a soberba. Pelo seu Espírito ornou os céus, a sua mãe formou a serpente enroscadiça. Eis que isso são apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pouco é o que temos ouvido dele! Quem, pois, entenderia o trovão do seu poder?”.



O Que é o Filho? Primeiro, ele é o personagem de tabernáculo. Dissertação v.2



Como você prova? João 14:9-11: “Disse-lhe Jesus: estou há tanto tempo convosco, e não me tentes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai que está em mim, é quem faz as obras. Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim”. Em segundo lugar – e sendo um personagem de tabernaculo, foi feito ou moldado como o homem, ou sendo a forma e semelhança do homem. Palestra v.2. Filipenses 2:2-8: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Jesus Cristo, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a sim mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhantes aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz.” Hebreus 2:14-16: “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas. Porque, na verdade, ele não tomou os anjos , mas tomou a decência de Abraão.” Em terceiro lugar, ele é também à imagem do personagem do Pai. Palestra V2. Hebreus 1:1-3: Havendo Deus antigamente falando muitas vezes, e de muitas maneiras, aos paism pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da sua gloria, e a expressa imagem da sua pessoa.”Novamente, Filipenses 2:5-6: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Jesus Cristo, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.”



Foi pelo Pai e o Filho que todas as coisas foram criadas e feitas? Sim. Colossenses 1:15-17: “O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem a ele”.Gênesis 1:1- “NO princípio criou Deus os céus e a terra.” Hebreus 1:1-2 : “a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.”

Ele possui a plenitude do Pai? Possui. Colossenses 1:19; 2:9 :”Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse.” “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.” Efésios 2:23 : “Que é pó seu corpo (de Cristo), a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.”



Por que ele foi chamado de o Filho? Por causa da carne. Lucas 1:35 : “Por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.” Mateus 3:16-17 : “E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram is céus, e (João) viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.”



Ele foi ordenado pelo Pai antes da fundação do mundo, para ser uma propiciação para os pecados de todos aqueles que crerem em seu nome? Sim. I Pedro 1:18-20 : “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis , como prata ou ouro, que fostes regatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes de vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, o qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestados nestes últimos tempos por amor a vós.” Apocalipse 13:8 : “E adoram-na (a besta) todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” I Corintios 2:7 : “Mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória.”



O Pai e o Filho possuem a mesma mente? Sim. João 5:30 : “Eu (Cristo) não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. Como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou.” João 6:38 : “Porque eu (Cristo) desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” João 10:30 : “Eu (Cristo) e o pai somos um.”



O que é esta mente? O Espírito Santo. João15:26 : “Ma, quando vier o Consolador, que eu da parte do pai vos hei de enviar, aquele Espírito de Verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim (Cristo).” Gálatas4:6 : “E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho.” Gálatas 4:6 : “E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho.”



O Pai, o Filho e o Espírito Santo constituem a Trindade? Sim. Discuções v.2. (ver nota de rodapé)



Os que crêem em Jesus Cristo, pelo dom do Espírito Santo, se tornam um com o Pai e o Filho, assim como o Pai e o Filho são um.? Sim. João 17:20-21 : “E não rogo somente por estes (os apóstolos), mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviastes”.



A descrição apresentada da Trindade produz uma fundação segura para o exercício da fé nele para a vida e a salvação? Sim.



Como você prova isso? Pelo terceiro parágrafo desta discussão.


Share/Bookmark ~ 1 Comentários

Dissertações Sobre a Fé - Quarta Dissertação



O Seguinte Trecho Não Faz Parte Das Dissertações Sobre a fé.


Existem poucos seres no mundo que entendem corretamente o caráter divino. A maioria não entendem nada, quer seja do passado, ou do que está por vir, a respeito de suas relações com Deus. Eles não sabem nem compreendem a natureza dessa relação e conseqüentemente sabem apenas um pouco mais do que um animal selvagem, ou seja, pouco mais do que comer beber ou dormir. Isso é tudo que o homem sabe a respeito de Deus ou de sua própria existência a menos que lhe seja dado saber pela inspiração do Todo Poderoso.

Se o homem não aprende mais do que comer, beber e dormir e não compreende qualquer dos desígnios de Deus, encontra-se na mesma situação de um animal, com respeito a comprrenção. O animal come, bebe, dorme e não sabe nada sobre Deus; ainda assim ele sabe tanto quanto nós, a menos que sejamos capazes de compreender pela inspiração do Poderoso Deus. Se o homem não compreende o caráter de Deus ele não compreende a si mesmo. Quero voltar ao começo e elevar suas mentes a uma esfera um pouco maior e um conhecimento mais exaltado do que a mente humana geralmente aspira. (“king Follett” discourse, by Joseph the Prophet. See The Vision, pp. 15-16.)



Quarta Dissertação sobre a fé

1. Tendo mostrado, na terceira dissertação, que idéias corretas sobre o caráter de Deus são necessárias para o exercício da fé Nele para a vida e salvação; e que sem idéias corretas de seu caráter a mente dos homens não teria poder suficiente com Deus para o exercício da fé necessária para obtenção da vida eterna; e que idéias corretas de seu caráter estabelecem o alicerce, até onde seu caráter é concernente, para o exercício da fé, para gozar a plenitude das bênçãos do evangelho de Jesus Cristo: a glória eterna; Mostraremos agora a conexão existente entre idéias corretas do caráter divino, e o exercício da fé Nele para a vida eterna.

2. Observemos que o desígnio real que o Deus dos céus tinha ao tornar seu caráter conhecido pela família humana, era que eles, através da idéia da existência de seus atributos, tornar-se-iam aptos a exercer fé Nele, e através disso pudessem obter a vida eterna; Pois sem a idéia da existência dos atributos pertencentes a Deus a mente do homem não teria poder para exercer fé Nele a fim de alcançar a vida eterna. O Deus dos céus tendo um perfeito conhecimento da natureza humana, e das fraquezas do homem, sabia o que era necessário ser revelado, e que tipo de idéias deviam ser plantadas em suas mentes para que pudessem tornar-se aptos a exercer fé para a vida eterna.

3. Isso posto, examinaremos os atributos de Deus, conforme estabelecidos nas revelações a família humana, mostraremos também quão necessário idéias corretas de seus atributos são, para tornar os homens aptos a exercerem fé Nele; Pois sem essas idéias plantadas em sua mente, estaria fora do poder de qualquer pessoa exercer fé em Deus a fim de obter a vida eterna. Portanto a comunicação divina com os homens tinha como objetivo primordial estabelecer em suas mentes as idéias necessárias para torná-los aptos a exercer fé em Deus e através disso serem herdeiros de sua glória.

4.Temos, nas revelações dadas à família humana, o seguinte relato de Seus atributos:

5.Primeiro – Conhecimento; (Atos 15:18, Isaías 46:9-10)

6.Segundo – Fé ou Poder; (Hebreus 11:3, Gênesis 1:1, Isaías 14:24,27)

7.Terceiro – Justiça; (Salmos 89:14, Isaías 45:21, Sofonias 3:5, Zacarias 9:9)

8. Quarto – Julgamento; (Salmos 89:14, Deuteronomio 32:4, Salmos 9:7, Salmos 9:16)

9. Quinto – Misericórdia; (Salmos 89:14, Exodos 34:6, Neemias 9:17)

10. E Sexto – Verdade. (Salmos 89:14, Exodos 34:6, Salmos 31:5)

11.Através de uma pequena reflexão será visto que a idéia da existência desses atributos em Deus faz-se necessário para possibilitar qualquer ser racional a exercer fé Nele. Pois sem a idéia da existência desses atributos o homem não poderia exercer fé em Deus para a vida e salvação; tendo visto que sem o conhecimento de todas as coisas, Deus não seria capaz de salvar qualquer porção de suas criações; Pois é devido ao Seu conhecimento de todas as coisas, do começo ao fim, que Lhe é possibilita dar as suas criações o entendimento que os torna aptos a serem herdeiros da vida eterna; e se não fosse pela idéia existente na mente dos homens de que Deus possui todo conhecimento seria impossível para os mesmos exercerem fé Nele.

12.E não é menos necessário que o homem deva ter a idéia da existência dos atributos e poder de Deus; pois a menos que Deus tivesse poder sobre todas as coisas, e através de seu poder exercer controle sobre tudo, e desta forma livrar suas criações, que pusessem sua confiança nele, do poder de qualquer ser que viesse a buscar sua destruição sendo nos céus, terra, ou até mesmo no inferno, os homens não poderiam ser salvos. Entretanto com a idéia da existência desses atributos plantada em suas mentes os homens sentem que não há nada a temer se puserem sua confiança em Deus, acreditando que ele tem poder para salvar todos os que vierem a Ele.

13.É também necessário, para o exercício da fé em Deus para a vida e Salvação, que os homens tivessem a idéia da existência do atributo justiça Nele; Pois sem a idéia da existência do atributo justiça na Deidade os homens não teriam confiança suficiente para deixa-Lo guiar e dirigir suas vidas. Pois encheriam-se de medo e duvida temendo que o juiz de toda a terra não agisse corretamente, então, medo ou dúvida existindo em suas mentes, anularia possibilidade do exercício da fé nele para a vida e salvação. Entretanto quando a idéia da existência do atributo justiça é fartamente plantada em sua mente, não sobra espaço para a dúvida entrar em seu coração, e a mente é torna-se apta a confiar no Todo poderoso sem medo e sem duvida, e com a mais inabalável confiança, acreditando que o Juiz de toda a terra fará o que é certo.

14. É também de importância similar o fato de que os homens tivessem a idéia da existência do atributo julgamento em Deus, para que pudessem exercer fé Nele para vida e salvação; pois sem a idéia da existência deste atributo em Deus seria impossível para os homens exercerem fé Nele para vida e salvação. Vendo que é através do exercício deste atributo que os fiéis em Cristo Jesus são livrados das mãos daqueles que buscam sua destruição; pois se Deus não viesse em rápido julgamento contra os iniquuos e os poderes das trevas, seus santos não poderiam ser salvos; pois é por irtermédio de Seu julgamento que o Senhor livra seus santos das mãos de todos seus inimigos, e daqueles que rejeitam o evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo. Tão logo a existência deste atributo é plantada na mente dos homens isso dá-lhes poder para exercer fé e confiança Deus, e dessa forma tornam-se aptos através da fé para apegarem-se as promessas que lhes são dadas, e perseverarem as tribulações e aflições às quais são submetidos em razão da perseguição daqueles que não conhecem a Deus, e não obedecem ao evangelho do nosso senhor Jesus Cristo, acreditando que no devido tempo o senhor virá em rápido julgamento contra seus inimigos, e eles serão cortados de sua presença, e que em seu devido tempo Ele fará dos que foram fiés vencedores em todas as coisas.

15. E também, é da mesma forma importante que os homens tenham a idéia da existência do atributo misericórdia em Deus, para o exercício da fé Nele para vida e salvação;Pois sem a idéia da existência do atributo misericórdia na Deidade, os espíritos de todos os santos desistiriam em meio as tribulações, aflições e perseguições as quais sofreriam pela causa da retidão. Mas uma vez que a idéia deste atributo é estabelecida na mente dos santos, é concedido vida e energia para seus espíritos, acreditando que a misericórdia de Deus lhes será derramada em meio as suas aflições, e que Deus terá compaixão em seu sofrimento, e que Sua a misericórdia de os protegerá os segurar-lhes-á nos braços de seu amor, de modo que receberão uma plena recompensa por seus sofrimentos.

16. E por ultimo, mas não menos importante para o exercício da fé em Deus, está a idéia da existência do atributo verdade Nele; pois sem a idéia da existência desse atributo a mente a mente dos homens não teria nada em que confiar com certeza – tudo seria confusão e duvida. Mas com a idéia da existência desse atributo em mente, todos os ensinamentos, instruções, promessas, e benções, tornam-se realidades, e a mente torna se apta a apegar-se à elas com certeza e confiança, acreditando que tudo quanto o Senhor tem dito será cumprido em seu devido tempo; e que todas as maldições, denuncias e julgamentos, pronunciados sobre a cabeça dos injustos, também serão executados no devido tempo do Senhor: e, por razão da verdade e veracidade Dele, a mente vê livramento e salvação como sendo certos.

17. Reflita de sincera e consistênte sobre as idéias da existência dos atributos anteriormente mencionados na Deidade, e será visto que concerne aos seus atributos, existe um firme alicerce lançado para o exercício da fé Nele para a vida e salvação. Pois devido ao fato de que Deus possui o atributo Conhecimento, ele pode tornar conhecidas aos santos todas as coisas necessária para sua salvação; e como ele possui o atributo poder, Lhe é possível através disso livrá-los do poder de todos os inimigos; e vendo também que justiça é um atributo da deidade, Ele agirá sobre o principio de retidão e equidade, e uma recompensa justa ser-lhes-á garantida por todas suas aflições e sofrimento pela causa da verdade. E como julgamento é também um atributo da deidade, seus santos podem ter a mais firme confiança que irão, no devido tempo, obter livrados de forma perfeita das mãos de seus inimigos, e serão completamente vitoriosos sobre todos aqueles que procuraram feri-los e destruí-los. E como misericórdia é também um dos atributos da Deidade, Seus santos poderão confiar que a receberão, e através do exercício desse atributo para com eles, conforto e consolação ser-lhes-á administrado abundantemente, em meio todas suas aflições e tribulações. E, por ultimo, concluindo que verdade é um atributo da deidade, a mente é levada a alegrar-se em meio todas as dificuldades e tentações, na esperança da glória que trará a revelação de Jesus Cristo, e da coroa que será colocada na cabeça dos santos no dia em que o senhor distribuir-lhes as recompensas, e na esperança daquele peso de gloria que o Senhor prometeu conceder-lhes, quando os levar para junto de seu trono para viver em sua presença eternamente.

18. Devido, então, a existência destes atributos, a fé dos santos podem tornar-se extremamente fortes, abundando em retidão para o louvor e gloria de Deus, podendo exercer sua poderosa influencia na busca de sabedoria e entendimento, até que tenham obtido um conhecimento de todas as coisas pertencentes a vida e salvação.

19. Portanto este é o alicerce lançado, através da revelação dos atributos de Deus, para o exercício da fé Nele para a vida e salvação; e considerando que esses atributos da deidade, são imutáveis – sendo os mesmos ontem, hoje e para sempre – os santos dos últimos dias têm o mesmo poder e autoridade para exercer fé em Deus que os santos da igreja primitiva possuíam; de modo que todos os santos, nesse sentido, foram, são e serão iguais ou [igualmente favorecidos] até o fim dos tempos; pois Deus nunca muda, portanto seus atributos e caráter permanecem o mesmo para sempre. E como é através da revelação desses atributos que o alicerce é lançado, então o exercício da fé foi, é, e sempre será o mesmo; de modo que todos os homens têm, tiveram, ou terão o mesmo privilégio.











PERGUNTAS E RESPOSTAS DOS PRINCIPIOS ANTERIORES



O que foi mostrado na terceira dissertação?

Foi mostrado que idéias corretas sobre o caráter de Deus são necessárias para o exercício da fé Nele para a vida e salvação; e que sem idéias corretas de seu caráter os homens não teriam poder suficiente para exercer fé Nele para a vida e salvação, mas que idéias corretas de seu caráter, no quanto seu caráter influencia no exercício da fé Nele, laçam um firme alicerce para o exercício da fé. (Dissertação 4.1)



Qual o objetivo de Deus ao revelar seus atributos aos homens?

Para que através do conhecimento de seus atributos fosse-lhes possível exercer fé Nele a fim de obter a vida eterna. (Dissertação 4.2)



Seria possível aos homens exercerem fé em Deus sem um conhecimento de seus atributos, de modo a esperarem pela vida eterna?

Não. (Dissertação 4.2,3)



Que relato é dado sobre dos atributos de Deus em suas revelações?

Primeiro Sabedoria; Segundo, Fé ou Poder; Terceiro, Justiça; Quarto, Julgamento; Quinto, Misericórdia; Sexto, Verdade. (Dissertação 4.4,5, 6, 7, 8, 9,10)



Onde são encontradas as revelações que descrevem os atributos de Deus?

No velho e novo testamento, e são citadas na quarta dissertação nos parágrafos: quinto, sexto, sétimo, oitavo, nono e décimo.



É necessária a idéia da existência desses atributos em Deus para tornar algum ser racional apto a exercer fé Nele para a vida e salvação?

Sim.



Como provar isso?

Através do décimo primeiro, décimo segundo, décimo terceiro, décimo quarto, décimo e décimo sexto parágrafos desta dissertação.



A idéia da existência desses atributos em Deus, até onde os mesmos são concernentes, torna um ser racional apto a exercitar fé Nele para vida e salvação?

Sim.



Como provar isso?

Através do décimo sétimo e décimo oitavo parágrafos.



Os santos dos últimos dias têm tanta autoridade dada, por intermédio de revelação, quanto os Santos da igreja primitiva?

Sim.



Como provar isso?

Através do décimo nono parágrafo desta dissertação.


Share/Bookmark ~ 0 Comentários

Related Posts with Thumbnails