Discipulado, Élder Neal A. Maxwell

~ quarta-feira, 19 de maio de 2010

Elder Neal A Maxwell, dos Doze, vem tratando-se de câncer há uns dois anos. Ele fala neste artigo, sobre os desafios desta vida e as perspectivas com que os encaramos.




Nos últimos meses, tenho recebido uma atenção tão excepcional dos médicos, enfermeiras e de outras pessoas, que a minha admiração é mais profunda que nunca por aqueles que cuidam dos enfermos.

Portanto, em virtude do meu amor e preocupação por vocês, vou ser bastante direto e, ao mesmo tempo, vou tentar levá-los a pensar de uma maneira um pouco diferente sobre o que vocês fazem profissionalmente, sobre o seu serviço que representa a segunda milha e sobre o seu discipulado.



Os últimos dias serão dias sombrios.



No Velho Testamento, Joel e Zefanias disseram que os últimos dias seriam dias sombrios. Sombrios é uma palavra curiosa, mas é nesse tipo de mundo que vocês e eu fomos chamados a viver e a brilhar como luzes para o mundo.

As escrituras nos dizem que o amor de muitos “esfriará” nos últimos dias. Entretanto, ainda existirão milhares de homens e mulheres amorosos em todas as religiões, raças e povos. Haverá um enfraquecimento do amor e também um notável crescimento da obscuridade, parte da qual é proveniente da quase instantânea e global percepção de fatos terríveis que ocorrem em todo o planeta. Alguns dos mais jovens têm sentido essa percepção crescer, mas não foi há muitas décadas atrás que passavam-se semanas até que as notícias de uma tragédia chegassem do outro lado do mundo. Portanto, a percepção das causas da escuridão é aumentada ainda mais.

Desejo compartilhar com vocês uma profecia de Brigham Young que nos faz pensar seriamente. O Presidente Young disse: “Foi-me revelado no início da Igreja que à medida que esta Igreja crescesse e se expandisse através das nações do mundo, que em igual proporção cresceria o poder de Satanás.” Esta é uma circunstância que podemos atestar por experiência própria. Rejubilamo-nos, com propriedade, pelo crescimento da Igreja em todo o mundo. Mas, ao mesmo tempo, não deveríamos nos surpreender com a intensificação da iniqüidade. Temos, portanto, Joel, Zefanias e Brigham Young dando-nos uma advertência que se associa àquela dada por Jesus de que o amor de muitos se esfriaria. Isso nos provê um contexto interessante, ímpar, acredito, em toda a história da humanidade. Nunca antes o Evangelho esteve sobre a Terra com a promessa de que nunca mais dela seria tirado. Da mesma maneira, nunca o Reino de Deus foi tão global, cumprindo a profecia de Néfi de que ele se espalharia por toda a face da Terra.



Tende bom ânimo



Não é interessante que em meio a essas profecias de escuridão que Jesus nos exortasse a ter bom ânimo? Fascina-me que, quando em face das circunstâncias não havia nada para se sentir ânimo, Jesus tenha dito aos Doze para ter bom ânimo. Como é que Ele podia esperar que tivessem bom ânimo?

Ele logo seria crucificado, os discípulos logo seriam espalhados como ovelhas e haveria outras sérias dificuldades. Entretanto, Ele deu-lhes razões para que tivessem bom ânimo. “No mundo sofrereis tribulações, mas tende bom ânimo, pois eu venci o mundo.” Jesus estava quase completando a expiação, o clímax de toda a história humana. A morte seria irrevogavelmente vencida e toda a humanidade receberia a imortalidade. Satanás não conseguiria frustrar o desenrolar do plano de salvação e, além disso, haveria a vida eterna para aqueles que tivessem grande fé. Portanto, Jesus estava dizendo que tivéssemos bom ânimo por causa dessas realidades resplandecentes, não por causa das coisas superficiais desta vida. Fico pensando, falando a mim mesmo e a vocês, se esse princípio não é uma distinção à qual nos devemos agarrar no contexto dos problemas que viremos a enfrentar. Por exemplo, quando Cristo visitou Paulo na prisão, Ele lhe disse para Ter bom ânimo. Não é curioso que Paulo tivesse acabado de ser esbofeteado de maneira pública e humilhante por ordem de Ananias, que quarenta indivíduos estivessem planejando matá-lo e ainda que ele estava prestes a ser julgado por traição? O que poderia fazê-lo ter bom ânimo?

Jesus disse a Paulo para ter bom ânimo porque logo ele levaria as boas novas do evangelho a Roma. Portanto, é muitíssimo importante lembrarmo-nos das diferenças entre as realidades fundamentais, as bênçãos que temos no evangelho e aquelas circunstâncias táticas e imediatas que não são muito boas.

Nesta dispensação, Jesus nos disse para termos bom ânimo. Por quê? Porque Ele nos prometeu “Eu os guiarei”.

Pensem nos doze quando viram o Salvador caminhando sobre a água em meio à tempestade na Galiléia. Sabendo que seus discípulos tinham medo, disse-lhes: “Tende bom ânimo.” Em seguida, Ele os confortou dizendo-lhes, “Sou eu.” O Senhor do universo é capaz de andar sobre as águas e Seus propósitos serão alcançados.

Se pudermos compreender essas razões fundamentais para termos bom ânimo, seremos capazes de atravessar as vicissitudes da vida que são, taticamente, muito perturbadoras.

Como sabemos, os nefitas que pertenciam à Igreja neste hemisfério foram certa vez tomados como reféns e condenados à morte caso os sinais do nascimento de Jesus não aparecessem na data exata para a qual tinham sido profetizados.

Mesmo naquelas condições, Jesus disse-lhes para terem bom ânimo. Por quê? Porque, disse Ele, “amanhã virei ao mundo.” As pessoas haviam esperado séculos pela ressurreição e agora a expiação estava apenas 33 anos à frente. Assim, mais uma vez, observamos essa nítida distinção entre fatos fundamentais que são estratégicos e eternos em sua importância e as circunstâncias táticas da vida, que às vezes, são muito infelizes.

Na década de 1820, Brigham Young sentia-se às vezes um jovem desanimado. Ele via muita coisa no mundo que ele reprovava e ficava pensando se havia algo que poderia fazer. Observem que seu irmão, Phineaus, disse a Brigham: “Não esmoreça, Brigham, pois sei que o Senhor vai fazer algo por você.” O resto da história, claro, é muito semelhante àquela de Moisés.



Não Murmures



Falo sobre essas diferenças básicas entre circunstâncias táticas e fatos estratégicos porque acredito que cada um de nós terá que aprender a fazer essa distinção e encontrar nosso caminho em meio a ela. Se não tiverrmos cuidado, um dos riscos que corremos como pessoas conscientes e comprometidas é de, que, apesar de fazermos boas coisas, freqüentemente murmuraremos ao executá-las.

Penso sempre em Tevia, personagem do filme O Violinista no Telhado. Lembram-se de suas constantes e interessantes observações dirigidas a Deus? A maioria delas eram murmurações. Pelo menos Tevia era honesto quando murmurava. Às vezes, vocês e eu murmuramos sem nem pensarmos quem é o destinatário final de nossas reclamações. Talvez não tenhamos a intenção de murmurar contra Deus, mas é isso que estamos fazendo, ainda que não o reconheçamos.

Observem nas escrituras as coisas sobre as quais murmuramos. “Precisamos de pão.” “Precisamos de água.” “O reforço militar ainda não chegou.” “Por saímos do Egito?” E, mais tarde, Lamã e Lemuel murmuravam “Por que saímos de Jerusalém?”

A murmuração quase sempre se concentra sobre nossas frustrações táticas. Entretanto, o bom ânimo se centraliza nos fatos estratégicos fundamentais que são as verdadeiras causas da felicidade.

Em meio a muitos outros versículos de O Livro de Mórmon, encontramos quase escondidas estas interessantes linhas sobre a murmuração: “E assim Lamã e Lemuel murmuravam por desconhecerem os procedimentos daquele Deus que os havia criado.” Eles não tinham obtido a visão mais ampla.

Assim, quando tiveram que abdicar de todas as suas posses e, por assim dizer, a sua condição de sócios do Jerusalém Country Club, para saírem ao deserto com seu pai, murmuraram. Eles não compreendiam o plano de salvação.

Previno a mim mesmo e também a vocês sobre a murmuração porque o murmurar pode destruir as coisas excelentes que boas pessoas fazem. O murmurar pode ser divertido, mas nunca é uma boa coisa. Minha mulher às vezes é a vítima de meu murmurar quando os sinais de trânsito não funcionam direito. É como se esperássemos que a vida devesse fluir calmamente em uma série ininterrupta de sinais verdes até encontrarmos uma vaga para estacionar bem em frente ao lugar onde vamos. Quando tal não acontece, a gente acha que teve um dia ruim.

Se conseguirmos perceber o que o murmurar significa, pensaríamos duas vezes antes de murmurar. Li, em O Livro de Mórmon algo sobre pessoas que vivem em conflito: “Mas seu pesar era o pesar dos condenados porque o Senhor não lhes permitiria deleitar-se continuamente no pecado.” Há pessoas que esperam realmente encontrar felicidade no pecado. Em vez disso, encontram tristeza profunda que é tão abissal que não encontra alívio. Porém, para nós, e me incluo também, se conhecemos o sacrifício expiatório, o plano de salvação, as alegres novas do evangelho, coisas essas que são as razões fundamentais para termos bom ânimo, que diferença faz se a gente perder o ônibus ou o avião? Já murmurei por coisas desse tipo algumas vezes. Não fazê-lo não significa que não sintamos a inconveniência e a frustração, mas o que sugiro é que se desejamos atingir a excelência em nosso discipulado, temos que abandonar o murmurar, pois este é simplesmente incompatível com o mandamento de termos bom ânimo.

Se compreendermos realmente as escrituras que nos dizem que a chuva cai sobre justos e injustos, entenderemos porque às vezes vai chover no posso pique-nique. Falo-lhes sobre o aprofundamento de nosso discipulado porque percebo o quão comprometidos vocês estão com esse propósito.

Desejo compartilhar com vocês alguns exemplos de como os jovens em geral mostram uma submissão espiritual às vezes maior do que nós mais velhos. Uma de minhas experiências mais preciosas ocorreu em um pequeno quarto de hospital em Fortaleza. Um menino estava ali morrendo. Seu nome, Jarede Amon já indica algo sobre a fé dos pais dele. Mas, três de nós visitamos Jarede quando ele estava à morte nos braços de sua irmã adolescente. Usávamos máscaras e tínhamos que ficar em pé e eretos, pois o quarto era tão pequeno que não havia espaço entre a cama e a parede. Perguntamos a Jarede se podíamos fazer algo por ele. Ele respondeu, “Sim, poderiam cantar para mim ‘Sou Um Filho de Deus’?” Duas vozes em português e a minha em inglês cantaram aquele hino para Jarede. Era tudo o que ele queria. Jarede Amon tinha bom ânimo em relação às coisas que mais importavam, embora as circunstâncias táticas fossem tão adversas.

Cantamos aquela canção para ele e três horas mais tarde ele morreu. Seus pais e familiares também tiveram bom ânimo em sua provação.

Cada um de nós tem que ter uma compreensão muito clara dessas questões por causa de outra circunstância que está descrita nas profecias de Joel, Zefanias e Brigham. Estou falando da declaração de Morôni de que “o desespero vem da iniquidade.” Não é interessante? Muito do desespero humano é fruto da iniquidade.

E à medida que as coisas se tornam mais iníquas, haverá mais desespero. Vocês e eu, por outro lado, devemos trazer a alegria do evangelho aos outros deixando-a transparecer em nossas vidas.



Será Preciso Ter Coragem Espiritual



Será necessário termos uma grande coragem espiritual para vencermos os últimos dias. Louvo-os pelo que já fizeram, pelo que estão fazendo e pelo que ainda farão, não apenas profissionalmente, mas em função da segunda milha percorrida pelas suas contribuições humanitárias à família humana. Porém, quando as coisas parecerem um pouco negras e desencorajadoras, pensem neste evento acontecido na Grécia antiga. Um pequeno grupo de guerreiros de Esparta estavam tentando defender uma estreita passagem nas montanhas, em um lugar chamado Termópilas, contra um exército muitas vezes maior de persas. Irritados por serem detidos em seu avanço, os persas começaram a fazer ameaças aos espartanos, tentando fazê-los desistir. Mas os espartanos não se abatiam. Finalmente, os persas deram o seguinte ultimato: “Se vocês não se renderem, vamos escurecer o céu com nossas flechas.” Ouçam agora a resposta corajosa dos espartanos: “Melhor assim, pois lutaremos à sombra”. É esse tipo de coragem espiritual que precisamos ao aproximarmo-nos dos tenebrosos últimos dias.



____________________________________-



Nossas Fraquezas



Além desse desafio contextual, tentei descrever um segundo desafio do qual não seremos poupados. As escrituras nos dizem: “Sim, vinde a Cristo e sede aperfeiçoados nele.” Entretanto, ao começarmos a fazer isso, as escrituras nos dizem algo mais que acontece: “Se os homens vierem a mim, mostrar-lhes-ei suas fraquezas. “

Irmãos e irmãs, não há maneira de virmos a Cristo sem que Ele nos torne mais conscientes de nossas fraquezas, porque Ele nos ama. Porém, às vezes, quando nossas fraquezas são expostas, magoamo-nos. Este é um dos custos do discipulado e é um passo incessante e inevitável.

Mas existe a alentadora promessa de que Ele transformará nossas fraquezas em forças. Assim, quando sofremos dor e frustrações, lembremo-nos das bênçãos extraordinárias das verdades do evangelho.

O discipulado, portanto, nos envolve em nossa isometria individual que nos levará à consagração. Permitam-me ler-lhes estas maravilhosas linhas escritas por Brigham Young, um homem que produziu verdades continuamente: “Quando os Santos dos Últimos Dias decidem resistir pela glória do Reino de Deus, venha o que vier, seja a riqueza ou a pobreza, sejam doenças ou a expulsão pelos arruaceiros, eles dirão que tudo está bem e reconhecerão a mão do Senhor em todas as coisas.”





“Tudo Bem”



Durante os 46 dias que passei no hospital, Coleen, sempre prestativa, esteve comigo a cada dia. Na segunda noite, ela encontrou uma de nossos maravilhosas vizinhas cujo jovem marido de apenas 43 anos estava morrendo de leucemia em um dos quartos próximos. Essa jovem mãe, Liz Nebeker e seu marido tinham feito muito para preparar seus filhos para o que estava à frente. Ele estava morrendo rapidamente. Enquanto Colleen tentava consolá-la, Liz disse algo profundo. Sem saber que estava quase citando Brigham Young, essa jovem mãe disse a Colleen: “Tudo vai ficar bem, tudo vai ficar bem!”.

Ontem recebemos uma maravilhosa carta de Liz, agora cuidando sozinha dos três filhos. A mensagem em sua carta refletia de novo sua força: “Tudo vai ficar bem, tudo vai ficar bem!”.

Vocês e eu precisamos de Ter esse mesmo sentido de nosso discipulado quando passarmos por experiências personalizadas para nosso currículo personalizado.

Não sei quem é o autor deste poema, mas ele descreve o que estou tentando dizer, através da metáfora da tecelagem artesanal:



Minha vida não é mais do que um tecido feito por mim e Deus

Não escolho as cores e Ele trabalha com regularidade

Às vezes ele escolhe a tristeza e eu, em orgulho tolo,

Esqueço-me que Ele vê o direito e eu, só o avesso.

Só depois de silenciar o tear e pararem os fusos

Deus desdobrará a tela e explicará as razões

Os fios escuros são tão necessários nas mãos habilidosas do tecelão

Quanto o são os fios dourados e prateados no conjunto que Ele planejou.



Os fios negros são fundamentais para dar-nos a visão do propósito e do significado dos eventos da vida. É tão importante sermos capazes de ter bom ânimo mesmo nas mais cruéis das circunstâncias táticas.

Entre todas as muitas cartas que as pessoas gentilmente me enviaram, minha favorita foi escrita por uma mãe. O primeiro desafio dela, Debbie, é que ela cria sozinha cinco filhos. Seu segundo desafio é que ela agora está com um segundo tumor no cérebro. O terceiro desafio de Debbie é que seu filho de quatorze anos está com leucemia. Entretanto, em vez de desgastar-se com autocomiseração, Debbie se alegra com a chegada, em dois meses, de seu filho que é missionário nas Filipinas. Não há auto-piedade nessa mulher incomum que, em meio a suas próprias dificuldades, continua a escrever-me a fim de confortar-me.

Agora, irmãos e irmãs, sendo Deus um Pai amoroso, Ele nos guiará de maneira individual e específica. Ele nos mostrará nossas fraquezas. Mas com Sua ajuda, se trabalharmos para vencê-las, essas fraquezas tornar-se-ão forças.

Lembram-se da história do jovem rico e bom que aproximou-se de Jesus e que caindo a Seus pés, clamou: “Mestre, o que devo fazer para ganhar a vida eterna?" Jesus deu-lhe uma única resposta: “Guarda os mandamentos.” O jovem rico assegurou ao Mestre que isso fizera desde sua mocidade. Com vislumbre celestial, Jesus continuou: “Uma coisa ainda de falta. Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres.” Nesse ponto, o jovem rico afastou-se tristonho porque tinha muitas riquezas.

(Minha esposa, otimista incorrigível, é da opinião que esse jovem voltou a Jesus uma semana mais tarde e disse-Lhe que havia mudado de opinião. Espero que tenha sido assim.)

Mas observem quão particular esse desafio era para aquele jovem rico. Observem o quão personalizada foi a sua prova, centralizando-se nas coisas materiais que significavam tanto para ele.

Observem também que na Seção 121 de Doutrina e Convênios o Senhor diz que parece que não aprendemos essa única lição – que os poderes do céu estão inseparavelmente ligados aos princípios da retidão.

Se refletirmos sobre os desafios que cada um de nós tem tido, compreenderemos o que o Senhor quer dizer quando disse em Mosias sobre disciplinar e testar nossa paciência e nossa fé.

Por que esse teste é tão difícil para a maioria de nós? Porque ele envolve paciência e fé – não nossa habilidade de ganhar dinheiro ou obter poder político.

Essas orientações pessoais são as taxas que pagamos pela nossa educação continuada. Algumas bênçãos vêm em forma de limitações e nos irá bem se pudermos aceitá-las enquanto ainda somos humildes. Precisamos entender que o Senhor usará todos os meios que Ele considere necessário porque Ele nos ama o suficiente para educar-nos individualmente.

Encerro com uma pequena história que foi uma grande bênção para mim por ter tido nela uma pequena participação. Quando conversei recentemente com um pai tomado pelo câncer, ele confidenciou-me essas palavras de sua filha de nove anos, Melissa, quando ela oferecia a oração familiar. “Pai Celestial, se Tu precisas levar meu paizinho, está tudo bem, mas nós gostariamos que ele ficasse conosco. Pai Celestial, faça-se a Tua vontade, mas ajude-nos a não ficarmos com raiva de Ti.”

Pensem na submissão espiritual dessa criança! Melissa já está bem à frente na estrada do discipulado com esse tipo de submissão. Que bênção ela é para seus maravilhosos pais.

Próximo ao final de 3 Néfi, Jesus ensinou aos pais e depois soltou a língua das crianças. A escritura diz-nos que as crianças em seguida ensinaram a seus pais coisas maiores do que Jesus lhes havia ensinado. Assim também foi com Melissa Howes e Jarede Amon.

Advirto a vocês e a mim que se não tomarmos cuidados, poderemos nos sentir desencorajados em meio às tristezas, poderemos vir a murmurar. É tão fácil esquecer temporariamente as razões fundamentais que temos para ter bom ânimo.

Adoro o que Enoque disse depois que o Senhor mostrou-lhe algumas de suas criações. Enoque não lhe perguntou quantas galáxias ele havia criado ou sobre o cosmo. O que foi mais satisfatório e profundo para Enoque saber estava resumido nas profundas palavras que ele disse ao Senhor: “No entanto, Tu estás lá”. Isso é o que importava para Enoque.

Portanto, tenhamos bom ânimo em virtude de todas as razões estratégicas enquanto abrimos nosso caminho através da miríade de coisas táticas. Obrigado por amarem os filhos de Nosso Pai Celestial e por irem muito além do dever e por serem o tipo de homens e mulheres que são.

Deus os abençoe pelo seu serviço, pelo qual me regozijo, em nome de Jesus Cristo, amem.



Elder Neal A Maxwell é membro do Quórum dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Este discurso foi proferido na reunião anual de Collegium, em abril de 1998.



Tradução de Edson J M Lopes

5 Comentários:

theossetemagnificos.blogpost.com se encontram muitos segredos disse...

gostava de poder imprimir em braile este postagem ou texto mas e impossivel havera uma maneira real de o poder fazer visto nao o ver mas houvir este meu amigo fes o favor de escrever este texto.
Atenciosamente Anibal da Costa.
Bem Hajam

Peri disse...

Em breve colocarei disponivel para download no site: materialmormon.ning.com

Abraços e obrigado

Lovanism disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lovanism disse...

Caramba que discurso especial! Que evangelho perfeito. Agradeço muito pela disponibilidade e atenção que vocês dão ao evangelho e a propagação do evangelho. Que O Senhor abençoe a todos os que participam dessa obra.

Lovanism disse...

Caramba que discurso especial! Que evangelho perfeito. Agradeço muito pela disponibilidade e atenção que vocês dão ao evangelho e a propagação do evangelho. Que O Senhor abençoe a todos os que participam dessa obra.

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