O Sermão de Adão Deus, Brigham Young


Por Brigham Young (9 de abril de 1852)

Meu próximo Sermão será tanto para santo como para o pecador. Uma coisa permanece um mistério neste reino até este dia, é a respeito do personagem (caráter) do bem amado Filho de Deus, assunto sobre o qual os élderes de Israel têm visões conflitantes. Nosso Deus e pai no céu são um ser de tabernáculo, ou em outras palavras, tem um corpo com as mesmas partes que você e eu temos; e é capaz de mostrar suas obras para seres organizados, como por exemplo, no mundo no qual vivemos isso é resultado do conhecimento e sabedoria infinita que reside em seu corpo organizado.


Seu filho Jesus Cristo tornou-se um personagem de tabernáculo, e tem um corpo como seu Pai. O Espírito Santo é o espírito do Senhor e emana de si mesmo, e pode apropriadamente ser chamado de ministro de Deus para executar sua vontade na imensidão; sendo chamado para governar por sua influência e poder, mas ele não é um personagem de tabernáculo como nós somos, e como nosso Pai no céu e Jesus Cristo são. A questão tem sido, e frequentemente é levantada, quem foi aquele que gerou o filho da virgem Maria.

O mundo infiel concluiu que se o que os Apóstolos escreveram sobre seu pai e mãe é verdade e a presente disciplina matrimonial admitida pela cristandade é correta então, os cristãos devem acreditar que Deus é o pai de um filho legítimo na pessoa de Jesus Cristo!A fraternidade infiel ensina isso a seus discípulos.

Vou contar-lhes como é isso. O Pai di céu gerou todos os espíritos que sempre existiram, ou sempre existirão, sobre está terra e eles nasceram espíritos no mundo eterno então o Senhor através de seu poder e sabedoria organizou o tabernáculo mortal do homem.

Fomos feitos primeiro espirituais e depois temporais, agora ouçam ó habitantes da terra judeu e gentio santo ou pecador, quando nosso Pai Adão veio ao Jardim do Éden ele veio com um corpo celestial e trouxe Eva uma de suas esposas com ele. Ele ajudou a fazer e organizar este mundo ele é Miguel o Arcanjo, o Ancião de Dias!Sobre quem homens santos têm escrito e falado ele é nosso Pai e nosso Deus e o único Deus com o qual nós temos haver. Todo homem sobre a terra cristão professo ou não deve ouvir isso e o saberá mais cedo ou mais tarde Eles vieram aqui organizaram a matéria-prima e colocaram em sua ordem as ervas do campo, as árvores, a maçã, o pêssego, a ameixa, a pêra e todas as outras frutas que são desejáveis e boas para o homem; a semente foi trazida de uma outra esfera e plantada nesta terra.O thistle,o espinheiro,o brier e o dinoxious mato não apareceram até depois de a terra ser amaldiçoada.

Quando Adão e Eva comeram o fruto proibido seus corpos tornaram-se mortais de seus efeitos, e, portanto a descendência deles era mortal,quando a virgem Maria concebeu o menino Jesus,o Pai o tinha gerado em sua própria semelhança, Ele não foi gerado pelo Espírito Santo, e quem é o Pai?Ele é o primeiro da família humana e quando ele tomou um tabernáculo esse foi gerado por seu Pai no céu seguindo a mesma maneira como os tabernáculos de Caim, Abel e o resto dos filhos e filhas de Adão e Eva dos frutos da terra os primeiros tabernáculos terrenos foram originados pelo Pai e então continuaram a sua sucessão. Eu poderia contar-lhes muito mais a respeito disso, mas fosse eu contar a vocês toda a verdade blasfêmia seria nada para isso, na opinião da supersticiosa supra-reta humanidade.

Contudo contei a vocês a verdade tanto quanto contei e tenho ouvido homens pregarem sobre a divindade de Cristo e exaurir toda a sabedoria que possuíam todos os eruditos nas escrituras e teólogos apravodos, considerados exemplares por sua piedade e educação tem se incumbido de expor esse assunto em cada época da era cristã, e depois de terem feito tudo são obrigados a concluir exclamando “Grande é o mistério da Divindade” e a dizer nominalmente Eloheim, Yahovah e Miguel esses três formando um Quórum como em todos os corpos celestes e em organizar elemento perfeitamente representado da Deidade, como Pai, Filho e Espírito Santo novamente tentarão dizer como a divindade de Jesus junta-se a sua humanidade e exaurir todas as suas faculdades mentais e se enrolar com sua linguagem profunda como quando descrevem a alma humana “é uma substância imaterial” que idéia aprendida,Jesus nosso irmão mais velho foi gerado na carne pelo mesmo personagem que estava no Jardim do Éden e que é nosso Pai no céu.

Agora deixai todos os que ouvirem essas doutrinas fazerem uma pausa antes de compreendê-las ou tratá-las com indiferença, porque provarão sua salvação ou condenação.

Dei a vocês umas poucas linhas-guia sobre esse assunto, mas uma porção muito maior ainda permanece sem ter sido contada. Agora lembrem-se de agora em diante e para sempre que Jesus Cristo não foi gerado pelo Espírito Santo,vou repetir uma pequena anedota,eu estava conversando com um certo professor entendido nesse assunto quando repliquei e esta idéia “Se o filho foi gerado pelo Espírito Santo seria muito perigoso batizar e confirmar pessoas do sexo feminino,e dar-lhes o Espírito Santo,pois ele poderia gerar filhos a serem colocados sobre responsabilidade dos Élderes pelo povo,deixando os Élderes em grandes dificuldades”.Entesourem essas coisas em seus corações,na Bíblia vocês já leram o que contei a vocês esta noite,mas não sabiam o que tinham lido,não contei mais do que aquilo que vocês estão familiarizados,mas o que as pessoas na cristandade,com suas Bíblias nas mãos sabem sobre esse assunto? Comparativamente NADA!


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Limpar O Vaso Interior, Presidente Ezra Taft Benson



Sessão Matutina de Sábado – 5 de abril de 1986

01. Meus amados irmãos e irmãs, ao darmos início a mais outra conferência geral da Igreja, conto sinceramente com vossa fé e orações para que sirva o que eu falar para vos abençoar e edificar vossa alma.


02. Reconheço minha dependência do Senhor, e sei também que Jesus Cristo esta à testa da Igreja e que, por meio dele, podemos fazer tudo o que for necessário.

03. Louvo os aqui presentes nesta manhã, bem como aqueles que acompanham a transmissão destes procedimentos, e os que posteriormente aproveitarem a oportunidade de ouvir ou ler as mensagens desta conferência.

04. Nosso coração transborda de gratidão a vós, por tudo o que fazeis em amor da edificação do reino de Deus na terra.

05. O senhor certamente se agrada do tempo e amor consagrado e do generoso apoio de tantos de seus santos no mundo inteiro.

06. Vossa dedicação, devotamento e serviço são indicativos de que a fé tem, de fato, aumentado na terra.

07. Raramente os esforços de tão poucos resultaram em bênçãos para tantos!

08. Ao buscar a orientação do Senhor, confirmou-se em meu pensamento e coração o mandamento do Senhor de “(pregar) somente arrependimento a esta geração”. ( D&C 6:9; 11: 9.)

09. Este tem sido o tema de todo profeta moderno, somado ao seu testemunho de que Jesus é o Cristo e Joseph Smith um Profeta de Deus.

10. O arrependimento foi o brado de nosso ultimo e grande profeta, Spencer W. Kimball; este tema permeavava seus discursos e escritos, como seu maravilhosos livro O Milagre do Perdão.

11. E deve continuar sendo nosso brado hoje, tanto a membros como não membros igualmente: Arrependei-vos!

12. Guardas, que houve de noite? Somos obrigados a responder que nem tudo vai bem em Sião. Conforme recomendava Morôni, precisamos limpar o vaso interior (ver Alma 60:23), começando por nós mesmos, depois nossa família, e finalmente a Igreja.

13. Disse um profeta de Deus: “Tirarás os galhos ruins à medida que os bons forem crescendo… até que os bons sobrepujem os ruins.”(Jacó 5:66.).

14. É preciso um povo de Sião para produzir uma sociedade de Sião, e precisamos preparar-nos para isso.

15. Nos últimos anos, foram tomadas várias providências na Igreja para nos ajudar.

16. Publicaram-se novas edições das escrituras. Estamos tirando proveito delas? 17. Maior número de templos estão à disposição da nossa gente. Estamos freqüentando mais amiúde a casa do Senhor?

18. Estabelecemos o sistema de reuniões combinadas. Estamos aproveitando o tempo livre resultante com nossa família?

19. Providenciamos um novo livro para a noite familiar. Ele esta sendo usado?

19. Acabamos de publicar um novo hinário. Estamos entoando mais cantos do coração?(Ver D&C 25:12.) E a lista por vaí afora. Temos recebido muita ajuda. 20. Não precisamos mudar programas; precisamos de pessoas mudadas.

21. Recordamos as numerosas e maravilhosas palavras de conselho do nosso querido Presidente Kimbal, entre elas o incentivo de “alongarmos nosso passo“. 22. Necessitamos dessa recomendação, pois o Livro de Mórmon nos adverte das táticas do adversário nos últimos dias: “E a outros pacificará, e os adormecerá em segurança carnal, de modo que dirão: Tudo vai bem em Sião; Sião prospera. Tudo vai bem. Assim o diabo engana suas almas e o conduz cuidadosamente ao inferno.” (2 Néfi 28:21.)

23. Existem muitas passagens de alerta no Livro de Mórmon, tal como: “Oh! Eu quisera que acordásseis; que acordásseis de um profundo sono, sim, desse sono do inferno… Despertai… (e) cingi a armadura da justiça. Sacudi as correntes com que estais amarrados, saí da obscuridade, levantai-vos do pó.” 2 Néfi 1:13,23.).

24. Parece que, como povo conseguimos sobreviver melhor e mais facilmente à perseguição que suportar paz e prosperidade.

25. O maldito pecado desta geração é a imoralidade sexual. Esta, dizia o Profeta Joseph Smith, seria a pior de todas as fontes de tentações e dificuldade para os élderes de Israel. ( Ver Journal Of Discurses, 8:55.).

26. O presidente Joseph F. Smith dizia que a impureza sexual seria um dos três perigos internos da Igreja e de fato é. ( Ver Doutrina do Evangelho, pp. 283-284.) Ela infesta a nossa sociedade.

27. Na classificação dos pecados, o livro de Mórmon coloca a lascívia logo abaixo do homicídio. (Ver Alma 39:5.).

28. Diz Alma:”E agora… eu desejo que te arrependas e abandones teus pecados, e não sígas a cobiça dos teus olhos… pois, a não ser que assim procedas, de nenhum outro modo herdarás o reino de Deus.” (Alma 39:9.).

29. Se quisermos limpar o vosso interior, precisamos abandonar a imoralidade e ser puros.

30. O Senhor declara na seção 84 de Doutrinas & Convênios que, a menos que leiamos o livro de Mórmon e acatemos seus ensinamentos, a Igreja inteira estará sob condenação: ”E esta condenação descansa sobre os filhos de Sião, sim, sobre todos.” (Ver o vers.56.)

31. E o Senhor continua: ”E eles permanecerão sob essa condenação até que se arrependam e se lembrem do novo convênio, mesmo o Livro de Mórmon e dos mandamentos anteriores que lhes dei, não somente falando, mas agindo de acordo com o que escrevi.”( ver o vers. 57.)

32. Bem, nós não só temos de falar mais do Livro de Mórmon, como precisamos aproveitá-lo melhor. Por quê? O Senhor responde: para que produzam frutos dignos do reino de seu Pai; caso contrário, está para se derramar sobre os filhos de Sião um julgamento e praga.” (ver vrs. 58.). Nós temos sentido essa praga e julgamento!

33. O Profeta Joseph disse que “o Livro de Mórmon é o livro mais correto da terra e a pedra fundamental de nossa religião e que, seguindo seus preceitos, o homem aproximar-se-ia mais de Deus do que por qualquer outro livro”. ( Livro de Mórmon, Introdução.).

34. O Livro de Mórmon não tem sido e ainda não é o centro de nosso estudo pessoal, ensino no lar, pregação e obra Missionária. Disto é preciso nos arrependermos.

35. Não conheço um só homem vivo, hoje, mais fiel ao Livro de Mórmon que o Presidente Marion G. Romney. Num discurso de conferência geral, ele declarou que o Livro de Mórmon “é a melhor peça de literatura missionária de que dispomos”.

36. Citou Doutrina & Convênios que “o livro de Mórmon e as santas escrituras são dadas por mim para a vossa instrução” (D&C 33:16), é que “os élderes, sacerdotes e mestres desta igreja deverão ensinar os princípios do meu evangelho que estão na Biblia e no Livro de Mórmon”(D7C 42:12).

37. E o Presidente Romney acrescentou: “E naturalmente óbvio que, a menos que leiamos, estudamos e aprendamos os princípios encontrados no Livro de Mórmon, nós, élderes, sacerdotes e mestres desta igreja não podemos cumprir esse encargo de ensiná-los.

38. “Mas existe ainda outra razão para o lermos”, prosseguiu o Presidente Romney. “Fazendo-o, encheremos e refrescaremos nossa mente com um fluxo constante da água que, segundo diz Jesus, será em nós uma fonte d’água que salte para a vida eterna. (João 4:14.)

39. Se quisermos resistir ao mal e conservar a benção de termos nascido de novo, precisamos de um suprimento continuo dessa água.

40. “Para evitar a adoção dos males do mundo, devemos seguir o rumo que diariamente nutra nossa mente e a leve de volta às coisas do Espírito. Não conheço modo melhor para isso do que ler o Livro de Mórmon.”

41. E então conclui: “E assim, aconselho-vos, meus amados irmãos, irmãs e amigos de toda parte, a adquirirdes o hábito vitalício de ler o Livro de Mórmon diariamente por alguns minutos.

42. Estou certo de que, se em casa os pais lerem o Livro de Mórmon piedosa e regularmente, tanto em particular como com seus filhos, o espírito desse grande livro acabará permeando nossos lares, bem como todos os que neles habitam.

43. O espírito de reverência se intensificará, e aumentarão a consideração e o respeito mútuo de uns para com os outros.

44. O espírito de contenda se afastará. Os pais aconselharão os filhos com mais amor e sabedoria. Os filhos se mostrarão mais receptivos e obedientes aos conselhos paternos. A retidão aumentará. Fé, esperança e caridade- o puro amor de Cristo - abundarão em nosso lar e vida, trazendo paz, alegria e felicidade.”( Mario G. Romney, conference Report, abril de 1960,pp.110-113.)

45. Gostaria de abordar agora um assunto de muita gravidade que merece ser discutido com mais profundidade do que p tempo permite: o orgulho.

46. Nas escrituras, não existe menção a orgulho justo. Ele é sempre considerado pecaminoso. Não estamos falando do sadio senso do próprio valor, fundamentado no íntimo relacionamento com Deus. Estamos-nos referindo ao orgulho como pecado universal, como o chamou alguém.

47. Mórmon diz que “o orgulho desta nação , ou seja, do povo nefita, será a causa de sua destruição”. (Morôni 8:27.) Diz o Senhor em Doutrinas e Convênios : “Precavei-vos contra o orgulho, para que não vos torneis como os nefitas de outrora.”(D&C 38:39.).

48. Orgulho é essencialmente, encarar a vida com a atitude de “minha vontade” em lugar de “tua vontade”. O oposto do orgulho é humildade, mansidão, submissão (ver Alma 13:28), isto é docilidade.

49. Nos primórdios da Igreja restaurada, o Senhor admoestou dois de seus membros eminentes por causa do orgulho. Disse ele a Oliver Cowdery:”Mas acautela-te contra o orgulho, para que não caias em tentação .”(D&C 23:1.) E A Emma Smith, disse ele: “Continua em espírito de mansidão, acautelando-te contra o orgulho.”( D&C 25:14.).

50. “Em teu coração não tenhas orgulho”, admoesta-nos o Senhor. (D&C 42:40.). ”Acreditai que vos deveis… humilhar… diante de Deus”, diz o Livro de Mórmon.( Mosias 4:10.).

50. Quando a terra for purificada pelo fogo nos últimos dias, os orgulhosos serão como restolho.( ver 3 Néfi 25:1; D&C 29:9; 64:24.).

51. O grande e espaçoso edifício que Léí viu era o orgulho do mundo no qual estavam reunidas as multidões da terra.(ver 1 Néfi 11:35-36.).

52. Aqueles que seguiram o caminho reto e estreito, apegando-se à palavra de Deus e participando do seu amor, eram escarnecidos e ridicularizados pelos que estavam nesse edifício. (Ver 1 Néfi 8:20, 27.).

53. “Os humildes servidores de Cristo são poucos. (2 Néfi 28:14.).

54. O orgulho não atenta para Deus e não se importa com que é certo. Olha para os homens e discute quem está certo. O orgulho se manifesta no espírito de contenda.

55. Não foi por orgulho que o demônio se tornou demônio? Cristo queria servir; Satanás queria dominar.

56. Cristo queria atrair os homens a si; Satanás queria estar acima dos homens. 57. Cristo eliminou o ego como a força de sua vida perfeita. Dizia faça-se a tua vontade, não a minha.

58. O orgulho se caracteriza por: “o que eu quero da vida? Em lugar de “O que Deus quer que eu faça com minha vida?” É a vontade própria opondo-se à vontade de Deus. É colocar o temor do homem acima do temor de Deus.

59. A humildade reage à vontade de Deus, ao temor de seu juízo e às necessidades de nossos semelhantes.

60. O aplauso do mundo agrada ao ouvido do orgulhoso; para o humilde, o aplauso dos céus aquece o coração.

61. Disse alguém: ”O orgulho não se compraz em ter alguma coisa, apenas com ter mais dela que o próximo.”

62. O Senhor falou a respeito de certo irmão: “Eu, o Senhor, com ele não me comprazo, pois procura primar, e não é suficientemente humilde perante mim.”( D&C 58:41.)

63. Os dois grupos do Livro de Mórmom que aparentemente têm maior problema com o orgulho são os “instruídos e os ricos”. (2Néfi 28:15.).

64. Mas a palavra de Deus consegue abater o orgulho. (Ver Alma 4:19)

65. O orgulho é acompanhado de muitas maldições. A humildade traz numerosas bênçãos. Por exemplo: “Sê humilde; e o Senhor teu Deus te conduzirá pela mão e responderá às tuas orações.” (D&C 112:10.).

66. Os humildes serão “fortalecidos e abençoados pelo alto, e (receberão) conhecimento. (D&C 1:28.).

67. O Senhor é “misericordiosos para com aqueles que, com corações humildes”, confessam seus pecados. (D&C 61:12.).

68. A humildade consegue afastar a ira de Deus. (Ver Helamã 11:11.).

69. Meus amados irmãos e irmãs, ao limparmos o vaso interior, haverá mudanças em nossa própria vida, na de nossos familiares e na Igreja.

70. Os orgulhosos não mudam para melhor, mas defendem sua posição, racionalizando-a.

71. Arrependimento significa mudança, e mudar requer que a pessoa seja humilde. Mas nós podemos mudar.

72. Fizemos progressos maravilhosos no passado; alongaremos nossos passos no futuro. Mas, para isso, precisamos primeiros limpar o vaso interior, despertando e erguendo-nos, sendo moralmente puros, usando o Livro de Mórmon de maneira que o Senhor retire a condenação e, finalmente, vencendo o orgulho, humilhando-nos.

73. Nós podemos fazê-lo. Sei que podemos.

74. Que o façamos é minha oração por todos nós. Deus vos abençoe por todo o bem que tendes feito e estareis fazendo.

75. Deixo minhas bênçãos sobre todos vós e o faço em nome do Senhor Jesus Cristo. Amém. “


Share/Bookmark ~ sábado, 1 de maio de 2010 8 Comentários

Porque a Igreja é Tão Verdadeira Quanto o Evangelho, Eugene England



Quando eu era pequeno, estava convencido de que a reunião mais desagradável da Igreja, talvez em todo o mundo, fosse a "conferência trimestral da Estaca". Naquela época, as conferências de estaca eram realmente realizadas a cada três meses e incluíam pelo menos duas sessões dominicais de duas horas cada para todos os membros. Para nós crianças, os destaques mais interessantes eram as trêmulas canções que o coro das mães cantava e o solene apoio dado ao "Comitê de Abolição do Tabaco e do Álcool da Estaca".

Entretanto, uma conferência memorável ocorreu quando eu tinha 12 anos sendo inesquecível por uma razão melhor. Eu estava sentado numa das primeiras fileiras porque meu pai estava sendo apoiado como sumo-conselheiro da estaca recém-formada. Eu estava de costas para o púlpito, implicando com minha irmã que se encontrava na fileira de trás da minha. De repente, senti algo, vagamente familiar, queimar no âmago de meu coração e de meus ossos e depois, pareceu-me, como se uma força física me virasse e me fizesse encarar a fisionomia transfigurada do Elder Harold B. Lee, a autoridade visitante. Ele interrompera seu discurso preparado previamente e estava pronunciando uma bênção apostólica sobre a estaca recém-criada. Assim, pela segunda vez, confirmava-se em minha vida a presença do Espírito Santo e do testemunho especial de Jesus Cristo.

Quantas conferências de estaca desagradáveis teria eu que assistir para, pelo menos uma vez, sentir a presença de tal graça? Milhares, todas. Aquela pérola era de valor inestimável. Além disso, desde então, passei a compreender melhor o que procurar e o que buscar nas conferências, com maior compreensão das experiências inspiradoras e edificantes dos outros membros e elas não me parecem mais desagradáveis. Assim, um dos pilares mais importantes da minha fé foi edificado, não através de alguma percepção especial do evangelho, mas através de uma experiência que pude viver simplesmente por estar cumprindo minha obrigação na Igreja, ainda que de forma imatura.

Apesar disso, um dos clichês mais utilizados pelos mórmons é de que o evangelho é verdadeiro, até mesmo perfeito, mas que a Igreja, afinal de contas, é um instrumento humano, moldado pela história e, portanto, compreensivelmente imperfeita, como se fosse algo a ser tolerado por causa do evangelho. Estou convencido, através de experiências como a que tive naquela conferência de estaca e através de minhas conclusões que, de fato, a Igreja é tão "verdadeira", tão eficaz e tão segura como instrumento do Senhor quanto o sistema doutrinário que denominamos de evangelho e que isso se deve, em boa parte, especificamente às faltas, exasperações humanas e problemas históricos que às vezes nos angustiam em relação à Igreja.

Aqueles que usam o clichê que se refere ao evangelho como mais "verdadeiro" do que a Igreja consideram o evangelho um sistema perfeito de doutrinas e mandamentos revelados e baseados em princípios cuja infalibilidade expressa as leis naturais do universo. O que é interessante é que o próprio universo, e portanto as leis e princípios naturais que o evangelho utiliza para descrevê-lo, parecem ser intrinsecamente paradoxais. A lei de Leí, "“ Porque é necessário que haja uma oposição em todas as coisas" (2 Néfi 2: 11), talvez seja a declaração mais provocadora e profunda da teologia abstrata que encontramos nas escrituras, porque ela descreve o que parece ser a essência do universo. No contexto, essa lei claramente sugere que a contradição e a oposição não somente fazem parte da experiência humana, algo que Deus utiliza para seus propósitos redentores, mas que a oposição existe no próprio âmago das coisas: que ela é intrínseca às duas realidades mais fundamentais – inteligência e matéria – o que Leí chama de "coisas que agem e coisas que recebem a ação" (versículo 14). De acordo com Leí, a oposição fornece ao universo energia e significado, tornando mesmo possível a existência de Deus e de tudo o mais; sem ela "todas as coisas teriam desaparecido" (versículo 13).

Todos sabemos por experiência quais as conseqüências dessa realidade fundamental e eterna sobre a vida mortal. Ao longo da história, as mais importantes e produtivas idéias têm sido paradoxais, ou seja, têm estado em oposição umas às outras: a força energizadora de toda a arte tem sido o conflito e a oposição; a base do sucesso em todos os desenvolvimentos econômicos, políticos e sociais tem sido a competição e o diálogo. Considere o governo democrático fundamentado em salvaguardas e no equilíbrio de um sistema político bipartidário (que, no todo, torna possível a democracia pluralista) . Considere o Romantismo frente ao Classicismo (conflito esse que está no cerne da própria literatura (assim como da maioria dos movimentos literários), a razão frente à emoção, a liberdade diante da ordem, a integridade individual versus a responsabilidade comunitária, homens versus mulheres (cujas diferenças tornam possível o crescimento eterno), justiça em oposição à misericórdia (a combinação das quais torna possível nossa redenção através da expiação de Cristo).

A vida neste universo está eivada de polaridades e se torna plena por causa delas. Lutamos contra elas, reclamamos delas e até mesmo tentamos, às vezes, destruí-las através do dogmatismo ou de uma pretensa retidão pessoal, ou ainda nos escondendo atrás da inocência que não passa de ignorância, um retorno ao Jardim do Éden onde encontramos clareza e facilidade enganosas, mas não a salvação. William Blake, o grande poeta inglês oitocentista, ensinou que "sem os contrários não há existência" e alertou-nos de que "quem tenta reconciliar [os contrários] procura destruir a existência". Seja qual for o significado de que um dia veremos "face a face", no momento podemos apenas enxergar "por espelho, em enigma" (I Cor. 12: 13) e devemos tirar o maior proveito disso.

Sem dúvida, se o que chamamos de "evangelho" for simplesmente as boas novas da redenção através de Cristo (como é comum no Novo Testamento), ou se incluirmos apenas os princípios básicos da salvação que ficam implícitos quando dizemos "Sei que o evangelho restaurado é verdadeiro", estaremos referindo-nos a algo bastante definido e claro. Entretanto, como sabemos, o "evangelho pleno" não é e talvez nunca possa vir a ser – dada sua evidente natureza paradoxal – um conjunto singelo e claro de proposições inequívocas. Por mais claro e unificado que seja o nosso conhecimento da doutrina, nossa atual compreensão do evangelho, que é em última instância o que deve nos preocupar, é variada e limitada.

E é precisamente nesse ponto que entra a Igreja. Acredito que ela seja o melhor meio, depois do casamento (com o qual ela muito se parece neste aspecto), para ajudar-nos a ganhar a salvação através do enfrentamento construtivo das oposições da existência, apesar de nossas compreensões limitadas e variadas do "evangelho". Acredito que quanto melhor qualquer igreja ou organização for nessa função, "mais verdadeira" ela será. E quando chamo a Igreja Mórmon de "a igreja verdadeira", quero dizer que ela é a mais bem organizada para proporcionar tal ajuda, porque é divinamente organizada e dirigida – ela compõe-se e mantém sua eficácia através de revelações que vieram e continuam a fluir de Deus, sem importar o quão "enigmáticas" (obscuras) elas necessariamente venham a ser devido às nossas compreensões limitadas e variadas.

Martinho Lutero, com percepção inspirada, escreveu: "O casamento é a escola do amor" - ou seja, o casamento não é a habitação ou o resultado do amor, mas sim a sua escola. Acredito que qualquer igreja possa ser a escola do amor e que a Igreja Mórmon é a melhor, a "única igreja viva e verdadeira" (Doutrina e Convênios 1: 30) - não somente porque suas doutrinas ensinam e incorporam os grandes paradoxos essenciais e os princípios salvadores mais importantes, mas também porque a Igreja provê o melhor contexto no qual alguém pode lutar, trabalhar, resistir e ser redimido pelas respostas que temos para os paradoxos e oposições que dão energia e significado ao universo. Joseph Smith, também com inspirada percepção, escreveu em uma carta, pouco antes de morrer: "Através da prova dos opostos, a verdade se manifesta (History of the Church 6: 428). "Prova" significa aqui não somente uma demonstração lógica, mas também o ato de testar, ou seja, lutar com alguma concepção e realizar a experiência prática dessa idéia. A Igreja é tão verdadeira e tão eficaz quanto o evangelho porque ela envolve-nos diretamente nessa prova dos contrários, fazendo-nos trabalhar os opostos de forma construtiva dentro de nós próprios e especialmente no relacionamento com os outros, lutando no nível experimental com os paradoxos e polaridades que ajudam a redimir-nos. A Igreja é verdadeira porque ela é concreta e não teórica. E, apesar das contradições e problemas, até talvez mesmo por causa deles, ela produz o bem tanto quanto o evangelho.

Consideremos a razão dessa afirmativa: Na vida da Igreja verdadeira, como em um bom casamento, há oportunidades constantes para que todos sirvam, especialmente para aprender a servir àquelas pessoas que normalmente decidiríamos não servir – ou talvez nem nos associaríamos a elas – criando assim oportunidades de aprendermos e de amarmos incondicionalmente (o que, afinal de contas, é o mais importante aspecto a se aprender no evangelho). Há um encorajamento constante, até mesmo uma certa pressão, para sermos "ativos", para termos um chamado e assim nos vermos obrigados a lidar com relacionamentos e com o gerenciamento de organizações, com idéias e desejos de outras pessoas, seus sentimentos e fracassos. Assistir aulas, participar de reuniões e ouvir pessoas que muitas vezes expressam noções preconceituosas ou baseadas em informações errôneas, e ainda ter que produzir algum tipo de reação construtiva. Termos de nos sujeitar a líderes e, ocasionalmente sermos ofendidos por suas fraquezas e cegueira, e até mesmo sofrermos sob o exercício de injusto domínio para depois ser chamados para posições de liderança que nos farão descobrir que também nós, ainda que com a melhor das intenções, podemos ser fracos, cegos e injustos.

A participação na Igreja nos ensina a ser compassivos e pacientes, além de nos fazer desenvolver a coragem e a disciplina. Essa participação nos torna responsáveis pelo bem estar pessoal, conjugal, físico e espiritual de pessoas de quem talvez não gostemos (ou que talvez detestemos profundamente), e assim aprendemos a amá-las. Ela nos faz ir muito além do normal; ela nos dá desafios. Ganhamos, assim, uma chance de nos tornarmos melhores do que havíamos planejado, mas que, no fundo, é o nível de bondade que precisamos e queremos atingir.

Michael Novak, teólogo leigo católico, expressou a mesma idéia em relação ao casamento. Em um notável ensaio, publicado na edição de abril de 1976 do Harper's Magazine, ele analisou a crescente inclinação dos intelectuais modernos de resistir, atacar e afastar-se do casamento. Novak argumenta que a principal razão pela qual a família, que tradicionalmente era o principal baluarte da segurança econômica e emocional, é atualmente vista sob uma ótica desfavorável. Sustenta ele que os modernos formadores de opinião não desejam assumir os riscos nem se submeter à disciplina exigida pela escola do casamento. Mas, em seguida ele mostra como tais temores, embora justificados, impedem que eles satisfaçam suas maiores necessidades. De maneira similar, acredito que aqueles que resistem, abandonam ou atacam a Igreja, por pura falta de perspectiva, não conseguem enxergar o que seria melhor para eles próprios. Para perceber melhor o meu argumento, ao ler a passagem de Novak que se segue, substitua mentalmente "casamento" por "Igreja":



O casamento é um ataque ao ego solitário e atomizado. Ele é uma ameaça ao indivíduo que ama a solidão. O casamento realmente impõe dificuldades, humilhações e responsabilidades frustrantes. No entanto, se alguém supõe que essas mesmas coisas são as pré-condições de toda verdadeira liberação, o casamento não é o inimigo do desenvolvimento moral dos adultos. De fato, é o oposto...

Sendo casado e tendo filhos, aprendi certas lições, pelas quais não posso deixar de ser grato. A maioria é de lições de dificuldades e de asperezas. A maior parte do que sou obrigado a aprender sobre mim mesmo não é agradável... Minha dignidade de ser humano depende talvez mais do tipo de marido e pai que sou do que da minha profissão. Meus laços de família me restringem (e muito mais à minha mulher) de muitos tipos de oportunidades. E, no entanto, esses laços não parecem limitações... Eles são, como sei agora, minha libertação. Eles me forçam a ser um ser humano diferente, de uma maneira que eu desejo e preciso ser forçado a ser. (P. 42)



Presto testemunho de que a Igreja pode trazer as mesmas responsabilidades humilhantes e frustrantes, bem como os resultados libertadores e redentores para nós, se conseguirmos vê-la como Novak vê o casamento, se pudermos entender que ela ataca nossos egos solitários e que seus laços e responsabilidades, que aceitamos de boa vontade, podem nos arrastar em direção a um tipo de ser que, em última instância, profundamente desejamos e precisamos nos tornar.



Duas chaves para entendermos esse poder paradoxal da Igreja Mórmon são, primeiro que ela é, por revelação, uma igreja leiga, até mesmo radicalmente leiga, mais do que qualquer outra e, segundo, que ela organiza suas congregações geograficamente, em vez de fazê-lo por preferência pessoal. Sei que há exceções, mas a experiência básica na Igreja para quase todos os mórmons é de que ela os coloca, direta e constantemente, em relações que exigem muito deles e que demandam muita proximidade de uma variedade de pessoas e problemas em suas respectivas congregações que não foram, em princípio, de sua própria escolha, mas que têm um profundo potencial redentor, em parte porque não foram escolhidas conscientemente. Sim, as ordenanças feitas na Igreja são importantes, assim como o são os textos escriturísticos, as exortações morais e as orientações espirituais. Mas, mesmo estes, em minha experiência, são poderosos e redentores, em parte por que funcionam em harmonia com oposições profundas e estimulantes que permeiam a estrutura da Igreja a fim de dar credibilidade e sentido à vida religiosa dos mórmons.

Permitam-me ilustrar: Em uma das últimas mensagens da conferência geral, durante a sessão vespertina do sacerdócio de 5 de outubro de 1968, o Presidente David O Mckay deu uma declaração que foi um tanto chocante para muitos de nós que estamos condicionados a pensar que os profetas não têm qualquer dificuldade em obter manifestações divinas. Ele relatou sua luta vã ao longo de toda a sua adolescência para obter de Deus "uma declaração pessoal da veracidade da primeira visão de Joseph Smith." Ele orou, "com fervor e sinceridade", nas colinas e em casa, mas tinha de constantemente admitir a si mesmo que "nenhuma manifestação viera a mim." Mas ele continuou a buscar a verdade e a servir os outros no contexto do mormonismo, o que incluiu uma missão na Grã-Bretanha, principalmente em virtude da confiança que tinha em seus pais e na benignidade de suas próprias experiências. Finalmente, o próprio Presidente McKay concluiu:



A manifestação espiritual pela qual eu tinha orado quando adolescente veio como conseqüência natural do desempenho do dever. Como declarou o apóstolo João, "E se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo." (João 7: 17).

Uma marcante reunião do sacerdócio seguiu-se a uma série de reuniões da conferência realizada em Glasgow, Escócia. Lembro-me, como se fosse ontem, da intensidade da inspiração daquela ocasião. Todos sentiram o rico derramamento do Espírito do Senhor. Todos os presentes estavam verdadeiramente unidos em coração e mente e nunca antes eu experimentara uma emoção como aquela. Era uma manifestação pela qual eu havia orado secretamente e com imenso desejo enquanto caminhava pelas colinas e pelos prados...

Durante o desenrolar da reunião, um elder, por iniciativa própria, levantou-se e disse: "Irmãos, há anjos nesta sala." Por mais estranho que pareça, sua declaração não pareceu surpreender ninguém; de fato, suas palavras pareciam absolutamente apropriadas, embora a mim não houvesse ocorrido que houvesse seres divinos ao redor. Eu somente sentia-me transbordando de gratidão pela presença do Espírito Santo. (Improvement Era, Dezembro de 1968, p. 85).



Desde então, tive muitas confirmações do testemunho profético prestado pelo Presidente McKay naquela ocasião. A maioria das minhas profundas manifestações espirituais, aquelas que formam o sólido alicerce do testemunho que tenho da realidade de Deus e de Cristo e do trabalho divino deles, assim como os meus desafios morais mais perturbadores e mais extenuantes, os conflitos pessoais que mais me amadureceram relacionados às grandes questões humanas, tais como integridade pessoal versus responsabilidade pública, lealdade para comigo ou para com a comunidade, liberdade redentora versus estrutura e ordem redentoras, todos esses vieram, como disse o Presidente McKay, "como conseqüência natural do desempenho da obrigação" na Igreja.

Sei que pessoas incomuns encontraram Deus em lugares incomuns, em uma súbita visão em um bosque, pomar ou caverna, ou talvez em uma montanha ou dentro de um armário, ou ainda através de serviço abnegado aos leprosos africanos ou aos intocáveis de Calcutá. Mas tenho certeza de que para a maioria de nós e na maior parte do tempo, ele pode ser encontrado mais seguramente na "seqüência natural do desempenho" das tarefas que ele confiou a todos (não apenas aos incomuns) para podermos agir em nossos próprios lares e vizinhanças e para que a Igreja, em sua comunidade ímpar, seja imposta ou escolhida, possa ensinar-nos e conferir-nos poder de forma mais perfeita.

Obtive um elevado testemunho da divindade de O Livro de Mórmon, a ponto de o espírito comover-me e levar-me às lágrimas sempre que leio qualquer passagem dele e eu o obtive ensinando a respeito dele na Igreja. Certo domingo, quando eu era bispo, tentei ajudar uma jovem que tentara o suicídio várias vezes, a última pouco antes de nosso encontro. Ela tinha profunda baixa estima e auto-rejeição. Senti-me compelido a simplesmente ler para ela passagens do Livro de Mórmon sobre a expiação de Cristo. Tenho certeza de que esse livro oferece a mais abrangente "Cristologia" ou a doutrina de como Cristo nos salva do pecado, algo que está à nossa disposição aqui na terra, e que as evidências internas da divindade do livro destroem totalmente as evidências e argumentos contrários a ele. O mais importante para mim em tudo isso, todavia, é que ao ler aquelas passagens para a jovem desesperada, prestando o meu testemunho da veracidade e poder delas em meus próprios momentos de desespero e pecado, seus lábios começaram a tremer tocados por novos sentimentos e lágrimas de esperança surgiram no lugar daquelas que tinham sido de angústia.

Em momentos como esse, fui capaz, em virtude de meu chamado como bispo, de aplicar o sangue expiatório de Cristo, não teoricamente, mas na verdadeira prática. Além disso, vim a conhecer a ministração de anjos por ter cumprido minha obrigação de visitar o templo e assistido, sempre que possível, a dedicações de templos. Por isso, vim a descobrir que nós mortais temos o poder real de “abençoar nossos bois” e as pessoas, o que aprendi como presidente de ramo por ter sido levado aos limites da minha fé pelo meu senso de responsabilidade em relação a meus irmãos e irmãs daquele pequeno ramo.

Antes de servir como presidente de ramo, servi no bispado da Ala Stanford, Califórnia, em meados da década de 1960, tendo sido professor de jovens brilhantes no Instituto de religião de Palo Alto. Simultaneamente eu fazia pós-graduação em literatura inglesa, tentando lidar como o ceticismo, o relativismo e os dilemas morais dos direitos civis e dos movimentos pacifistas e revoluções educacionais da época. Eu tendia a encarar a religião como um conjunto de amplas questões morais e filosóficas.

Em 1970, aceitei o cargo de Pró-Reitor de Assuntos Acadêmicos em St. Olaf, uma faculdade luterana de Artes localizada na pequena cidade de Norhfield, Minnesota. Na semana que cheguei lá, fui chamado como presidente de pequeno ramo da Igreja que havia naquela área. Entrei, de repente, em um mundo inteiramente diferente, um mundo que me testou severamente e que me ensinou muito a respeito do verdadeiro significado de “religião”. Em Stanford, a maior parte da minha vida religiosa havia sido relacionada com a compreensão e defesa do evangelho – o que tinha um caráter idealista, abstrato e crítico. Em Northfield, como presidente de um ramo com 20 famílias espalhadas em um raio de 120 quilômetros, que incluía desde membros “inativos” e durões originários de Utah, cheios de devastadores problemas conjugais, até conversos desempregados e oriundos de lares onde os pais viviam embriagados e os espancavam, mas que tinham a expectativa expressa em seus olhares. Logo me vi envolvido em uma vida religiosa que era prática, específica, sacrificada, exasperadora – e, ao mesmo tempo, mais satisfatória e redentora. Vi, então, com mais clareza, quão verdadeira a Igreja é como instrumento de apresentação dos processos de salvação para todos os tipos de pessoas, apesar – e até mesmo por causa – do gerenciamento feito por instrumentos imperfeitos como eu mesmo.

Lembro-me de um jovem daquele ramo que havia sido profundamente machucado socialmente por uma combinação de problemas mentais e familiares. Era-lhe difícil até mesmo falar em público ou organizar sua vida de maneira produtiva. Ele tornou-se membro antes de minha chegada e, à medida que lhe dávamos cada vez responsabilidades maiores no ramo e o apoiávamos com amor e paciência, vi-mo-lo transformar-se em um bom líder e num marido confiante. Lembro-me de uma senhora cujo marido não-membro transformara a vida dela em um inferno de abuso impelido pelo álcool. Apesar disso, ela pacientemente cuidava dele, trabalhava fora o dia inteiro para sustentar a família e vinha à Igreja todo domingo em roupas desgastadas mas finas e com tolerante determinação. Lá ela encontrava, com nossa ajuda, um pouco de esperança, alguma beleza e idealismo, além de alguma força, não somente para resistir, mas para continuar a amar o que, por todos os parâmetros, era impossível de se amar. A Igreja nos abençoou a todos por nos unir.

Durante os cinco anos que os servi, havia, entre os cerca de setenta a cem membros, talvez uns cinco que eu normalmente escolheria como amigos enquanto vivia em Stanford – e com quem eu poderia facilmente compartilhar minhas mais apaixonadas e “importantes” preocupações e opiniões políticas e religiosas, aquelas que haviam tanto me estimulado antes. Porém, com uma inspiração muito além de minha capacidade, não comecei meu período como presidente do ramo tentando pregar-lhes minhas idéias ou promover minhas cruzadas. Tentei, com grande esforço, compreender quais eram os problemas e preocupações imediatas do meu rebanho e procurei ser um bom pastor, um que os nutrisse e protegesse. Aí então, aconteceu uma coisa importantíssima. Viajei centenas de quilômetros e passei várias horas ajudando um casal que haviam se magoado tanto um ao outro a ponto de não mais se falarem. Ajudei-os a aprender a conversar de novo. Ajudei um estudante a afastar-se das drogas; ensinei um homem muito dominador a trabalhar de maneira cooperativa com seus conselheiros na escola dominical; abençoei um bebê doente, com a ajuda de seu pai, cuja fé era fraca e titubeante; confortei, no hospital, às quatro da manhã, os pais de um jovem que morrera em um acidente provocado por seu irmão que dirigia embriagado – ajudando depois o irmão a perdoar-se. Descobri, depois de seis meses, que os membros de meu ramo, a princípio céticos quanto a um intelectual vindo da Califórnia, sentiram em seu âmago, por experiência direta, que minha fé e minha devoção a eles e àquelas coisas que eram importantes para eles, eram “mais forte do que os laços da morte”. Senti, então, que, de certa forma, o resultado prometido em Doutrina e Convênios 121: 44-46 era verdadeiro, pois de mim fluía “sem medidas compulsórias” o poder de falar sobre quaisquer de minhas preocupações e paixões e ser confiável e compreendido, mesmo que não concordassem comigo.

Pode parecer que tudo isso sejam considerações egoístas e até mesmo obsessivas relativas à contribuição da Igreja com a minha maturidade espiritual. Mas, o que estava acontecendo comigo estava acontecendo com outros. Um jovem casal que vivera um ano no exterior, longe da Igreja, veio morar no ramo. Eles haviam se mudado para o exterior logo após o batismo da esposa. A experiência de Igreja que eles tinham, especialmente a dela, tinha sido orientada essencialmente para os conceitos e convicções do Evangelho, com sentimentos profundos e idealistas, mas abstratos, envolvendo muito pouco serviço ao próximo. Ela era uma mulher reservada emocionalmente, sendo também brilhante, criativa e muito crítica – temendo, portanto, expor-se emocionalmente ou enfrentar situações sem controle. O marido era detalhista, distante e, de certa forma, frio. Chamei-os, apesar de sua resistência inicial, para cargos cada vez de maior responsabilidade e de envolvimento direto com os outros membros; aí eu os vi desenvolverem-se, apesar de algumas lágrimas e dores, tornando-se amigáveis, empáticos, mais humanos e compreensivos, prontos a servir e a aprender com os outros, além de serem percebidos por pessoas bem diferentes deles como mais confiáveis. Eu os vi aprenderem que são essas exasperações, dificuldades, sacrifícios e desapontamentos que caracterizam o envolvimento em uma igreja leiga como a nossa – e que são tão difíceis de serem aceitas por liberais idealistas – são uma das principais fontes do poder da Igreja para nos ensinar a amar. Aquelas duas pessoas estão agora ensinando a outros o que aprenderam.

Essa lição – de que os problemas característicos da Igreja estão entre seus pontos fortes – tem sido confirmado a mim continuamente enquanto venho servindo como bispo de uma ala de jovens estudantes solteiros na Universidade de Brigham Young. As duas bênçãos mais diretas e miraculosas que o Senhor nos deu quando a ala foi organizada pareciam ser apenas problemas: uma criança quadriplégica e espástica em uma família e um casal com sérias limitações em outra. Eu já conhecera a mãe da criança quadriplégica há um ano aproximadamente. Como membro do sumo-conselho, visitei a ala dela e dei um discurso sobre a Expiação na Reunião Sacramental. Após a reunião, ela procurou-me para pedir conselho e ajuda. Ela sentia um misto de raiva e culpa profundas enquanto lutava para entender porque um erro médico havia transformado um de seus filhos gêmeos em uma desesperadora carga emocional e financeira que tinha obrigado seu marido a desistir dos estudos e da profissão almejada. Esse era um árduo teste para seu casamento e sua fé, especialmente quando as bênçãos do sacerdócio pareciam não funcionar, o que a deixou a um passo de um colapso e da apostasia.

Agora, um ano mais tarde, enquanto eu orava por orientação para organizar uma nova ala, senti tão claramente quanto já sentira muitas vezes antes um daqueles “toques de inteligência” que Joseph Smith descreveu, inspirando-me a chamá-la para ser a presidente da Sociedade de Socorro. Chamei-a e, apesar de estar a ponto de mudar-se, ela aceitou. Ela tornou-se a principal fonte de um espírito inigualável de comunicação honesta e de um sentido genuíno de comunidade que logo permeou a ala. Ela visitou todas as famílias e compartilhou com elas, sem reservas, seus sentimentos, dificuldades, sucessos e necessidades. Assim como seu marido, ela falava abertamente nas reuniões sobre seu filho, os problemas deles e desse filho, pediam e aceitavam ajuda, e enquanto isso, ela persistia e executava suas obrigações. Todos nós, membros da ala, aprendemos com aquele casal a ser mais sinceros, vulneráveis, sociáveis e persistentes, além de sermos capazes de voltarmo-nos uns para os outros para buscar e oferecer ajuda sem fazer julgamentos.

Conheci o casal que tinha sérias limitações quando eles vagavam pelos corredores da nossa capela no primeiro domingo de reuniões de nossa ala. Eles não procuravam a ala; de fato eles vivam um pouco além da linha divisória de nossa ala, mas não tenho dúvidas de que o Senhor os enviou. Eles demandaram um gasto significativo de recursos de nossa ala – tempo, ajuda de bem-estar, paciência e tolerância – enquanto trabalhávamos com eles para arranjar-lhes emprego, um lugar digno para morar, uma saída para as dívidas e para torna-los capazes de cuidar de seu filho irrequieto e inteligente, além de tentar ajuda-los a se tornarem mais discretos nas reuniões e menos grosseiros no relacionamento humano. Com isso, aprendi duas lições: Primeiro, a estrutura e os recursos da Igreja (que são previstos para serem usados com esforço disciplinado, voluntário e cooperativo, tendo objetivos essencialmente espirituais) são adequados como meios com os quais se pode estabelecer um sistema de apoio para um casal como o do exemplo, além de ser capaz de unir a família e abençoá-la com maior progresso. Segundo, as bênçãos fluíram sobre a ala tanto quanto sobre o casal à medida que aprendíamos a expandir nossas idéias sobre o que é um comportamento “aceitável”, além de ampliar nossa capacidade de amar, servir e aprender com pessoas que, de outro modo, nem ficaríamos conhecendo. Certa irmã telefonou-me para relatar seus esforços de ensinar àquela mulher algumas habilidades maternais e de cuidados com o lar e confessou seus ressentimentos e frustrações iniciais, dizendo em seguida, em lágrimas, o quanto seu próprio coração havia amolecido e sua “dura cerviz” havia se inclinado ao aprender coisas com aquela irmã tão diferente dela.

Esses exemplos, creio, referem-se ao que Paulo fala em 1 Coríntios 12, o extraordinário capítulo sobre os dons, no qual ele ensina que todas as partes do corpo de Cristo – a Igreja – são necessários em virtude de seus diferentes dons e que, de fato, aqueles que têm dons “menos dignos” e “sem atrativos” são mais necessários e demandam mais atenção e honra – talvez porque o mundo automaticamente iria honrar e utilizar os outros.

É na Igreja especialmente que aqueles cujas qualidades (“dons”) de vulnerabilidade, dor, incapacidade, necessidade, ignorância, arrogância intelectual, orgulho social e até mesmo preconceito e pecado – aqueles que Paulo chama de membros que “parecem ser mais fracos” – podem ser aceitos, ajudados e podem até ensinar, tornando-se parte do corpo para que, no conjunto, todos sejam abençoados. É na Igreja que aqueles que têm dons mais atraentes e que são honrados pelo mundo, tais como as riquezas e a inteligência, podem aprender o que mais necessitam – servir, amar e pacientemente aprender com aqueles que têm os outros dons.

Todavia, isso é muito difícil para o “rico” e para o “instruído”. É por esta razão que aqueles que possuem aqueles dons perigosos tendem a não compreender e a ridicularizar a Igreja – que, afinal, é composta de membros simples e impuros, da classe média, daqueles sem sofisticação política e que são vítimas dos preconceitos, membros comuns como a maioria de nós. E todos sabemos o quão aborrecidos esses podem ser! Estou convencido que nossa salvação está calcada justamente nessa exasperação, se formos capazes de permitir que o contexto no qual mais ficam evidentes essas mazelas – a Igreja – torne-se nossa escola de amor incondicional. Mas isso exige uma mudança de perspectiva, mudança essa que vou agora resumir.

A Igreja é tão “verdadeira” quanto – isto é, tão eficaz para a salvação quanto – o evangelho. A Igreja é o lugar onde existe oposição frutífera, o lugar no qual sua própria natureza revelada e inspirada mantém uma oposição entre valores conservadores e liberais, fé e dúvida, autoridade segura e liberdade temerária, integridade individual e responsabilidade pública – e é, portanto, onde haverá tanto iniqüidade quanto santidade, o bem tanto quanto o mal. E se não pudermos suportar a miséria e a luta, se preferirmos que a Igreja seja “um composto de um só”, tal como Lei descreveu (calma, perfeita e sem desafios, sem oposição interna e, portanto, fadada a “desaparecer”) em vez de ser como ela é, cheia da irritante diversidade humana e de insistência permanente em participarmos de ordenanças e obedecermos instruções, de levar a sério ensinamentos que incorporam paradoxos que não têm solução lógica – se nos recusarmos a nos perdermos de todo coração em tal escola, nunca conheceremos a verdade redentora da Igreja. Se perguntarmos continuamente “O que a Igreja fez por mim?”, nos esqueceremos de fazer a pergunta mais importante: “O que estou fazendo com as oportunidades de serviço e com os desafios que a Igreja me oferece?”. Se constantemente abordarmos a Igreja como consumidores, nunca compartilharemos de seu fruto doce e que satisfaz. Somente se pudermos perder nossas vidas é que nos encontraremos.

É precisamente na luta para sermos obedientes enquanto mantemos nossa independência, para ter fé enquanto nos mantemos fiéis à razão e à evidência, para servir e amar apesar das imperfeições e até mesmo das ofensas é que poderemos ganhar a humildade que necessitamos para permitir que o poder divino entre em nossas vidas de forma transformadora. Talvez o mais surpreendente paradoxo relacionado à Igreja seja o fato de ela trazer ao mesmo tempo o divino e o humano – através do serviço do sacerdócio, das ordenanças, dos dons do Espírito – de uma forma concreta que nenhum sistema abstrato de idéias poderia fazer.

Meu objetivo neste artigo não foi o de ignorar os problemas reais da Igreja ou o poder das verdades do evangelho. Como tentei sinalizar o tempo todo, a força paradoxal da Igreja deriva dos paradoxos verdadeiros do evangelho que ela incorpora; são contrários que necessitamos, com os quais precisamos lutar de maneira mais profunda na Igreja. Todos devemos nos engajar não somente em aceitar os conflitos e exasperações da Igreja como instrumentos redentores, mas em tentar, de maneira genuína, encontrar soluções possíveis e reduzir as exasperações desnecessárias. (De fato, é somente quando nos envolvemos nos problemas considerando-os não apenas exercícios intelectuais, mas dificuldades que precisam ser solucionadas é que esses se tornam redentores).

Entretanto, juntamente com nossa sensibilidade pelos problemas, devemos também, creio, ter mais respeito pela verdade da ação, da experiência, às quais a Igreja nos expõe de maneira inigualável, para que respondamos com coragem e criatividade. Devemos ser ativos, perceptivos, fiéis, crentes, devemos procurar a verdade e promover a união do corpo de Cristo. Para fazê-lo, devemos aceitar a Igreja como verdadeira em dois sentidos importantes: Primeiro, ela é o repositório de verdades redentoras capitais e da autoridade para executar ordenanças essenciais à salvação. Embora, como já percebi, seja difícil descrever tais verdades em simples proposições, tomadas em conjunto elas aumentam e tornam eficaz o desejo de servir que cria a experiência redentora que descrevi. Segundo, além de ser o repositório de princípios verdadeiros e de autoridade, a Igreja é o instrumento que nos foi dado por um Deus amoroso para nos ajudar a tornarmo-nos como Ele. Ou seja, para nos proporcionar experiências essenciais – experiências mútuas que podem nos unir e transformar-nos em uma comunidade honesta e amorosa, que é o locus essencial da salvação. Se não pudermos aceitar a Igreja e o desafio que ela nos proporciona com a abertura e a humildade requeridas, nossos estudos históricos e nossos esforços teológicos serão nada mais do que perda de tempo – podendo até mesmo ser destrutivos. Não podemos apreciar adequadamente a história do mormonismo ou conhecer a verdade do evangelho restaurado que a Igreja oferece, a menos que compreendamos – e ajamos – de acordo com a verdade da Igreja.



Tradução de Edson J M Lopes


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O Testemunho e Desafio do Missionário, Élder Alvin R. Dyer



1. Tenho pensado sobre o que poderia dizer-lhes mais nesta oportunidade. Estou certo que não será a última vez que os verei, a despeito de tudo o que aqui foi dito hoje.


2. Lembro-me quando era um jovem missionário. Lembro-me de um de meus companheiros. Ele era um brilhante estudante! Iniciou a missão com vinte anos e já graduado na Universidade. Graduou-se em Matemática e, talvez por causa de sua prática e habilidades escolares, tinha em sua mente um único pensamento: que a conversão ao Evangelho era um processo mecânico perfeito, tornado possível pelo esforço, ensinando e apresentando ao povo os fatos e verdades do Evangelho pelo poder do argumento, persuadindo-o a aceitar a verdade. Lembro-me que todas as coisas sobre isto aborreceram-me por não me parecer a maneira certa de se pregar o Evangelho.

3. Foi um bom companheiro. Hoje é professor na Universidade Brigham Young e agora já mudou suas idéias sobre as conversões ao Evangelho. Nós tivemos muitas e longas conversas e troca de opiniões a respeito do assunto nos montes da Pensylvania Quando não achávamos lugar para dormir, dormíamos na grama ou sobre uma cama improvisada, como fazem os escoteiros e falávamos sobre o assunto. Então eu enfatizava que a maneira de ensinar o Evangelho era pelo poder do Espírito. Eu pensei isto toda a minha vida, que não pode haver outra maneira efetiva de faze-lo.

4. Aprendi através dos anos que este é um fato verdadeiro. Quanto mais vejo pessoas filiando-se às Igreja – e tenho visto milhares – vejo a realidade disto: “O SENHOR CONHECE QUEM ELE QUER NA IGREJA”. Foi determinado antes e não há muito que você e eu possamos fazer para mudar isto. O importante é que Ele nos guiará às pessoas escolhidas. No ano passado houve muitas pessoas que procuraram entrar para a Igreja sem ajuda dos missionários. Foram preparados, inspirados e dirigidos por si mesmos para o Evangelho de Jesus Cristo.

5. Uma das coisas mais difíceis de se lembrar é que a atitude de ensinar pelo Espírito é um talento que foi dado ao missionário e a menos que ele o use não conseguirá mantê-lo. Se tal acontecer poderá nunca mais voltar a tê-lo. Não existe nenhum outro talento do Espírito. Qualquer outra maneira de ensinar o Evangelho é contrária à vontade do Senhor. Gostaria de ler algumas escrituras durante a minha mensagem.

6. Se 70 % dos missionários nisto acreditam, o número de batismos que temos tido será pequeno comparado com o que é possível dentro desta percentagem. Eu sei em meu coração que nós não temos usado a idéia de testificar pelo Espírito no meio missionário.

7. Não creio que os missionários estejam ensinando desta maneira. Nós aprendemos e ouvimos esta frase: ENSINAR PELO ESPÍRITO. Mas não estamos fazendo isto. Ensinamos usando o nosso próprio conhecimento e isto, freqüentemente confunde as pessoas. Quero ler escrituras sobre isto:



“Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais.” (I Coríntios 2:9-13.)



8. O Apóstolo João ensina este mesmo princípio de outra maneira:



“E a unção vós recebestes dele fica em vós, e não tende necessidade de que ninguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis” (I João 2:27.)



9. Se conseguirmos que nossos missionários sigam esta mensagem, quero dizer-lhes e prometer-lhes que terão mais batismos do que podem imaginar fosse possível ter em sua missão. Não tenho medo nenhum um pouco desta promessa. Verão que é verdade.

10. Acima de todos os outros missionários ou mensageiros do Evangelho verdadeiro estão os missionários “DESAFIADORES E TESTIFICADORES.”

11. Sobre seus ombros pesa a responsabilidade de guiar muitos conversos para a Igreja. É um fato evidente. Entretanto, infelizmente, 30 % dos missionários batizam 70 % dos conversos.

12. Este tipo de missionário é realmente valoroso. Porque ele aprendeu pela coragem dos primeiros Élderes de nossa dispensação como eles TESTIFICARAM e DESAFIARAM destemidamente “no momento preciso e oportuno”, ou seja, na oportunidade inicial, antes de qualquer reação ou resposta da parte dos ouvintes, aos quais buscavam quase com a persistência de um caçador.

13. Sim, este missionário: “TESTIFICADOR E DASAFIADOR” é o tipo de missionário que o Senhor quer para o trabalho. Ele sabe que o tempo é curto e nem uma hora pode ser gasta. Sua oração matinal começa assim:



“Pai Celestial, GUIA-ME neste dia para UMA FAMÍLIA através da qual eu possa cumprir meu propósito. Usarei o PODER DO ESPÍRITO SEM HESITAÇÃO ou MEDO e OS GUIAREI ATRAVÉS DESTE PODER AO BATISMO, para que possam fazer parte do Teu Reino.”



14. Cada dia é iniciado com a firme resolução de que antes de DEITAR e DESCANSAR de seus labores diários, ALGUÉM OUVIRÁ e SENTIRÁ a influência de seu “DESAFIO PARA O BATISMO”. O missionário sabe que sem o poder do Espírito não será capaz de guiar almas ao batismo.

15. Este missionário “DESAFIADOR E TESTIFICADOR” aprende uma coisa acima de todas as outras: que o PODER DO TESTEMUNHO despertará o interesse no coração das boas pessoas. Aprendeu que deve usar o seu talento como missionário para “TESTIFICAR E DESAFIAR” na primeira oportunidade (1A. MENSAGEM, CONTATO, ETC) e fortalecerá este desafio e compromisso em cada mensagem.



MEU DESAFIO A VOCÊ



16. Agora missionários, o que vocês farão? O Senhor precisa daqueles que são “DESAFIADORES E TESTIFICADORES” e meu desafio a você, de hoje em diante, é que seja um missionário assim.

17. Quando eu era um jovem missionário, DESAFIAVA quase todo o mundo que encontrava. Eu podia fazer isto o dia inteiro, sem me importar quantos aceitariam, porque eu sabia que DESTA MANEIRA poderia levar centenas de pessoas para a Igreja.

18. Alguns pensam em ensinar algumas palestras e DESAFIAR na próxima semana, por acharem que os interessados estarão MAIS PREPARADOSPARA O DESAFIO. O que eles não entendem é que UMA PESSOA PREPARADA NÃO PRECISA DE DESAFIO e que ESTE DESAFIO visa PREPARAR o interessado. Eu creio que você entende isto com facilidade. Por que não DESAFIAR HOJE, então? A PRIMEIRA MENSAGEM É O MOMENTO OPORTUNO, O MAIS OPORTUNO DE TODOS.

19. Quando notar QUALQUER RESPOSTA ou REAÇÃO POSITIVA na face das pessoas, indicando que sentiram o Espírito, é aí o momento – AGORA.

20. Dêem-me muitos missionários, fazendo isto e teremos como resultado um número de batismos em dobro.

21. Este é o PRINCÍPIO que se deve ensinar com mais firmeza entre os missionários – DESAFIAR NA 1A. MENSAGEM – e tirar de suas mentes o pensamento de que devem ensinar toda a DOUTRINA ao povo antes do DESAFIO.

22. Ao se dirigir a um contato, seja através de referência, de exposições, ou até mesmo um contato em portas, você deve ter dentro de si o forte pensamento de que o Senhor o guiou até aquela casa ou pessoa.

23. Nossos contatos devem ser carregados de TESTEMUNHO, conseguidos através do Espírito Santo, TESTEMUNHO esse, que será dado através da mesma influência que nos possibilitou consegui-lo. E desta maneira soará como revelação. Nisto se resumo a “TESTIFICAÇÃO PELO ESPÍRITO”. Todos os seus dons, talentos e poder estão no sentimento e na impressão que causa nas pessoas por causa de seu TESTEMUNHO, humilde mas firme, e não na lenta e metódica maneira de ensinar as pessoas.

24. A maioria de nossos conversos se filiou à Igreja, não por causa de nossas belas palavras ou da maneira que ensinamos o Evangelho, mas por causa da SUAVE E FIRME INFLUÊNCIA DO ESPÍRITO SANTO, que É UM TESTIFICADOR MAIS EFICAZ que todas as belas palavras do mundo.

25. É triste saber que alguns missionários programam o seu desafio para uma oportunidade distante e depois da primeira oportunidade. Como? Como pode alguém fazer isto?! Por que programar o desafio para depois? Como este missionário pode agir desta maneira? Por que não desafiar na primeira oportunidade? Eles precisam saber mais sobre o que? Será que este missionário pensa que pode explicar um testemunho? 26. Não se pode explicar um testemunho do Evangelho. Que tentem faze-lo! Não se pode explicar porque cremos com toda a certeza que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Não se pode explicar isto por razões físicas. Onde você obteve o conhecimento para dizer que Jesus Cristo é o Filho de Deus? O apóstolo João escreveu: “...sobre isto nenhum homem pode ser ensinado, vem através da revelação de Deus”.

27. O Evangelho de Jesus Cristo não é conhecimento. Quando uma pessoa diz que está contente por ter um conhecimento sobre Jesus, ela se refere a algo conhecido por meio de palavras? O EVANGELHO É SENTIMENTO. Ele é controlado e governado pelo Poder do Espírito Santo. Este grande personagem está autorizado a distribuir os dons e poderes espirituais que não podem ser substituídos por qualquer conhecimento e você jamais deve deixar de usa-lo em sua função de ministrar e influenciar as pessoas. Isto foi explicado pelo profeta Joseph Smith, quando ele disse:



“Fé vem por ouvir a palavra de Deus, através do TESTEMUNHO dos servos de Deus. Este TESTEMUNHO é sempre acompanhado pelo Espírito de Profecia e Revelação.” (D.H.C. Vol. III, p. 379.)



28. O missionário deve aprender e estar convicto disto: que deve estar possuído da mais sólida convicção que vão encontrar os eleitos, e isto acontece quando se tem realmente o Espírito do Testemunho. Desta maneira AQUELES LARES QUE FOREM VISITADOS, OS QUE DEUS ESCOLHEU PARA RECEBER A MENSAGEM, RECONHECERÃO A VERDADE.

29. Esta vida é um ponto intermediário no Plano de Deus. Todos nós vivíamos na Pré-Existência com o nosso Pai Celestial e com todos os outros Seus filhos nascidos nesta terra. Eles estavam lá em vários graus de inteligência. A nós foi dado o especial encargo de vir ao mundo e proclamar o Evangelho com a ajuda de uma poderosa influência que seria enviada para auxiliar-nos a ter o nosso TESTEMUNHO ACEITO pelas pessoas a quem iríamos pregar.

30. Este grande dom, que com esforço procuramos transmitir a estes outros filhos de nosso Pai os preparará para o Reino Celestial, um Reino de administração onde Reis e Rainhas, Sacerdotes e Sacerdotisas habitarão e terão poder sobre os Reinos Terrestrial e Telestial.

31. Agora, vocês acham que a seleção das pessoas que irão para o Reino Celestial vai depender da qualidade dos argumentos de um missionário a respeito de assuntos como a Trindade, a Apostasia e a Restauração? Vocês supõem que a determinação de um homem em sua decisão tomada sob a influência do Espírito acontece por causa de suas belas palavras? Não, não será. As suas palavras são apenas ferramentas secundárias neste trabalho, MAS AINDA ASSIM SÃO NECESSÁRIAS.

32. Eu sei que é difícil para alguns missionários entenderem este princípio, e enquanto isto ocorrer, teremos menos conversos entrando para a Igreja. Até que entendamos a intensidade de nossa dependência do Espírito Santo e que devemos ensinar através dele, não poderemos batizar com o nosso real potencial.

33. Não creio que todos que se filiam à Igreja permanecerão. Muitos cairão porque não são capazes de se firmar em sua posição de membro porque muitos foram convertidos à doutrina e não pelo Espírito e isto é um problema no trabalho missionário.



ENSINE PELO ESPÍRITO



34. Quando a família sente que os missionários são, verdadeiramente, servos de Deus, estão prontos para aceitar a mensagem e isto é muito simples. Se eu acredito de todo o meu coração que são servos de Deus e vocês estão me ensinando, eu aceitarei todas as coisas que disserem. Vocês não necessitam me pressionar. Você é um servo de Deus. Eu sei disto porque tenho o Espírito dEle.

35. Lembro-me de quando era missionário e de uma certa experiência que eu e meu companheiro tivemos. Deixamos a cidade de Lancaster, PE, rumo ao norte. O céu estava azul. Era um lindo dia. Andamos cerca de uma milha numa estrada poeirenta, quando um vendaval veio e quase nos jogou ao solo. Eu disse: – Élder John Clark, devemos estar no caminho errado. Voltamos e fomos por outro caminho. Andamos quase toda a metade de um dia pelos campos e pegamos a estrada de uma fazenda. Eu ainda posso ouvir os cães latindo quando abrimos outro portão e nos aproximamos de uma casa. O fazendeiro disse: “ – Eu os estava esperando jovens.” Ele contou que tinha um vizinho que lhe dera um Livro de Mórmon. Alguns missionários deram o livro àquele vizinho que, não estando interessado, dera-o àquele fazendeiro. Disse ele: “ – Eu tenho orado todos os dias para que alguém pudesse vir e me ensinar sobre o livro.”

36. Você ensinaria todas as lições para este homem? Nós não o fizemos. Fomos ao riacho que havia na fazenda, represamo-lo e batizamos o homem antes de deixar sua casa. [A NORMA HOJE É QUE O PESQUISADOR TENHA ASSISTIDO A TODAS AS 06 MENSAGENS E TENHA ASSISTIDO UMA REUNIÃO DOMINICAL COMPLETA. NISTO NÃO PODEMOS TRANSIGIR.]

37. Se as pessoas disserem que gostaram de suas lições, não diga que vai desafia-las na próxima mensagem ou na próxima quarta-feira. Que tipo de missionário somos? Nós queremos ensinar às pessoas a plenitude do Evangelho, o que é fé, arrependimento e batismo. O Senhor disse aos nefitas que qualquer coisa diferente disto virá do mal. Estou convencido de que não estamos deixando as pessoas entrar para a Igreja.

38. Ensine pelo Espírito quando entrar numa casa. Tenha o Espírito tão forte que eles possam senti-lo com tal intensidade que digam: “Eu sei que o que vocês disseram é verdade.” Não deve haver tanta preocupação a respeito do tempo que se deve passar ensinando uma pessoa antes do batismo. Não se pode determinar um tempo. Dizer que devemos demorar para batizar uma pessoa não está certo. O Senhor não faz grandes discursos para explicar uma Doutrina. Vejamos como Ele ensinou sobre a Deidade ou Trindade em D&C 130:22:

“O Pai tem um corpo de carne e ossos tão tangível como o do homem; o Filho também; mas o Espírito Santo não tem um corpo de carne e ossos, mas é um personagem de Espírito. Se assim não fora, o Espírito Santo não poderia habitar em nós.”

Isto é uma lição de Trindade, não é? Não adianta acrescentar nada porque isto é simples e objetivo.

39. Dia virá em que iremos para as portas das casas e testificaremos que SOMOS SERVOS DE DEUS ENVIADOS PARA SALVAR AS FAMÍLIAS. Creio que o dia não está muito longe. De fato, era assim que os servos de Deus agiam no passado.

40. O ensino do Evangelho é muito importante e devemos faze-lo bem, a fim de que as pessoas possam ter algo para ponderar e orar. Mas nós ensinamos pelo Espírito e levamos nossos pesquisadores a saber que Deus os ama e quer que sejam membros de Sal Igreja.

41. Deve-se dar ênfase ao ensino das mensagens, mas esta ênfase não deve estar acima do real intento de nosso trabalho, que é o BATIMSO dos filhos de nosso Pai Celestial. Do contrário, pode-se confundir os pesquisadores. Se eles sentirem o Poder do Espírito Santo, devem ser batizados imediatamente.

42.Eu conheço missionário que se agarram à idéia de que os pesquisadores não podem ser batizados até saber para que estão sendo batizados. Você ensina sobre Apostasia e Trindade e muitas vezes eles não sabem o que você está falando. Ora, nem mesmo você sabia até ter estudado por muitas semanas. Bem, estas lições são importantes, não estou dizendo que não são. Mas esteja atento para DESAFIAR OS INTERESSADOS NA PRIMEIRA VEZ QUE OS ENCONTRAR. O SENHOR SABE QUEM ELE QUER NA IGREJA.

43. Um bom advogado foi batizado recentemente. Ele ganhou um testemunho na primeira visita. Ele que soube que Joseph Smith foi um profeta pela maneira que o missionário prestou o seu testemunho. O missionário disse: “Nós o converteremos depois da terceira lição.” E eles o fizeram. Este homem conseguiu demorar três mensagens. Ele disse: “Eu não sabia sobre o que eles estavam falando. O único desejo que eu tinha era filiar-me à Igreja.”

44. Vocês têm medo de que serão rejeitados? Alguns têm medo de que serão rejeitados e querem estar certos de que todas as coisas estão bem antes de tudo. A necessidade do DESAFIO É EDIFICAR AS MENTES DOS MISSIONÁRIOS. Quando um novo missionário chegar dirão: “Como vai a sua fé?” e não: “Como vai o seu conhecimento? Você tem bastante fé para desafiar alguém para ser batizados hoje?”

45. Esta é realmente a maneira de se fazer proselitismo, segundo um missionário, quando foi entrevistado recentemente. Ao perguntar as razões de seu sucesso – ele batizou muito nos último oito meses e tinha mais cinco prontos para o dia seguinte ao de nosso entrevista – ele disse: “Puxa Presidente Dyer, nós só ensinamos pelo Espírito. Levamos os pesquisadores a saber que o Senhor os ama e quer que sejam membros de sua Igreja.” Ele acrescentou: “É a única maneira que usamos para fazer o trabalho.”

46. Isto é o certo. Por que não o seguir? Vamos guiar as boas pessoas às águas do batismo. O Senhor quer. Nós também queremos. Vamos lá!!!

47. Eu sei que este plano é maior do que você e eu. É mais do que somente uns poucos batismos e metas cada mês. Nós estamos preparando pessoas para serem líderes no mundo que se seguirá a este no qual vivemos. Não há outra razão para estarmos aqui. O elemento de sucesso não só o acharemos quando passaremos a usar as coisas aqui comentadas. Diga para seus amigos: “VOCÊ DEVE SER UM MEMBRO DA IGREJA!!!” Agora, o que pensa disto? VAMOS MISSIONÁRIOS!!!

Material Mormon


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Compaixão


À base do Evangelho queremos meditar nas palavras:


Jesus se compadeceu deles .

Em outras palavras, Jesus teve compaixão da multidão. Compaixão! O que vem a ser isto? A palavra Compaixão era conhecida somente na literatura judaica. No Novo Testamento o termo compaixão aparece 12 vezes. Hoje se fala também no mundo em compaixão. São duas palavras: com e paixão, isto é, sofrer junto. Se examinarmos como o mundo pratica a compaixão, veremos que há uma grande diferença entre a compaixão de Jesus e a do mundo. Jesus é o único que teve e tem verdadeira compaixão. Ele a revelou em seu grau máximo, por sua morte na cruz do Gólgota. Dele queremos aprender o que é compaixão, tanto para nosso consolo como para seguir-lhe o exemplo.

Fundo histórico

Vejamos o contexto no qual a história do nosso evangelho se desenrola. Jesus estava trabalhando intensamente, pregando o evangelho de cidade em cidade. E aos lugares que não conseguiu alcançar enviou seus discípulos de dois em dois. Sua fama correu por toda a Galiléia.

Os discípulos voltaram jubilosos de sua missão, mesmo que muito cansados. Ouviram, então, a notícia da morte de João Batista. Isto os entristeceu muito. João Batista foi o primeiro mestre de vários dos discípulos de Jesus, por outro, isto lembrou a Jesus de que mais um ano e seria a sua vez de ser morte, por morte de cruz. Então Jesus lhes propôs, vamos nos retirar um pouco a sós, para um lugar deserto, para descansar.

Eles embarcaram num barco e seguiram para o norte do mar da Galiléia, para a região deserta. O povo observou a direção que o barco tomou e todos seguiram a pé! Mal Jesus e seus discípulos encostaram o barco, lá estava a multidão. O que atraía estas pessoas a Jesus? Era o desejo por salvação? Seria? Provavelmente era a novidade, o sensacional, a busca por milagres. Hoje não é diferente.

Jesus olhou para a multidão e não viu somente a massa humana, mas a situação das almas do povo. E disse: São como ovelhas sem pastor.

Ovelhas sem pastor.

Que impressão esta imagem causa a nós hoje? A nós na cidade talvez nenhuma. Talvez os jovens adolescentes até digam: Que coisa boa! Ótimo! Viva! Este é o pensamento em nossa cultura individualista e egoísta, avessa a qualquer autoridade, no desejo de ser livre. Ninguém manda em mim. Faço o que quero e gosto. Assim filhos dizem muitas vezes a seus pais. Deixa de ser chato! Hoje é diferente! Eu sei o que fazer! Não fica me pegando no pé a toda a hora! Portanto, a condição de “ovelhas sem pastor” pode ser até uma situação desejada por muitos.

Mas na visão pastoril: ovelhas sem pastor é um quadro desesperador para as ovelhas, uma situação calamitosa, de alto perigo. Ovelhas não têm faro. Elas, por si, não acham pastagem verdejante, nem águas frescas. Elas não encontram o caminho certo. Elas não dispõem de defesa própria. São presas fáceis dos animais selvagens, seus inimigos. Elas precisam de um guia, de um orientador, de um protetor. É um quadro como o de um bebê abandonado...

Jesus compara a multidão a ovelhas sem pastor. Pessoas desorientadas, que rumam para a eterna condenação, sem o saberem, sem conseguirem achar um caminho. Presa fácil de enganadores e exploradores, de falsos pastores, mercenários, que os apascentam por seus próprios raciocínios e doutrinas falsas, em seus próprios interesses.

Mas esta multidão não estava buscando Jesus? Sim! Mas com um propósito errado. Eles, como a maioria ainda hoje, não haviam reconhecido seu estado de pecadores perdidos e condenados, que necessitavam sobretudo de um Salvador, e que Jesus era seu único e suficiente Salvador. Corriam atrás da fama dos milagres. Queriam dele somente benefícios materiais. Jesus lamentou isso e teve compaixão deles.

Um quadro muito semelhante a nossos dias. Multidões enchendo igrejas. O que os atrai para ali? A sede pela verdadeira Palavra de Deus ou por benefícios materiais? A olhar pelos testemunhos que ali são dados: Eu estava desesperado. Vim aqui. E meus problemas se resolveram. Eu estava falido, mas orei, e hoje prospero, etc.

Será que este mesmo pensamento não está, muitas vezes, também no nosso coração. Eu cumpro o meu dever: Vou à igreja, dou minha contribuição. Então tudo bem. Jesus vai me abençoar. Um tipo de barganha. Por isso vamos ao culto e procuramos um culto com muita produção própria, um culto do qual podemos dizer: Eu fiz, eu amei, eu ofertei, eu realizei culto, esquecendo que no culto, em primeiro lugar é Deus que nos serve...

Muitas igrejas planejam e aperfeiçoam seus planos e programa de culto, de rádio e televisão, para captarem mais e mais pessoas, em busca do dinheiro. Essas massas são jogadas de um lado para o outro, de uma igreja para a outra: Mas ali há um pregador ainda mais poderoso. O culto naquele lugar é ainda mais sensacional. O culto foi maravilhoso e senti Deus no meu coração.

Nossa missão é proclamar a clara e pura palavra de Deus para arrependimento e fé, para chamar as pessoas ao reino de Deus, sob a cruz de Cristo. Esta pregação, no entanto, continua sendo loucura e escândalo para os que se perdem. Mas bem-aventurados os que não se escandalizam em mim, disse Jesus. E disse mais: Qual dos profetas vossos pais não mataram? (Mt 5.12; At 7.52) Herodes havia acabado de decapitar João Batista, e em breve gritariam contra Jesus: Crucifica-o! Mas, não temais, ó pequenino rebanho.

Vendo Jesus a multidão, compadeceu-se dela. Uma expressão consoladora. Uma dor profunda que afeta o coração, o comoveu. Uma dor, um amor, para com pessoas que na verdade nem mereciam mais este amor, mas precisavam ser alertados e ensinados. Esta compaixão se revela imediatamente em ações.

a) Jesus recebe a multidão. Jesus e seus discípulos estavam cansados. Queriam descansar um pouco, mas ele abriu mão de seu descanso e de seus interesses. Colocou isto em segundo plano e recebeu a multidão, para cuidar dela. Mostrar-lhe como todo o amor e paciência, como o bom pastor, o verdadeiro caminho, a verdadeira pastagem e a fonte de água fresca.

b) Passou a ensiná-los. Ensinou-lhes muitas coisas. Marcos não nos revela o conteúdo do ensino. Mas os outros evangelhos, Mateus e Lucas, nos falam sobre o seu ensino. Jesus falou sobre o Reino de Deus. O caminho para este reino, por arrependimento e fé. O alimento deste reino: A doutrina, a única verdade. De que ele, Cristo é o caminho, a verdade e a vida, o verdadeiro pão da vida. E que ninguém vem ao Pai senão por ele.

Aqui temos uma das principais diferenças entre a compaixão do mundo e a de Cristo. O mundo freqüentemente presta auxílios, até com certos sacrifícios, mas evita falar a verdade. Por exemplo, não falam do pecado, a causa de todo os males. Dizem que isto é normal. A gente não deve dizer não a ninguém. Se alguém desgraçou sua vida e está com AIDS, dizem: Coitado. Que injustiça. Ele não merecia isso. Chamam isto de compaixão.

Para Jesus, a compaixão começa com o falar a verdade. Jesus mostrou que nossos pecados fazem uma divisão entre nós e Deus. Sem fé em Jesus Cristo não há salvação.

Ele continua compassivo com a multidão até hoje através de muitos pregadores fiéis, que não pregam filosofias e sentimentos, mas a palavra de Deus, para arrependimento, fé e vida santificada e salvação eterna e não apenas lenitivo temporal. Mas muitas vezes o resultado é o que aconteceu a Jesus: após uma pregação sobre o grande amor de Deus, revelado em Jesus, a multidão deu as costas a Jesus dizendo: Duro é este discurso, quem o pode ouvir? (Jo 6.60)

c) Este é o ponto essencial da compaixão: Falar a verdade. Nisto consiste também a verdadeira tarefa dos pais, especialmente do chefe da família, o pai, na condução da família e educação dos filhos, ser ele o verdadeiro sacerdote do lar. Manter a família no verdadeiro fundamento do lar. No ensino da verdade bíblica, em sua correta exposição no Catecismo Menor e no Hinário, na admoestação e consolo. A isso se somam todos os outros frutos do verdadeiro amor cristão, o sacrificar-se pelo próximo também nos assuntos materiais. Sabendo que por mais amor e compaixão, a graça é rejeitável. E há filhos que, apesar de todo o amor e esmero dos pais, rejeitam a verdade e o amor de Cristo, o que causa muita tristeza aos pais.

Que a compaixão que Cristo revelou e continua a nos revelar em sua palavra, seja nosso consolo no dia a dia. Para recebermos também com gratidão as muitas bênçãos materiais que Jesus nos concedeu e concede, e assim seguirmos, guiados pelo Espírito Santo, o exemplo da compaixão de Jesus, não medindo esforços no testemunhar e difundir sua palavra. Amém.

Paixão e Compaixão



Por que confiamos em Deus? Porque sabemos que Ele é um Deus excelente. Tudo o que faz é bem feito, perfeito, excelente. Efésios 3.20 “Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo o que pensamos ou pedimos, segundo o seu poder que opera em nós”. Mais do que falar sobre a excelência, o apóstolo diz que irá nos mostrar o caminho para a excelência, o caminho para que o amor se manifeste. E o amor se manifesta, na prática, em forma de paixão, na vertical – na relação ‘eu e Deus’; e em forma de compaixão, na horizontal – na relação ‘eu e o próximo’.



O primeiro amor



No início da carta de Paulo aos Efésios, ficamos entusiasmados com os elogios que ele faz à igreja: “conheço as tuas obras e que não podes suportar homens maus..” – dá vontade de fazer parte de uma igreja com esse currículo! Mas, de repente, uma virada leva Paulo a dizer “mas uma coisa tenho contra vós, que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te de onde caíste, arrepende-te, volta à prática anterior; se não, venho contra ti e tiro o teu candeeiro” – serás qualquer coisa, menos luz do mundo, menos igreja, porque a igreja existe para brilhar a luz de Deus! É preciso retornar às obras do primeiro amor. Como é o namoro, nos primeiros dias? Renunciamos a tudo para ficar com a pessoa amada. A paixão é assim, se manifesta no desejo de conhecer mais a Deus, e de renunciar, como Paulo: “para mim, o que era ganho reputei por perda, por amor a Cristo” – paixão. Paixão que gera conhecimento e também obediência, e adoração. Não precisamos aprender a adorar quando aprendemos a amar, porque adorar é elogiar, e elogiamos quando amamos. O caminho do amor e da excelência é a paixão. E a relação ‘horizontal’ é conseqüência da relação ‘vertical’: a relação com Deus nos leva à compaixão com o próximo. “Filho de Davi, tem misericórdia de mim”. A palavra misericórdia se aproxima da palavra compaixão. A misericórdia liberta da cegueira, a compaixão cura as pessoas. Nós não adoramos um pacote doutrinário, mas a Cristo Vivo, que está presente aqui nesta tarde. Nossas reuniões de oração e vigílias terminam sempre com a busca de mais poder. Não precisamos de mais poder do que já temos, precisamos é de mais amor no coração! Temos muito poder e pouca compaixão. O milagre é muito mais conseqüência da misericórdia e da compaixão pela dor do próximo. Os discípulos tinham poder e não curavam. Devemos sentir com o outro a dor que ele sente – olhe ao redor, todos passamos por lutas, tribulações. O ‘grupo’ do qual você não gosta muito tem dificuldades e problemas também. É preciso espelhar a vida de Jesus em nós e lidar com as pessoas com compaixão, baseado no amor de Cristo. Quero fazer parte de uma igreja assim, onde haja fervor no relacionamento com Deus e compaixão no relacionamento com o próximo – e o milagre da ressurreição de pessoas que estão mortas mesmo dentro da igreja por falta de compaixão! Que Deus nos abençoe.





Doar amor é uma das práticas mais importantes para que alcancemos equilíbrio e harmonia interior. Ela nos ajuda a ampliar nossa percepção acerca da vida e da estreita ligação que existe entre todos os seres.



Para muitas pessoas, a vida se resume em cobrar do mundo tudo aquilo de que se acham merecedoras. Fazer parte, ser incluído na abundância do Universo é um direito de todos nós. Mas apenas receber faz com que permaneçamos incompletos e não experimentemos a totalidade do ser.



A compaixão, a capacidade de doar amor sem condicioná-lo à retribuição é o meio mais eficaz de fazer com que o sentimento de plenitude esteja sempre presente em nós. E quando nos doamos, nossos problemas acabam se tornando menores e, muitas vezes, sendo até mesmo esquecidos.



O Mestre Osho revela mais uma vez sua preciosa sabedoria, quando nos fala sobre o poder terapêutico da compaixão.



“Somente a compaixão é terapêutica



...Tudo o que é doença no homem é causado pela falta de amor. Tudo o que está errado com o homem, está de alguma forma associado ao amor. Ele não tem sido capaz de amar ou ele não tem sido capaz de receber amor. Ele não tem sido capaz de compartilhar o seu ser. Essa é a miséria. Isso cria toda sorte de complexos internamente.



...Aquelas feridas internas podem vir à superfície de várias maneiras: elas podem se tornar doenças do físico e doenças mentais, mas no fundo o que o homem sofre é de falta de amor. Assim como o alimento é necessário para o corpo, o amor é necessário para a alma. O corpo não consegue sobreviver sem alimento e a alma não consegue sobreviver sem o amor. Somente no amor a pessoa vem a sentir que ela é mais do que o corpo, mais do que a mente.



...Compaixão é a forma mais pura de amor. Você também pode chamar a compaixão de prece. Você também pode chamar a compaixão de meditação. A forma mais elevada de energia é a compaixão. A palavra 'compaixão' é bela. Metade dela é 'paixão'. De alguma forma a paixão se tornou tão refinada que ela não é mais como uma paixão. Ela se tornou compaixão.



No amor existe gratidão, existe uma profunda gratidão. Você sabe que a outra pessoa não é uma coisa. Você sabe que o outro tem uma grandeza, uma personalidade, uma alma, uma individualidade. No amor você dá liberdade total ao outro. Na verdade você dá e você recebe, é uma relação de dar e receber, mas com respeito.



A compaixão é a mais elevada forma de amor. Muita coisa vem em troca, mil desdobramentos eu digo, mas esse não é o ponto, você não fica esperando por isto. Se não vier, não há qualquer reclamação. Se vier, você simplesmente fica surpreso. Se vier, isso será inacreditável. Se não vier, não há qualquer problema, você nunca dá o seu coração a alguém por qualquer barganha. Você simplesmente distribui porque você tem.



...O homem de compaixão é o homem mais rico, ele está no topo do mundo. Ele não tem qualquer confinamento, qualquer limitação. Ele simplesmente dá e segue o seu caminho. Ele nem mesmo espera você lhe dizer um muito obrigado. Com tremendo amor ele compartilha a sua energia.

É isso que eu chamo terapêutico. (...)

Para ser compassivo é preciso que se tenha, em primeiro lugar, compaixão por si mesmo. Se você não amar a si mesmo, você nunca será capaz de amar um outro alguém. Se você não for amável consigo mesmo, você não conseguirá ser amável com ninguém mais.



...Nós sempre pensamos que, para amar, nós precisamos de uma outra pessoa. Mas se você não aprender consigo mesmo, você não será capaz de praticar com os outros.

...A não ser que a compaixão tenha acontecido para você, não pense que você viveu corretamente, ou que você viveu de alguma maneira. Compaixão é o florescimento. E quando a compaixão acontece para uma pessoa, milhões são curadas. Qualquer um que chegue ao seu redor será curado. A compaixão é terapêutica."


Share/Bookmark ~ terça-feira, 27 de abril de 2010 0 Comentários

Cristianismo Nos Últimos Dias Dez Questões Básicas, Noel B. Reynolds, Robert L. Millet

Traduzido por Expedito J. Noronha


1 SÃO CRISTÃOS OS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS?

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias aceitou sempre Jesus de Nazaré tal como testificado na Bíblia: o divino Redentor e Filho de Deus que se sacrificou pelos pecados de toda a humanidade e assegurou nossa ressurreição universal. A Igreja jamais cessou de afirmar que não há outro nome dado pelo qual o homem possa ser salvo (v. Atos 4:12). Um outro livro que a Igreja aceita como escritura, o Livro de Mórmon, declara em sua página título que ele foi escrito "para convencer os judeus e gentios de que Jesus é o Cristo, o Eterno Deus, manifestando-Se a todas as Nações."

Na crença dos Santos dos Últimos Dias, Joseph Smith é o profeta através de quem Deus restaurou a Igreja de Cristo e nomeou-a A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Ele declarou "que os princípios fundamentais de nossa religião são o testemunho dos Apóstolos e Profetas, concernentes a Jesus Cristo, que ele morreu, foi sepultado, e ressurgiu novamente ao terceiro dia, e subiu aos céus; e tudo o mais pertencente à nossa religião são apenas apêndices disso". Os membros da Igreja Restaurada de Jesus Cristo regozijam-se na expiação, confiantemente aguardam sua volta gloriosa, aguardam ser levados perante Ele quando julgar toda a humanidade, e esperam viver com ele por toda a eternidade. Seguramente todos que professsam tais crenças podem reivindicar o direito de ser chamados Cristãos.

É óbvio que existe diferenças doutrinais entre Mórmons e o povo de uma variedade de outras denominações cristãs. Os santos acreditam, todavia, ser possível às pessoas terem diferentes pontos de vista e ainda serem cristãos. Dado o grande número de denominações cristãs, todas discordando em pequenos e grandes pontos, essa afirmação é conclusiva. Os Santos dos Últimos Dias admitem como concidadãos cristãos aqueles que professam fé em Jesus Cristo. Da mesma forma acreditam que nenhuma diferença doutrinal ou variação em sua prática, podem ser tomadas a fim de negar sua crença sincera e confiança em Jesus Cristo como seu Senhor e Redentor.

Definições

A crença dos Santos dos Últimos Dias está em harmonia com o que a Bíblia define como cristão. Os termos Cristão ou Cristãos ocorre somente três vezes no Novo Testamento (em Atos 11:26; 26:28; e 1 Pedro 4:16). Em cada caso esses termos referem-se simplesmente àqueles que seguem Cristo, o que se aplica perfeitamente aos Santos dos Últimos Dias.

Os membros da Igreja Restaurada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias não conseguem encontrar outras definições para Cristandade, definições persuasivas baseadas em interpretações da Bíblia por denominações particulares ou através de interpretações de credos clássicos dos primeiros séculos cristãos. Os Santos dos Últimos Dias duvidam que alguém tem autoridade para excluir outras denominações da Cristandade baseando-se nessas definições. Como observa C.S.Lewis:

"Não nos cabe dizer quem, no estrito senso, está ou não está próximo ao espírito de Cristo. Não vemos dentro do coração dos homens. Não podemos julgar, e estamos na verdade proibidos de julgar. Seríamos arrogantes maldosos se dissermos que qualquer homem é, ou não é, um cristão neste senso... Quando um homem que aceita a doutrina cristã vive indigno dela, é mais correto dizer que ele não é um bom cristão do que dizer que ele não é cristão." 2

Além disso, quaisquer definições desse tipo que excluirem os mórmons também excluirão outros grupos - grupos que a maioria das pessoas achariam absurdo classificá-los como não-cristãos. Por exemplo, considerando que os crentes em Cristo aceitam a doutrina da trindade como estabelecida pelo Credo de Nicéia de modo a serem considerados cristãos implica em que os bispos que votaram contra aquele credo no Concilio de Nicéia não eram cristãos reais. Também questiona a cristandade de muitos seguidores de Cristo que viveram antes daquele Concílio de Nicéia, e assim antes do completo desenvolvimento da doutrina da trindade clássica.

Da mesma forma, os Santos dos Últimos Dias sentem-se admirados ante a declaração de que apenas aqueles que baseiam sua fé e práticas exclusivamente nos sessenta e seis livros do cânone bíblico protestante tradicional são cristãos - aquela lista canônica evidentemente não foi definida, de acordo com registros históricos do cristianismo, até vários séculos depois da morte de Cristo, e ainda não é universalmente aceita. Essa definição não apenas baniriam os Santos dos Últimos Dias, mas também muitos dos seguidores de Jesus dos primeiros séculos, cerca de duzentos milhões de Cristãos Ortodoxos, tanto quanto os Católicos Romanos que baseiam suas crenças na autoridade apostólica tradicional.

Considere além disso a afirmação de que, em virtude de os mórmons acreditarem que a salvação está ligada à autoridade da Igreja, não podem portanto serem considerados cristãos. Essa afirmação também deixa de fora os primeiros padres cristãos, para não dizer nada a respeito da Igreja de Roma e virtualmente todo o cristianismo oriental.

Em outras palavras, definições de cristianismo baseadas nas crenças específicas de uma denominação ou grupo de denominações não são de grande ajuda. Quase sempre não levam em consideração a história cristã, e tão pouco ajudam a determinar quem é ou não cristão.

Costumes Históricos

O fato histórico é que a palavra cristão tem sido usada através dos séculos para descrever ampla série de práticas e posições teológicas, inclusive algumas que os Santos dos Últimos Dias acham tão seriamente erradas quanto fazem seus críticos protestantes. Por exemplo, os Marcionitas rejeitam os Evangelhos de Mateus, Marcos e João. Docetistas negavam que Cristo possuia um corpo físico. Todavia esses grupos e muitos outros são rotineiramente mencionados como cristãos pelos estudiosos que os estudaram detidamente.

Ensinamentos e práticas cristãs podem ser mais ou menos inadequadas, até mesmo seriamente erradas, embora permaneçam cristãos, tal como teorias discordes a respeito do sistema solar podem variar e mesmo assim permanecerem como sendo teorias científicas. A única definição da palavra cristão que merece crédito pelo seu uso através dos séculos e que inclui todos os indivíduos e grupos que são universalmente mencionados como seguidores dessa descrição parece ser estritamente esta: Um cristão é uma pessoa que aceita Jesus Cristo como, unicamente, seu Senhor e Redentor. Por esta definição, Santos dos Últimos Dias fieis, juntamente com milhões de outros crentes em Jesus de Nazaré distribuídos pelas muitas denominações através de milhares de anos e em todos os continentes, abundantemente qualificam-se como cristãos.

2

QUAL A CRENÇA DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS A RESPEITO DE DEUS?

O conceito Santo dos Últimos Dias a respeito de Deus, como aquele de outros cristãos, está fundamentado no que o Pai tem revelado a respeito de Si mesmo a seus profetas e apóstolos, e também do que se pode aprender a respeito Dele a partir da vida terrena e ministério de Jesus Cristo.

Com a vasta maioria de seus amigos cristãos, os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias acreditam em um Deus de amor, que tem todo o conhecimento e todo o poder (v. 1Nefi 11:22; 2Nefi 1:15; 2Nefi 9:20; D&C 38:1-3; Moisés 1:6; 1Nefi 7:12; Alma 26:35). Seu trabalho contínuo com o mundo e seus filhos nele está registrado em todos os quatro livros padrão da Igreja Restaurada, mesmo A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (i.e. a Bíblia, o Livro de Mórmon, Doutrina e Convênios e Pérola de Grande Valor).

Os Santos dos Últimos Dias acreditam, como outros cristãos, em três pessoas-o Pai, o Filho e o Espírito Santo- e crêem que Eles são três pessoas separadas (veja Mateus 28:19, 2Nefi 31-21, Alma 11:44; Artigos de Fé 1:1). O registro do batismo de Jesus sob as mãos de João o Batista, por exemplo, reporta que quando Jesus emergiu do Rio Jordão, o Espírito de Deus desceu dos céus sobre ele em forma de Pomba, enquanto a voz do Pai vinda dos céu testificou da divindade de Seu Filho Jesus Cristo (veja Mateus 3:13-17; Marcos 1:9-11; Lucas 3:21-22). Os Evangelhos do Novo Testamento registram várias afirmações de Jesus indicando que ele se via como um ser separado de Deus o Pai e subordinado a Ele. ( v. por exemplo, João 14:28; Mateus 20:23; 26:30; João 5:19; 8:17-18; 17:1-5). Nos versículos iniciais da versão original grega, o Evangelho de João parece distinguir entre o Pai, que é "o Deus" (hothe¢s) e o Filho, que é "Deus! (the¢s). O apóstolo Paulo ocasionalmente reservou o termo Deus unicamente para o Pai (como em 1 Coríntios 8:6).

Os Santos dos Últimos Dias acreditam que Jesus, também, é divino (v. João 1:1; 20:28). Paulo escreveu de Cristo que "nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Colossenses 2:9). As escrituras também ensinam, e os Santos dos Últimos Dias também acreditam, que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são Um (v. 2Nefi 31:21; Mosias 54:4; Alma 11:44; 3Nefi 11:36; Mormon 7:7; D&C 20:28). "Eu e meu Pai somos um", disse o Salvador, declarando mais adiante que "o Pai está em Mim" (João 10:30, 38).

Um ou Três?

Como pode ser isso? Como pode haver um Deus, e entretanto três pessoas divinas? Pensadores cristãos têm lutado com essa questão por muitos séculos. A solução aceita pela maioria dos cristãos foi alcançada através de negociações e debates nos grandes concílios que aconteceram por vários séculos após a morte dos apóstolos e seus discípulos. Tomando emprestado conceitos dos mais avançados pensamentos, filósofias gregas, esses teólogos cristãos esforçaram-se para descrever a unidade-na-multiciplidade da Deidade em termos filosóficos.

O Santos dos Últimos Dias, ao contrário, guiados não por filósofos mas por profetas modernos e apóstolos, vêem a unidade da Deidade na absoluta unidade de propósito e vontade que caracteriza o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Jesus buscou estabelecer essa mesma unidade entre os discípulos. Em sua famosa oração, o Salvador implorou "que eles todos possam ser um; como Tu, Pai, está em mim, e eu em Ti, que eles também possam ser um conosco... que eles possam ser um, assim como nós somos um: Eu estou neles, e Tu em Mim, que eles sejam perfeitos em unidade." (João 17:21-23).

Nosso Pai

Os Santos dos Últimos Dias acreditam que Deus é literalmente o Pai dos espíritos de todo ser humano (v. Números 16:22; 27:16, Mateus 6:9; Efésios 4:6; Hebreus 12:9 "Pois", como o apóstolo Paulo disse aos atenienses, "nós somos também sua geração". (Atos 17:28; compare 17:29). Por sermos os filhos de um tal Pai, o Salvador nos admoesta a vivermos de acordo com nossa herança, "sermos ... perfeitos, como nosso Pai que está nos céus é perfeito". (Mateus 5:48, compare com 3Néfi 12:48, 27:27; 28:10).

Por ser Deus nosso Pai, os Santos dos Últimos Dias acreditam, Ele não é meramente um juiz distante que nos aprisiona a um padrão abstrato de justiça. Muitíssimo mais perfeito do que o melhor dos pais mortais, Ele nos ama e se preocupa com nossa felicidade e bem-estar. (v.Mateus 7:7-11). "Pois eis que", disse ele a Moisés, esta é minha obra e minha glória: Levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem". (Moisés 1:39).

Além disso, por haver tomado sobre si um corpo mortal e vivido entre nós, nosso Redentor, Jesus Cristo, o Filho de nosso Pai, compreende-nos em todas nossas fraquezas humanas, desafios, pesares. O antigo profeta do Livro de Mórmon, Alma, ensinou que Jesus viria à terra e se submeteria à morte e sofrimento, " para que se lhe encham de misericórdia as entranhas, segundo a carne, para que saiba segundo a carne como socorrer seu povo conforme suas enfermidades". (Alma 7:12). Tanto o Novo Testamento quanto as revelações modernas recebidas através do Profeta Joseph Smith testificam que a missão terrena de Cristo foi um sucesso triunfante. "Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado". (Hebreus 4:15). "Ele desceu abaixo de todas as coisas, no sentido de que compreendeu todas as coisas, para que fosse em tudo e através de todas as coisas, a luz da verdade: Verdade essa que brilha". (D&C 88:6,7).

A forma física de Deus

Os Santos dos Últimos Dias tomam literalmente as muitas passagens na Bíblia que descrevem Deus como tendo uma forma física. Deus criou Adão "em sua própria imagem" e "conforme Sua semelhança" (Gênesis 1:26-27), e Paulo ensinou que "o homem mortal é a "imagem" de Deus (1 Coríntios 11:7). Durante sua vida terrena, Jesus Cristo foi dito ser "a expressa imagem" de Deus o Pai (Hebreus 1:3). Quando o Pai e o Filho apareceram a Joseph Smith no bosque em 1820, o jovem rapaz "viu dois personagens gloriosos, que se assemelhavam exatamente, tanto no aspecto quanto na aparência".3

Nosso Relacionamento com Deus

Assim pois, para os Santos dos Últimos Dias Deus está tanto próximo como distante. Ele é perfeito. Nós não somos. Ele é infinitamente amável, justo, cheio de misericórdia, sábio. Nós não somos. Ele tem todo o poder e glória. Nós certamente não temos. Mas Ele é nosso Pai, nós somos semelhantes a Ele, e Ele deseja compartilhar conosco tudo que Ele tem e é. "Aquele que vencer", disse o Salvador, "concederei que se assente comigo em meu trono, assim como eu venci, e estou assentado com meu Pai em Seu trono." (Apocalipse 3:21). Assim pois, os crentes na restauração do Evangelho estão cheios com o amor a Deus seu Pai, com profunda gratidão e esperança divinamente inspirada. "Amados", escreveu o apóstolo João, "agora somos os filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos." (1 João 3:2).

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OS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS ACREDITAM NA BÍBLIA E NO CRISTIANISMO DA BÍBLIA?

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias aceita e honra a Bíblia como a palavra de Deus. Os Santos dos Últimos Dias entesouram seus registros inspirados da vida do Salvador e de seu ministério terreno. Lêem a Bíblia regularmente e aceitam ambos o Velho e o Novo Testamentos juntamente com os livros padrão da Igreja Restaurada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e crêem e procuram viver de acordo com a mesma religião que existia na igreja estabelecida há dois mil anos atrás por Jesus Cristo. Acreditam que a Igreja dos Santos dos Últimos Dias é a restauração daquela Igreja de Cristo, restaurada pelo Salvador pessoalmente. Eles acreditam que ela ensina todas as doutrinas, promove as virtudes, participam das ordenanças essenciais (sacramentos), e está organizada de acordo com os princípios ensinados por Jesus e seus apóstolos no Novo Testamento. Por que os Santos dos Últimos Dias acreditam na Bíblia? Existem várias respostas para essa pergunta. Eles amam a Bíblia pelo que ela representa. Ela é uma testemunha divina de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ela contém as palavras dos profetas que falaram da vinda e do sacrifício expiatório. Ela registra os ensinamentos, doutrinas, leis, ordenanças e convênios dados por Deus ao povo através de muitos séculos. Os mórmons também acreditam na Bíblia porque o Livro de Mórmon e outras revelações modernas afirmam que ela é verdadeira. (v. Mórmon 7:9; D&C 20:11).

Interpretação

Os Santos dos Últimos Dias acreditam que ser guiados pelo Espírito Santo é necessário de modo a poderem compreender corretamente as escrituras. Esse requisito aplica-se igualmente à Bíblia, ao Livro de Mórmon e às revelações modernas. Todas as igrejas cristãs que crêem na Bíblia, se Católica, Ortodoxa, Protestante, Evangélica ou Santo dos Últimos Dias interpretam o texto bíblico diferentemente. Ao interpretarem a Bíblia, algumas igrejas confiam cegamente na tradição; outras vão pela lógica, semântica, filosofia, teoria, ou história. Os membros da Igreja Restaurada acreditam que a verdade pode ser encontrada em todas as religiões do mundo, mas que Deus chamou profetas modernos a começar por Joseph Smith e deu-lhes revelações para ajudar o povo a compreender Suas palavras encontradas na Bíblia e em outros escritos sagrados. Ao interpretar a Bíblia, os Santos dos Últimos Dias buscam confiar primeiramente no Espírito Santo e no espírito de profecia e revelação.

Os Santos dos Últimos Dias reconhecem que a Bíblia deve ser traduzida corretamente de modo a ser compreendida apropriadamente em nossos dias, pois Jesus não falou Inglês, quer moderno ou Elizabetano, ou qualquer das outras línguas encontradas popularmente hoje nas traduções da Bíblia. Esse reconhecimento, entretanto, não impede os Santos de acreditarem na Bíblia, pois inspiração divina proverá novamente respostas para as situações importantes. Conquanto a Tradução da Bíblia feita por Joseph Smith afirma e adota a maior parte dos escritos tradicionais da versão do Rei Tiago, ela também restaura explicações e nuanças de seu significado.

O Uso da Bíblia

Algumas pessoas não sabem quão profunda é a influência da Bíblia na fé dos Santos dos Últimos Dias e em seu modo de vida. Por exemplo, os Santos acreditam na divindade de Cristo, no milagre de sua graça tal como ensinado por Paulo (v. Efésios 2:8-10; 2Néfi 25:23), a necessidade de obras como ensinado por Tiago (v.Tiago 2:19-20; Alma 9:28), a majestade do amor como testemunhado por João (v.1 João 3:1-2; Moroni 7:45-48), a ressurreição dos mortos através do Senhor Jesus Cristo (v. 1 Coríntios 15; Helamã 14:15-18), e muitas outras doutrinas que são ensinadas na Bíblia. Muito do texto usado nas Regras de Fé dos Santos dos Últimos Dias foi baseado nas palavras do apóstolo Paulo e outros textos do Novo Testamento. Várias revelações recebidas pelo profeta Joseph Smith foram ditadas pelo seu desejo de compreender o significado de passagens na Bíblia. Por exemplo, depois de ler João 5:29, Joseph Smith perguntou ao Senhor com relação à Sua referência à "ressurreição dos injustos" e em resposta Joseph recebeu a resplandecente revelação dos três graus de glória no mundo vindouro (v. D&C 76).

A organização de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias segue o modelo encontrado no Novo Testamento. A Igreja é dirigida por "Apóstolos e profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra de esquina". (Efésios 2:20), uma presidência de três (compare Pedro, Tiago e João), e quoruns dos setentas para levarem o Evangelho ao mundo (veja Lucas 10:1). Ela também tem outros ofícios tais como Elderes, Bispos, Mestres, Diáconos, Evangelistas, e assim por diante. (v. Efésios 4:11; Filipenses 1:1; 1 Timóteo 5:17; Tito 1:7).

Muitas das ordenanças Santo dos Últimos Dias são encontradas na Bíblia. Os Santos praticam as ordenanças do Novo Testamento-batismo por imersão na água dos conversos (v. João 3:23; D&C 20:73-74), a imposição de mãos para conferir o dom do Espírito Santo (v. Atos 8:14-17; Moroni 2), o sacramento da Ceia do Senhor (v.1 Coríntios 11:23-25; D&C 20:75-79), e a imposição de mãos para concessão do Sacerdócio (v. 1Timótio 4:14; Moroni 3), tal como claramente mencionada mas largamente incompreendida ordenança do batismo a favor das pessoas que morreram (v.1 Coríntios 15:29; D&C 127:28).

Além disso, os Santos pagam o dízimo (v. Malaquias 3:8; Mateus 2323; D&C 119), chamam os élderes para ungir com óleo os doentes em nome do Senhor (v. Tiago 5:14; D&C 42:43-51), e jejuam e oram frequentemente (v.Mateus 6:17-18; Alma 6:6). Até casamento plural ( D&C 132) e o uso comum da propriedade na lei de consagração, que foi praticada por certo período da história mórmon como instruído por Deus (v. D&C 42: 51; 83; 104), encontram paralelos óbvios na Bíblia (v. Gênesis 16:1-3; Deuteronômio 21:15; e Atos 2:44). Em diversas maneiras tais como essas, os Santos demonstram sua crença na Bíblia, não somente por palavras e pensamentos, mas também por obra e ação.

Os Santos dos Últimos Dias crêem em Deus, o Pai Eterno, e em seu Filho Jesus Cristo, e no Espírito Santo (v. Regras de Fé, 1:1). Juntam-se a Paulo e confessam a Deus: "Dando graças ao Pai que nos fêz idôneos para participar da herança dos santos na luz; o qual nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o reino do seu amor; em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados;". (Colossenses 1:12-14).

Os santos louvam a Deus: "Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem; o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos". (1 Timóteo 2:3-6). Eles saúdam a todo o mundo, na esperança de que "a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, em comunhão com o Espírito Santo", esteja com todos (2 Coríntios 13:14). Tal confissão da Bíblia é inteiramente abraçada pelos Santos.

Os Credos

Os Santos dos Últimos Dias acreditam, entretanto, que os credos dos últimos concílios cristãos não preservam corretamente a doutrina de Deus contida na Bíblia. Os membros da Igreja Restaurada de Jesus Cristo não reconhecem a autoridade desses concílios para editarem fórmulas obrigatórias de doutrina. Além disso, os Santos dos Últimos Dias acreditam que os credos não são consistentes entre si, cada um se afastando mais dos ensinamentos bíblicos e sua doutrina à medida que o tempo passa. O texto mais antigo do Credo da Igreja de Roma (datando do segundo século) é muito simples e está mais próximo da Bíblia. Textos mais recentes, entretanto, afastam-se passo a passo da Bíblia. O Credo Cesariano (perto do fim do terceiro século) e o modelo recebido do Credo dos Apóstolos declara Deus o Pai - ao invés de Jesus Cristo, como ensinado na Bíblia (v. João 1:3; Efésios 3:9; Hebreus 1:2) - como o "Criador de todas as coisas" ou "Criador dos céus e terra". O Credo Niceno ( quarto século ) começou a falar de Jesus como sendo "da substância do Pai" e "de uma substância com o Pai", introduzindo essas expressões não bíblicas nos textos dos credos. Eventualmente, o chamado Credo Atanásio (cerca do sétimo século) acrescentou noções como "um deus em Trindade, uma Trindade em Unidade" e ordenou que para ser salva uma pessoa "tem de pensar desta maneira da Trindade".4

Os Santos dos Últimos Dias consideram que certos aspectos desses textos são não bíblicos e espiritualmente limitativos. Eles - os Santos - preferem o testemunho dado na Bíblia e nas revelações modernas do que as fórmulas moldadas por concílios ou sínodos, por mais astutos que tenham sido.

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DEUS FALA A SEUS FILHOS POR ALGUM OUTRO MEIO QUE NÃO ATRAVÉS DA BÍBLIA?

Como afirmado anteriormente A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias acredita na Bíblia como sendo a palavra de Deus. Os Santos amam e estudam a Bíblia e procuram viver de acordo com seus ensinamentos. Mas eles, entretanto, não acreditam que a Bíblia contém todas as palavras de Deus a seu povo de todos os tempos.

Joseph Smith amava a Bíblia. Foi através de ponderar certos versículos na epístola de Tiago que ele se sentiu estimulado a chamar por Deus em oração. A maioria de seus sermões, escritos, e cartas estão cheios de citações e resumos de passagens e preceitos bíblicos. Certa vez ele afirmou que alguém pode "ver o próprio manuscrito de Deus no sagrado volume: e aquele que o lê mais freqüentemente mais o apreciará."5

Ela está completa?

Joseph Smith não acreditava, entretanto, que a Bíblia estava completa ou que todas as dificuldades religiosas poderiam ser resolvidas pela simples busca do Velho e Novo Testamentos para ajuda (v.Joseph Smith-History 1:12). Nem tão pouco acreditava na ausência de erros ou na infalibilidade da Bíblia. De diversas revelações que foram recebidas," ele explicou, "fica claro que muitas partes importantes concernentes a salvação dos homens foram tiradas da Bíblia, ou perdidas antes de sua compilação.6 E de igual maneira os membros da Igreja Restaurada através de Joseph Smith hoje em dia reverenciam a Bíblia mas não crêem que ela não tem falhas ou que ela contém tudo que Deus tem a dizer a seus filhos.

A nona Regra de Fé de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias declara: "Cremos em tudo que Deus tem revelado, em tudo que Ele revela agora, e acreditamos que Ele ainda revelará muitas grandes e importantes coisas pertencentes ao Reino de Deus". Para os Santos dos Últimos Dias, o que Deus tem revelado inclui a Bíblia, o Livro de Mórmon, Doutrina e Convênios, e Pérola de Grande Valor. O que ele revela agora é atual e contínua instrução inspirada concedida através daqueles que foram chamados para guiar Sua Igreja e Reino na terra, apóstolos e profetas (v. D&C 68:1-4). E o que ele ainda revelará inclui o que no futuro fará conhecido através de seus líderes.

Outras Escrituras

A Bíblia é um dos livros entre os livros padrão Santo dos Últimos Dias, e assim doutrinas e práticas dos Santos estão em harmonia com a Bíblia. Há ocasiões, naturalmente, quando as revelações dos últimos dias esclarecem ou magnificam o significado pretendido na Bíblia. Mas acrescer o cânone não é o mesmo que rejeitar o cânone. Suplementar não é o mesmo que contradizer. Todos os profetas, e o próprio Salvador, trouxe nova luz e conhecimento ao mundo; em muitos casos, novas escrituras foram dadas como resultado de seus ministérios. Aquela nova escritura não invalidou o que foi dito antes, nem tão pouco fechou a porta para revelações subsequentes. Acreditar em outras escrituras não anula a crença dos Santos na Bíblia. Assim como Isaías pôde juntar suas profecias aos livros de Moisés, tal como as cartas de Pedro complementam os escritos de Paulo, Joseph Smith pode juntar sua voz como escritura à de Elias, Jeremias, e João - em cada caso em nada diminuindo a fé nas escrituras anteriores.

Da mesma maneira, acreditar que o Livro de Mórmon também contém a palavra de Deus não invalida a crença dos Santos nas doutrinas encontradas na Bíblia. Os Santos acreditam que ambos os livros de escritura se complementam, de todas as formas possíveis. Eles lêem Ezequiel 37:15-17 como uma profecia bíblica declarando que os dois livros sagrados se tornariam um nas mãos dos justos nos últimos dias. As palavras do Presidente da Igreja, Heber J. Grant ilustra a perspectiva Santo dos Últimos Dias quanto a Bíblia: "Toda a minha vida tem sido um encontrar provas adicionais de que a Bíblia é o Livro dos livros, e que o Livro de Mórmon é a maior testemunha da veracidade da Bíblia que jamais foi publicada."7

Os Santos concordam que o cânone bíblico está fechado - que nenhum novo livro deve vir a se tornar parte da Bíblia. Isso não significa, entretanto, que todas as escrituras estão fechadas ou que Deus, que abre e fecha os céus, não pode ou não continuará a revelar Sua vontade.

Por que mais Escrituras?

Existe muita necessidade de revelação além da Bíblia. Uma das razões é que muitos fatos permanecem sem registro no Novo Testamento. Por exemplo, no Monte da Transfiguração e por quarenta dias depois da ressurreição, Jesus instruiu seus apóstolos (v. Mateus 17:1-13; Atos 1:1-3). Embora a Bíblia silencie sobre esse acontecimento durante esses eventos, as revelações Santo dos Últimos Dias esclarecem que Jesus ensinou seus apóstolos importantes princípios, conferiu-lhes a autoridade do sacerdócio, e investiu-lhes com dons espirituais nessas ocasiões. Do mesmo modo, o Evangelho de João registra que Jesus disse aos judeus que ele tinha "outras ovelhas" além deles e que essas outras ovelhas também "ouviriam" Sua voz (v. João 10:16). O Livro de Mormon revela como essas palavras de Jesus foram literalmente cumpridas. (v. 3Nefi 15:11-24; 16:1-3).

Além disso, as revelações Santo dos Últimos Dias proporcionam respostas para questões práticas e doutrinais que surgem do texto bíblico. Muitos exames que fazemos da Bíblia podem levar- nos a ponderar sobre assuntos tais como a natureza de Deus, o propósito da vida, as leis sobre casamento e divórcio, e as possibilidades de arrependimento e salvação depois da morte. Respostas completas para tais questões não são sempre encontradas na Bíblia apenas. Sem revelação adicional, as respostas para estas e muitas outras questões parecidas que têm sido feitas através dos anos permanecem insatisfeitas. E mais, os Santos dos Últimos Dias constatam que a historia não tem sempre sido gentil com os registros da cristandade. Certas coisas claras e preciosas foram perdidas. Por exemplo, o apóstolo Paulo escreveu outras cartas que não mais existem (v.1 Corintios 5:9, Efésios 3:3), e é crença mundial que Mateus, Marcos e Lucas podem ter se valido de fontes documentais anteriores, agora perdidos, e que podem ter usado quando escreveram seus Evangelhos. Os Santos admitem que esses registros perdidos seriam de grande valor para todos os Coríntios. Essas perdas podem ser atribuídas, pelo menos em parte, aos problemas de apostasia e dissidências descritas no próprio Novo Testamento (v. Atos 20:29; 1 Coríntios 11:18; 2 Tessalonissences 2:29). Os Santos acreditam que pelo menos algumas dessas perdas foram compensadas pela palavra de Deus contida nas escrituras trazidas à luz nestes últimos dias. No Livro de Mórmon, ao povo conhecido como Nefitas, o Senhor disse:

"E porque minhas palavra hão de silvar - muitos dos gentios clamarão: Uma Bíblia, Uma Bíblia! Temos uma Bíblia e não pode haver qualquer outra Bíblia.

"Tu, néscio, que dirás: Uma Bíblia, temos uma Bíblia e não necessitamos de mais Bíblia! Teríeis obtido uma Bíblia , se não fosse pelos judeus?

"Não sabeis que há mais de uma nação? Não sabeis que eu, o Senhor vosso Deus, criei todos os homens e que me lembro dos que estão nas ilhas do mar? E que governo nas alturas dos céus e em baixo na terra; e revelo minhas palavras aos filhos dos homens, sim, a todas as nações da terra?

"Por que murmurais por receberdes mais palavras minhas? Não sabeis que o depoimento de duas nações é um testemunho a vós de que Eu sou Deus, de que me recordo tanto de uma como de outra nação? Portanto digo as mesmas palavras, tanto a uma nação como a outra. E quando as duas nações caminharem juntas, os testemunhos das duas nações também caminharão juntos.

"E isto eu faço para provar a muitos que sou o mesmo ontem, hoje e para sempre; e que pronuncio minhas palavras segundo minha própria vontade. E porque eu disse uma palavra não deveis supor que não possa dizer outras; pois meu trabalho ainda não está terminado e nem estará até o fim do homem, nem desde aí para sempre." (2 Nefi 29:3, 6, 7-9).

Revelação Contínua

A necessidade de revelação contínua em nossos dias foi ensinada pelo presidente da Igreja dos Santos dos Últimos Dias, John Taylor:

"Necessitamos de uma árvore viva-uma fonte viva-uma inteligência viva, procedente do sacerdócio vivo dos céus, através do sacerdócio vivo na terra...

E do tempo em que Adão primeiro recebeu uma comunicação de Deus, até o tempo em que João, na ilha de Patmos, recebeu sua revelação, ou Joseph Smith viu os céus abertos, sempre foi necessário novas revelações, adaptadas às circunstâncias peculiares em que as igrejas ou indivíduos estivessem localizados. As revelações dadas a Adão não instruíram Noé como construir sua arca; nem as revelações de Noé disseram a Ló que abandonasse Sodoma; nem qualquer dessas revelações falou do êxodo dos filhos de Israel do Egito. Todos eles tiveram revelações para si próprios, e assim foi com Isaias, Jeremias, Ezequiel, Jesus, Pedro, Paulo, João, e Joseph. E assim deve ser, ou faremos o barco naufragar.8

Aqueles que apelam para Apocalipse 22:18-19 como prova de que não haverá qualquer revelação além da Bíblia deve ter em mente que aqueles versículos não podiam referir-se à Bíblia propriamente dita, porque a Bíblia como a temos hoje não havia sido compilada ainda quando João o Revelador escreveu essas palavras. Ao contrário, João estava a proclamar um eterno princípio de que nenhum mortal não-inspirado podia "acrescentar" ou "suprimir" as revelações de Deus; tais revelações são para serem aceitas e obedecidas tal como recebidas. Esse mesmo princípio foi ensinado em Deuteronômio 4:2, 3Nefi 11:40, e Doutrina e Convênios 20:35.

Deus ama a todos os seus filhos e não os deixa sem liderança. Em acréscimo às revelações canônicas oficiais conhecidas como escrituras, os Santos dos Últimos Dias acreditam que Deus proporcionou a cada indivíduo um meio através do qual Sua vontade possa ser conhecida. Existe um "poder de Deus" chamado a "luz de Cristo" "que procede da presença de Deus e que enche a imensidão do espaço" (D&C 88:7, 12, 13). Esse poder "dá luz a todo homem que vem a este mundo" e "ilumina cada homem... que dá ouvidos a ela" (D&C 84:46). A promessa é que qualquer que ouvir e obedecer a inspiração desse poder será levado até Deus e eventualmente à plenitude do Evangelho de Jesus Cristo (v. D&C 84:47-48; Moroni 7:16-20). Consequentemente, àqueles que se arrependem e são batizados será dado um dom adicional - o dom do Espírito Santo. Esse dom pode conceder revelação pessoal tal como todos os outros dons maravilhosos do Espírito de que falam as escrituras.

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OS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS ACREDITAM QUE OS HOMENS E MULHERES PODEM SE TORNAR DEUSES?

Os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias acreditam que os seres humanos podem crescer e progredir espiritualmente até, através da misericórdia e graça de Cristo, que eles possam herdar e possuir tudo que o Pai tem - eles podem se tornar deuses. Isto é ensinado nas revelações dadas aos profetas modernos (v. D&C 76:58; 132:19-20), e também nas pregações feitas por Joseph Smith.9 um verso escrito por Lorenzo Snow, quinto presidente da Igreja dos Santos dos Últimos Dias afirma:

"Assim como o homem é, Deus já foi; assim como Deus é o homem poderá vir a ser."10

Esta doutrina é geralmente mencionada como deificação, e a declaração desta doutrina pelos Santos dos Últimos Dias é freqüentemente deturpada e incompreendida. Os Santos não acreditam que os seres humanos jamais serão independentes de Deus, ou que algum dia deixarão de estar subordinados a Deus. Acreditam que para se tornarem como Deus significa vencer o mundo através do sacrifício expiatório de Jesus Cristo (v. 1 João 5:4-5; Apocalipse 2:7, 11). Assim os fieis se tornarão herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo e herdarão todas as coisas tal como Cristo herdou todas as coisas ( v. Romanos 21:7; Gálatas 4:7; 2 Coríntios 3:21;23; Apocalipse 21:7). Eles são recebidos na "igreja dos primogênitos", significando que eles herdaram como se fossem os primogênitos (v. Hebreus 12:23). Não há limite para essas declarações espirituais; todos os que se tornarem como Deus herdarão todas as coisas. Nesse estado glorificado eles assemelhar-se-ão ao Salvador; eles receberão sua glória e serão um com Ele e com o Pai (v. 1 João 3:2; 1 Coríntios 15:49; 2 Coríntios 3:18; João 17:21-23; Filipenses 3:21).

Doutrina Antiga

A doutrina da deificação do homem não é um ensinamento exclusivo da Igreja Restaurada de Jesus Cristo. Ao contrário, ela pode ser encontrada na história inicial do cristianismo. No século dois, Irineus, bispo de Lion (cerca de 130-200 A.D), o teólogo cristão mais importante de sua época, disse quase a mesma coisa que Lorenzo Snow:

"Se o Verbo se fez homem, o homem pode se tornar deus.11

A seguir Irineus perguntou:

Lançamos culpa Nele (Deus) porque não fomos feitos deuses desde o início, mas fomos primeiramente criados meramente como homens, e então mais tarde como deuses? Embora Deus tenha adotado esse curso de sua pura benevolência, para que ninguém possa acusá-Lo com discriminação ou mesquinhez, Ele declara, "Eu disse, sois deuses; e todos vós sois filhos do Atíssimo"... Pois foi necessário a princípio que a natureza fosse mostrada, então depois que aquilo que era mortal fosse conquistado e elevado em imortalidade.12

Mais ou menos ao mesmo tempo, Clemente de Alexandria ( cerca de 150-215 A.D) escreveu:

"Em verdade, digo, o Verbo de Deus se fez homem de modo que possas aprender de um homem como se tornar um deus."13

Clemente também disse que:

"se algum se conhece a si mesmo, ele conhecerá Deus, e conhecendo Deus se tornará como Deus... Dele é a beleza, a verdadeira beleza, pois é Deus, e então o homem se tornará um deus, desde que essa seja a vontade de Deus. Assim Heráclitos estava certo quando disse: "Os homens são deuses, e deuses são homens."" 14

Ainda no século dois, Justino, o Mártir (cerca de 100-165 A.D.) insistiu em que no princípio os homens foram feitos como Deus, livros de sofrimento e morte", e que eles são, portanto, achados dignos de se tornarem deuses e tendo poder para se tornarem filhos do Altíssimo".15 Atanasius, bispo de Alexandria (cerca de 296-373 A.D), também afirmou sua crença na deificação em termos bem semelhantes àqueles de Lorenzo Snow:

"O Verbo se fez carne a fim de nos capacitar a sermos deuses... Tal como o Senhor, revestindo-se de um corpo, tornou-se um homem, assim também nós homens nos deificamos através de sua carne, e daí em diante herdarmos vida eterna."16

Em outra ocasião Atanasius observou:

"Ele se tornou homem para que fôssemos feitos divinos."17

Finalmente Agustinho, bispo de Hipona, (354-430 A.D.) o maior os primeiros Padres cristãos, disse:

"Mas ele próprio que justifica e deifica, pois por justificar ele os faz filhos de Deus. 'Pois Ele lhes deu poder para se tornarem filhos de Deus' (João 1:12). Se então fomos tornados filhos de Deus, nós também fomos feitos deuses." 18

Todos os cinco escritores acima citados não eram apenas cristãos ortodoxos, mas mais tarde foram reverenciados como santos. Três deles escreveram nos cem anos posteriores ao período dos apóstolos, e cinco acreditavam na doutrina da deificação. Essa doutrina era parte do cristianismo histórico até relativamente pouco tempo atrás, e continua sendo doutrina importante de algumas igrejas ortodoxas orientais.

Um escritor afirma que um dos princípios fundamentais da ortodoxia no tempo dos padres da igreja era o reconhecimento "da história do universo como a história da divinização e salvação". Como resultado os primeiros padres cristãos concluiram que "porque o Espírito é verdadeiramente Deus, somos verdadeiramente divinizados pela presença do Espírito".19

O Dicionário de Teologia Cristão de Westminister contém o seguinte em artigo intitulado: "Definição":

Deificação (do grego theosis) é para a ortodoxia o alvo de todo cristão. 'O homem', de acordo com a Bíblia, 'foi feito à imagem e semelhança de Deus' ... é possível ao homem se tornar como Deus, tornar-se deificado, tornar-se deus pela graça. Essa doutrina é baseada em muitas passagens de ambos Novo e Velho Testamentos (e.g. Ps.82 (81). 6; II Pedro 1,4), e é essencialmente o ensinamento tanto de São Paulo, embora ele tenda a usar a língua de sua adoção filial (cf. Rom.8.9-17; Gal.4:5-7), e o Quarto Evangelho (cf. 17:21;23).

O estilo de II Pedro é usado por Santo Irineu, em sua famosa frase, "se o Verbo se fez homem, assim também os homens podem ser feito deuses." (Adv. Haer V, Pref.), e se torna padrão na teologia grega. No século quatro São Atanasius repete Irineu quase que palavra por palavra, e no século quinto São Cirilo de Alexandria diz que nós nos tornaremos filhos "por participação" (grego methexis). Deificação é a idéia central na espiritualidade de São Maximus o Confessor, para quem a doutrina é o corolário da Incarnação: "Deificação, rapidamente, é o cerco e o cumprimento de todos os tempos e eras", ... e São Simeão o Novo Teólogo no fim do século dez escreve: "Ele que é Deus por natureza fala com aqueles a quem ele fez deuses pela graça, tal como um amigo conversa com seus amigos, face a face"...

Finalmente, deve se notar que a deificação não significa absorção de Deus, uma vez que a criatura deificada continua indivíduo e distinto. É o ser humano completo, corpo e alma, que é transfigurado no Espírito na aparência da divina natureza, e a deificação é o objetivo de todo cristão.20

Resumindo, se alguém aceita ou rejeita a doutrina da deificação do homem, ela foi parte da fonte principal da ortodoxia cristã por séculos. Joseph Smith obviamente não criou-a. Ao contrário, os Santos dos Últimos Dias acreditam, que ela - essa doutrina - é uma verdade eterna restaurada através de profetas modernos.

Afirmações Modernas

De acordo com a visão Santo dos Últimos Dias, aqueles que forem dignos receberão a plenitude da herança divina somente através da expiação de Cristo e somente após receber uma ressurreição gloriosa. Próximo a esse entendimento Santo dos Últimos Dias da doutrina encontram-se os pontos de vista expressos por C.S.Lewis, cujo cristianismo genuíno é indiscutível: "É algo sério viver numa sociedade de deuses e deusas em potencial, e lembrar-se que a pessoa mais insignificante e desinteressante com quem você fala possa um dia ser uma criatura que, caso pudesse ver agora, você se sentiria fortemente inclinado a adorar." 21

Em afirmação mais completa dessa doutrina da deificação, Lewis explicou:

"O mandamento de "sede vós pois perfeitos" não é um elemento idealista. Nem tão pouco um comando para realizar o impossível. Ele nos transformará em criaturas que poderão obedecer esse mandamento. Ele disse (na Bíblia) que nós somos "deuses" e Ele sustentará suas palavras. Se Lhe permitirmos - pois podemos impedir-Lhe, se assim quisermos - Ele fará do mais fraco e impuro de nós um deus ou deusa, uma criatura radiante, mais brilhante, palpitante extraordinariamente com tal energia e prazer, sabedoria e amor que agora não podemos sequer imaginar, um espelho sem imaculado que refletirá Deus perfeitamente (embora, naturalmente, em menor escala) Seu poder, deleite e bondade ilimitados. O processo será longo e em parte dolorido; mas é por essa razão que estamos nele. Nada menos que isso. Ele cumprirá ao que disse.22

Deus e Cristo são o objeto de adoração dos Santos dos Últimos Dias. Embora os mormons acreditem na deificação definitiva do homem, nada na literatura dos Santos fala sobre adorar qualquer outro ser além do Pai e do Filho. Os Santos dos Últimos Dias acreditam em "um Deus" no sentido em que eles amam e servem uma Deidade, cada membro possuindo os atributos da deidade.

Uma vez que as escrituras afirmam que aqueles que receberem vida eterna têm a aparência de Deus, recebem a herança e glória de Deus, sendo um com Ele, se assentam no trono de Deus, e exercem o poder e lei de Deus, certamente não pode ser não-cristão concluir como C.S. Lewis e outros que tais seres possam ser chamados deuses, uma vez que atentemos para o fato de que o uso desse termo "deuses" de forma alguma reduz ou limita a soberania de Deus, nosso Pai. Era assim que os primeiros cristãos usavam esse termo; e assim é que os Santos dos Últimos Dias também o usam e comreendem a doutrina.

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O QUE QUEREM DIZER OS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS QUANDO AFIRMAM QUE DEUS CERTA VEZ FOI UM HOMEM?

Joseph Smith ensinou em abril de 1844:

Deus já foi assim como somos hoje, e é um homem exaltado, e está entronizado nos céus distantes! Esse é o grande segredo. Se o véu fosse levantado hoje, e o grande Deus que sustem este mundo em sua órbita, e segura todos os mundos e todas as coisas através de Seu poder, se mostrasse ao homem, - quero dizer, se você o visse hoje, você o veria como um homem semelhante a você mesmo em toda Sua pessoa, imagem, em verdadeira forma de um homem....

... Constitui o primeiro princípio do Evangelho conhecer com absoluta certeza o caráter de Deus, e saber que poderemos conversar com Ele tal como um homem conversa com outro homem, e que Ele foi um homem como nós; sim, que Deus em pessoa, o pai de todos nós, habitou em uma terra, tal como Jesus Cristo o fez.23

Como pudemos ver, Lorenzo Snow, o quinto presidente da Igreja dos Santos dos Últimos Dias, apenas resumiu essa doutrina em uma frase: "Assim como o homem é Deus já foi, assim como Deus é o homem poderá vir a ser."24

Ao proclamar essa doutrina, nem Joseph Smith ou qualquer de seus sucessores jamais procuraram limitar ou rebaixar o Todo Poderoso. De fato, tanto o Livro de Mórmon quanto Doutrina & Convênios afirmam enfaticamente que não existe conhecimento ou poder ou atributo divino que Deus não possua em perfeição. "Oh quão grande a santidade de nosso Deus! Pois ele conhece todas as coisas, e nada há que Ele não conheça." (2 Nefi 9:20; v. 2Nefi 2:24; Moroni 7:22). Ele verdadeiramente "tem todo poder, toda sabedoria e todo o entendimento" (Alma 26:35). Ele que é maior do que toda a terra" (1Nefi 4:1) "compreende todas as coisas, e todas as coisas estão perante Ele" (D&C 88:41).

Os mórmons aceitam a realidade de que "há um Deus nos céus, que é infinito e eterno, de eternidade em eternidade o mesmo Deus imutável, criador dos céus e da terra, e de todas as coisas que neles há" (D&C 20:17).

Mortalidade

De que Deus foi antes um ser mortal não é inconsistente com o fato de que Ele agora possui todo o poder e todo o conhecimento e possui toda virtude, graça, e atributos divinos. Ele adquiriu perfeição através de longos períodos de crescimento, desenvolvimento, e progresso, "indo de um pequeno grau a outro, e de uma pequena capacidade a uma maior; de graça em graça, de exaltação em exaltação!, tal como Joseph Smith explicou.

"Quando você sobe uma escada, você deve começar debaixo, e subir degrau por degrau, até alcançar o topo; assim também com os princípios do Evangelho - você tem de começar com o primeiro, e seguir até aprender todos os princípios da exaltação. Mas levará muito tempo depois que você passou pelo véu antes que possa tê-los aprendido. Nem tudo será compreendido neste mundo; será um grande trabalho aprendermos sobre nossa salvação e exaltação até mesmo depois da sepultura."25

De eternidade em eternidade

Como então, os Santos dos Últimos Dias conciliam a descrição escriturística de Deus como sendo "de eternidade em eternidade" com a idéia de nem sempre ele foi Deus? Em primeiro lugar, eles acreditam nas passagens bíblicas que falam da eternidade de Deus e de ser ele o mesmo ontem, hoje, e para sempre como referindo-se a seus atributos divinos - seu amor, constância, e desejo de abençoar Seu povo (v., por exemplo, Salmo 102:27; Hebreus 1:12; 13:8). Tais passagens são também encontradas no Livro de Mórmon e em Doutrina e Convênios e, novamente, referindo-se à natureza divina de Deus (v. 1Nefi 10:18-19; 2Nefi 27:23; Alma 7:20; Mormon 9:8-11, 19; Moroni 8:18; 10:7; D&C 3:2; 20:12, 17; 35:1).

Não muito tem sido revelado a respeito desse conceito além do fato de que Deus foi um dia um homem e que depois de um longo período de tempo ganhou conhecimento, poder e os atributos divinos necessários para conhecer todas as coisas e possuir todo o poder. Por haver ganhado seu estado exaltado por um período tão longo que nenhum de nós pode conceber, ele está apto a falar em termos de eternidade e pode afirmar que Ele é de eternidade em eternidade. O Presidente Joseph Fielding Smith explicou que "de eternidade em eternidade significa da existência do espírito através da provação em que estamos, e novamente de volta à existência eterna que se seguirá. Sem dúvida isso é eternidade, pois quando recebermos nossa ressurreição, nunca mais morreremos. Todos nós existimos na primeira eternidade. Acredito poder afirmar por mim e por outros, que somos da eternidade; e seremos para a eternidade sem fim, se recebermos a exaltação."26

Empatia

O presidente Brigham Young ensinou que nosso Pai nos céus "passou pelas provações que passamos agora; obteve assim experiência, sofreu e regozijou-se, conhece tudo que conhecemos com relação à fadiga, sofrimentos, vida e morte desta mortalidade, pois ele passou por tudo isso, e recebeu sua coroa e exaltação."27 Homens e mulheres podem referir-se a Ele como pai e orar a Ele com perfeita segurança de que Ele compreende nossos esforços. Sua experiência contribui para sua empatia tanto quanto sua onisciência e total capacidade amorosa para julgar seus filhos. O Presidente Brigham Young observou que "é necessário que Deus conheça algo a respeito das coisas temporais, e tenha tido um corpo e estado na terra; a não ser assim ele não saberia julgar os homens justamente, de acordo com as tentações e pecados com os quais tiveram de lutar."28

Para os Santos dos Últimos Dias, Deus é bem mais do que uma força cósmica definitiva ou causa primária; Ele é um ser pessoal, um Homem de santidade exaltado, literalmente nosso pai nos céus (v. Moisés 6:57). Ele tem um corpo, partes e paixões. Ele é acessível, conhecido, e, como seu Filho Amado, capaz de ser tocado pelo sentimento de nossas enfermidades (v. Hebreus 4:15). Ele tem carinhosa preocupação por seus filhos e deseja que eles se tornem como Ele é - não através de nosso esforço pessoal sozinho, mas principalmente através de sua misericórdia, graça, e poder transformador e glorificador que vem através do sacrifício expiatório de Jesus Cristo.

Essas doutrinas não estão claramente registradas na Bíblia. Os mórmons acreditam, entretanto, que esse conhecimento existiu entre os antigos e que ele foi restaurado através dos profetas modernos. Àqueles que sinceramente buscam uma compreensão de si mesmos e de seu destino, os profetas dos últimos dias têm afirmado que, por buscarem verdadeiramente conhecer Deus, os homens e mulheres poderão compreender sua própria identidade eterna e divinas possibilidades. Nas palavras de Joseph Smith, "Se os homens não compreendem o caráter de Deus, eles não compreendem sequer a si mesmos."29

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O QUE UMA PESSOA TEM DE FAZER PARA SER SALVA, SEGUNDO A CRENÇA DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS?

Joseph Smith escreveu em 1842: "Nós acreditamos que através do sacrifício expiatório de Cristo, toda a humanidade pode ser salva, pela obediência às leis e ordenanças do Evangelho" (Regras de Fé, 1:3). De uma perspectiva Santo dos Últimos Dias, ninguém que vem à terra está excluído do alcance do poder de Cristo para salvar, nenhuma alma está além da misericórdia e graça. Ninguém vem à terra predestinado para ser salvo ou se lhe negará o direito de ser salvo. Deus não faz acepção de pessoas, "mas em todas as nações aqueles que o temem, e vive a retidão, é aceito por Ele." (Atos 10:34-35).

Imortalidade e Vida Eterna

Em Pérola de Grande Valor está registrado as seguintes palavras de Deus a Moisés: "Eis que esta é minha obra e minha glória, levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem." (Moisés, 1:39). Esta é uma afirmação ínfima, uma distilação e sumarização do trabalho de redenção em Cristo. Os mórmons acreditam que existem dois tipos de salvação disponíveis através do sacrifício expiatório de Jesus Cristo - universal e individual. Todos os que recebem um corpo físico - sejam eles bons ou maus, iníquos ou retos - serão ressuscitados (v. 1 Coríntios 15:22; Alma 11:41). Esta salvação universal da morte física é a imortalidade mencionada no livro de Moisés. É a salvação da sepultura, ou vida sem fim. É uma dádiva universal.

A salvação individual é outra coisa. Embora toda salvação seja possível através da misericórdia e amor de Cristo, os mórmons acreditam que existem certas coisas que os indivíduos devem fazer para que a divina graça seja exercida plenamente em suas vidas. Isto é, devem desejar livremente receber a dádiva do Senhor, que é dada liberalmente. As pessoas precisam vir até Ele - aceitá-Lo como seu Senhor e Salvador, ter fé em seu nome, arrependera-se de seus pecados, serem batizadas. Receberem o dom do Espírito Santo, e permanecerem fiéis até o fim de seus dias. A Vida Eterna virá àqueles que acreditam, obedecem, e perseveram até o fim. Cristo é "o autor da salvação eterna para todos que obedecem-No". (Hebreus 5:9). Vida Eterna é sem fim, mas é também vida COM DEUS. É a vida de Deus. É a mais alta forma de salvação.

Graça e obras

Vir a Cristo representa um convênio, uma promessa bilateral entre Deus e o homem. Jesus Cristo fez por nós o que jamais poderíamos fazer por nós mesmos. Ele sofreu e sangrou e morreu por nós. Ele nos redime do pecado. Ele se oferece para mudar nossa natureza, para fazer-nos novas criaturas (v. 2 Coríntios 5:17: Mosias 27:24-26). Ele ressurgiu da morte e a partir de então abriu as portas para nós fazermos o mesmo no tempo devido. Essas coisas não poderíamos fazer por nós mesmos; são atos de misericórdia e graça. Nossa promessa é aceitarmos Cristo como nosso Salvador, sermos fiéis a nossos convênios, obedecermos seus mandamentos, e perseverarmos até o fim.

Os Santos dos Últimos Dias rapidamente reconhecem que embora nossos esforços para sermos retos sejam necessários, jamais serão suficientes para nos salvar. Os profetas do Livro de Mórmon assim explicaram que acima e depois de tudo que pudermos fazer, somos salvos pela graça de Cristo e que o mais significativo trabalho que podemos fazer é confiarmos e esperarmos nos méritos e misericórdia e graça do Sagrado Messias (v. 2Nefi 10:24; 25:23; 2Nefi 2:8; 31:19; Moroni 6:4).

Infelizmente, o debate teológico sobre se seremos salvos pela graça ou por obras tem acontecido por séculos. É, como C.S. Lewis observou: "como perguntar qual das lâminas da tesoura é mais necessária."30 Poucas coisas revelariam a estreiteza de um discípulo mais do que pregando da boca para fora a Deus enquanto não demonstra obediência de coração. Fé verdadeira semçpre resulta em fidelidade, acções fiéis (v. Tiago 2). Por outro lado, poucas coisas ofendem mais a Deus do que confiar-se no braço a carne, firmando-se sobre a própria força, e buscando prosperar através da própria genialidade.

O Sacrifício Expiatório de Cristo

Cristo é a fonte de nossa força e nossa salvação. "DE que outra forma a salvação poderia ocorrer?" perguntou Elder Bruce R.McConkie, um apóstolo na Igreja dos Santos dos Últimos Dias. "Pode o homem salvar-se a si mesmo? Pode ele ressuscitar-se a si mesmo? Pode ele criar um reino celestial e decretar sua própria admissão nele? Salvação deve e se origina em Deus, e se o homem tiver de recebê-la, Deus deverá concedê-la a ele, e essa concessão é uma manifestação da graça... A Salvação está em Cristo e e vem através de seu sacrifício expiatório."31 Ou, como observou Elder Dallin H.Oaks, um outro apóstolo da Igreja de Jesus Cristo: "O homem inquestionavelmente tem em si impressivos poderes e pode criar grandes coisas por incansável esforço e desejo indomável. Mas. Depois de toda nossa obediência e boas obras, não podemos ser salvos dos efeitos de nossos pecados sem a graça concedida pelo sacrifícios expiatório de Jesus Cristo."32

Joseph Smith aprendeu através de revelação que a maior bênção neste mundo está reservada àqueles que vierem a Cristo, aceitarem seu Evangelho, receberem os necessários sacramentos ou ordenanças, e permanecerem fieis a seus convênios. Aqueles que fizerem essas coisas herdarão a plenitude da glória de Deus (v. D&C 76; 132:19). O profeta Joseph Smith mais tarde revelou a importância dos templos como lugares sagrados onde os filhos de Deus podem participar das ordenanças que selam e ligam famílias pelo tempo e por toda a eternidade (v. D&C 131-32). As instruções e ordenanças do templo são notadamente centralizadas em Cristo e continuam a prover constante lembrança de que sem Ele não temos esperança de paz e felicidade aqui ou qualquer possibilidade de glória eterna depois da morte.

Palavras como salvação, exaltação e vida eterna são frequentemente usadas nos discursos dos Santos. Em essência, cada uma dessas palavra significam a mesma coisa, mas cada uma enfatiza diferentes aspectos das condições de salvação. A palavra salvação enfatiza a condição de uma pessoa salva, a libertaçãoi da morte e pecado através do sacrifício expiatório de Jesus Cristo. Eterno é um os nomes de Deus, e assim, para se possui vida eterna é participar da vida de Deus. A palavra exalação enfatiza a elevação e status enobrecido daquele que se qualificou para participar da sociedade dos redimidos e glorificados no Reino Celestial.

Revelação Moderna

Os Santos dos Últimos Dias se regozijam no conhecimento de um plano de salvação que veio a eles através de profetas modernos - conhecimento vital a respeito de assuntos que continuam a ser debatidos pelo mundo cristão, tais como:

quem somos nós - de aonde viemos - por que estamos aqui e para onde iremos após a morte;

a que grau nossa fé em Cristo deve manifestar nossa fidelidade a seus mandamentos;

o estado daqueles que morrem sem conhecer o evangelho de Cristo.

Joseph Smith ensinou que, para um homem ser salvo terá de ser colocado além do poder de todos seus inimigos."33 Embora as bênçãos finais da salvação não sejam concedidas até a próxima vida, há um sentimento no qual as pessoas nesta vida podem gozar da segurança da salvação e da paz que acompanha esse conhecimento (v. D&C 59:23). O Espírito Santo provê a "realidade de nossa herança", a promessa ou certeza de que estamos no curso e assim no caminho para plena salvação neste mundo vindouro ( v. 2 Coríntios 1:21; 5:5; Efésios 1:13-14). Se estivermos fazendo tudo que pudermos para cultivar os dons do Espírito, estaremos vivendo no que se poderia chamar de condição de salvos. Davoid O. McKay, presidente da Igreja dos Santos dos Últimos Dias observou que "o Evangelho de Jesus Cristo, como revelado ao Profeta Joseph Smith, é em verdade, de todas as maneiras, o poder de Deus para salvação. Ele é salvação aqui - aqui e agora. Ele concede a todo homem vida perfeita, aqui e agora, e depois desta vida."34

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AS DOUTRINAS E PRÁTICAS DA IGREJA DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS MUDAM?

Alguns podem ver a mudança no ensino e práticas como inconsistência ou fraqueza, mas para os Santos as mudanças são um sinal da verdadeira solidez da fundação sobre a qual A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias está assentada - que Deus está sempre (ontem, hoje e para sempre) desejoso de revelar sua vontade a seu povo se eles estiverem interessados em ouvir e obedecer. Embora os princípios salvadores eternos do plano de salvação de Deus para seus filhos não mudem, a revelação desses princípios e sua aplicação - a quem, onde, quando, quanto - variam para alcançar uma miríade de circunstâncias mortais e os propósitos e o tempo (momento) de Deus.

Os membros da igreja restaurada de Jesus Cristo acreditam que existem muitas grande e importantes coisas a serem reveladas ainda (v. Regras de Fé, 1:9); isso indica que nosso entendimento passado e presente das coisas está incompleto e necessita de acréscimos.

Linha sobre Linha

Então por que Deus não nos dá tudo que precisaremos saber e termine logo com isso? Porque Deus honra tanto o livre arbítrio quanto as circunstâncias e revela sua vontade em conformidade com o que seus filhos estejam desejando e aptos a receberem-na e quando elas - as revelações - sejam apropriadas para consumar Seus próprios propósitos. Iscais ensinou esse princípio:

"A quem pois se ensinaria a ciência? E a quem se daria a entender o que se ouviu? Ao desmamado, e ao arrancado dos seis:

"Porque é mandamento, sobre mandamento, mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, regra sobre regra: um pouco aqui, um pouco ali." (Isaias 28:9-10).

Esse princípio está perfeitamente esclarecido no Novo Testamento em termos de importante mudança na política e prática na igreja cristã primitiva. Quando Jesus Cristo chamou e primeiro mandou seus doze apóstolos, ele disse: "Não ireis pelos caminhos das gentes, nem entrareis em cidade de samaritanos; Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel." (Mateus 10:5-6). Anos mais tarde Jesus revelou a Pedro que era chegado o tempo para mudanças. O Evangelho deveria agora ir aos gentios. Foi necessária a repetição da revelação e uma demonstração notável do poder de Deus para convencer Pedro de que essa mudança significativa de alvo devia ser feita (v. Atos 10).

Uma Igreja Viva

E assim tem sido em nossos dias. Os Santos dos Últimos Dias reconhecem as mudanças como parte integral da Igreja Viva, uma dimensão vital do que significa ser dirigidos por profetas vivos. A necessidade de revelação para aplicar apropriadamente as verdades dos céus foi ensinada por Joseph Smith nestas palavras:

Deus disse: "Não matarás"; em outra ocasião Ele disse: "Vós destruireis completamente". Esse é o princípio no qual o governo dos céus é conduzido - através de revelações adaptadas às circunstâncias nas quais os filhos do reino estiverem vivendo. O que quer que Deus determine é correto, não importa o que seja, embora não compreendamos as razões implícitas até muito depois dos eventos apareçam....

Como Deus designou nossa felicidade - e a felicidade de todas Suas criaturas, ele jamais - Ele jamais instituirá uma ordenança ou dará um mandamento a Seu povo que não seja calculado em sua natureza para promover essa felicidade que ele designou, e que não terá fim na imensidão de bem e glória àqueles que se tornarem recipientes de Suas leis e ordenanças.35

Se tais mudanças deviam acontecer pelo capricho dos mortais, haveria sérias razões de preocupação. Se todavia tais mudanças vêm por revelação de Deus a seus servos devidamente autorizados, estão corretas e o povo de Deus estão obrigados a aceitá-las e a obedecer a elas.

Global e historicamente o princípio de crescimento linha sobre linha está ilustrado na revelação de Deus a vários povos na medida de luz e verdade que lhes poderá beneficiar. Entretanto, não é de se surpreender que se encontre variáveis porções de verdades do evangelho entre todas as culturas, sistemas filosóficos, religiões do mundo, e entre as muitas igrejas cristãs existentes no mundo. Algumas, de fato, desfrutam muito do Evangelho de Jesus Cristo, e seus adeptos são exemplos maravilhosos do viver cristão. Todavia, os Santos dos Últimos Dias acreditam que existe algo chamado "Plenitude do Evangelho" que está à disposição de todos que o desejarem. Essa plenitude foi restaurada à terra através de Joseph Smith e é proclamada pel'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Isso inclui a crença em profetas vivos que são chamados por Deus e a quem Ele revela Sua vontade. Esses Profetas e outros ordenados por eles têm autoridade para pregar o evangelho e administrar ordenanças essenciais de salvação. Eles estão ordenados com a mesma responsabilidade que Jesus deus a seus doze apóstolos originais: "Ide por todo o mundo, ensinando o Evangelho a toda criatura" ( Marcos 16:15). À medida que seguem em seus esforços para cumprir esse comissionamento, buscam e recebem mais revelação de Deus. É indubitável que as circunstâncias mudam, assim como a política, práticas, níveis de entendimento, e aplicação dos princípios mudam. E, sob a direção do Todo Poderoso, o trabalho da Igreja Viva seguirá avante com firmeza, tudo como parte da proporcionar imortalidade e vida eterna ao homem, o que constitui a obra e glória de Deus. (v. Moisés 1:39).

"Cremos em tudo que Deus tem revelado, em tudo que Ele revela agora, e cremos que Ele ainda revelará muitas coisas grandes e importantes pertencentes ao Reino de Deus." (Nona Regra de Fé).

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COMO OS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS ACREDITAM DEVAM VIVER SUAS VIDAS?

"Cremos em sermos honestos, verdadeiros, castos, benevolentes, virtuosos, e em fazer o bem a todos os homens". Joseph Smith escreveu isto em 1842 em resposta a perguntas de um jornalista concernentes às crenças dos Santos dos Últimos Dias. "Se houver qualquer coisa virtuosa, amável, de boa fama ou louvável, nós a procuraremos." (Regras de Fé 1:13). Os Santos não clamam que todos são virtuosos, sem exceção, nem que outros não possuam grande virtude. Os Santos, todavia, sentem fortemente que suas crenças religiosas devem ser traduzidas em seu viver diário, e assim "eles procuram" essas qualidades benevolentes.

Uma Obrigação e Convênio

A designação de buscar virtude, bondade, honra, e todas as coisas louváveis constitui uma obrigação que jorra do amor e devoção a Deus. Jesus declarou: "Portanto, tudo que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas. (Mateus 7:12). Mais tarde em seu ministério, Jesus declarou mais que amar a Deus e a nosso próximo são os dois maiores mandamentos sobre os quais "dependem a lei e os profetas" (v. Mateus 22:37-40). Os Santos dos Últimos Dias levam esses mandamentos muito seriamente, pois o amor é a essência da verdadeira religião (v. Tiago 1:27). "Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos", escreveu o apóstolo Paulo, "se não tivesse caridade, seria como o metal que soa, ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, 4e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria. (1 Coríntios 13:1-2; v. Moroni 7:44-48). Os Santos dos Últimos Dias abraçam os ensinamentos de ambas as escrituras antigas e modernas de modo que o amor que sentem por Deus possa também ser manifesto a seu próximo.

As pessoas entram para a Igreja de Jesus Cristo os Santos dos Últimos Dias através do batismo e tomam sobre si um convênio sagrado de amar a Deus de todo seu coração, poder, mente e força e "servi-Lo e guardar Seus mandamentos" (Mosias 18:10). Eles aceitam a obrigação de tentar cumprir não apenas os mandamentos do Senhor, mas também tornarem-se mais semelhantes a Ele - com coração e vida mais cheios de pureza, bondade, compaixão e misericórdia. Sob esse convênio batismal, os Santos dos Últimos Dias prometem mostrar amor por Cristo através de estarem "dispostos a carregar os fardos uns dos outros, para que fiquem leves; e chorar com os que choram; sim, e consolar os que necessitam de consolo" ( Mosias 18:8-9). É esse tipo de preocupação pelos outros e servi-los compassivamente que caracteriza o verdadeiro discípulo. (v. João 13:34-35.

O sistema extensivo de bem-estar da Igreja e seu serviço humanitário pelo mundo afora, assim como os atos de bondade e generosidade exercidos individualmente pelos membros da Igreja, são por si produtos de sincero esforço em amar seu próximo como o Salvador admoestou. Esse serviço cristão e compaixão não está restrito aos irmãos Santos dos Últimos Dias; não tem acepção de raça, religião, ou nacionalidade. Com relação à quantia que os homens devem doar anualmente", Joseph Smith declarou, "nós temos nenhuma instrução especial para dar; esses homens devem alimentar os famintos, vestir os nus, assistir a viúva, enxugar as lágrimas dos órfãos, confortar os aflitos, se pertencem a esta Igreja ou a qualquer outra, ou até mesmo a nenhuma igreja, onde quer que os encontrem."36

Resultados

Os cientistas sociais têm observado que os Santos dos Ùltimos Dias quando devotos e que vivem os ensinamentos da Igreja, quando comparados à sociedade em geral, são:

'mais prováveis a serem felizes em seus casamentos mais satisfeitos com suas famílias e menos provável de divorciarem-se".37

'menos prováveis de comprometerem-se em comportamento sexual extra-conjulgal.38

'menos prováveis de abusar de drogas e álcool.39

'mais prováveis de possuírem maior força mental e física e de sofrerem de depressão.40

'menos prováveis de se envolverem em delinqüência, desvio ou comportamento anti-social.41

Numerosos outros estudos e muitas outras fontes poderiam ser citadas para maior esclarecimento da natureza positiva da maneira de vida dos Santos dos últimos Dias. A montanha de evidências empíricas, entretanto, pode apenas descrever; não pode explicar adequadamente porque os Santos geralmente são felizes, bem ajustados, e um povo preocupado com seu próximo. Qual, então, é a resposta? "Filhinhos, que ninguém os engane", o apóstolo João escreveu; "quem pratica a justiça é justo, assim como Ele é justo." (1 João 3:7). Os frutos da retidão encontrados na vida dos Santos fiéis nascem do esforço de serem fiéis a seus convênios cristãos. Enquanto eles fielmente e honestamente "buscam" essas coisas que são "amáveis, louváveis, ou de boa fama," reconhecem que esses "frutos" vêm a eles - abençoam suas próprias vidas e lhes qualificam para abençoar as vidas de outras pessoas - através do amor e misericórdia de Jesus Cristo.

Os Santos dos Últimos Dias acreditam que através do poder do Santo Espírito um indivíduo que aceitou Cristo através da fé e obediência "nasceu de novo" e se tornou "uma nova criatura" em Cristo ( v. 2 Coríntios 5:17; Efésios 4:24:32; Mosias 27:23-26). Essa transformação espiritual traz consigo caridade - o "puro amor de Cristo" (Moroni 7:47) - um amor por Cristo e também um amor por seu próximo como Cristo ama. Os frutos desse novo nascimento espiritual incluem bondade e retidão, amor, alegria, paz, gentileza, e humildade (v. Efésios 5:9; Gálatas 5:22-26). A novidade de vida que vem a alguém através da graça e misericórdia de Jesus Cristo afeta não apenas aquilo que ele faz externamente, mas também internamente.

O Salvador ensinou que essas coisas devem ser julgadas por seus frutos (v. Mateus 7:15-20). Os profetas e as igrejas devem ser julgados pelo produto de seu ministério e ensinamentos. O comprometimento individual de ser um seguidor de Cristo deve ser julgado - se é que deva ser julgado pelos mortais - pela qualidade de caráter e ações que esse comprometimento produz. Árvores más não podem dar bons frutos, assim os bons frutos são um sinal da bondade da árvore. Os membros da Igreja Restaurada de Jesus Cristo acreditam que os frutos dos ensinamentos daquela igreja estão obviamente em suas vidas. Vivem sua religião alegremente, em paz, e com total devoção de alma, buscando padronizar suas vidas em conformidade com o perfeito exemplo de Jesus Cristo. Sua motivação para assim agirem vem de seu amor pelo Senhor e o firme testemunho do Espírito que queima em seus corações e inspiram suas mentes. São gratos além sem palavras que exprimam pela aceitação que o Salvador dá a seu comprometimento a Ele, perdoa-lhes suas transgressões, e abençoa-os com os bons frutos de sua devoção.

10

POR QUE OS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS TENTAM CONVERTER OS OUTROS?

Os mórmons acreditam que A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias contém a plenitude do Evangelho de Jesus Cristo e que essa plenitude não é encontrada em nenhum outro lugar. Assim sendo, sentem a responsabilidade de tornar a mensagem da restauração da Igreja de Cristo disponível a todos que quiserem ouvir. Professam haver recebido o mesmo comissionamento que Jesus Cristo deu a seus antigos seguidores - para ensinar o Evangelho ao povo de todas as naçãoes ( v. Mateus 28:19;20; Marcos 16:15-18; v. também D&C 68:8). Esta é a base do sistema missionário dentro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Um presidente da Igreja dos Santos dos Últimos Dias expressou esses pensamentos àqueles que não eram da fé dos Santos:

"Vimos não para tirar-lhes a verdade virtude que possuem. Viemos não para encontrar falhas em vocês nem para criticá-los. Não viemos aqui para repreendê-los em razão de coisas que não têm feito; mas viemos como irmãos... e para dizer-lhes: "Conservem todo o bem que possuem, e permitam-nos trazer-lhes mais do que têm, de modo que possam ficar mais felizes, a fim de que estejam preparados para entrarem na presença de nosso Pai Celestial."42.

As necessidades

Os Santos dos Últimos Dias afirmam que a resposta aos problemas do mundo - salvação, fome, doenças, crime, desumanidade, e dissolução da família - não será encontrada nos programas sociais ou na legislação. Ao contrário, a resposta encontra-se de que Deus modificará os corações daqueles que têm fé em Jesus Cristo. Existe muito bem sendo feito por pessoas das muitas denominações cristãs a fim de trazer a mensagem de Cristo ao mundo que necessita dela desesperadamente. Os Santos dos Últimos Dias declaram ainda que existe mais verdade a ser conhecida, mais poder a ser exercido, e mais profundo cumprimento e alegria a ser encontrados do que está disponível em qualquer outra igreja. Como um certo líder religioso afirmou: "Procuramos juntar toda a verdade. Procuramos alargar o círculo de amor e compreensão junto de todos os povos da terra. Assim lutamos para estabelecer a paz e felicidade, não apenas dentro do cristianismo, mas para toda a humanidade."43

A menagem

A restauração do Evangelho aconteceu como uma resposta divina à fome na terra profetizada pelos profetas do Velho Testamento - não fome de pão nem sede de água, mas um anseio em ouvir a palavra de Deus ( v. Amós 8:11-12). A menagem fundamental do Mormonismo é:

Existe um Deus. Ele é nosso Pai Celestial.

Jesus Cristo é o divino Filho de Deus e o Messias prometido. A Salvação vem somente através da redenção de Cristo.

Consequentemente existe propósito na vida. Nosso Pai Celestial tem um plano para seus filhos, um plano com a finalidade de trazer paz e alegria a todos os filhos e filhas de Deus através da fé em Jesus Cristo.

Deus, o Pai Eterno, e seu Filho Jesus Cristo apareceram a Joseph Smith na primavera de 1820. Com essa aparição teve início a restauração da plenitude do Evangelho de Jesus Cristo.

Mensageiros celestiais restauraram verdades sagradas e o divino poder. Através desses poderes a Igreja e o Reino de Deus foram novamente restabelecidos na terra.

Deus ama a seus filhos desta era e geração tanto quanto amou àqueles a quem enviou seu Filho a cerca de dois mil anos atrás. O perfeito amor de Deus é manifestado não apenas na preservação da Bíblia, mas também através de revelação moderna, modernas escrituras, apóstolos e profetas modernos ordenados com o poder divino do sacerdócio, e uma organização religiosa inspirada.

A Guardiã

É importante ser uma boa pessoa, uma pessoa de moral, uma pessoa de integridade. Os Santos dos Últimos Dias, entretanto, acreditam que o Evangelho deve significar mais do que apenas fazer boas pessoas. Ele contém o poder de Deus para salvação ( v. Romanos 1:16), o poder de transormar boas pessoas em pessoas semelhantes a Cristo, almas nobres em almas santas. A Igreja de Jesus Cristo é a guardiã do Evangelho. Cristo pessoalmente deu a sua Igreja Restaurada autoridade divina e a verdade para salvação. Assim os Santos dos Últimos Dias não acreditam que alguém possa totalmente vir a Cristo - e participar das bênçãos que Ele oferece - independentemente de (ou em oposição a) Igreja de Jesus Cristo. Eles crêem que existe "um senhor, uma fé, um batismo! (Efésios 4:5) e que os sacramentos ou ordenanças de salvação, administrados pelo sacerdócio possuído pela Igreja Restaurada, são pré-requisittos para se entrar no Reino de Deus.

Em um tempo em que há uma decadência na participação e de acordo com o mandamento escriturístico para se compartilhar o Evangelho de modo que todos possam "vir a Cristo, e serem aperfeiçoados Nele", (Moroni 10:32), os Santos dos Últimos Dias convidam todos os povos a virem para casa, voltarem para a família de Deus. A Primeira Presidência da Igreja dos Santos dos Últimos Dias declarou em 1907: "Nossos motivos não são egoístas; nossos propósitos não são mesquinhos ou terrenos; nós contemplamos a raça humana, passada,presente e futura, como seres imortais, para cuja salvação é nossa missão trabalhar; e para esse trabalho, tão vasto quanto a eternidade e tão profundo como o amor de Deus, devotamo-nos agora e para sempre."44

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Notas:

1. Teachings of the Prophet Joseph Smith, sel. Joseph Fielding Smith (Salt Lake City: Deseret Book, 1976), 121.

2. C. S. Lewis, Mere Christianity (New York: Macmillan, 1952), 11.

3. Joseph Smith to John Wentworth, March 1842, in Joseph Smith Jr., History of the Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, ed. B. H. Roberts, 7 vols. (Salt Lake City: Deseret Book, 1976), 4:536.

4. See Philip Schaff, The Creeds of Christendom, 3 vols. (Harper & Row, 1931; reprint, Grand Rapids, Mich.: Baker Books, 1985); and J. N. D. Kelly, Early Christian Creeds, 3rd ed. (New York: David McKay Co., 1972).

5. Teachings of the Prophet Joseph Smith, 56.

6. Ibid., 9-10.

7. Improvement Era 39 (November 1936): 660; see Victor L. Ludlow, "Bible," and Paul Hedengren, "Bible: LDS Beliefs in the Bible," in Encyclopedia of Mormonism, ed. Daniel H. Ludlow, 5 vols. (New York: Macmillan, 1992), 1:104-8.

8. The Gospel Kingdom: Selections from the Writings and Discourses of John Taylor, sel.

G. Homer Durham (Salt Lake City: Bookcraft, 1987), 34.

9. See Joseph Smith, comp., Lectures on Faith (Salt Lake City: Deseret Book, 1985), 5:3; and Teachings of the Prophet Joseph Smith, 346-48.

10. President Snow often referred to this couplet as having been revealed to him by inspiration during the Nauvoo period of the church. See, for example, Deseret Weekly, 3 November 1894, 610; Deseret Weekly, 8 October 1898, 513; Deseret News, 15 June 1901, 177; and Journal History of the Church, Historical Department, Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, Salt Lake City, 20 July 1901, 4.

11. Irenaeus, Against Heresies, bk. 5, preface.

12. Ibid., 4.38 (4); compare 4.11 (2): "But man receives progression and increase towards God. For as God is always the same, so also man, when found in God, shall always progress towards God."

13. Clement of Alexandria, Exhortation to the Greeks, 1.

14. Clement of Alexandria, The Instructor, 3.1. See his Stromateis, 23.

15. Justin Martyr, Dialogue with Trypho, 124.

16. Athanasius, Against the Aryans, 1.39, 3.34.

17. Athanasius, On the Incarnation, 54.

18. Augustine, On the Psalms, 50.2. Augustine insists that such individuals are gods by grace rather than by nature, but they are gods nevertheless.

19. Richard P. McBrien, Catholicism, 2 vols. (Minneapolis: Winston Press, 1980), 1:146, 156, emphasis in original.

20. Symeon Lash, "Deification," in The Westminster Dictionary of Christian Theology, ed. Alan Richardson and John Bowden (Philadelphia: Westminster Press, 1983), 147-48.

21. C. S. Lewis, The Weight of Glory and Other Addresses, rev. ed. (New York: Macmillan, Collier Books, 1980), 18.

22. Lewis, Mere Christianity, 174-75. For a more recent example of the doctrine of deification in modern, non-LDS Christianity, see M. Scott Peck, The Road Less Traveled (New York: Simon and Schuster, 1978), 269-70: "For no matter how much we may like to pussyfoot around it, all of us who postulate a loving God and really think about it eventually come to a single terrifying idea: God wants us to become Himself (or Herself or Itself). We are growing toward godhood."

23. Smith, History of the Church, 6:305.

24. The Teachings of Lorenzo Snow, comp. Clyde J. Williams (Salt Lake City: Bookcraft, 1984), 2.

25. Smith, History of the Church, 6:306-7.

26. Joseph Fielding Smith, Doctrines of Salvation, comp. Bruce R. McConkie, 3 vols. (Salt Lake City: Bookcraft, 1954-56), 1:12; see Bruce R. McConkie, The Promised Messiah (Salt Lake City: Deseret Book, 1978), 166.

27. In Journal of Discourses, 26 vols. (Liverpool: F. D. Richards & Sons, 1851-86), 11:249; see 7:333.

28. In ibid., 4:271; see Joseph F. Smith, Gospel Doctrine (Salt Lake City: Deseret Book, 1978), 64.

29. Smith, History of the Church, 6:303; see Brigham Young, in Journal of Discourses, 13:312.

30. Lewis, Mere Christianity, 129.

31. Bruce R. McConkie, Doctrinal New Testament Commentary, 3 vols. (Salt Lake City: Bookcraft, 1965-73), 2:499, 500.

32. In Conference Report, October 1988, 78.

33. Teachings of the Prophet Joseph Smith, 301; see 297, 305.

34. David O. Mckay, Gospel Ideals (Salt Lake City: Improvement Era, 1953), 6, emphasis in original; see Brigham Young, in Journal of Discourses, 1:131; 8:124-25.

35. Teachings of the Prophet Joseph Smith, 256-57.

36. Times and Seasons 3 (15 March 1842): 732.

37. See Melvin L. Wilkinson and William C. Tanner III, "The Influence of Family Size, Interaction, and Religiosity on Family Affection in a Mormon Sample," Journal of Marriage and the Family 42/2 (1980): 297-304.

38. See Brent C. Miller and Terrance D. Olson, "Sexual Attitudes and Behavior of High School Students in Relation to Background and Contextual Factors," Journal of Sex Research 24 (1988): 194-200.

39. See Ricky D. Hawks and Steven J. Bahr, "Religion and Drug Use," Journal of Drug Education 22/1 (1992): 1-8.

40. See Allen E. Bergin et al., "Religion and Mental Health: Mormons and Other Groups," in Contemporary Mormonism: Social Science Perspectives, ed. Marie Cornwall, Tim B. Heaton, and Lawrence A. Young (Urbana: University of Illinois Press, 1994), 138-58.

41. See Bruce A. Chadwick and Brent L. Top, "Religiosity and Delinquence among LDS Adolescents," Journal for the Scientific Study of Religion 32/1 (1993): 51-67.

42. George Albert Smith, Sharing the Gospel with Others, comp. Preston Nibley (Salt Lake City: Deseret Book, 1948), 12, 13.

43. Howard W. Hunter, That We Might Have Joy (Salt Lake City: Deseret Book, 1994), 59.

44. Cited in ibid.


Share/Bookmark ~ sexta-feira, 23 de abril de 2010 0 Comentários

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